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Fiocruz Amazônia inicia especialização em Tefé (AM), pelo Projeto QualificaSUS

No município de Tefé (AM) inicia na segunda-feira, 9/12, o curso lato sensu em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária.  O curso é mais uma oportunidade de especialização, oferecida a trabalhadores graduados das secretarias municipais de saúde do Amazonas, no âmbito do Projeto QualificaSUS.

Para esta ação de ensino, o ILMD/Fiocruz Amazônia conta com a parceria do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems-AM) e apoio de emenda parlamentar da bancada do Amazonas.

O quê? Aula inaugural do Curso Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária em Tefé

Quando? 9/12/2019

Hora? 8h30min

Onde? Auditório do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), localizado na Rua Olavo Billac, n° 341, Centro, no município de Tefé (AM).

O curso destina-se aos profissionais de nível superior de Tefé e entorno, que desempenham suas funções e/ou atividades em unidades básicas de saúde e/ou unidades de saúde da família, ou equivalente, na microrregião do Alto Solimões.

A turma inicia com 51 alunos. As aulas são presenciais, em sistema modular e acontecem em período integral (matutino e vespertino), uma semana por mês, de segunda a sábado. O curso tem duração de 12 meses, incluindo a apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Com coordenação do professor Bernardino Albuquerque, a especialização oferece 10 disciplinas, com carga horária de 460 horas, e estão envolvidos nesse processo 15 professores. O certificado será destinado aos alunos que concluírem toda a carga horária e defenderem o trabalho de conclusão.

O objetivo do curso é qualificar profissionais que atuam em cuidados primários de saúde para implantação e desenvolvimento de ações de Vigilância em Saúde no plano territorial-local, promovendo a integração entre oferta de cuidados de APS e ações de vigilância na rede básica de serviços de saúde.

Sobre o ‘QualificaSUS’

O Projeto QualificaSUS  é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia  que tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores no nível da gestão e do serviço das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São cursos de atualização, especialização e mestrado que adotarão modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do trabalhador, entendido como sujeito das práticas de gestão e sanitárias desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos serão ofertados em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com recursos oriundos de emenda parlamentar da bancada do Amazonas e com parceria do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Imagem: Mackesy Pinheiro

 

Começam as aulas do Mestrado Profissional em Saúde Pública, da Fiocruz Amazônia

Iniciou nesta segunda-feira, 2/12, mais um curso no âmbito do Projeto QualificaSUS  do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Trata-se do Mestrado Profissional em Saúde Pública, que acontece em parceria com o Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco).

A turma é formada por 20 alunos, sendo 15 vagas ocupadas por profissionais das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e 5 servidores do ILMD/Fiocruz Amazônia.

A abertura das atividades do curso contou com as presenças do coordenador regional do mestrado Profissional em Saúde Pública do IAM/Fiocruz Pernambuco, Garibaldi Gurgel Jr., da vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Claudia Ríos,  da vice-diretora de Ensino e Informação Científica do IAM/Fiocruz Pernambuco, Ana Paula Nascimento, do presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas  (Cosems/AM), Januário Carneiro da Cunha Neto, do presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) Willames Freire Bezerra, e do diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia,  Sérgio Luz.

Sérgio Luz destacou a importância do curso e o desafio do Projeto QualificaSus de qualificar 5 mil profissionais de saúde em todo o Amazonas. “É com grande prazer que a gente recebe todos vocês aqui, para essa nova iniciativa, e, como todos sabem, corremos um pouco, para iniciar este curso em Dezembro e, com isso, mantemos o nosso cronograma do QualificaSus”, comentou.

Claudia Ríos disse que “essa primeira turma faz parte de um anseio das Secretarias de Saúde, do Cosems e da Fiocruz Amazônia. A gente fez reuniões e detectou a necessidade e estabelecemos esse curso como uma prioridade. O processo seletivo foi apertado, por ser em pouco tempo, mas tivemos 98 inscritos. Hoje, temos dentre os alunos pessoas de vários municípios”, comentou.

A aula inaugural do curso foi ministrada por Willames Freire Bezerra e teve como tema “O Financiamento da Saúde pelos Municípios”.

O curso tem como objetivo preparar profissionais para atuar como formadores e indutores de processos de mudança em seus espaços de trabalho, mediante a adoção de novos conceitos e práticas, desenvolvendo produtos de alta aplicabilidade ao desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A TURMA

Para Sanay Souza Pedrosa, analista de situação de saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa) e aluna do novo curso de mestrado, “as expectativas em relação ao curso são as melhores possíveis. A gente passou por um processo de seleção bem tenso e isso faz com que a expectativa realmente aumente e, hoje, é só muita felicidade de fazer parte dessa turma”, comentou.

Fábio Cabral, servidor da  Fiocruz Amazônia, e aluno da nova turma,  salientou a importância do curso para sua formação, “é uma ótima oportunidade para nos qualificarmos, principalmente para os servidores que trabalham diariamente com o SUS”, comentou.

SOBRE O CURSO

O curso terá a duração de 24 meses, sendo composto de 11 disciplinas oferecidas de maneira presencial, durante uma semana a cada mês. Nos 13 meses seguintes, ocorrerão módulos semanais presenciais de imersão para aprofundamento da pesquisa bibliográfica e encontros sistemáticos com os orientadores.

As aulas da primeira disciplina acontecem de 2 a 6/12/2019, nas dependências do ILMD/Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus.

SOBRE O QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS  é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia  que tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores no nível da gestão e do atendimento das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São cursos de atualização, especialização e mestrado que adotam modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do aluno trabalhador, entendido como sujeito das práticas de gestão e sanitárias desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos são ofertados nos 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com recursos oriundos de emenda da bancada parlamentar do Amazonas e com parceria do Cosems-AM.

Ascom ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Apoio; Diovana Rodrigues
Foto: Marlúcia Seixas

Aula inaugural do Mestrado Profissional em Saúde Pública será na segunda-feira, 2/12

Na segunda-feira, 2/12, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebe autoridades e alunos para a aula inaugural do curso de Mestrado Profissional em Saúde Pública.

O curso é oferecido no âmbito do Projeto QualificaSUS, da Fiocruz Amazônia, e será realizado por meio de  parceria com o Instituto Aggeu Magalhães  (IAM/Fiocruz Pernambuco) e Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas  (Cosems/AM).

A duração do mestrado é de 24 meses. O curso é presencial, sendo ofertadas 11 disciplinas, que acontecerão durante uma semana a cada mês. As aulas da primeira disciplina serão realizadas de 2 a 6/12/2019, nas dependências do ILMD/Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus.

O quê? Aula inaugural do curso de Mestrado Profissional em Saúde Pública

Quando? 2/12/2019

Hora? 9h30min

Onde? Salão Canoas, sede da Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus.

SOBRE O QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia e tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores no nível da gestão e do atendimento das secretarias municipais de saúde do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São cursos de atualização, especialização e mestrado que adotam modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do aluno trabalhador, entendido como sujeito das práticas de gestão e sanitárias desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos são ofertados nos 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com recursos oriundos de emenda da bancada parlamentar do Amazonas e com parceria do Cosems-AM.

Ascom ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga resultado do Mestrado Profissional em Saúde Pública

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quarta-feira, 27/11, o resultado da etapa III da seleção para o Mestrado Profissional em Saúde Pública. Participaram da seleção profissionais de saúde, com diploma de graduação, que atuam em secretarias municipais de saúde do Amazonas e servidores da Fiocruz Amazônia.

O curso é oferecido no âmbito do Projeto QualificaSUS  e será realizado por meio de  parceria entre o Instituto Aggeu Magalhães  (IAM/Fiocruz Pernambuco), ILMD/Fiocruz Amazônia e Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas  (Cosems/AM).

Para o resultado, clique.

Estão sendo oferecidas 20 vagas, sendo 15 vagas destinadas a profissionais das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e 5 vagas destinadas a servidores do ILMD/Fiocruz Amazônia.

O curso tem como objetivo preparar profissionais para atuar como formadores e indutores de processos de mudança em seus espaços de trabalho, mediante a adoção de novos conceitos e práticas, desenvolvendo produtos de alta aplicabilidade ao desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

RECURSO 

O prazo para recurso do resultado da etapa III será no dia 28/11, e o resultado final sai no dia 29/11. A matrícula e início das aulas será no dia 2 de dezembro, segunda-feira, as 9h, na Fiocruz Amazônia.

O curso terá a duração de 24 meses, sendo composto por 11 disciplinas, oferecidas de maneira presencial, durante uma semana a cada mês. Nos 13 meses seguintes, ocorrerão módulos semanais presenciais de imersão, para aprofundamento da pesquisa bibliográfica e encontros sistemáticos com os orientadores.

As aulas da primeira disciplina acontecem na semana de 2 a 6/12/2019, nas dependências do ILMD/Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus.

SOBRE O QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia e tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores no nível da gestão e do atendimento das secretarias municipais de saúde do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São cursos de atualização, especialização e mestrado que adotam modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do aluno trabalhador, entendido como sujeito das práticas de gestão e sanitárias desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos são ofertados nos 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com recursos oriundos de emenda da bancada parlamentar do Amazonas e com parceria do Cosems-AM.

Acesse chamadas públicas do ILMD/Fiocruz Amazônia.

 

Ascom ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia lança livro e biblioteca virtual sobre formação e saúde indígena

A saúde indígena foi destaque ontem, 25/11, no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), com dois lançamentos que demonstram o compromisso de pesquisadores da Fiocruz com a saúde dos povos indígenas. Primeiro, foi lançado o livro “Atenção diferenciada: a formação técnica de agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro”, de autoria de Luiza Garnelo, Sully de Souza Sampaio e Ana Lúcia Pontes. Depois, foi a vez da biblioteca virtual BVS Saúde dos Povos.

O evento reuniu no Salão Canoas, auditório da Fiocruz Amazônia, pesquisadores, indígenas, representantes das instituições envolvidas com a saúde, formação e capacitação dos povos indígenas, e demais interessados.

Luiza Garnelo explicou que o livro é resultado da formação dos agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro, a demanda dos próprios índios foi para o curso ofertado lhes permitisse elevar a escolaridade dos participantes, ao nível de ensino médio. “Muita gente ajudou. Fazer uma coisa dessas não é simples. De uma demanda dos índios do Rio Negro, com o apoio da a Federação das Organizações Indígenas e de outras entidades, e do próprio Conselho do Hospital de Saúde do Alto Rio Negro deu-se o processo de qualificação da força de trabalho dos agentes de saúde”, comentou a pesquisadora, reconhecendo a importância das parcerias para a realização do Curso Técnico de Agentes Comunitários de Saúde,  em especial o apoio da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz).

Ana Lúcia Pontes falou da importância do curso técnico oferecido no Alto Rio Negro, especialmente porque favoreceu o protagonismo dos agentes indígenas de saúde em sua área de atuação.

Sully Sampaio lembrou dos desafios enfrentados para a realização do curso e as histórias que marcaram alunos e professores, relatos que ainda hoje emocionam quem viveu a experiência da construção, implementação e execução do Curso Técnico de Agentes Comunitários Indígenas de Saúde, que foi concluído em 2015.

Na ocasião do lançamento do livro foi entregue uma simbólica lembrança ao  então, secretário de Estado de Educação e Cultura (Seduc-AM), professor Gedeão Amorim, que na época empreendeu todos os esforços para o êxito do curso.

O livro “Atenção diferenciada: a formação técnica de agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro”, integra a Coleção Fazer Saúde, com apoio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde ((VPAAPS/Fiocruz), por meio de cooperação técnica com a Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, do ILMD/Fiocruz Amazônia, e do projeto Formação Profissional do Agente Indígena de Saúde: contextos e discursos do Programa de Apoio à Pesquisa Estratégica em Saúde (PAPES VII) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Este, bem como outros títulos da Editora Fiocruz, podem ser adquiridos no site da editora ou clique.

 

BVS SAÚDE DOS POVOS

A biblioteca virtual BVS Saúde dos Povos é um projeto do grupo de pesquisas Saúde, Epidemiologia e Antropologia dos Povos Indígenas da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz) e equipe da Seção de Informação (CTIC) do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (ICICT/Fiocruz), em parceria com o Grupo de Trabalho em Saúde Indígena da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Bireme/OPAS/OMS.

Sua finalidade é divulgar materiais e produções sobre a saúde dos povos indígenas para diferentes públicos. A BVS reúne, até o momento, mais de 3 mil itens, que estão sendo progressivamente disponibilizados para acesso. Esse acervo representa parte da diversidade das pesquisas, projetos e atividades sobre saúde de diferentes povos indígenas do Brasil.

Para mais informações sobre a BVS, clique

Ao final do evento, para comemorar as conquistas alcançadas foi servido um coquetel com iguarias amazônicas e indígenas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

Vetores e doenças negligenciadas na América Latina motivam encontro inaugural da LA-SOVE em Manaus

Com a participação de gestores institucionais, pesquisadores de vários países, técnicos e estudantes de biologia, especialmente da área de vetores, iniciou ontem, 20/11, em Manaus (AM), o encontro inaugural da LA-SOVE (Latin American Society for Vector Ecology), que acontece até domingo, 24/11, no auditório do Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema, localizado nas dependências da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste.

Segundo o diretor da LA-SOVE, Paulo Pimenta, pesquisador e chefe de Laboratório de Entomologia Médica do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas Gerais ), a LA-SOVE foi instituída na América Latina com a missão de forjar a ligação entre a academia, os órgãos reguladores e os formuladores de políticas, para o gerenciamento eficaz do controle vetorial e doenças tropicais negligenciadas, disseminadas por patógenos transmitidos por vetores.

A SOVE existe há 50 anos na América e tem as regionais da Índia, da Ásia e da Europa. A maior é a americana e, depois, a europeia. No Brasil, a ideia inicial foi de formar uma SOVE  brasileira, porém foi observada a necessidade de dar uma abrangência maior à essa sociedade, ampliando-a para países da  América Latina, uma vez que eles têm problemas similares na área de vetores. “Temos a malária em uma área da Amazônia, dengue atingindo a Argentina e leishmaniose, todas distribuídas pela América Latina. Então, a ideia dessa sociedade latina que está sendo inaugurada aqui em Manaus, é ter uma sociedade que não vai ser restrita ao Brasil, ela está envolvendo membros de toda a América Latina e de outras regiões para discutir controle vetorial e doenças tropicais transmitidas por vetores”, explica Paulo Pimenta.

O objetivo principal da LA-SOVE é compartilhar conhecimento e criar uma grande rede entre cientistas, para melhorar a pesquisa em controle vetorial e a diminuição e/ou possível eliminação de doenças transmitidas por vetores, principalmente focando na ecologia e no controle de artrópodes de importância médica e veterinária, atendendo à demanda dos pesquisadores de países latinos americanos que atuam na área, neste sentido, o encontro contou com a participação de membros das regionais internacionais: American Sove, European Sove, Asian Sove e Indian Sove.

Pesquisadores da Fiocruz, das seguintes unidades regionais: Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Fiocruz Rondônia, Instituto de Pesquisa Ageu Magalhães (Fiocruz Pernambuco) e Fiocruz Minas Gerais, contribuíram com o encontro inaugural, ministrando palestras e conferências.

A programação do encontro contempla cursos de treinamento, simpósios, mesas-redondas, conferências e atividades de campo em áreas endêmicas de Manaus. Confira aqui a programação.

O evento tem como parceiros: SAPO – Inovações para controle , Clarke Aquatic Services, Bayer, Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Entomologia Molecular – INCTEM, RELCOV: La Red Latinoamericana de Control de Vectores, Plos Neglected Tropical Diseases, Medicines for Malaria Venture (MMV), Institute Elimina,  Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Fiocruz Rondônia,  Fiocruz Pernambuco e ILMD/Fiocruz Amazônia.

PRÉ-EVENTO

No  Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) foi realizado um pré-evento do LA-SOVE no período de  16 a 19/11 de novembro, o minicurso “Controle de Vetores de Doenças Negligenciadas”, coordenado pelo pesquisador Wanderli Tadei, líder do Laboratório de Vetores de Malária e Dengue do Inpa, e pelo professor da Universidade de Heidelberg (Alemanha) e diretor científico da “German Mosquito Control Association (KABS), Norbert Becker.

O minicurso aconteceu no Laboratório de Malária e Dengue e no auditório da Ciência do Inpa.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

A formação de Agentes Indígenas de Saúde é assunto de livro a ser lançado dia 25/11 na Fiocruz Amazônia

O livro “Atenção diferenciada: a formação técnica de agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro”, dos pesquisadores Luiza Garnelo, Sully de Souza Sampaio e Ana Lúcia Pontes será lançado na próxima segunda-feira, 25/11, às 18h, na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Adrianópolis, Manaus.

A publicação é da Editora Fiocruz e integra a Coleção Fazer Saúde, com apoio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde ((VPAAPS/Fiocruz), por meio de cooperação técnica com a Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, do ILMD/Fiocruz Amazônia, e do projeto Formação Profissional do Agente Indígena de Saúde: contextos e discursos do Programa de Apoio à Pesquisa Estratégica em Saúde (PAPES VII) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Luiza Garnelo ressalta que o livro é produto de uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia e contou com contribuição da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) e de outros pesquisadores. “Muita gente ajudou. Fazer uma coisa dessas não é simples. De uma demanda dos índios do Rio Negro, da Federação das Organizações Indígenas e de outras entidades, e do próprio Conselho do Hospital de Saúde do Alto Rio Negro dá-se um processo de qualificação da força de trabalho dos agentes de saúde e com uma demanda dos índios, que era muito específica, pois eles queriam um curso que elevasse a escolaridade e os titulasse como técnicos de nível médio”.

A pesquisadora comenta ainda que atender ao pedido dos índios foi um desafio enorme, e que esse processo de formação levou cinco anos, pois foram consideradas as peculiaridades e diversidades dos povos do Alto Rio Negro, que é uma região que tem 23 etnias, que falam línguas diferentes e têm costumes e relacionamentos próprios.

Durante o lançamento do livro também será lançada em Manaus a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): Saúde dos Povos Indígenas, que pretende facilitar o acesso e ampliar o diálogo sobre a produção técnica e científica da saúde indígena. O evento é aberto ao público.

 

PROGRAMAÇÃO

Evento: Lançamento do livro Atenção Diferenciada: a formação técnica de agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro e da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): Saúde dos Povos Indígenas

Data: 25 de novembro (segunda-feira)

Horário: 18h

Local: Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), no auditório Canoas, à Rua Teresina, 476, Adrianópolis – Manaus (AM)

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento
Foto: Marlúcia Seixas

 

Dispositivo inovador para diagnóstico de doenças desenvolvido pela Fiocruz Amazônia será produzido por empresa privada

Equipamento de diagnóstico de doenças, concebido por pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) será acompanhado por empresa privada para produção em escala. O anúncio foi feito recentemente no Diário Oficial da União (DOU), por meio da publicação do extrato de Acordo de Cooperação Técnica celebrado entre a Fundação Oswaldo Cruz e  Wama Produtos para Laboratório Ltda.

O Acordo trata da transferência de tecnologia e de licenciamento para outorga de direito de uso ou de exploração da criação de dispositivo de diagnóstico, capaz de ler as reações LAMP ou outros ensaios de amplificação isotérmica colorimétrica, ou seja, um dispositivo capaz de identificar qualquer doença que se use o mesmo princípio do teste.

O pesquisador da Fiocruz Amazônia responsável pelo invento, Felipe Gomes Naveca, explica que “a ideia do projeto sempre foi desenvolver um equipamento que pudesse levar as vantagens do diagnóstico molecular, como alta sensibilidade e especificidade, para laboratórios com reduzida infraestrutura”. Trata-se de um equipamento portátil para detecção rápida de doenças.

O invento foi depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e em seus correspondentes no exterior, em fevereiro de 2018, sob o título “Dispositivo de ensaios LAMP”. Para a produção do protótipo, o pesquisador contou com o apoio do Instituto Senai de Inovação em Microeletrônica (ISI-Amazonas)

COOPERAÇÃO TÉCNICA

O Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Fiocruz e a Wama vai permitir a execução conjunta do Programa de Codesenvolvimento, a ser coordenado por Felipe Naveca e Luís André Mariuba, coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT-ILMD/Fiocruz Amazônia), além de Jéssica Lima e Felipe Maricondi, ambos da Wama.

A partir desse Programa será feito o acompanhamento, avaliação a execução dos ensaios, produção e publicação de trabalhos científicos, além do atendimento às exigências técnicas e legais necessárias para a produção em escala industrial do dispositivo, fornecimento, e comercialização do produto no Brasil e em outros territórios.

“Esperamos nessa nova fase, com a parceria da Wama, chegar até um produto pronto para o mercado e, dessa forma, contribuir com a melhoria de acesso ao diagnóstico mais preciso”, comentou Naveca.

FOMENTO

A importância do fomento à pesquisa para a produção do conhecimento científico e tecnológico é essencial para se chegar a essa etapa  em que uma inovação chega à uma empresa, reconhece o pesquisador lembrando que a pesquisa contou com recurso do  Governo do Amazonas, por meio da  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Ministério da Saúde, sendo amparada pela Chamada Pública N. 002/2012, do Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS).

“Foi graças ao financiamento recebido através de um edital PPSUS que foi possível trabalharmos em uma abordagem multidisciplinar, com biólogos, biomédicos e engenheiros, chegando até um protótipo de equipamento que despertou o interesse de uma empresa privada como a Wama”, declara Felipe Naveca.

A Wama é uma empresa privada que tem por objetivo o desenvolvimento de métodos e equipamentos para laboratórios de análises.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos Eduardo Gomes

Medicamento aprovado pela Anvisa trata malária tipo vivax em dose única

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente medicamento que reduz o tempo de tratamento de pacientes acometidos por malária causado pelo Plasmodium vivax. Trata-se da Tafenoquina, que possibilita que o tratamento seja feito com dose única.

Hoje, o tratamento é feito em 7 dias e com dois antimaláricos (Cloroquina e a Primaquina) o que acaba contribuindo para que não seja feito de forma correta. A não conclusão desse tratamento aumenta as chances de recaída da doença. Com a Tafenoquina o tratamento passa a ser feito com apenas um comprimido, que pode ser tomado na unidade de saúde, com o devido acompanhamento profissional.

Marcus Lacerda, pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), um dos responsáveis pelo estudo, explica que a Tafenoquina é uma modificação química da Primaquina. Portanto, “o paciente toma uma dose única, ou seja, já no primeiro dia de tratamento e, a partir daí, não tem mais que ficar repetindo a medicação. Então, consideramos um imenso avanço, que vai permitir que as pessoas façam o tratamento adequado”.

Sobre o Plasmodium vivax, o  pesquisador alerta que muitas pessoas não sabem  que o parasito pode ficar no fígado, dormindo, por dois ou três meses, e o paciente pode voltar e ter uma nova malária se não fizer o tratamento completo. “Se a pessoa depois do terceiro dia para de tomar o medicamento, pois fica sem febre, vai voltar a ter recaídas depois de alguns meses”, comenta Lacerda.

Vale ressaltar que a Tafenoquina é a primeira droga aprovada em 60 anos para tratamento da Malária do tipo vivax. Até sua aprovação pela Anvisa, o novo medicamento também  passou por ensaios na Indonésia, Tanzânia, Peru e Tailândia. No Brasil, os testes foram feitos em Manaus (AM) e Porto Velho (RO), sob a coordenação de pesquisadores da Fiocruz Amazônia e da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

O estudo da nova droga contou com apoio das seguintes instituições: Medicines for Malaria Venture (MMV) e Glaxo Smith Kline (GSK), e financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates.

Com a aprovação do registro pela Anvisa, “no ano que vem,  2020, dois municípios vão começar a implementação do medicamento na prática, Manaus e Porto Velho, que participaram dos ensaios clínicos para o desenvolvimento da medicação”, explica Lacerda. Depois dos resultados finais, a expectativa é que droga seja disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em suas unidades de saúde.

SOBRE A TAFENOQUINA

O pesquisador observa que a Tafenoquina dá muito conforto ao paciente, a medicação está registrada apenas para pessoas acima dos 16 anos. É necessário  fazer um teste rápido antes de se administrar o medicamento para detectar a existência de uma enzima no organismo, pois se a pessoa tiver essa enzima, ela não pode usar a Tafenoquina. Além disso, pacientes grávidas também não podem usar essa medicação .

 A MALÁRIA

A Malária é uma doença infecciosa, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Os principais sintomas da doença são: febre alta, calafrios, tremores, sudorese, dor de cabeça e outras manifestações como náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos casos de malária no Brasil se concentra na Amazônia nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: (1) Michel Melo/Secom e (2) Eduardo Gomes (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Diretora da Capes vem a Manaus para falar do processo de avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação

O novo processo de avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG/Capes) foi assunto de encontro promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam) nesta quinta-feira, 7/11. O evento reuniu público formado por mais de 120 professores, coordenadores e gestores de instituições de ensino e pesquisa do Amazonas.

Para falar sobre “Os avanços no processo de avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação”, a Fapeam convidou Sônia Báo, diretora de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O evento contou com a participação de professores, coordenadores, vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação (VDEIC) e diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Sérgio Luz.

Na abertura do evento, Marcia Perales, falou da importância da “Reunião Interinstitucional sobre os Avanços no Processo de Avaliação do SNPG/Capes”, para que professores, coordenadores e as instituições que oferecem cursos de pós-graduação no Amazonas possam estar preparados para essa verificação, que deve ocorrer no ano que vem.

Na oportunidade, ela lembrou que o Governo do Amazonas disponibilizou para 2019 mais de 85 milhões para serem aplicados em CT&I, desse valor 50.7% foram destinados à formação e capacitação de recursos humanos para CT&I, e deste percentual, 72% foram aplicados na pós-graduação.  “Todos esses investimentos foram aplicados para fortalecer o sistema de CT&I do Amazonas. Em 2019, 20 editais foram lançados pela Fapeam, alguns em parceria com outras instituições”, disse Perales.

Para Sérgio Luz, “a iniciativa da Fapeam é importante perante o cenário atual, onde se vê grandes discussões sobre o financiamento da pós-graduação, e o cenário político que vem sendo mostrado. É também um ótimo momento para se propiciar essas discussões e trazer as instituições para esse debate. Vale lembrar, que basicamente esse sistema de proposta de avaliação dos nossos programas de pós-graduação não é uma coisa que começou agora, é algo que já vem sendo anunciado há um tempo, sendo trabalhado dentro da Capes e pelas instituições. Temos que acompanhar esse processo e obter informações diretamente com as coordenações de avaliação, para que possamos sugerir, tirar dúvidas, confrontar os questionamentos e as posições para, de forma mais clara, vermos as transformações dos novos apontamentos que estão sendo reportados”, comentou.

AVALIAÇÃO

Sônia Báo falou da importância da atualização do sistema de avaliação da Capes, lembrou que 90% das pesquisas feitas no Brasil estão atreladas a cursos de pós-graduação.  “Está na hora de se repensar o sistema de pós-graduação no Brasil”, disse. Comentou ainda que o novo sistema de avaliação está sendo construído, considerando as especificidades regionais, o que de certa forma é defendido pelos coordenadores e professores desses cursos.

Após a apresentação da diretora de avaliação da Capes, foi aberto a professores e coordenadores de cursos de pós-graduação, espaço para perguntas e considerações. O evento ocorreu no auditório do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas, na avenida Pedro Teixeira, no bairro Dom Pedro, em Manaus.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Érico Xavier (Fapeam)