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Software para manutenção preventiva de transporte coletivo é desenvolvido no Amazonas

A manutenção preventiva do veículo, seja de passeio ou utilitário, é um dos pontos importantes para quem deseja evitar problemas mecânicos. Com o pensamento de contribuir nesse processo com as empresas de transporte coletivo, um software e manual foram desenvolvidos no Amazonas para otimizar o sistema de manutenção, e assim contribuir para prolongar a vida útil dos veículos e, consequentemente,  reduzir os custos financeiros.

Coordenado pelo engenheiro  mecânico e  professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA),  Dr. Edry Antônio Garcia, o projeto de pesquisa intitulado “Desenvolvimento do Software para determinação de indicadores classe Mundial aplicáveis na manutenção dos ônibus de transporte público na cidade de Manaus” contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas por meio do Edital N. 024/2013 Programa de Desenvolvimento Científico Regional (DCR/AM) Fluxo Contínuo.

 

Segundo o pesquisador, o software permite cálculos de indicadores  de classe mundial aplicáveis em empresas de transportes, gerando relatórios qualitativos e quantitativos favorecendo o gerenciamento da manutenção dos ônibus. Além do software, foi produzido um livro, que traz conceitos e tendências atuais da manutenção, visando a sua utilização na prática produtiva nas empresas de transporte público em Manaus.

O projeto já foi finalizado e testado com algumas empresas de transporte coletivo. Entretanto, Garcia afirma que muitas empresas não dão prioridade à parte  de manutenção preventiva dos veículos  e focam mais na produção do que na manutenção, o que pode gerar, gastos com  manutenção muito acima das expectativas.

software e o livro permitiram a publicação de  artigos científicos pelo Brasil e em Cuba. O manual está disponível em todas as bibliotecas das universidades de Manaus, e contribui para o aperfeiçoamento do ensino de graduação e pós-graduação de Engenharia Mecânica e Engenharia de Manutenção na UEA/EST e de outras universidades da região.

“O projeto foi finalizado, mas permitiu continuidades de outras pesquisas tendo como meta futura o desenvolvimento de uma especialização em manutenção para profissionais e a implementação de um aplicativo para celulares que possibilitará a comunicação online dos ônibus com a equipe de direção das empresas, para a gestão eficiente tanto da manutenção quanto do controle da frota”, comenta o professor.

Transporte Coletivo

Segundo o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), atualmente, há 1.356 ônibus operando no sistema convencional de Manaus. Em 2019, em recentes fiscalizações, foram constatados 49 ônibus reprovados. Conforme a instituição é realizada vistoria nas garagens, assim como fiscalização nos terminais de integração onde o fiscal emite autuações em caso de irregularidade de horários ou de falta de manutenção dos veículos.

DCR

O Programa de Desenvolvimento Científico Regional (DCR/AM) Fluxo Contínuo (DCR/AM) tem o objetivo de apoiar à fixação de doutores em instituições de ensino superior e/ou pesquisa, institutos de pesquisa, empresas públicas de pesquisa e desenvolvimento, localizadas no estado do Amazonas que atuem em investigação científica ou tecnológica.

Por Jessie Silva

Foto 1: Érico Xavier

Foto 2: Altemar Alantara/Semcom

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Insumo retirado da casca do cupuaçu oferece alternativa sustentável para indústria Amazonas

Polímeros são materiais orgânicos, macromoléculas formadas pela união de unidades estruturais menores (chamados de monômeros). Conhecido, popularmente, como plásticos, os polímeros também podem ser representados pelas borrachas e outros tipos de polímeros que são encontrados na natureza, como, por exemplo, amido, celulose, lipídios e proteínas.

Pesquisa científica, com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), desenvolvida pelo doutor em Ciência e Engenharia de Materiais, Rannier Mendonça, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), teve como objetivo identificar compostos orgânicos presentes na casca do cupuaçu (Theobroma grandiforum), fruto típico da região, para efeito de retardamento de cura do poliéster, para futuramente serem utilizados comercialmente como retardantes “verdes”.

Segundo o pesquisador, o poliéster é muito utilizado na indústria automobilística e naval para a confecção de peças e cascos de embarcações. Alguns desses produtos possuem dimensões ou geometrias que necessitam de um tempo maior de manuseio da resina (polímero no estado líquido antes do processo de endurecimento), sendo necessário adicionar um insumo químico chamado de retardante de cura, conforme explica Rannier.

Rannier Marques Mendonça - UFAM_-19 (1)

A ideia da pesquisa foi entender como a casca do cupuaçu reage quimicamente com a resina poliéster insaturada, retardando esse endurecimento. “Ao adicionar a casca de cupuaçu na resina poliéster insaturada, a mesma demorou a finalizar o processo de cura, o que nos levou a investigar o motivo. A cura do polímero trata-se dos processos reacionais entre os componentes poliméricos (chamados de monômeros), que, depois de seu total consumo e formação de novas ligações químicas, possibilita que esse polímero permaneça no estado físico sólido,” contou.

Alternativa sustentável – Conforme o pesquisador, os principais retardantes utilizados hoje são materiais tóxicos e gerados de fontes não renováveis, além de serem muito caros. Com o projeto, além de oferecer uma nova alternativa para a indústria com o insumo mais barato, sem riscos ao operador e de fontes renováveis também garante a geração de emprego e renda para as comunidades produtoras de cupuaçu, que desperdiçam a casca do fruto.

Rannier Marques Mendonça - UFAM_-11

“Normalmente, a casca é jogada em aterros sanitários, poluindo o meio ambiente, ou transformada em adubo. Ou seja, não existe valor econômico algum. Com a comprovação desse trabalho, foi possível incorporar valores tecnológicos que permitem que um produto descartado possa ser revertido como algo de valor, portanto gerando renda aos produtores”, conta o pesquisador.

O retardante de cura é um tipo de inibidor que prolonga o tempo de trabalho do polímero antes de entrar no estado de gel. Na resina poliéster, o retardante tem a propriedade de doar um átomo de hidrogênio para a reação, diminuindo a concentração de radicais livres gerados pelo catalisador. Portanto, desacelerando, inicialmente, as uniões entre os meros.

Universal Amazonas – O estudo recebeu apoio por meio do Programa Apoio à Pesquisa (Universal), que tem como objetivo conceder aporte financeiro para atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, em todas as áreas de conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento do Amazonas.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Encerra hoje (5/8) votação para as Câmaras de Assessoramento Científico da Fapeam

Termina hoje  (5/8)  a votação para a escolha dos membros das Câmaras de Assessoramento Científico de Pesquisa e de Pós-Graduação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Mais de três mil eleitores de 12 instituições  de ensino e pesquisa do Amazonas estão aptos a votar, por meio do endereço eletrônico http://177.66.14.167/votacao/ .

Quarenta e dois candidatos estão elegíveis  para concorrer ao Pleito das Câmaras de Assessoramento Científico  da Fapeam. Candidataram-se pesquisadores com título de doutor vinculado às instituições de ensino superior ou de pesquisa do Amazonas, por área de conhecimento, conforme especificado no edital.

Quem pode votar?

Podem participar da votação os professores/pesquisadores com título de mestre ou de doutor, que possuam vínculo empregatício nas instituições de ensino superior ou de pesquisa com sede ou unidade permanente no Estado do Amazonas.

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 9 de agosto. O mandato será de dois anos, a contar da nomeação publicada no Diário Oficial do Estado.

Câmaras de Assessoramento Científico

Compete às Câmaras de Assessoramento Científico de Pesquisa e de Pós-Graduação analisar o mérito científico e técnico dos pleitos de fomento, apoio e incentivos formulados à Fapeam, avaliar a execução quanto aos aspectos técnico-científicos dos projetos que tenham recebido apoio financeiro da instituição, além de outras atividades compatíveis com os objetivos da Fapeam que lhe sejam designadas pelo Conselho Superior ou pela Diretoria Técnico-Científica.

Acesse aqui o edital do processo eleitoral das Câmaras de Assessoramento da FAPEAM.

Candidatos Elegíveis para o Pleito das Câmaras de Assessoramento FAPEAM – 2019_2020

Por Jessie Silva

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Fapeam participa da SBPC 2019

TV FAPEAM- A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) participa da 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) até o dia 27 de julho.

A SBPC é o maior evento científico da América Latina. A Fapeam, juntamente com outras fundações de amparo à pesquisa do País, participa no estande do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), na mostra de ciência, tecnologia e inovação ExpoT&C.

Assista o vídeo produzido pela TV Fapeam.

 

 

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Comitê de Especialidades reúne-se na Fapeam para analisar propostas submetidas aos programas Universal, Papac e Pameq

Com o encerramento das submissões aos programas de Apoio à Publicação de Artigos Científicos (Papac), de Apoio à Manutenção de Equipamentos (Pameq) e de Apoio à Pesquisa (Universal Amazonas) equipe técnica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e avaliadores externos estão envolvidos na avaliação dos projetos submetidos.

São cerca de 50 pessoas que estão atuando nesta tarefa, dentre essas, 18 avaliadores de diferentes instituições de ensino e pesquisa do País compõem o Comitê de Especialidades das grandes áreas do conhecimento. Estes analisam o mérito dos projetos submetidos. A expectativa é que no mês de agosto os resultados sejam divulgados. Esta etapa do processo (de avaliação e análise de mérito)  ocorre nesta semana, de 22 a 26 de julho.

Os programas são destinados a apoiar a formação de recursos humanos, pesquisa, inovação, difusão e popularização da ciência. A submissão de propostas para obtenção de apoio financeiro iniciou no dia 14 de junho e encerrou no dia 15 de julho deste ano.

Saiba mais sobre os programas

Universal Amazonas  conta com investimento da ordem de R$7 milhões destinados a financiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do estado do Amazonas.

Papac conta com investimento de R$ 2,2 milhões para apoiar a produção científica, tecnológica e de inovação de pesquisadores vinculados aos Programas de Pós-Graduação stricto sensu do Amazonas, por meio da concessão de auxílio pesquisa para apoiar a publicação de artigos científicos em revistas.

Pameq conta com mais de R$ 2,4 milhões para apoiar financeiramente a manutenção corretiva e/ou preventiva de equipamentos de laboratórios de pequeno, médio e grande portes destinados ao desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica no estado do Amazonas.

Confira os editais aberto

Outros três editais encontram-se abertos para a submissão de propostas até o dia 16 de agosto, são eles:

Programa de Apoio à Popularização da CiênciaTecnologia e Inovação (Pop CT&I);

Programa de Apoio à Organização, Restauração, Preservação e Divulgação das Coleções Biológicas e de Museus do Estado do Amazonas (ColeçõesBiológicas/Museus);

Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev).

A primeira chamada do Parev  contempla eventos a ocorrerem de março a junho de 2020. Já a segunda chamada, eventos a serem realizados no período de julho a dezembro de 2020. O  processo de submissão da segunda chamada  inicia no dia 17 de agosto e encerra  no dia 31 de janeiro de 2020.

Por  Marlúcia Seixas de Almeida

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Amazonas marca presença na 71ª Reunião Anual da SBPC, realizada em Campo Grande

O Amazonas marca presença na 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), maior evento científico da América Latina, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Com o tema “Ciência e Inovação nas Fronteiras da Bioeconomia, da Diversidade e do Desenvolvimento Social”, a SBPC ocorre até o dia 27 de julho na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande.

A Fapeam juntamente com outras fundações de amparo à pesquisa do País participa no estande do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), na mostra de ciência, tecnologia e inovação  ExpoT&C.

SBPC  2019 - FOTO ESTERFFANY MARTINS-12

No estande estão informações sobre a atuação da Fapeam, bem como é possível conhecer algumas pesquisas apoiadas  no Amazonas, as suas cinco linhas de ação que são: formação e capacitação de recursos humanos; pesquisa, tecnologia e inovação; infraestrutura e organização institucional CT&I; popularização e difusão de CT&I e intercâmbio e cooperação interinstitucional, nacional e internacional, bem como os programas já lançados e investimentos realizados no primeiro semestre de 2019.

Vale lembrar que de janeiro a junho, a Fapeam já investiu mais de R$ 57 milhões para apoiar a formação de recursos humanos, pesquisa, inovação e popularização e difusão da CT&I no Amazonas.

Nesta edição da SBPC um dos programas destacados pela Fapeam é o Programa Ciência na Escola (PCE). Este ano, o PCE recebeu 742 propostas de professores da educação básica de escolas estaduais e municipais de Manaus e de escolas estaduais do interior do Amazonas. Desse total, 619 foram aprovadas. Ao todo, serão disponibilizadas pelo PCE 2.476 bolsas para capital e interior.

SBPC  2019 - FOTO ESTERFFANY MARTINS-21

Além do aumento no número de bolsas  e projetos, em comemoração aos 15 anos do PCE (criado em 2004) esta edição está sendo chamada de Edição Ouro e oferecerá premiação para os melhores projetos do ano,  também será realizado um seminário de apresentação de trabalhos e lançada uma revista com publicação dos resumos  dos trabalhos.

No estande do Confap na SBPC, além da Fapeam, é possível conhecer uma parte dos os trabalhos desenvolvidos por outras fundações de amparo à pesquisa (FAPs) dos Estados do Alagoas (Fapeal), Goiás (Fapeg), Mato Grosso (Fapemat), Minas Gerais (Fapemig), Paraíba (Fapesq), Paraná (Fundação Araucária), Rio de Janeiro (Faperj) e São Paulo (Fapesp). As FAPs do Maranhão (Fapema) e do Mato Grosso do Sul (Fundect) – anfitriã do evento –também participam da ExpoT&C com estandes próprios.

SBPC  2019 - FOTO ESTERFFANY MARTINS-15

 

ExpoT&C

O espaço reúne centenas de expositores, como universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento, entidades governamentais, setor empresarial e outras organizações interessadas em apresentar novas tecnologias, produtos e serviço.

Por Esterffany Martins

 

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Pesquisa desenvolvida com fruta amazônica é publicada em revista científica internacional

Uma pesquisa desenvolvida no Amazonas descobriu que a fruta pedra-ume caá (Eugenia pucicifolia), ainda desconhecida por grande parte da população, possui potenciais antioxidantes e antiglicantes, cujas propriedades são promissoras para o desenvolvimento de um novo produto (fármaco ou nutracêutico) para o tratamento de diabetes.

O resultado da pesquisa foi publicado na Revista Científica Food Research International, por meio do artigo intitulado “Pedra-ume caá fruit: An Amazon cherry rich in phenolic compounds with antiglycant and antioxidant properties”, produzido pela doutoranda em Química, Andrezza da Silva Ramos, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

“A ideia do estudo foi agregar valor a esses frutos não convencionais com objetivo de provar que eles são, além de palatáveis, saudáveis e tentar encontrar algum bioativo, ou seja, substância que tivesse alguma atividade benéfica à saúde”, comentou Andrezza.

O estudo desenvolvido com a pedra-ume caá contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do projeto  “Investigação dos potenciais antioxidante, anti-inflamatório, antimicrobiano e citotóxico de plantas medicinais amazônicas com interesse biotecnológico”, via o Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Amazonas (Fixam),  coordenado pela Profª Dra. Jaqueline Bezerra, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam).  A pesquisa permitiu consolidar parcerias com o grupo de pesquisa da Ufam para poder implementar os ensaios e desenvolver o projeto.

Andrezza da Silva Ramos - UFAM - Fotos Érico Xavier-6

Fruta pedra-ume caá (Eugenia pucicifolia)

Segundo Andrezza, ter uma publicação em uma revista científica internacional representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos pesquisadores.  “Quando outros grupos citam o nosso trabalho é uma forma de dizer que respeitam e aceitam o que você está dizendo como verdade. Isso é algo bem motivador, publicar e saber que têm pessoas de todo mundo lendo e descobrindo o que está sendo feito aqui”, contou.

O  Prof. Dr.Marcos Batista, que integra o grupo de pesquisa,  reforça que o  artigo é importante, mas não é o principal produto e sim o aluno por ter conseguindo concluir o trabalho, principalmente com resultados promissores.

Andrezza da Silva Ramos - UFAM - Fotos Érico Xavier-38

“Essa produção científica demonstra a qualidade da pesquisa realizada por discentes da universidade, o que irá sem dúvida refletir, positivamente, nos conceitos dos programas de pós-graduação envolvidos, bem como nos indicadores de produção científica dos bolsistas de produtividade em pesquisa que colaboram com esse artigo”, destaca.

Grupo de pesquisa

O trabalho trata-se de um estudo químico, mas com viés multidisciplinar no qual foi idealizado pelo grupo de pesquisa do Núcleo de Estudos Químicos de Micromoléculas da Amazônia (Nequima) da Ufam. Além de Andrezza, fazem parte da equipe o químico, Prof. Dr. Marcos Machado; o farmacêutico Prof. Dr. Emerson Lima; engenheiros Prof. Dr. Edgar A. Sanches e Prof. Dr. Pedro Campelo.  Participaram ainda pela Embrapa Amazônia Ocidental o agrônomo Dr. Francisco Célio Chaves, além da colaboração da Profa. Dra. Francinete Campos da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

FIXAM

O programa consiste em estimular a fixação de recursos humanos com experiência em ciência, tecnologia e inovação e/ou reconhecida competência profissional em instituições de ensino superior e pesquisa, institutos de pesquisa, empresas públicas de pesquisa e desenvolvimento, empresas privadas e microempresas que atuem em investigação científica ou tecnológica.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Estudo pretende viabilizar produtos da madeira de Manejo Florestal para o mercado

O baixo número de espécies florestais que atualmente são exploradas para fins madeireiros no Amazonas motivou a engenheira florestal Daniele Feitosa Fróes, a avaliar o desempenho da espécie Eschweilera, conhecida como Matamatá, para ser empregada em produtos como móveis, instrumentos musicais e artigo de decoração.

O projeto apoiado pela  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Institucional de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad), na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), teve como orientadora a professora Claudete Catanhede do Nascimento,  do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e contou com apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Madeiras da Amazônia.

Segundo a pesquisadora, as árvores do gênero Eschweilera são espécies abundantes, amplamente distribuídas na floresta, possuem características importantes para o manejo florestal, porém não são exploradas devido à escassez de estudos sobre sua caracterização tecnológica e potencial, como usinagem e propriedades físicas que contribuam para a inclusão de novas espécies no mercado e sustentabilidade dos ecossistemas florestais.

Daniele Goes - INPA - Madeira  - Fotos EX_-17

Daniele Feitosa Fróes – engenheira Florestal

Para que determinada madeira seja explorada é necessário que se conheça seu potencial madeireiro, ou seja, saber os limites e condicionantes de uso, para o desenvolvimento de produtos.

Para a pesquisa foram selecionadas duas espécies Eschweilera coriacea e Eschweilera truncata, para a caracterização da madeira, compreensão  da densidade e retratibilidade, da parte mecânica, química e, por último, da usinagem que é a confecção da modelagem dos produtos.

“Durante o estudo as madeiras de E. coriacea e E.truncata apresentaram excelente desempenho na avaliação de usinagem, tendo recebido conceito excelente para os testes de plaina, lixa, perfuração por broca, moldura no topo e torno; bom para o teste de rasgo lateral por broca e; ruim para o teste de perfuração por prego, por conseguinte essas madeiras mostram excelente qualidade para usinabilidade”, disse.

Produtos Madeireiros

Daniele explica que após o estudo e avaliação das madeiras foram desenvolvidos produtos com peças utilizadas nos processos de usinagem como: móveis, artigos de decoração, armação para óculos e escala para instrumento musical.

“De forma geral, pode-se concluir que a madeira das espécies estudadas estão aptas para serem empregadas na confecção de produtos de alto valor agregado, podendo ser consideradas como alternativa para subsidiar o mercado madeireiro, uma vez que apresentam características similares às espécies comercializadas e também por serem espécies de grande ocorrência em toda a Amazônia”, ressalta.

Os produtos foram desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar,  composta por engenheiro florestal, designer, luthier e arquiteto com o intuito de projetar peças que possam ser replicadas pela indústria, considerando-se a praticidade no transporte, ou seja, todos os móveis produzidos podem ser desmontáveis e armazenados em caixas próprias.

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Produtos foram desenvolvidos com intuito de projetar peças que possam ser replicadas pela indústria

Resultados

Conforme a pesquisadora, o estudo vai contribuir para o avanço da área de tecnologia da madeira e manejo florestal sustentável, oferecendo respostas para a utilização de madeiras que atualmente não são exploradas.

“A pesquisa superou todas as expectativas, apresentando resultados excelentes, saldo totalmente positivo avaliou a qualidade das madeiras de Eschweilera coriacea e Eschweira truncata, habilitando o potencial madeireiro, afirmando que podem ser comercializadas em diferentes setores da indústria madeireira. Todavia, a pesquisa realizada indica direcionamento para outras pesquisas, como a investigação do potencial tecnológico de outras espécies de menores diâmetros e de elevada ocorrência na floresta. E o resultado mais importante seria a possibilidade de inserir essas espécies na lista de espécies de interesse comercial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que habilita as madeiras para comercialização”, relata Daniele Fróes.

 Posgrad

O Programa de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad), da Fapeam, tem como objetivo apoiar a formação de recursos humanos altamente qualificados nos Programas de Pós-Graduação Strico Senso (PPGSS), aprovados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio da concessão de quotas de bolsas de mestrado e doutorado.

INCT

O projeto de pesquisa contou ainda com apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Madeiras da Amazônia, do Inpa, com aporte financeiro da Fapeam, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Fapeam e Uea debatem projetos de pesquisas em prol ao desenvolvimento do CT&I no Amazonas

Debater projetos de pesquisa e intensificar parcerias já existentes de demandas específicas e outros temas, visando o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), foram assuntos abordados durante a reunião realizada entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Universidade Estadual do Amazonas (UEA) nesta quarta-feira, 15/5, na sede da Fundação, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

Do encontro participaram diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, diretora técnico-científica, Marne Vasconcellos e diretora administrativo-financeira, Márcia Irene Andrade. Pela UEA, a pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, Maria Paula Mourão, a coordenadora da pós-graduação, Patrícia Albuquerque, o coordenador do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas Otavio Portela e os professores Alfredo Wagner de Almeida e Murana Arenillas Oliveira.

15.05.2019 - Reunião FAPEAM e UEA - Fotos Érico Xavier. _-3

Demandas específicas e outros temas, foram discutidos durante a reunião na sede da Fapeam

“É muito importante a interlocução das instituições para tratar questões do dia a dia e outras mais específicas o que torna relevante para a possibilidade de colaborações futuras em prol ao desenvolvimento da CT&I do nosso estado”, disse a pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, da UEA.

Na oportunidade Márcia Perales destacou a importância para o desenvolvimento do CT&I Estado, que as instituições, entenda as suas demandas e identifique aquilo que é convergente, para a melhoria da qualidade de vida da população.

“O objetivo sempre é que, por meio da ciência, tecnologia e inovação, pesquisa e desenvolvimento, a gente consiga chegar até, até a população e fazer com que a ciência possa também ser uma ferramenta de melhoria de vida”, disse.

Por Jessie Silva

Fotos:  Barbara Brito

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Fapeam e Afeam recebem treinamento do Inovacred

Equipes da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e  da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) participam de treinamento do programa Inovacred da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep). A capacitação ocorre no período de 13 a 14 de maio, na sede da Fundação, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

Promovido pela Finep, o treinamento tem objetivo de capacitar as equipes envolvidas no processo de concessão de crédito do programa, com orientações de atendimento, cadastro, análise, contratação e acompanhamento das propostas do programa Inovacred-Finep, para que as operações de crédito sejam eficientes e seguras.

TREINAMENTO CRÉDITO FINEP - FAPEAM E AFEAM - FOTOS ERICO X._-15

O início do treinamento ocorreu na manhã desta segunda-feira (13) e encerra na próxima terça-feira (14).

O treinamento é realizado pelo analista do Departamento de Operações de Crédito Descentralizado da Finep, Ricardo Luiz do Nascimento, que destacou as parcerias realizadas, ao longo do anos, entre a Finep e Fapeam.

“A Fapeam já tem uma parceria firmada com a Finep, por meio de  outros programas, como o Tecnova, Centelha e Pappe Integração, agora estamos vendo outra forma da Fapeam e Afeam trabalharem juntas nesse programa. A  Fapeam entra  com o suporte mais técnico no que ela conhece melhor que é a Ciência, Tecnologia e Inovação”, disse.

Inovacred

O programa tem o objetivo de financiar a inovação de novos produtos, processos, marketing e serviços, bem como o aprimoramento dos já existentes, visando à competitividade de empresas instaladas nos Estado do Amazonas.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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