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Resíduos descartados da carcaça do pirararucu são transformados em ração animal e adubo orgânico

Normalmente descartados no meio ambiente, resíduos de carcaças do pirarucu (Arapaima gigas) podem ser utilizados no processo de produção de silagem e de composto orgânico. Esse foi o objeto do estudo “Inovações Tecnológicas no Tratamento de Resíduos da Indústria de Beneficiamento de Pescado de Maraã/AM”, desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Finalizado em 2015, o projeto buscou desenvolver o processo produtivo da silagem e de composto orgânico, produzidos a partir dos resíduos das carcaças do pirarucu, como vísceras, nadadeiras, escamas e couro. O trabalho, desenvolvido por Sonia Alfaia e Rogério de Jesus, do Inpa, e por Frank Cruz, da Ufam, teve apoio da Fapeam por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró-Estado), edital nº 002/2008.

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Para a pesquisadora, o estudo se tratou de uma inovação de produto a ser introduzido no mercado, como por exemplo a criação de um novo tipo de ração para alimentação animal, feita a partir de resíduo de pescado. “Foram utilizados para a produção de silagem, para alimentação de animais, e de adubos orgânicos, para produção de hortaliças, visando, dessa forma, agregar valor econômico a esses produtos”, conta.

Segundo o pesquisador Rogério de Jesus, a ideia surgiu a partir de estudos com os resíduos do pescado da Unidade de Beneficiamento de Pescado (UBP) no município de Maraã (a 634 quilômetros de Manaus).

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“Na época, pescadores de Maraã passaram a ser responsáveis pela captura de metade do pirarucu manejado nas RDS’s Mamirauá e Anamã, visando agregar valor ao pescado. A Secretaria de Estado de Produção Rural do Amazonas (Sepror) implantou a Unidade de Beneficiamento de Pescado na região. A indústria foi inaugurada em outubro de 2011, para produzir filé de pirarucu seco, salgado – trazendo um processo novo para a região, o produto foi lançado no mercado regional e nacional com o nome comercial de ‘Bacalhau da Amazônia’, gerando efeitos de emprego e renda aos trabalhadores da região”, relata.

Meio ambiente

Sonia Alfaia destaca que, além de oferecer uma alternativa para despoluir o meio ambiente pelo aproveitamento de resíduos que são jogados na natureza, o projeto também pode ofertar uma proteína de origem animal de alta qualidade.

“Com relação à produção de composto, os resultados mostraram que a compostagem pode se constituir numa alternativa promissora à reciclagem dos resíduos de pescado, podendo resultar num composto de alta qualidade nutricional e de baixo custo de produção, com grande potencial para reposição de nutrientes ao solo – especialmente de fósforo, que é considerado o principal nutriente que limita a produção nos solos do Amazonas, sendo deficiente em 90% dos solos da região. Em condições de campo, os compostos produzidos apresentaram-se altamente benéficos para o cultivo de hortaliças e na melhoria das características do solo, mesmo quando comparados com os tratamentos com adubação química, com condições de substituir o esterco bovino na produção de adubos orgânicos na região”, afirma a pesquisadora.

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Redução de custos

Segundo o professor Frank Cruz,  a redução de custos com alimentação que o produto vai proporcionar aos produtores do setor de avicultura. “O Amazonas importa 100% de toda matéria-prima utilizada na confecção de rações (milho, farelo de soja, farinha de osso). Com a silagem de resíduos de pirarucu, essa importação será reduzida e isso é muito importante porque em aves o item alimentação corresponde a 80% do custo total de produção”.

Alfaia ressalta que a tecnologia para a produção de ensilado, a partir de resíduo da carcaça do pirarucu, para alimentação animal, está à disposição caso alguma empresa tenha interesse em produzi-la. E que, apesar do estudo ter sido realizado apenas com o resíduo de pirarucu, devido a sua disponibilidade, de maneira em geral, todos os peixes podem ser beneficiados com essa tecnologia.

Formação de recursos humanos

O projeto envolveu três dissertações de Mestrado concluídas, dois Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), seis trabalhos de Iniciação Científica concluídos e mais três bolsistas de apoio técnico.

Pró-Estado

O programa visa fortalecer e ampliar a formação de recursos humanos em nível de pós-graduação stricto sensu, além de apoiar, com recursos financeiros, a melhoria da infraestrutura de pesquisa de instituições vinculadas ao Governo do Estado do Amazonas.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier e divulgação

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Programa Centelha é divulgado para a população de Parintins

Seguindo o roteiro de divulgação do Programa Centelha no Amazonas, a equipe da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) esteve em Parintins na última quinta (26) e sexta-feira (27/09), para apresentar de perto a professores, estudantes e empreendedores o Programa, cujo objetivo é transformar ideias inovadoras em negócios de sucesso.

Apresentaçäo do Centelha Amazonas- Ufam-ParintinsNo município, os eventos ocorreram na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Serviço Brasileiro de Apoio as Micros e Pequenas Empresas (Sebrae). O Instituto Federal do Amazonas (Ifam) também participou com a presença de alunos nos eventos. As cinco instituições são parceiras do Programa Centelha no Amazonas.

Apresentação Centelha na UEA -Parintins

Realizado pela Fapeam, em parceria com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), o Centelha Amazonas oferecerá aos participantes recurso financeiro,  capacitação, ampliação do networking e suporte para tornar ideias em empreendimentos inovadores.

Segundo a coordenadora em exercício do Programa Centelha Amazonas pela Fapeam, Liliane Valente, a ida da equipe a Parintins faz parte de uma série de ações da Fundação para divulgar o Programa no estado, e teve como objetivo apresentar e esclarecer dúvidas de pessoas interessadas em concorrer ao edital.

“A oportunidade para levar uma ideia adiante e torná-la um  empreendimento está sendo dada por meio do Centelha Amazonas. Queremos que mais pessoas no estado conheçam e submetam ideias inovadoras ao Programa. É importante destacar que tanto pessoa física quanto jurídica podem se inscrever, desde que atendam a alguns requisitos especificados  no edital”, disse.

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O programa recebe inscrições de ideias até o dia 29 de outubro, por meio do site www.programacentelha.com.br. Após todas as fases, 28 projetos contemplados de inovação no Amazonas poderão receber o valor unitário de até R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais), por meio de subvenção econômica (recursos não reembolsáveis).

Apresentação Centelha Ufam- Paritins

Parceria

Segundo Luane Pedreno, gestora de projetos do Sebrae-Parintins, o município tem muitas pessoas com ideias criativas e inovadoras, mas que muita vezes não sabem como executá-las. “O programa é de suma importância, principalmente, por incentivar o nascimento de novos negócios, que futuramente poderão gerar economia para o município”, contou.

O diretor do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ) da Ufam- Parintins, José Luiz Fonseca, disse que a população do município é muita criativa e que o Programa traz uma excelente oportunidade para os alunos, professores e a comunidade  empreender na localidade. “É um programa importante, que vem para apoiar a fase de ideias. Isso é algo que estávamos precisando no estado”, disse.

Para a gerente do Senac Parintins, Jocemilda Viana, o Centelha Amazonas é um programa que vem para valorizar ideias e a criatividade sob um olhar empreendedor. “É um incentivo para que os alunos concretizem e coloquem em prática projetos que são criados no decorrer dos cursos, porque trabalhamos com projetos integradores oriundos das nossas marcas formativas. Uma das marcas é a inovação e o empreendedorismo, e o Centelha é um programa que vem ao encontro disso, para incentivar e voltar o nosso olhar para o futuro”, pontuou.

Para a graduanda em Administração, Jéssica Corrêa, que conheceu o Centelha Amazonas durante os eventos de apresentação, o Programa é inovador, uma vez que oportuniza e motiva os estudantes e jovens que têm interesse em empreender. “Às vezes temos a ideia e a vontade, mas precisamos do incentivo, e o Programa traz isso. É uma iniciativa que eu esperava, e acredito que muitas pessoas também. Pretendo submeter várias ideias que já tenho ao Programa”, informou.

Para o contador, Joaquim Lima, o Centelha Amazonas é uma oportunidade para todos os parintinenses de tirar ideias do papel e colocá-las em prática. “O programa é inovador e ainda oferece um recurso financeiro, que é algo que também motiva as pessoas a inscreverem ideias”, contou.

Por Esterffany Martins

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Programa Centelha é divulgado na 10ª Feira Norte do Estudante

 

Equipe do programa Centelha esteve na 10ª Feira Norte do Estudante, que ocorreu nos dias 25,26 e 27 de setembro. O evento teve como objetivo transformar o cenário da educação na região, facilitando o acesso à informações. A feira foi realizada no Manaus Plaza Centro de Convenções, localizado no bairro Chapada, zona centro-sul de Manaus.

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A participação do Centelha foi realizada nos estandes da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) que fazem parte das 26 instituições parceiras do programa. A ação foi para incentivar as pessoas a inscreverem ideias no Centelha Amazonas, que recebe inscrição até o dia 29 de outubro, por meio do site www.programacentelha.com.br/am.

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Com  investimento de R$ 1.820.000,00 (um milhão oitocentos e vinte mil reais), o programa  apoiará, por meio de subvenção econômica (recursos não reembolsáveis), até 28 projetos de inovação no Amazonas, no valor unitário de até R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais).

Sobre o Centelha

O Centelha será realizado em 21 estados brasileiros. No Amazonas, a iniciativa será executada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Finep, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

Acesse ao edital do Programa Centelha Amazonas 

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Fapeam realiza programação com foco na prevenção ao suicídio

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), através do setor de Promoção à Saúde e Qualidade no Trabalho, realizou para servidores, comissionados e bolsistas ações  de prevenção ao suicídio. As atividades foram promovidas em prol da valorização da vida, tendo como referência o movimento Setembro Amarelo.

A programação foi realizada durante os dias, 25, 26 e 27, e incluiu roda de conversa, orientações, sessão de cinema e oficina para o público adolescente. A proposta foi estabelecer um espaço seguro, dentro do ambiente de trabalho, para que todos pudessem se expressar livremente, partilhar, acolher, oferecer acolhimento e contar com uma rede de apoio à prevenção ao suicídio.

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A psicóloga da Fundação, Polyana Pinheiro, explica que a Fapeam enxerga o colaborador em sua integralidade, por isso, viu a necessidade de fazer essas pausas para discutir sobre saúde mental, pensar na própria vida e reconhecer potencialidades que podem ajudar a lidar com o sofrimento.

Programação

A primeira ação foi uma roda de conversa com os colaboradores para debater o tema sobre a prevenção do suicídio. No segundo dia foi exibido o filme, O Lado Bom da Vida, e o terceiro dia concluído com uma atividade direcionada aos filhos dos colaboradores, levando informação qualificada de forma lúdica, participativa e colaborativa para que os familiares também conheçam as redes de apoio.

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Polyana Pinheiro ressalta que a ideia foi mostrar, aos filhos dos colaboradores, que dentro da Fapeam existe uma rede de apoio que cuida dos familiares deles, mas que do lado de fora também existem grupos de apoio que eles podem contar, sentirem-se seguros para falar sobre suas vivências e estabelecerem relações de confiança.

Para Rossiney Silva, convidado palestrante, do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic), Dr. Moura Tapajós destacou a importância de  falar sobre temas sociais nas instituições públicas.

“Trazer esse assunto para dentro do ambiente de trabalho faz com que as pessoas possam ser mais conscientes de perceber os sinais, os sintomas, que tenham a informação e principalmente para que possam ajudar quem está ao seu lado, que possam indicar algum caminho, muitas das vezes a gente até não sabe o que fazer, por que não temos a informação. Onde procurar ajuda? O que fazer em um momento que a pessoa está em crise? Onde é que encontramos serviços que possam receber essa demanda? Então trazer esse tema para a discursão dentro do ambiente de trabalho, faz com que a gente divulgue a informação, falar de maneira responsável sobre o tema e indicar caminhos possíveis”, relata.

Colaboradores

Janaína de Oliveira, colaboradora da Fapeam, relata que o tema é de extrema importância já que o suicídio deve ser tratado como questão de saúde pública, uma vez que os registros de tentativas e consumação do ato aumentam no mundo todo.

Segundo outro colaborador, Vitor Rocha, é muito importante a conscientização sobre as questões que envolvem o tema, porque é um assunto que atinge todas as classes sociais, e as pessoas tendo conhecimento sobre o suicídio podem contribuir com redes de apoio para outras pessoas que precisam de ajuda.

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Setembro Amarelo

É uma campanha de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, onde o objetivo é alertar e informar a população sobre os fatores de risco para comportamentos suicidas, para que possam orientar as pessoas a buscarem tratamento adequado.

Em Manaus, a rede de atenção de em saúde mental que engloba o Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps), as Policlínicas e o Centro de Valorização da Vida (CVV) que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias. Informações sobre o atendimento pelo número: 188.

Por Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

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A árdua tarefa de entregar notícias difíceis no ambiente hospitalar é avaliada em pesquisa no Amazonas

Dar uma notícia difícil causa impactos tanto nos pacientes quanto nos profissionais de saúde  tornando-se muitas da vezes, uma árdua tarefa para as equipes de saúde e, principalmente, para os médicos.

A comunicação entre a equipe médica, família e o paciente, no processo de fim de vida é fundamental e indispensável para diminuir o impacto emocional e permitir a assimilação gradual da nova realidade. Diante disto, pesquisa buscou analisar comportamento dos profissionais da medicina em relação à terminalidade dos pacientes, identificando as dificuldades e os conflitos éticos enfrentados na comunicação de diagnósticos e prognósticos de doenças em estágio terminal.

O estudo foi desenvolvido pela estudante do 12° período de Medicina, Priscila Manuela Alves Charlete, da Universidade Nilton Lins, sob orientação do psicólogo, Ms. André Luis Sales da Costa, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon), com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica do Amazonas (Paic).

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Segundo Priscila Charlete, a ideia da pesquisa foi tentar compreender e analisar os motivos que levam alguns profissionais de medicina em algumas situações, a omitirem informação diagnóstica de terminalidade aos pacientes com doenças ameaçadoras da vida, uma vez que a comunicação entre médico e paciente tem fundamental relevância no processo de cura, melhora ou aceitação da doença pelo paciente.

“Precisamos ampliar a discussão sobre a importância do suporte à preparação dos profissionais de medicina no que se refere à transmissão de notícias difíceis e a necessidade de instrumentalizá-los e fortalecê-los em relação ao impacto causado pela  morte. Trabalhando isso, podemos diminuir o desgaste emocional e permitir a assimilação gradual da nova situação do paciente, sem isso, o paciente não tem um bom entendimento sobre a doença que ele está enfrentando e não se constitui uma relação médico- paciente efetiva”, relata.

Para o orientador, a importância da pesquisa foi instigar, provocar e promover mudanças nas atitudes e condutas sobre a entrega de notícias difíceis. Assim, promoveremos debates que ampliem a formação do profissional de saúde a lidar com a dor do outro, desenvolver a escuta ampliada, além de inserir mudanças na grade das disciplinas de saúde que abarque o tema morte e notícias difíceis.

“Percebemos, conforme a literatura, que os profissionais de saúde ainda não sabem lidar com os aspectos emocionais advindos dos familiares e pacientes no momento da entrega da notícia difícil. Destarte, por mais que se entregue ao familiar, a notícia não é entregue de forma humanizada, parcimoniosa, e empática. Alguns casos, são delegados a outros profissionais de outros setores a tarefa da entrega do diagnóstico”, afirma.

Entrevistas

Priscila relata que foi aplicado um questionário dividido em duas partes. A primeira parte objetivou levantar o perfil sociodemográfico dos médicos. A segunda parte foi estruturada com perguntas fechadas e abertas em que o entrevistado pudesse discorrer livremente sobre o tema do roteiro.“Conforme percebido nas entrevistas, a maioria dos médicos entrega o  diagnóstico de notícias ruins, mas ainda é difícil para o profissional o manejo de transmiti-las, o fazendo com restrições ou somente à família. Segundo a literatura, essa dificuldade pode estar ligada à maneira com o médico lida com suas emoções, com o sofrimento humano em sua totalidade e, também, à ênfase deficitária e inadequada durante a graduação médica nos aspectos psicológicos e da problemática da morte”, enfatiza.

Do total de 83 médicos da Fcecon, 13 participaram da entrevista da pesquisa.

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Paic

O programa  apoia instituições de Ciências e Tecnologias (ICT’S), de natureza pública ou privada, sem fins lucrativos, sediadas no Estado do Amazonas, por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica, sob forma de cotas. A Fapeam tem como missão fomentar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e formação de recursos humanos.

 

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

 

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Programa Centelha é apresentado no município de Itacoatiara, no Amazonas

Estudantes, pesquisadores, professores e empreendedores de Itacoatiara conheceram de perto o Programa Centelha Amazonas, durante ação realizada na quinta e sexta-feira (19 e 20/9) no município. O Programa que traz a bandeira do primeiro impulso para quem quer empreender, foi apresentado pela equipe da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) nos seguintes locais:  na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no Centro de Educação Tecnológica (Cetam) e no Instituto Federal do Amazonas (Ifam).

Durante os eventos, que foram abertos ao público, foi apresentado o edital e esclarecidas dúvidas sobre o programa e explicado como inscrever uma ideia inovadora.  Realizado pela Fapeam, em parceria com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), o Centelha Amazonas visa estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no Estado, oferecendo capacitações, recursos financeiros e suporte para transformar ideias em negócios de sucesso.

 

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O programa recebe inscrições de ideias inovadoras até o dia 29 de outubro, por meio do site www.programacentelha.com.br/am. Após passar por todas fases, os contemplados, 28 projetos de inovação no Amazonas, vão receber o valor unitário de até R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais), por meio de subvenção econômica (recursos não reembolsáveis), para dar continuidade ao empreendimento.

Parceiros e interessados

Dentre os parceiros que participaram desta ação estão:  Câmara e Dirigentes e Lojistas (CDL-Itacoatiara), Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam).  O evento também contou com apoio da Prefeitura de Itacoatiara.

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O prefeito de Itacoatiara, Antônio Peixoto, destacou que o município é grande e possui uma grande vocação para o desenvolvimento e que isso é algo que deve ser levado em consideração por todos aqueles que buscam empreender. “O Centelha Amazonas é um grande programa que está à disposição para descobertas de novos empreendimentos. Não há como crescer e empreender se não houver investimento em ciência e tecnologia e aí está a importância da Fapeam”, disse.

O Presidente da CDL-Itacoatiara, Heraldo Mendonça, avalia de forma positiva o Centelha Amazonas. “É muito importante essa parceria entre a capital e o interior do Amazonas. No município temos muitos jovens e universitários que querem empreender”, disse destacando que o Programa traz essa oportunidade.

Para a professora do curso de engenharia florestal, Deolinda Ferreira, da UEA de Itacoatiara, o Centelha Amazonas é uma oportunidade para que os alunos possam desenvolver ideias que estão guardadas. “Nós estamos apoiando essa iniciativa da Fapeam e buscamos envolver todas as instituições, tanto na capital quanto no interior”, informou.

Segundo o professor do curso de engenharia e produção da Ufam, Joel Nascimento, o programa é de suma importância, uma vez que fomenta a fase de ideação. “É um programa que veio, realmente, para ajudar que a ideia saia do papel”, contou.

Para o professor de gestão e empreendedorismo, Luís Carlos Ferreira, do Ifam, o programa vem no momento importante que é quando ainda está nascendo a ideia. “O Centelha desde o início já vem oferecendo apoio, fortalecendo jovens, com essa cultura do empreendedorismo inovador, a desenvolver a ideia de uma forma mais sólida, por meio da capacitação e mentorias”, comentou.

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A estudante de engenharia de produção da Ufam, Samily Santos, ressaltou a importância do Programa, principalmente, por permitir também o apoio para as ideias de alunos. “Eu gostei muito da palestra e achei muito legal essa iniciativa da Fapeam, porque nos esclarece o que é o Programa e como podemos contribuir com essa ideia para a sociedade e para o mercado”, disse.

Sobre o Centelha

 O Programa Centelha será realizado em 21 estados brasileiros. No Amazonas, a iniciativa será executada pela Fapeam, sendo promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Finep, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação Certi.

Acesse ao edital do Programa Centelha Amazonas 

 

Por Esterffany Martins

 

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Com apoio da Fapeam, Congresso Pan-Amazônico de Oncologia marca abertura com Tema da humanização

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Discussões atuais e inovadoras sobre  prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer, enfatizando o atendimento humanizado aos pacientes com em cuidados paliativos, foram os temas abordados na abertura do o 5º Congresso Pan-Amazônico de Oncologia, maior evento sobre a temática na região Norte.  O congresso iniciou nesta terça–feira (17/9), e  acontece até a próxima sexta-feira (20/9), no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, na avenida Constantino Nery.

Promovido pela Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon),  o Congresso conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev), edital N° 009/2018.

Da abertura do evento participaram a diretora-presidente da Fapeam,  Márcia Peráles, o diretor-presidente da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon),Gerson Mourão, o secretário estadual de saúde, Rodrigo Tobias de Sousa e a diretora de Ensino e Pesquisa do Fcecon, Kátia Luz Torres Silva.

Segundo Márcia Perales, o  Congresso Pan-Amazônico de Oncologia traz um assunto importante e que está presente no cotidiano das pessoas, seja de forma direta ou indireta.” A realização desse congresso é de extrema importância e sua temática é algo que nunca será demais, pois precisamos caminhar exatamente nesse sentido: do atendimento humanizado. A Fcecon, Fundação responsável pela realização do congresso, a cada ano vem ampliando o alcance do evento, que ganha mais visibilidade, mais credibilidade, recebe pessoas de outros estados e países, o que é um ganho sobretudo para a sociedade que tem a possibilidade de ver os avanços dessa área  e se beneficiar com eles”, frisou.

O secretário da Susam, Rodrigo Tobias de Sousa, disse“Esse é momento de encontro, um momento em que a gente trata sobre um assunto que é muito caro na saúde pública, que é o câncer, mas num contexto muito específico, que é o contexto da Amazônia, e a gente sabe que temos muito  a enfrentar. Então, a gente ser o cenário específico para dizer que aqui tem a doença, tem o problema, mas também tem muita gente pensando em tentar  solucionar esse problema, para oferecer melhores condições de vida para a população”, destacou o secretário.

Humanização

Com o tema “Esperança e desespero em pacientes no final da vida  como cuidar?”, a médica geriatra e especialista em Cuidados Paliativos e Suporte ao Luto, Ana Cláudia Quintana Arantes, abriu o ciclo de palestras e relatou como o cuidado do profissional da saúde, seja ele médico, enfermeiro ou um técnico de enfermagem, é essencial para pacientes paliativos.  “Cuidar é o ato mais sublime da conexão humana”, enfatizou a médica.

A palestra de Quintana foi acompanhada por um tema especial e emocionante  abordado pela jornalista Ana Michelle Soares, paciente  de câncer de mama metastático e criadora do perfil @paliativas, onde compartilha a rotina, como protagonista do próprio tratamento, desmistificando o conceito de cuidados paliativos entre pacientes e cuidadores.

De acordo com Kátia Luz Torres, o congresso aproxima áreas distintas, fortalecendo a multidisciplinaridade de tratar o paciente com câncer. ”O paciente merece ser enxergado, ser avaliado por diferentes profissionais e esse evento promove essas aproximações e, nessa edição, a gente vai falar sobre terminalidade e cuidados paliativos, dos pacientes. Então, é essa a importância de a gente evidenciar o que já se faz, buscar o que a gente ainda não faz são nesses momentos que a gente fortalece essa possibilidade de discutir a base, que é a humanização de trabalhar com câncer”,disse.

Para o diretor-presidente  da FCecon,    Gerson Mourão,  a prevenção é o calcanhar de aquiles para os profissionais da área de saúde.  “ Afirmo isso, por que nos temos uma chaga dentro do nosso estado, que é justamente o câncer de colo de útero, e esse congresso  vai tentar  trazer a grandiosidade e a complexidade do que há de importante para todos nós, mostrar que o problema não está dentro da instituição o problema está fora da instituição, enquanto não conseguirmos articular o atendimento primário e secundário essa chaga nunca vaia acabar”, relata.

Sobre o Parev

É um Programa da Fapeam que  tem o objetivo de apoiar a realização de eventos regionais, nacionais e internacionais sediados no Amazonas, relacionados a CT&I: congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho, visando divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico.

A segunda chamada abrange eventos a serem realizados no período de julho a dezembro de 2020. O  processo de submissão da segunda chamada esta aberto e encerra   no dia 31 de janeiro de 2020.

 Confira a programação do 5° Congresso Pan-Amazônico de Oncologia

Acesse aqui o edital do PAREV N° 007/2019

 

Por Jessie Silva

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Estudo avaliou as condições de vida de moradores de rua na cidade de Manaus

O que leva uma pessoa a morar nas ruas? Quais as condições de vida dessas pessoas? Estudo científico buscou avaliar e apresentar essas questões de forma sistematizada a partir de uma investigação qualitativa voltada às condições de vida e saúde de pessoas em situação de rua na cidade de Manaus.

A pesquisa finalizada em 2016 foi desenvolvida na época pela estudante do 5º período do curso Serviço Social, Nayara Campos,  teve uma parte de resultados descritos no livro “(Sobre) Vivências nas ruas de Manaus” que relata histórias, condições de vida e políticas públicas, a inciativa contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic). Dra. Roseane Pinheiro Palheta- Fotos Érico Xavier_-8

O projeto gerou continuidade no tema enfatizando a questão da adesão ao tratamento em HIV pela população de rua,  e atualmente está sendo desenvolvido pela aluna Lucélia Regina Araújo, do 5º período de Direito,  com a orientação da doutora em Serviço Social, Rosiane Pinheiro Palheta, da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa).

Segundo Rosiane, os estudos sobre a chamada população de rua ainda são pouco conhecidos no Brasil devido a realidade de uma população itinerante que dificulta a contagem de maneira mais contundente, e a própria conceituação sobre o que seria o “morador” de rua. “A percepção da população em situação de rua ainda necessita de um olhar mais atento e de políticas públicas que sejam dirigidas a este público, de maneira a minimizar a exclusão de toda ordem de que são vítimas, sobretudo, de políticas de habitação e assistência social, que provenha abrigo e moradia àqueles que assim desejam sair das ruas”, contou.

Para a estudante Lucélia Regina Araújo,  que está em continuidade ao trabalho, focando agora na questão da adesão ao tratamento em HIV pela população de rua, ” Os projetos são a base para as mudanças de muitas realidades e, especialmente, este que abrange uma parte marginalizada da sociedade que também precisa de atenção e ajuda. “Trazer maior qualidade de vida para eles futuramente através da pesquisa é o maior objetivo visado”, relata Lucélia.

Aplicabilidade

O estudo foi aplicado com 144 pessoas no Centro de Manaus  por meio de pesquisa de campo nas ruas, com o  apoio do Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro POP ) da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania – (Semasc), que visa ofertar  trabalho técnico para a análise das demandas dos usuários, orientação individual e grupal e encaminhamentos a outros serviços socioassistenciais e das demais políticas públicas que possam contribuir na construção da autonomia, da inserção social e da proteção às situações de violência.

Segundo Rosiane Palheta, algumas características foram observadas conforme o mapeamento: retificou-se que os resultados quanto ao gênero, a população em situação de rua em sua maioria, é do sexo masculino e  que o maior percentual de pessoas em situação de rua é na  faixa etária é de  31 a 40 anos. Pessoas acima de 60 anos registraram o menor número durante o período pesquisa.

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A partir da análise dos dados foi possível compreender as inúmeras estratégias e dificuldades na qual as pessoas em situação de rua têm que enfrentar no seu dia a dia para sobreviver; são pessoas que se encontram expostas a condições de vida precárias, sem acesso aos direitos básicos, entretanto, muitas pessoas optam por estar na rua por considerá-la o lugar de maior representatividade da proteção e da liberdade.

Dra. Roseane Pinheiro Palheta- Fotos Érico Xavier_-5

Rosiane explica que em muitos casos percebeu-se que a saída das ruas não é vista como  evento positivo ou não significa necessariamente melhoria de vida, pois a rua representa por si, fonte de sobrevivência, trabalho e, sobretudo, espaço profícuo de relações sociais e estabelecimento de vínculos afetivos representativos.

“Durante a pesquisa, conversando com os moradores, muitos deles se acostumam com a vida na rua e maioria não quer sair; quando se retira um indivíduo da rua, contra a sua vontade, há todo um processo, que muitas vezes não é o melhor caminho, quando a necessidade de reprodução de vida está vinculada à rua. São conhecidos alguns casos de moradores que foram retirados das ruas e não conseguiram se adaptar em outro estilo de vida, alguns até adoecem”, relata.

A questão das pessoas em situação de rua  na maioria das vezes está ligada à família, desemprego, conflitos familiares, dependência química, problemas psíquicos, abandono, rompimento de vínculos afetivos, dentre outros. “A situação de rua tem um vínculo muito presente com as questões familiares, geralmente, desencadeadas na infância. Em muitos depoimentos foram bem presentes situações de violência e estupro por algum membro da família, o que levou ao abandono do lar, como única forma de sair da situação de violência”,  relata a pesquisadora.

 

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Levantamento

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), uma fundação pública federal vinculada ao Ministério da Economia, com base nos últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de  2015, o Brasil tem 101 mil moradores de rua, a pesquisa aponta que a maior parte  esta concentrada nos municípios.  Conforme a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), em Manaus, a maior parte se concentra no centro da capital Amazonense  e não há dados sobre números oficiais dessa população.

Sobre o Paic

O programa apoia Instituições de Ciências e Tecnologias (ICT’S), de natureza pública ou privada, sem fins lucrativos, sediadas no Estado do Amazonas, por meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica, sob forma de cotas. A Fapeam tem como missão fomentar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e formação de recursos humanos.

 Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

Arte: Suellen Sousa

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Estudo avaliou bactérias multirresistentes no ambiente hospitalar

Estudo intitulado “Epidemiologia molecular de Staphylococcus Epidermidis multirresistentes” coordenado pelos os pesquisadores Cristina Motta Ferreira e William Antunes Ferreira, e executado pelo grupo de pesquisa que atua na área de bacteriologia Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), buscou avaliar bactérias que são capazes de causar doenças graves nos pacientes internados em hospitais que apresentaram mecanismos de resistência aos antibióticos.

Dra. Cristina Mota Ferreira - Fotos Érico Xavier-17

O projeto concluído, teve fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, por meio do edital 030/2013 do Programa Apoio à Pesquisa (Universal). Segundo a pesquisadora buscou verificar se os profissionais que trabalham no Hemoam estariam “carreando” em suas vestimentas ou algumas partes do corpo, bactérias resistentes aos antibióticos comumente utilizados no tratamento de infecções causadas por esses agentes e, caso encontrássemos algumas dessas bactérias, estudar com ferramentas da biologia molecular os “mecanismos de resistência”.

“A importância dessa pesquisa é que esses patógenos são capazes de causar doenças graves nas pessoas, principalmente em pacientes internados nos hospitais ou que possam estar sob tratamento de medicamentos que podem comprometer ou reduzir a capacidade de defesa ou resposta imune do organismo”, conta.

 

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Conforme Cristina Motta,foram coletadas amostras das mãos, nariz e jalecos dos profissionais da saúde do Hemoam. No total de 230 profissionais com média de idade de 44 anos.

“Para a pesquisadora, as pessoas, inclusive os profissionais da saúde, carregam consigo bactérias e algumas delas podem até ser multirresistentes aos antibióticos, portanto, os resultados da pesquisa evidenciam a grande importância das medidas de prevenção já implantadas ou implementadas pelas Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) nos hospitais tais como: a lavagem das mãos, uso de toucas, máscaras, luvas, jalecos descartáveis, etc, simples ações que se realizadas pelos profissionais da saúde no exercício de suas atividades, certamente contribuirão para a evitar ou reduzir significativamente os casos ou surtos de infecção hospitalar, afirma.

A pesquisa utilizou procedimentos ou técnicas atuais para a cultura isolamento e identificação dos Staphylococcus epidermidis, e procedimentos automatizados para verificar a sensibilidade delas aos antibióticos, assim como metodologias ou procedimentos específicos de biologia molecular para identificar as respectivas mutações nos genes – dentre outros aspectos – que poderiam configurar que um determinado estafilococo como resistente a vários antibióticos e assim, potencialmente patogênico para causar infecções graves em indivíduos ou pacientes suscetíveis.

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“Buscamos também conhecer a origem ou a fonte dessas bactérias nos profissionais, apoiar a clínica com o diagnóstico laboratorial dessas infecções e assim sugerir estratégias para evitar a disseminação. Quanto mais pesquisarmos e conhecermos sobre um determinado tipo de patógeno e os processos pelos quais eles se disseminam, seja no HEMOAM, ou em outros Hospitais, ou nos centros de saúde, melhor será a prevenção da disseminação, da transmissão, das infecções e dos possíveis danos causados aos pacientes”, explica.

 

2019-08-30

 

OMS

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano de 2018, dados de vigilância sobre resistência aos antibióticos revelaram elevados níveis de resistência a uma série de infecções bacterianas graves em países de alta e baixa renda. Conforme a Global Antimicrobial Surveillance System (GLASS), há ocorrência generalizada de bactérias com resistência a antibióticos em diferentes países, incluindo o Brasil. Estudos internacionais de vigilância epidemiológica, detectaram mais de 70% de S. epidermidis, multirresistentes, circulando nos hospitais.

Universal

Programa Apoio à Pesquisa (Universal),  tem como objetivo conceder aporte financeiro para atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, em todas as áreas de conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento do Amazonas.

Este ano houve uma chamada para o universal que recebeu propostas até 15 de julho de 2019.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

Arte: Suellen Sousa

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Pesquisa buscou avaliar a qualidade de vida de pessoas com deficiência praticantes e não praticantes de atividade física

Avaliar a qualidade de vida de pessoas com deficiência física e visual, praticantes ou não de atividade física, com base na percepção do indivíduo. Esta foi a base de uma pesquisa fomentada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), desenvolvida pela educadora física Lionela da Silva Corrêa, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

 

O estudo buscou comprovar cientificamente a importância da atividade física na qualidade de vida da pessoa com deficiência. Segundo a pesquisadora, até então só havia dados a partir de relatos.

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“Percebemos de forma empírica que as pessoas que praticavam atividade física regular relatavam melhoras em vários aspectos de vida. Inclusive houve um relato de um participante de dança em cadeira de rodas que disse ter preconceito em dançar, mas depois que começou, recomenda a todos os cadeirantes”, disse.

 

Segundo a coordenadora do Programa de Atividades Motores para Deficientes (Proamde), Minerva Leopoldina de Castro, a ideia do projeto da pesquisadora Lionela surgiu a partir da atuação do programa de extensão da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (FEFF) da Ufam, que visa oportunizar o desenvolvimento das potencialidades remanescentes de pessoas com deficiência através de atividades de Educação Física e esportes gratuitos.

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coordenadora do Programa de Atividades Motores para Deficientes (Proamde)

“O  Proamde mudou as vidas das pessoas. Ele tem dois objetivos muito fortes. O primeiro é o de potencializar as pessoas com deficiência, trazer  e mostrar a funcionalidade ate melhorar a qualidade de vida delas. E o segundo é a capacitação de recursos humanos, que incentiva os acadêmicos a desenvolver outros projetos assim como o da Lionela, mostrando a sociedade que podemos  também sair de dentro dos nossos muros acadêmicos”, explica.

 

O estudo  foi aplicado a pessoas que participavam de projetos do  Proamde, e pessoas cadastradas na Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped) e associações.

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Lionela explica que, ao verificar a qualidade de vida dos participantes, todos apresentaram resultados acima da média, demonstrando uma autopercepção positiva da qualidade de vida.

 

“Quando comparados os resultados de atividade física e qualidade de vida, percebemos que pessoas com deficiência visual que praticam atividade física no trabalho são mais ativas e apresentam percepção mais positiva da qualidade de vida que aquelas não praticantes. Já os deficientes físicos que praticam atividade física (considerados ativos) apresentam qualidade de vida melhor, e também, quando observados por domínios de qualidade de vida – o domínio de qualidade de vida relacionada aos aspectos físicos (domínio físico) – apresentou melhor resultado de qualidade de vida, quando comparados aos insuficientemente ativos”, disse a pesquisadora.

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Lionela da Silva Corrêa, coord. projeto fomentado pela Fapeam

A pesquisadora relata que os deficientes visuais não tiveram atividades práticas. Com eles, foi realizada uma coleta de dados por meio do Questionário Internacional de Atividade Física (Ipaq), cujo objetivo é avaliar os hábitos da atividade física e analisar a percepção da qualidade de vida, além de ser aplicado um questionário sociodemográfico para caracterização dos indivíduos.

 

“No questionário Ipaq, eles responderam sobre as suas atividades, como, por exemplo, lazer, trabalho, transporte, dentre outros, com questionamentos sobre quantas vezes na semana a realizavam e o tempo que levavam com cada atividade por semana. Com o dado da quantidade de vezes que eles faziam, foram classificados como praticantes ou não praticantes (ativos e insuficientemente ativos). Além desse questionário, eles também responderam o de qualidade de vida, em que apontavam o grau de satisfação com cada domínio da qualidade de vida (por exemplo, parte física, psicológica, social e ambiental). A partir disso, comparamos a qualidade de vida dos praticantes e não praticantes”, disse.

 

O projeto finalizado teve seus relatórios finais apresentados no Seminário Amazonense de Atividades Motoras Adaptadas (Saama) em novembro de 2018, conseguindo atingir pessoas com deficiência e professores que atuam na Educação Física, e mais duas submissões  para publicação de artigo científico.

 

Fomento – O projeto recebeu apoio por meio do Programa Apoio à Pesquisa (Universal), edital nº 030/2013, cujo objetivo é conceder aporte financeiro para atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, em todas as áreas de conhecimento, que representem contribuição significativa para o desenvolvimento do Amazonas.

 

Neste ano, houve uma chamada para o universal que recebeu propostas até 15 de julho de 2019.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

Arte: Suelen Sousa

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