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Estudo identifica diferentes linhagens do novo coronavírus circulando no Amazonas

Três linhagens do novo coronavírus foram introduzidas no Amazonas, é o que aponta estudo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) que investigou amostras dos municípios de Manacapuru, Autazes, Careiro e Manaquiri (Região Metropolitana), Santa Isabel do Rio Negro (Rio Negro), Tabatinga e Santo Antônio do Içá (Alto Solimões), e Manicoré (Rio Madeira), além da capital Manaus.

A investigação foi realizada pela equipe do pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca. Segundo ele, a existência das 3 linhagens  do SARS-CoV-2: A2; B1.1; B1, sugere ao menos 3 introduções do vírus no Estado.

Em Manaus foram identificadas as três linhagens. Em Manacapuru, Manaquiri e Manicoré a pesquisa encontrou 2 linhagens circulando, e nos demais municípios uma linhagem.

As linhagens achadas no Amazonas são frequentemente encontradas em amostras da Austrália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

37 GENOMAS SEQUENCIADOS

O estudo de Epidemiologia Molecular do SARS-CoV-2 no Amazonas sequenciou 37 genomas do novo coronavírus. Felipe Naveca alerta para a importância desses dados, especialmente diante da escassez de informações sobre os vírus que causam síndromes respiratórias na população do Estado.

Em março deste ano Naveca concluiu o primeiro genoma SARS-CoV-2 do Norte do país. Agora, foram mais 36 sequenciamentos.

O sequenciamento dos genomas de amostras do SARS-CoV-2 contribuem para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos contra o vírus. Os genomas identificados no Amazonas agora podem ser comparados a outros que circulam no Brasil e no mundo.

O estudo é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia abre espaço para publicações sobre Covid-19 na Amazônia

Com o objetivo de armazenar registros produzidos por especialistas em diversas áreas do conhecimento, no contexto da pandemia de Covid-19 na Amazônia, o site do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abriu um novo espaço de divulgação, os Repositórios de Percepções (Humanidades) e de Epidemiologia.

Os Repositórios abrigam um conjunto de dados, artigos, documentos, informações e documentos sobre diferentes olhares, percepções e ações de prevenção e intervenção para o enfrentamento do Covid-19 no Amazonas, desde a capital às populações indígenas e comunidades rurais da fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

Idealizados pelos pesquisadores  Fabiane Vinente e José Joaquín Carvajal  com a finalidade de disponibilizar um espaço para pesquisadores e especialistas de diferentes áreas e instituições poderem publicar os mais diversos registros desse momento em que o novo coronavírus  atinge a Amazônia, os Repositórios instituíram comissões distintas de análise e validação dos documentos para publicação.

Fabiane explica que o Repositório de Percepções “nasce numa perspectiva de horizontalidade dos saberes e das percepções, valorizando a singularidade das vivências que os relatos descrevem e servindo de apoio para pensar essa diversidade em um processo global”, portanto sua expectativa é de que ele alcance um público mais amplo e diverso.

 “Não se trata de apenas colecionar relatos, mas de pensar a experiência da pandemia como algo que por estar sendo experienciado por todo o mundo, pode ser refletido e construído como conhecimento por todo o mundo também, independente de ser um cientista ou profissional de saúde”, comenta.

Interessados em publicar textos, poesias, fotos ou áudios no Repositório de Percepções (Humanidades) podem enviar o material para o e-mail fabiane.vinente@fiocruz.br. A Comissão  de Validação é formada pelas pesquisadoras do ILMD/Fiocruz Amazônia Evelyne Mainbourg  e Amandia Braga (Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis – Sagespi), Kátia Lima (Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia – LAHPSA ) e Fabiane Vinente (Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade – TASS).

Para mais informações sobre o Repositório Percepções (Humanidades), clique e acesse ao material já publicado.

EPIDEMIOLOGIA

Sobre o Repositório de Epidemiologia, José Joaquín explica que ele surgiu a partir de uma demanda da Rede Transfronteiriça Covid-19, que é uma iniciativa colaborativa entre instituições e profissionais da saúde para enfrentamento do novo coronavírus , na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

“A Rede Transfronteiriça Covid-19 busca contribuir com ferramentas e informações técnicas, científicas e acadêmicas, úteis para agilizar o fluxo de informação aos povos indígenas e para a tomada de decisões dos diferentes atores e a sociedade civil, nos diferentes níveis de organização, para o enfrentamento da Covid-19 nos seus territórios, visando melhorar as condições de vida e saúde das populações amazônicas”, comenta o pesquisador.

A Comissão de Validação do Repositório de Epidemiologia também é constituída por  pesquisadores da Fiocruz Amazônia, do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia – (EDTA) e tem como membros Claudia María Velásquez, Alessandra Nava e José Joaquín Carvajal. Os interessados em publicar neste repositório podem entrar em contato com seus membros ou enviar e-mail para jose.carvajal@fiocruz.br.

Clique e saiba mais sobre o Repositório de Epidemiologia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia envia testes rápidos para Covid-19 aos povos indígenas do Alto Rio Negro

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) inicia o envio de testes rápidos para Covid-19 aos povos indígenas do Amazonas. Os testes foram doados pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz). Inicialmente, recebem os testes os povos indígenas do Alto Rio Negro, depois os do Alto Solimões e Vale do Javari.

Além dos testes, outras doações foram feitas ao Amazonas, por meio do Programa Unidos Contra a Covid-19, da Fiocruz. O pesquisador e diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, explica que outros produtos, equipamentos e aparelhos estão sendo adquiridos  para enfrentamento ao novo coronavírus na área indígena, em Manaus e para aumentar  a capacidade de testagem  da Fiocruz Amazônia.

Segundo Luiza Garnelo, pesquisadora da Fiocruz Amazônia, que está à frente da distribuição das doações para a saúde indígena, à medida em que as doações chegam à Manaus, estão sendo levadas às localidades beneficiadas.

Na oportunidade, a Fiocruz Amazônia deslocou para o município de São Gabriel da Cachoeira uma equipe profissional para treinar os trabalhadores da saúde indígena em relação ao manejo dos testes nas comunidades,  com o objetivo de descentralizar e capilarizar as ações de controle da epidemia de Covid-19.

Outra ação dessa equipe será a coleta de amostras para a realização de exames PCR para a detecção do SARS-CoV-2, em profissionais de saúde. O material coletado será analisado no laboratório do ILMD/Fiocruz Amazônia, em Manaus.

RECURSOS

Ao Amazonas, foram destinados quase R$ 6 milhões para aquisições  de testes rápidos para Covid-19, equipamentos de proteção individual (EPI’s) e outros dispositivos para testes, visando o enfrentamento ao novo coronavírus.

As doações foram feitas ao Programa Unidos Contra a Covid-19, pela Vivo (R$ 3.000.000,00), pelo Fundo Emergencial da Saúde/Movimento Bem Maior (R$ 1.200.000,00), Fundação Banco do Brasil ( R$ 52.000,00)  e o restante por Bio-Manguinhos/Fiocruz.

UNIDOS CONTRA COVID-19

O Programa Unidos Contra a Covid-19 é uma iniciativa da Fiocruz que tem como objetivo potencializar as ações da Fundação Oswaldo Cruz frente à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), por meio da união de esforços dos setores público e privado, tornando-se um canal onde empresas, organizações e indivíduos interessados formam uma rede de apoiadores de ações desenvolvidas pela Fundação para o enfrentamento da emergência sanitária.

Para saber mais sobre o Unidos contra a Covid-19 e como apoiar, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Sully Sampaio e Eduardo Gomes

Resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane  (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou o resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição da Chamada Pública Nº006/2020, referente ao processo seletivo do Mestrado Acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia  (PPGVIDA).

O resultado está disponível na Plataforma SIGA da Fiocruz em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

A inscrição para o processo seletivo inicia hoje, 15/6, e vai até o próximo dia 3 de julho.

Para esta chamada pública estão sendo oferecidas 15 vagas nas seguintes linhas de pesquisa: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia (10 vagas);  e Processo saúde, doença e organização da atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade (5 vagas).

Confira o edital.

SOBRE O PPGVIDA

O curso de mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

 ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Rede Solidária da Fiocruz vai enviar doações ao Amazonas para enfretamento da Covid-19

Quase R$ 6 milhões em testes para Covid-19, equipamentos de proteção individual (EPI’s) e dispositivos para testes serão doados ao Amazonas para enfrentamento ao novo coronavírus. O repasse do material será feito pelo Programa Unidos Contra a Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A distribuição dos produtos será acompanhada pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), explica o pesquisador e gestor da Unidade da Fiocruz no Amazonas, Sérgio Luz. Segundo ele, serão destinados 3 mil kits de teste rápidos e R$ 1.200.000,00 em Epi’s para os povos indígenas do Alto Rio Negro, Alto Solimões e Vale do Javari; R$ 1.552.000,00 em Epi’s para os hospitais de Manaus, além de R$ 1.500.000,00 em equipamentos para a Fiocruz Amazônia triplicar sua capacidade de testagem para Covid-19.

As doações foram feitas ao Programa Unidos Contra a Covid-19, pela Vivo (R$ 3.000.000,00),  pelo Fundo Emergencial da Saúde/Movimento Bem Maior (R$ 1.200.000,00), Fundação Banco do Brasil ( R$ 52.000,00)  e o restante pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos), especificamente para o Amazonas.

Os produtos estão em fase de aquisição e assim que chegarem a Manaus serão encaminhados às instituições e povos indígenas.

UNIDOS CONTRA COVID-19

O Programa Unidos Contra a Covid-19 é uma iniciativa da Fiocruz, lançado em 2/4, com o objetivo de potencializar as ações da Fundação Oswaldo Cruz frente à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), por meio da união de esforços dos setores público e privado, tornando-se um canal onde empresas, organizações e indivíduos interessados formam uma rede de apoiadores de ações desenvolvidas pela Instituição para o enfrentamento da emergência sanitária.

Para saber mais sobre o Unidos contra a Covid-19 e como apoiar, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Bernardo Portella/Fiocruz

Pesquisa revela que desigualdades sociais contribuíram para o aumento explosivo de mortes em Manaus

Estudo aponta que a gravidade da epidemia de Covid-19 em Manaus e o elevado número de mortalidade têm suas raízes na grande desigualdade social, fraca efetividade de políticas públicas e fragilidade dos serviços de saúde na cidade.

Para a investigação foram usados dados de mortalidade oriundos da Central de Informações do Registro Civil (CRC) Nacional e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), durante a 11ª e a 16ª semana epidemiológica (período de 15 de março a 25 de abril de 2020), revela o pesquisador Jesem Orellana, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

Ele adianta que apesar das incertezas sobre mortalidade específica por Covid-19 é possível estimar o impacto da epidemia indiretamente, mediante o indicador de mortalidade geral, que avalia o excesso de óbitos ou o número de mortes não esperadas na população.

Jesem Orellana

“Normalmente, o indicador de mortalidade geral, varia pouco ou quase nada em curto espaço de tempo. Somente em situações excepcionais como desastres naturais, guerras ou de crise sociossanitária pode haver repentina e sustentada variação no padrão de mortalidade da população. Portanto, em tempos de ampla disseminação do novo coronavírus, especialmente em contexto sociossanitário desfavorável, espera-se não só maciço contágio e adoecimento, como também elevado e atípico número de óbitos”, comenta o pesquisador.

Além da Covid-19, outras possíveis causas de mortes foram consideradas pela CRC, como síndrome respiratória aguda grave (SRAG); pneumonia; septicemia; e insuficiência respiratória. Os óbitos não classificados em nenhuma dessas condições foram incluídos na categoria “demais causas”. Por fim, as mortes “indeterminadas” (causas de mortes ligadas a doenças respiratórias, mas não conclusivas) que representaram menos de 1% da amostra avaliada e não foram apresentadas separadamente.

A análise mostrou uma similaridade entre o total de óbitos registrados em 2019 e 2018, ao longo das semanas selecionadas em março e abril. Porém, ao se fazer uma comparação entre o total de óbitos de 2020 e 2019, observou-se um excesso de mortalidade, a partir da 14ª semana epidemiológica de 2020 e uma explosão na 16ª semana na qual o número de óbitos foi 200% maior do que o observado em 2019.

O expressivo aumento de mortes a partir da 14ª semana, deu-se aproximadamente 15 dias após a confirmação dos 30 primeiros casos de Covid-19 em Manaus. Já o alarmante e inédito aumento do número de mortes na 16ª semana, coincidiu com o colapso da rede pública hospitalar, gerando um aumento três vezes maior de sepultamentos diários.

Nesse período, as mortes em casa e em via pública também aumentaram, bem como os casos de Covid-19 nos municípios vizinhos. Esse conjunto de acontecimentos resultou, provavelmente, de uma grande aceleração da epidemia em Manaus nas semanas anteriores, contribuindo para a consolidação de uma crise sociossanitária sem precedentes.

“Variações no indicador de mortalidade geral, em cenário de crise sociossanitária, não estão restritas  a países de baixa e média renda, pois um número excessivo de mortes, também foi observado em Nova York e outras cidades da Europa, especialmente na Itália e Espanha, reforçando que a subnotificação na mortalidade específica por Covid-19 tem ocorrido nos mais diferentes contextos e regiões do planeta”, observa o pesquisador.

O estudo também aponta ainda que em Manaus quase 70% das mortes ocorreram em pessoas com 60 anos ou mais, um dado semelhante aos mostrados em estudos realizados em outros países, e que confirmam que nesse segmento populacional, as comorbidades têm sido associadas com um prognóstico pior em casos de internação por Covid-19.

Outro dado que corrobora com outros estudos, diz respeito aos diferenciais por sexo, com risco de mortalidade maior entre os homens, e um aumento explosivo de mortalidade por problemas respiratórios, que são complicações comuns da Covid-19.

Para o pesquisador, “reforços devem ser envidados rapidamente por gestores das três esferas de governo de modo a conter ou minorar o efeito deletério da Covid-19 em Manaus, sobretudo em áreas mais precárias, onde o impacto da pandemia sobre a mortalidade tende a ser mais acentuado”, conclui Orellana.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes-ILMD/Fiocruz Amazônia

Projetos de pesquisadores da Fiocruz Amazônia são aprovados no PCTI-EmergeSaúde/AM

Duas propostas submetidas ao Programa Ciência, Tecnologia e Inovação nas Emergências de Saúde Pública no Amazonas Covid-19 (PCTI-EmergeSaúde/AM) por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foram contempladas pelo Edital N°005/2020 da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Os projetos aprovados são da linha temática 2: Pesquisa, serviço e desenvolvimento de protocolos de análises moleculares e/ou imunológicas para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 no Estado do Amazonas. As propostas foram submetidas por Priscila Aquino e Felipe Naveca.

Para o pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, o apoio da Fapeam “representa a oportunidade de contribuir para a vigilância de vírus respiratórios, no contexto epidemiológico do estado do Amazonas, desenvolvendo ensaios que atendam à necessidade regional e não importando soluções já prontas, as quais nem sempre nos atendem”, comentou.

Da mesma forma, Priscila Aquino considera fundamental o apoio da Fapeam para a execução de seu projeto. “Dada a urgência e rápida propagação de Covid-19 em nosso estado, nosso grupo se propôs a utilizar uma metodologia inovadora para convergir a um painel de proteínas correlacionadas à gravidade clínica dos pacientes. Além disso, esse financiamento também irá contribuir para a compreensão dessa doença em nível proteico, fornecendo dados inclusive para a coalisão internacional de espectrometria de massas aplicada à Covid-19”.

O investimento estadual é de R$ 1.618.912,00, provenientes do orçamento da Fapeam, conforme Plano Plurianual 2020-2023, do Governo do Amazonas. O recurso vai apoiar seis projetos aprovados.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Josue Damacena/Fiocruz

Fiocruz Amazônia lança edital do Programa de Iniciação Científica

Amanhã, 15/5, iniciam as inscrições para o Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia). O processo de inscrição é todo online, através do envio da documentação obrigatória descrita no edital, para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br.

Podem participar estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 7,0 (no caso de bolsa nova) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, descritas no edital. No caso de renovação de bolsa, a nota deve ser maior ou igual a 6,0.

Acesse aqui ao edital do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Os candidatos têm até o dia 12 de junho para fazerem suas inscrições. O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O resultado será divulgado no dia 6 de julho de 2020.

“Este ano foi lançado o Banco de Currículo para os alunos que tenham interesse em realizar iniciação científica no ILMD/Fiocruz Amazônia”, comenta Priscila Aquino, coordenadora do PIC. Ela explica ainda que o Banco vai facilitar o acesso dos pesquisadores aos currículos dos alunos.

Para mais informações sobre o Banco de Currículo, clique.

O início das atividades está previsto para o dia 1º.  de agosto deste ano. As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, podendo ser renovadas.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

Saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Acesse ao Banco de Currículo.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Covid-19: selo ‘Fiocruz Tá Junto’ valida materiais de comunicação

A Fundação Oswaldo Cruz lança, nesta quarta-feira (6/5), o selo Fiocruz tá junto, parte da campanha de informação e comunicação Se liga no Corona! sobre a Covid-19, voltada para a população moradora de periferias. Veículos de comunicação comunitária ou coletivos de periferias de todo o país podem submeter até três materiais, sendo eles produtos gráficos (digitais), sonoros (spots para carros de som e podcasts) ou vídeos que veiculem informações sobre o novo coronavírus.

Para participar, o responsável precisa informar o nome da organização ou coletivo, inserir o link para site ou mídia social da sua organização e o link para acesso ao material que deseja validar – que deve estar hospedado em um repositório virtual e disponível para download. A partir disso, o material de comunicação será analisado e validado por especialistas da Fiocruz. Se houver necessidade de correção, o coletivo será notificado por e-mail; caso seja aprovado, será retornado já com a inserção do selo ou vinheta Fiocruz tá junto. O link para o formulário está em destaque na página da campanha Se liga no Corona! e pode ser acessado clicando na caixa Envie seu Material. Confira, também, um modelo de aplicação do selo para materiais impressos, que ajuda a preparar suas peças para fazer parte dessa campanha.

Campanha

A campanha de comunicação Se liga no Corona! tem como foco a prevenção e enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19) considerando as condições de vida e habitação de populações em situação de vulnerabilidade socioambiental. O conteúdo produzido pela campanha inclui rádionovelas, spots para carros de som, peças e vídeos para mídias sociais e cartazes e todos estão disponíveis para download no Portal Fiocruz e no site Maré Online. A iniciativa contou com a participação voluntária do cantor Nego do Borel que fez as chamadas, bem como cedeu trechos de uma das suas músicas mais conhecidas – ‘Me solta’ – para servirem de trilha para os produtos sonoros da campanha.

A iniciativa é fruto da articulação entre a Fundação Oswaldo Cruz, as Redes da Maré, a Frente de Mobilização da Maré, o Conselho Comunitário de Manguinhos, o Conselho Gestor Intersetorial (CGITeias Manguinhos), a Comissão de Agentes Comunitários de Saúde de Manguinhos (Comacs), o Coletivo Favelas Contra o Coronavírus, o Jornal Fala Manguinhos! e o sindicato dos trabalhadores da Fiocruz, Asfoc-SN.

Outras fontes de informação

A Fiocruz dispõe de uma área de perguntas e respostas sobre o novo coronavírus que pode ser acessada aqui, atualiza uma página sobre o novo coronavírus com informações confiáveis, e dispõe de um repositório de materiais para downloads sobre a Covid-19. Além disso, a instituição dispõe de um canal digital de interação com a sociedade que pode ser acionado, o Fale Conosco.

Luiza Gomes (Cooperação Social da Fiocruz)
Fonte: Agência Fiocruz de Notícia

MonitoraCovid-19 aponta tendência de interiorização

Pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz) detectaram, a partir da análise de dados de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma preocupante tendência à interiorização da epidemia de Covid-19, que está chegando de forma acelerada aos municípios de menor porte do país. Apesar de a epidemia ter se propagado inicialmente em grandes metrópoles (fortemente conectadas por linhas aéreas nacionais e internacionais), nas últimas semanas, 44% das cidades médias (20 mil e 50 mil) passaram a contar com casos de Covid-19 e a tendência é o crescimento de ciclos de transmissão em cidades pequenas, localizadas em grande parte no interior do Brasil.

De acordo com a nota técnica mais recente (4/5) do sistema MonitoraCovid-19 – desenvolvido pela equipe de pesquisadores do Icict/Fiocruz –, a grande preocupação dessa tendência reside no fato de que “metade das regiões para onde a doença se difunde apresenta recursos de saúde abaixo dos parâmetros indicados para situações de normalidade”.

“O avanço do Covid-19 em direção às cidades menores revela uma situação preocupante em razão da menor disponibilidade e capacidade de seus serviços de saúde. Isso direciona a busca pelo atendimento médico aos centros urbanos de referência para o tratamento da doença, o que tende a ampliar a pressão sobre os serviços de saúde nas grandes cidades. Esse já é um quadro preocupante em cidades polo, como Manaus, que atende não só aos moradores do município, mas também a pessoas vindas de um conjunto de pequenas cidades e vilas situadas ao longo de rios”, comenta Diego Xavier, epidemiologista do Icict/Fiocruz.

Os dados do estudo do IBGE baseiam-se no conceito de Regiões de Influência das Cidades (Regic), que colocam os municípios em uma nova distribuição regional, de acordo com o relacionamento e o deslocamento entre cidades, provocado pela necessidade do atendimento à saúde. As Regics refletem a realidade das populações de cidades menores, que contam com pouco ou nenhum serviço de saúde pública, e que procuram regularmente o atendimento em outros municípios maiores e/ou com melhor atendimento. Leva em consideração, inclusive, o atendimento a pacientes de outros estados e até países (Bolívia e Paraguai).

O estudo do IBGE que utiliza esse novo conceito de distribuição regional dos municípios, intitulado Regic-2108, teve seu lançamento antecipado para 7 de abril de 2020, com o objetivo de atender às necessidades urgentes de dados para a análise da evolução da epidemia de Covid-19. Entre os fatores levantados pelo IBGE para definir as Regics, estão a quantidade de leitos de UTI, de respiradores e de médicos na região.

Icict/Fiocruz
Fonte: Agencia Fiocruz de Notícias