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Pesquisa que analisou modelo de fábricas chinesas instaladas em Manaus recebe menção honrosa em Prêmio Capes

Investigar o estilo gerencial das fábricas chinesas instaladas em Manaus foi objetivo da pesquisa desenvolvida, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), pelo amazonense, Cleiton Ferreira Maciel Brito. O estudo realizado durante seu curso de doutorado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), em São Paulo, recebeu Menção Honrosa no Prêmio Capes de Tese 2018, na área de Sociologia, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A tese intitulada Made in China/produzido no polo industrial da Zona Franca de Manaus: o trabalho nas fábricas chinesas” publicada em revistas acadêmicas, buscou compreender a forma da organização do trabalho e o tipo de gestão implantado em quatro fábricas chinesas instaladas na Zona Franca de Manaus (ZFM).

Segundo o pesquisador, o estudou mostrou como as fábricas chinesas vêm operando na região e a mudança da ZFM com a chegada da China.

“Tentei investigar como a ZFM se comporta nesse contexto de ascensão da China. Pode se compreender que ela não é mais a Zona Franca de anos atrás. Um exemplo bem nítido é que boa parte dos celulares, que antes tinha produção local, hoje com o barateamento dos componentes da China, as empresas começaram a importar, ou seja, atualmente, 90% são importados, as máquinas vão montando os celulares com todas as peças importadas”, explicou.

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Cleiton Brito, recebeu o prêmio de menção honrosa em Prêmio Capes 2018

O estudo também constatou que os chineses trabalham com formas organizacionais peculiares.

“As empresas chinesas têm organização de trabalho baseada em uma gestão mais técnica e menos participativa. Os chineses chamam essa política de no feelings. Nesse sentido, no lugar de uma política de produção de colaboradores, que vinha sendo realizado nas fábricas sob influência da gestão japonesa, os chineses introduziram a produção de operadores. Ao invés da produção de “colaboradores”, as companhias chinesas vêm desenvolvendo a “produção de operadores”. Eles não incentivam conversas, diálogos, o famoso  “almoço” com o chefe, funcionário do mês, premiações, somente são realizadas sob iniciativa dos brasileiros, porque os chineses não adotam esse tipo de política na empresa”, detalhou.

Conforme Brito, outro ponto observado é que existe interesse do país na própria Amazônia e no que ela pode oferecer como incentivo à expansão asiática na região.

“As conversas com gestores chineses e com diretores da ZFM revelaram que as fábricas se instalam na região, mas desembarca também toda uma burocracia chinesa que vem prospectar oportunidades de investimentos na área mineral, madeireira, na piscicultura, na esfera naval e até mesmo no agronegócio no Sul da região amazônica. O que quero dizer é que as fábricas são uma forma também de se adentrar na Amazônia e colocá-la como objeto útil na rota econômica e geopolítica da China,” relata.

Competitividade

Brito ressalta que a influência que a China tem, pode impactar nas outras fábricas. Devido à concorrência, de algum modo as outras fábricas podem adotar o modelo chinês, assim como adotaram em outros tempos  o modelo japonês.

“O peso que os chineses começam a ter no mundo pode fazer com que sua política de salários e benefícios se torne nova régua para o mercado de trabalho local. Não que eles estejam distantes do que fazem outras empresas, mas um player do tamanho da China, em processo de competição, faz com que outras empresas tenham de seguir certas padronizações de preço, de salários para poderem competir,” afirma.

Dr. Cleiton Brito Fotos Erico X._-12

O estudo buscou investigar o estilo gerencial das fábricas chinesas instaladas em Manaus

Apoio

O estudo contou com apoio da Fapeam, por meio do programa RH-Doutorado-Fluxo Contínuo, edital N°005/2012. A tese foi defendida sob a orientação do professor doutor, Jacob Carlos Lima, do Programa de Pós Graduação em Sociologia da UFSCAR.

“Foi uma alegria e ao mesmo tempo uma recompensa. O reconhecimento por meio da Capes nos encheu de orgulho. Eu falo “nos encheu” porque a pesquisa é um trabalho coletivo. A transformação do pensamento em análise somente tem sucesso em função de instituições, ambiente e pessoas que concorrem para isso”, disse.

Criado em 2005, o Prêmio CAPES de Tese é oferecido anualmente às melhores teses de doutorado de cada uma das 49 áreas do conhecimento. Os critérios de premiação devem considerar a originalidade do trabalho, sua relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação, o valor agregado pelo sistema educacional ao candidato.

Oportunidades

O programa RH-Doutorado foi substituído pelo Programa de Bolsas de Pós-Graduação em Instituições fora do Estado do Amazonas (PROPG-Capes/Fapeam), que concede bolsas de doutorado a profissionais interessados em realizar curso de pós-graduação stricto sensu, em cursos recomendados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em outros Estados da Federação.

O PROPG/Capes/Fapeam está com edital aberto e recebe propostas até o dia 13 de maio. Outras informações sobre o programa acesse o portal Fapeam.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

 

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Diretoria do Ifam visita a Fapeam

Com objetivo de estreitar a interlocução e prospectar parcerias visando o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Amazonas, a direção da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) recebeu na segunda-feira, 1/4, a  visita de representantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas do Amazonas (Ifam).

Do encontro participaram o reitor do Ifam Antônio Venâncio, a  pró-reitora de Extensão, Sandra Darwich, o pró-reitor de Pesquisa, José Pinheiro, a diretora de pós-graduação, Ana Claúdia Souza, diretor de gestão de Tecnologia da Informação (TI), Carlos Garantizado, além da diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, diretora técnico-científica, Marne Vasconcellos e da diretora administrativo-financeira, Márcia Irene Andrade.

Na oportunidade, Márcia Perales destacou que o diálogo com as instituições é importante para que sejam formuladas estratégias, por meio de projetos e programas, que atendam a demandas relevantes para o desenvolvimento regional.

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A reunião teve a finalidade de estreitar a interlocução e prospectar futuras parcerias

“Essa interlocução vai acontecer sempre, ouvir é fundamental para se construir um caminho de respeito em conjunto com as instituições. Esse diálogo precisa ser constante para que a gente possa avançar respondendo às demandas, que às vezes parecem específicas, mas quando começamos a ouvir as instituições, percebemos que há algo em comum que as une à Fapeam”, disse.

O reitor do Ifam lembrou a parceria firmada entre o Instituto com a Fapeam, destacando a importância do Programa Estratégico em Tecnologia da Informação (RH-TI) da Fundação, realizado no Ifam, cujo objetivo foi  estimular estudantes a seguirem a carreira acadêmica na área da TI.

“O Ifam e a Fapeam são instituições que participam da realidade amazônica, o programa RH-TI foi um divisor de águas, ele fez com que alunos do ensino médio de escolas públicas de oito municípios do interior do Amazonas (Manacapuru, Coari, Tefé, Maués, Presidente Figueiredo, Itacoatiara, Parintins e Manaus) tivessem a oportunidade de desenvolver atividades voltadas para área de TI, por meio de didáticas relacionadas à utilização da robótica, que propiciou aos estudantes  conhecimento diferenciado”, enalteceu.

Atualmente, o IFAM conta com 15 campi, sendo três em Manaus (Centro, Distrito Industrial e Zona Leste), Coari, Lábrea, Maués, Manacapuru, Parintins, Presidente Figueiredo, São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga, Humaitá, Eirunepé, Itacoatiara e Tefé.

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Pesquisa classifica mais de 400 rios e igarapés para conservação de áreas úmidas na Amazônia

A Organização das Nações Unidas (ONU) decretou 22 de março o Dia Mundial da Água, por meio da resolução de 47/193 em 1992. Segundo o site ONU Brasil, existe uma crise causada pela crescente demanda de recursos hídricos para atender às necessidades agrícolas e comerciais da humanidade, bem como a crescente necessidade de saneamento básico.

No Amazonas, pesquisa científica desenvolvida com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) avaliou a classificação química da água em mais de 400 rios e igarapés, incluindo os principais rios da região amazônica sendo eles: rio Juruá, Jutaí, Tefé, Tapajós, Uatumã e Jaú, dentre outros. A pesquisa teve a finalidade de subsidiar novos estudos para práticas de conservação e manejo dos recursos hídricos em áreas úmidas da Amazônia (AUs).

Coordenado pelo doutor em Clima e Ambiente, Eduardo Antonio Rios Villamizar, a pesquisa é desenvolvida pelo grupo de Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas Amazônicas (Maua/Codam), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

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Estudo foi coordenado pelo doutor em Clima e Ambiente, Eduardo Antonio Rios Villamizar, do Inpa

Segundo o pesquisador, o estudo foi feito com base na classificação de águas pretas do Rio Negro, águas brancas Rio Solimões e águas claras do Rio Tapajós. A pesquisa utilizou a literatura já existente e vem acrescentando novos levantamentos para refinar a caracterização de águas da Amazônia.

Conforme Villamizar, a pesquisa é continuidade do trabalho desenvolvido no doutorado, no qual foram coletadas informações da água dos rios da Amazônia para reavaliar a classificação dos rios em termo da qualidade química da água.

“Quando falamos águas pretas aqui na região destacamos o rio Negro, águas brancas o Solimões e rio Amazonas, e águas claras o Tapajós. Busquei trabalhar em cima dessa classificação tentando detalhar um pouco mais esse tipo de água, em vista que, hoje em dia, temos muitas informações químicas dos rios e de muitos igarapés” disse.

Segundo o pesquisador, a contribuição para a sociedade acontece por meio do monitoramento de ambientes de áreas úmidas dentre os menos estudados do bioma Amazônico (igapó e savanas em áreas interfluviais), no intuito de fornecer para a comunidade científica e sociedade civil dados para auxiliar na elaboração de diretrizes que garantam a sua proteção e uso sustentável.

“As áreas úmidas são as várzeas, igapós, campinas, campinaranas, dentre outras. Nestas áreas o nível da água flutua ao longo do ano, alguns locais são alagados temporariamente e outros completamente e o tipo de água determina também o tipo de área úmida,” explicou.

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A pesquisa teve a finalidade de subsidiar novos estudos para práticas de conservação e manejo dos recursos hídricos em áreas úmidas da Amazônia (AUs)

Resultados

O pesquisador afirma que os resultados foram às descobertas de mais três categorias de água juntando com as categorias já existentes na literatura sendo elas  as águas brancas, pretas e claras.

“Além das três categorias já existentes, sugeri mais duas categorias intermediárias e uma categoria de água salobres, quando se fala de águas brancas, pretas e claras se refere mais a grandes rios, águas pretas Rio Negro, águas brancas rio Solimões, águas claras rio Tapajós que são os rios de grande porte, mas quando começamos a ver os pequenos rios e igarapés eles não se encaixam nessas categorias clássicas, aí que entra a importância das categorias intermediárias,” disse.

Villamizar explica que as três categorias propostas ficaram classificadas em intermediárias tipo A e tipo B, e águas salobres.

“ A tipo A é um subtipo das águas claras, a B é para as águas que estão entre brancas e pretas, e a categoria das águas salobres, que é para água com alta condutividade elétrica (alto conteúdo de íons ou eletrólitos na água). A gente manteve as três categorias já existentes e juntamos com as da pesquisa no total 6 categorias. Com esse resultado podemos ter um detalhamento bem mais amplo da classificação das águas amazônicas, pois essas novas categorias de água serão importantes para o manejo e conservação tantos dos rios quanto das áreas úmidas.” contou.

Fixam

A pesquisa foi concluída em 2017 no âmbito do Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Amazonas (Fixam/AM ) da Fapeam, que tem a finalidade de estimular a fixação de recursos humanos com experiência em ciência, tecnologia e inovação e/ou reconhecida competência profissional em instituições de ensino superior e pesquisa, institutos de pesquisa, empresas públicas de pesquisa e desenvolvimento, empresas privadas e microempresas que atuem em investigação científica ou tecnológica.

Por Esterffany Martins e Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Lançado o segundo vídeo da série Lugar de Mulher é Onde ela quer Estar

A Fundação de Amparo à  Pesquisa do Estado Amazonas (Fapeam), por meio do Departamento de Comunicação e Difusão do Conhecimento (Decon), lança nesta sexta-feira, 15/3, o segundo vídeo da série Lugar de Mulher é Onde ela quer Estar.

Neste segundo vídeo foi entrevistada a aluna de iniciação científica da Fiocruz Amazônia, Heliana Belchior, que fala de suas conquistas e como foi ingressar na pesquisa, bem como onde pretende chegar profissionalmente.

A série Lugar de Mulher é Onde ela quer Estar apresenta vídeos que contam a história de mulheres que atuam na produção do conhecimento científico no Amazonas. Os vídeos são publicados às sextas-feiras do mês de março nas redes sociais e no portal da Fapeam, em celebração ao mês da mulher.

O primeiro vídeo foi feito a médica Mônica Santos, dermatologista  da Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta (Fuam).

Produção- Jessie Silva

Imagens e edição de vídeo- Érico Xavier e Esterffany Martins

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Fapeam participa de reuniões com CNPq, Capes e Confap, em Brasília

Agenda com presidentes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e participação no Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) são compromissos desta quinta-feira e sexta-feira (14, 15/3) de Márcia Perales, diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em Brasília.

As pautas com o CNPq e Capes incluem conversas para a formação de possíveis parcerias institucionais em ações de cooperação com a Fapeam. No Confap, participação no Fórum, que reúne presidentes e diretores das 26 Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) dos Estados, além de representantes de agências federais de fomento, ministérios e de organismos internacionais, parceiros do Confap em atividades conjuntas de fomento à pesquisa científica, tecnológica e de inovação.

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As pautas com o CNPq e Capes incluem conversas para a formação de possíveis parcerias institucionais em ações de cooperação com a Fapeam

O Fórum aborda assuntos importantes para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no país e possibilita para o Estado do Amazonas, no campo científico e tecnológico, o fortalecimento de parcerias em níveis nacional e internacional.

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Durante o Fórum também será realizada a assinatura do Convênio entre a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep) e Fundações de Amparo à Pesquisa para o início do Programa Tecnova 2, de fomento à inovação por meio de recursos de subvenção econômica.

O evento contará com mesas com parceiros nacionais incluindo CNPq, Finep, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Capes, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Ministério da Saúde e o Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), de evento também participam representantes da Comissão Europeia e do Conselho Britânico.

Departamento de Comunicação e  Difusão do Conhecimento- Decon

 

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Novas alternativas para produção de laranja são desenvolvidas em pesquisa no Amazonas

O Amazonas produz cerca de 385 milhões de laranjas e exporta parte dessa produção para Roraima. Com o objetivo de oferecer possibilidades da produção de outras variedades de laranjeiras e adaptá-las ao processo de cultivo local,  pesquisa científica apoiada pela a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) é realizada pelo o agrônomo e doutor em botânica José Ferreira, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

O estudo pretende avaliar combinações de copas e porta-enxertos com alto potencial de adaptabilidade ao ambiente, resistência a pragas e doenças e oferecer variedades do fruto  ao citricultor.

Conforme o pesquisador, as combinações que apresentarem um bom desempenho no crescimento e no desenvolvimento serão  excelente opções para o produtor sair da tradicional combinação laranja-pera sobre limão cravo, que praticamente constitui os pomares de citros no Amazonas.

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O estudo pretende avaliar combinações de copas e porta-enxertos com alto potencial de adaptabilidade ao ambiente

“Atualmente o produtor local tem apenas uma opção de cultivo de laranja  que é a laranja- pera sobre limão cravo. No entanto, pragas e doenças de um pomar podem trazer certos prejuízos ao agricultor e destruir todo um plantio de citricultura e isso é muito arriscado. A ideia do projeto é essa, tentar oferecer novas opções de cultivo de laranja através de copa e porta-enxerto”, disse.

O pesquisador explica que porta-enxerto significa  parte de uma planta que recebe a copa de outra planta para formar uma só, como por exemplo: porta-enxerto de limão, vem da muda de limão que foi enxertada com um pedaço (gema) de uma laranja-pera, onde essa parte cresce  distribuindo  os  frutos.

O projeto vai além de contribuir com a economia do agronegócio em citros no Amazonas, a proposta geral é priorizar a sustentabilidade ambiental através de um manejo integrado.

“Através de novos métodos que permitam o uso de coberturas vegetais e suas associações em citros, vamos contribuir com um bom manejo e conservação do solo preservando e melhorando sua fertilidade ao longo do tempo reduzindo os danos ambientais”, conta.

Com foco no plantio de laranja, os testes experimentais são aplicados em propriedades privadas  no Rio Preto da Eva, na Am 010 , km 113, fazenda Progresso e em Manaus  na propriedade Brejo do Matão no km 14 da BR174, além de outra em Iranduba, na propriedade da Embrapa. Os pomares implantados são, em sua maioria, pertencentes a agricultores familiares com áreas que variam entre 1 a 4 hectares.

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A produção da laranja envolve um total de área plantada de 4.142,31 hectares

Pró- Estado

O estudo está sendo realizado por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró-Estado) que visa fortalecer e ampliar a formação de recursos humanos em nível de pós-graduação stricto sensu, além de apoiar, com recursos financeiros, a melhoria da infraestrutura de pesquisa de instituições vinculadas ao Governo do Estado do Amazonas.

A expectativa é que até o final do projeto é que identifique-se quais das coberturas vegetais estudadas são mais eficientes para mitigar as emissões dos gases de efeito de estufa (GEEs)  pelo aumento do sequestro do Carbono acima e abaixo do solo, bem como para o aumento de produtividade da cultura e rentabilidade do citricultor.

A pesquisa é uma continuação do projeto de Pesquisa e Transferência de Tecnologias para o Desenvolvimento da Citricultura no Estado do Amazonas que iniciou em 2013 em parceria  com a Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ufam e Fapeam.

Produção

De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), dentro dos sistemas produtivos desenvolvidos no estado do Amazonas, a citricultura representa uma das principais potencialidades da fruticultura, com um total de 4.075 produtores familiares em todo Estado.

A produção da laranja envolve um total de área plantada de 4.142,31 hectares e uma estimativa de produção de 385 milhões de frutos. A fruta  é exportada para o Estado de Roraima, totalizando em 2017 cerca de 4 milhões de frutos, envolvendo 8 produtores rurais devidamente credenciados pelo Ministério da Agricultura e assistidos pelo IDAM, órgão oficial do Amazonas.

Por Jessie Silva

Fotos: divulgação

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Fapeam promove capacitação sobre processos administrativos para seus colaboradores

Baseada na Lei Estadual N° 2.794/2003, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Estadual, os colaboradores da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) participam da 1ª Oficina de Processos Administrativos (Composição e Tramitação). O treinamento ocorre  de 25 a 27/02,  na sede da instituição, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

A oficina ministrada pelo assessor jurídico da Fapeam, José Dantas Cyrino Junior, tem o objetivo de orientar os colaboradores sobre a regulamentação dos processos administrativos da Fundação, de acordo com as exigências e normas gerais estabelecidas pela lei, visando, em especial, a proteção dos direitos dos administrados e o melhor cumprimento do interesse público

Primeira Oficina de Processos Adminst. da Fapeam - Fotos Érico X-11

Oficina ministrada pelo assessor jurídico da Fapeam, José Dantas Cyrino Junior para os colaboradores

“A importância dessa orientação é para dar celeridade na tramitação dos processos administrativos da Fapeam, bem como segurança jurídica nos atos praticados nos referidos processos”, explicou Cyrino.

Para a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, a capacitação é importante para que os colaboradores possam desenvolver da melhor forma possível o trabalho, conforme a responsabilidade e competência atribuída a cada um.

“Na oficina vamos orientar sobre questões inerentes à legislação vigente para evitar erros e reafirmar esforços e acertos” disse.

Para a servidora Deborah Batista, da Gerência de Orçamentos (Geor), as oficinas estão sendo importantes para ampliar o conhecimento do corpo técnico e também para  propiciar oportunidades de melhorias em cada setor.

Para que todos os setores da Fundação possam se beneficiar com a oportunidade de ampliação de conhecimentos dos seus colaboradores, foram distribuídos por turmas.

Por Jessie Silva 

Fotos:  Érico Xavier e Barbara Brito

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Reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade visita Fapeam

Qualidade de vida e envelhecimento saudável foi o assunto tratado na reunião

Participar de iniciativas e programas voltados para a capacitação de recursos humanos das instituições que atuam nas áreas de ciência e tecnologia é uma das competências da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Para tratar sobre o tema, intensificar parcerias e dar boas-vindas à nova administração, o reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI), o médico Euler Ribeiro, esteve na sede da Fapeam na manhã desta sexta-feira (15/02) no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

15.02.2019 - REUNIÃO COM REPRESENTANTES DA FUNATI

Diretoria da Fapeam recebe reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI)

O reitor e parte de sua equipe foram recebidos pela diretora-presidente, Márcia Perales, e pela diretora Administrativo-Financeira, Márcia Irene Andrade. Na oportunidade ele apresentou a FUnATI, discorreu sobre as atividades desenvolvidas na instituição e falou da necessidade de fortalecer parcerias institucionais que contribuam para o desenvolvimento do Amazonas.

“Temos propostas de desenvolver pesquisas de integração intergeracional na sociedade para que as pessoas possam crescer sabendo envelhecer e saibam entender o envelhecimento dos seus parentes”, disse Euler

Para Márcia Perales é muito importante ouvir atentamente o que as instituições têm a dizer e valorizar as singularidades de cada uma delas, porque a partir dessa interlocução será possível convergir para um trabalho em prol do desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Estado.

O reitor da FUnATI expressou que confia muito na nova gestora da Fapeam e acredita que uma grande parceria entre as instituições será reestabelecida.

FUnATI

A Universidade Aberta da Terceira Idade foi criada como núcleo de ensino, pesquisa, extensão e assistência sobre questões relativas ao envelhecimento humano. Iniciou suas atividades em 17.11.2007.

A Fundação tem como objetivo produzir e disseminar conhecimentos por meio do desenvolvimento de ensino e pesquisa sobre o processo de envelhecimento voltado aos profissionais dos diversos campos do conhecimento. Outra missão é a integração social e cultural das pessoas da idade tardia em atividades explícitas, sob a supervisão de profissionais qualificados, oportunizando-lhes também o acesso à Universidade Pública, por meio de atividades que propiciem a atualização de conhecimentos. Também é sua competência  oferecer assistência aos indivíduos de idade tardia e qualificar profissionais de diversos campos do conhecimento a fim de formar massa crítica sobre questões do envelhecimento no estado do Amazonas. (Fonte: Universidade do Estado do Amazonas – UEA)

Por Helen de Melo

Fotos: Barbara Brito 

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Fapeam recebe visita de representantes do Inpa

Diálogo favorece a aproximação entre instituições parceiras

Com o objetivo de dar boas-vindas à gestão, apresentar  novas diretrizes e intensificar parcerias já existentes entre as instituições, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), recebeu na manhã desta quarta- feira, (13), visita da equipe do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Participaram da reunião Márcia Perales (diretora-presidente da Fapeam), Antônia Maria Pereira (diretora do Inpa), Marne Vasconcellos (diretora Técnico-Científica da Fapeam), Hillândia Brandão (diretora-substituta do Inpa), Beatriz Ronchi (coordenadora de Capacitação do Inpa) e  Paulo Mauricio Graça (coordenador de Pesquisa do Inpa).

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Presidente da Fapeam Márcia Perales com equipe do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa)

Durante o encontro Márcia Perales destacou que a Fapeam tem como missão fomentar ações voltadas para pesquisa e que essas ações precisam estar alinhadas às necessidades de cada instituição.

“Quando você recebe uma instituição como o Inpa, podemos relacionar demandas estratégicas voltadas à ciência com demandas de outras instituições que já vieram aqui. Então, esse diálogo com as instituições parceiras tem sido permanente, para avaliar convergências. Neste sentido, precisamos pensar em estratégias para atender a essas demandas. Acredito que as interlocuções são fundamentais também para o Inpa”, enfatizou.

Para a diretora do Inpa, a Fapeam tem importante missão na construção da ciência no Amazonas.

“Antes de ser gestora fui pesquisadora e a Fapeam teve uma grande importância no desenvolvimento das minhas pesquisas e ainda tem no grupo que lidero. Sendo no Amazonas primordial, porque ela é uma esperança para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação na nossa região”, finalizou.

Por  Jessie Silva 

Fotos: Bárbara Brito 

 

 

 

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Estudantes do ensino médio participam de roda de conversa com pesquisadoras

O evento celebra o Dia internacional de Mulheres Meninas na Ciência, em 11 de fevereiro

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Conversa em celebração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

 

Com intuito de oferecer momento de diálogo e reflexão sobre a participação de mulheres e meninas na ciência, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou na manhã desta terça-feira, 11/02, uma roda de conversa em celebração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, onde mulheres cientistas do Amazonas destacaram suas trajetórias e a importância do papel da mulher no fazer científico.

Participaram do evento, alunos da Escola Estadual Ângelo Ramazzotti e as pesquisadoras Marne Vasconcellos (diretora técnico-científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas -Fapeam),Tanara Lauschner (professora da Universidade Federal do Amazonas – Ufam e coordenadora do Programa Cunhantã Digital), Alessandra Nava (pesquisadora da Fiocruz Amazônia) e Heliana Belchior (aluna de Iniciação Cientifica da Fiocruz Amazônia).

Marne Vasconcellos destacou que eventos dessa natureza levam os estudantes a refletirem sobre a importância e contribuição da mulher para a ciência, e que a mulher cientista pode estar no laboratório, na pesquisa e na gestão de instituições de ensino e pesquisa.

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Diretora técnico-científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas -Fapeam, Marne Vasconcellos

 

“A demonstração de jovens interessados em fazer pesquisa é algo que temos que estar atentos, significa que temos público, temos demanda e a grande importância de uma roda de conversa como essa, é poder falar para os jovens que ainda estão no ensino médio sobre as possibilidades da iniciação científica, e que não existe educação e desenvolvimento sem ciência”, disse.

Alessandra Nava ressaltou que “a reflexão possibilita aos jovens acreditarem na conquista de seus espaços na ciência, apesar de existir um certo romantismo em torno  do fazer pesquisa, como algo muito distante, por isso esse bate – papo é relevante, para mostrar que a ciência está muito próxima a eles”, conta.

Tanara Lauschner falou do seu projeto de estimulo a estudantes da educação básica para ingresso em carreiras de exatas. Hoje, o Programa Cunhantã Digital leva meninas a reflexão sobre a importância da matemática e desmistifica o receio da área de exatas.

O depoimento aluna de graduação, Heliana Belchior, que faz iniciação científica na Fiocruz Amazônia, animou os estudantes, pois ela, com a naturalidade dos jovens, falou de suas conquistas e como foi ingressar na pesquisa, bem como onde pretende chegar profissionalmente.

Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência

O dia é celebrado em 11 de fevereiro, instituído pela Unesco e pela ONU Mulheres em colaboração com instituições e parceiros da sociedade civil, que promovem o acesso e a participação de mulheres e meninas na ciência.

A data foi aprovada pela Assembleia das Nações Unidas em 22 de dezembro de 2015, por meio da Resolução A/RES/70/212, para promover o acesso integral e igualitário da participação de mulheres e meninas na ciência. O dia também atende aos Objetivos do Desenvolvimento Social, da Agenda 2030.

Por Jessie Silva

Fotos: Barbara Brito

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