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Inscrições para o Prêmio Jovem Cientista serão realizadas até julho

O Prêmio Jovem Cientista visa revelar talentos, impulsionar a pesquisa no país e investir em estudantes e jovens pesquisadores que procuram inovar na solução dos desafios da sociedade

Encerram no dia 31 de julho, as inscrições para a edição 2018 do Prêmio Jovem Cientista, cujo tema é “Inovações para Conservação da Natureza e Transformação Social”. Trata-se de uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com a Fundação Roberto Marinho e patrocínio do Banco do Brasil e da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

O objetivo do Jovem Cientista é  revelar talentos, impulsionar a pesquisa no País e investir em estudantes e jovens pesquisadores que procuram inovar na solução dos desafios da sociedade. A coordenação chama a atenção para os fatores que motivaram a definição da temática do Prêmio para este ano. Segundo eles,  dados governamentais indicam que o Brasil possui mais de 550 milhões de hectares de floresta e que a produção florestal brasileira vem consolidando um importante mercado relacionado ao potencial da biodiversidade do País, porém, em paralelo, o desmatamento de milhões de hectares dos diversos biomas brasileiros representa uma desafio a ser equacionado, sendo que este contexto tem gerado inúmeras iniciativas pela busca por inovação na conservação dos recursos naturais.

O prêmio compreende as categorias Mestre e Doutor; Estudante do Ensino Superior; Estudante do Ensino Médio; Mérito Institucional e Mérito Científico.  No caso das categorias Mestre e Doutor e Estudante do Ensino Superior, deve ser abordada uma das seguintes linhas de pesquisa: Benefícios socioeconômicos gerados por unidades de conservação e demais áreas protegidas; Biodiversidade, serviços ecossistêmicos e bem-estar humano; Empreendedorismo e modelos de negócios para a inclusão digital e uso sustentável de recursos naturais; Incentivos econômicos para a conservação e o uso sustentável da natureza; Inovações para a conservação e o uso sustentável da natureza; Inovações para a inclusão digital da sociedade brasileira; O papel da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos na adaptação às Mudanças do Clima; Práticas inovadoras em educação, comunicação e divulgação sobre biodiversidade; Produção e consumo ambientalmente sustentáveis; Tecnologias digitais para transformação social e Tecnologias para incentivar a prática de economia colaborativa e sustentável.

Concorrentes à categoria Estudante do Ensino Médio devem escolher entre os subtemas Comunicação e mobilização para a valorização de áreas protegidas; Empreendedorismo e soluções locais para a conservação e o uso sustentável da natureza; Inovações para a conservação da natureza e o uso sustentável no ambiente escolar; Práticas inovadoras em educação ambiental e conservação da natureza; Tecnologias digitais para a conservação da natureza e Tecnologias digitais para transformação social.

Na categoria Mérito Institucional, serão premiadas uma instituição de ensino superior e outra de ensino médio, com maior número de trabalhos qualificados, apresentados nas categorias Mestre e Doutor’ e Estudante do Ensino Superior e Estudante do Ensino Médio. Já à premiação relativa à categoria Mérito Científico será concedida a um pesquisador com título de doutor, tomando como base os critérios de qualificação, experiência, capacidade de formação de pesquisadores e produção científica em área do conhecimento relacionada ao tema geral do prêmio.

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Premiação

Os três primeiros colocados de cada categoria receberão premiação em dinheiro. A exceção será a categoria Estudante de Ensino Médio, cujos vencedores receberão computador portátil.

Além disso, os vencedores da categoria Mestre e Doutor serão beneficiados com bolsas de Mestrado ou Doutorado, no País, se ainda não tiverem a titulação de mestre ou doutor. Para os que já têm a titulação de doutor, são oferecidas bolsas de Pós-Doutorado Júnior, no País.

Em se tratando dos vencedores da categoria Estudante do Ensino Superior, será concedida bolsa de Iniciação Científica ou de Mestrado ou ainda de Doutorado. Vencedores na categoria Estudante do Ensino Médio recebem bolsa de Iniciação Científica Júnior ou bolsa de Iniciação Científica.

Divulgação dos Resultados

A divulgação dos resultados será feita em outubro deste ano. A escolha dos premiados é realizada por duas comissões julgadoras. Uma comissão destinada às categorias Mestre e Doutor; Estudante do Ensino Superior; Mérito Institucional do Ensino Superior e Mérito Científico. A outra comissão avalia as categorias Estudante do Ensino Médio e o Mérito Institucional do Ensino Médio. Cada comissão julgadora é composta por sete especialistas oriundos da comunidade científica e tecnológica. Informações sobre o Prêmio Jovem Cientista podem ser obtidas pelo http://www.jovemcientista.cnpq.br/.

Fonte: Prêmio Jovem Cientista – CNPq

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Projetos tecnológicos financiados pela Fapeam conquistam mercado

Cases com resultados expressivos foram apresentados durante o Seminário de Avaliação dos Resultados Finais do Programa, que encerrou nesta quarta

Na contramão do cenário econômico que ainda sofre com a instabilidade, projetos tecnológicos financiados pelo Programa Sinapse da Inovação, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, estão conquistando espaço no mercado. Cases com resultados expressivos foram apresentados durante o Seminário de Avaliação dos Resultados Finais do Programa, que encerrou na tarde desta quarta-feira (18).

Um deles é o projeto da empresa Trit, que desenvolveu o E-tickets – um sistema de acesso a dados disponíveis na internet por meio de um dispositivo em formato de cartão, baseado na tecnologia NFC (da sigla Near Field Comunication). Segundo o proprietário da empresa, Vandermi Silva, o sistema pode ser aplicado em diversas áreas, como educação, comércio, indústria, com o objetivo de organizar informações e gerar relatórios para nortear processos de decisão.

 “Um empresário do ramo de restaurantes, por exemplo, pode acessar o sistema para saber sobre a venda de refeições naquele determinado dia ou então, alguém do ramo de hotelaria pode dispor a qualquer momento de dados sobre hospedagem”, esclareceu o empresário. O diferencial do projeto está no fato de que a inteligência do sistema está na nuvem (internet), além disso, a natureza dos dados coletados, bem como as características visuais são adaptáveis ao cliente. Sem contar que “qualquer aparelho de celular que tenha a tecnologia NFC pode ser utilizado”.

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Vandermi Silva desenvolveu o aplicativo para as áreas de educação, comércio e indústrias para organizar informações e gerar relatórios, para auxiliar nos processos de decisões

 

No momento, está sendo trabalho no protótipo do case com carregador de celular integrado, uma vez que haverá situações em que será usado o carregador com bateria a cabo, entretanto, mesmo antes da finalização do projeto, o produto já foi adquirido por dois clientes: um do ramo alimentício e outro do de hotelaria. De acordo com o empresário, as perspectivas são extremamente positivas e o resultado alcançado até então, só foi possível graças ao recurso oriundo da Fapeam.  “Como a empresa estava começando, a verba da Fapeam foi importantíssima porque por meio dela, foi possível custear toda a mão de obra para desenvolver o produto”, ressaltou.

Outro projeto que já conquistou clientes no mercado – antes mesmo de seu lançamento – é o app Trocados. A plataforma permite o repasse de troco para o consumidor por meio do celular, podendo acumular, transferir para uma conta bancária e inclusive, recarga de crédito no telefone.

O lançamento do “Trocados”  está previsto para acontecer até o mês de maio. Assim como o E-tickets, o app já é uma realidade no mercado. Uma loja de varejo e vários supermercados, incluindo grandes redes do ramo, já estão utilizando o aplicativo.   A considerar a rede de networking dos idealizadores do aplicativo, as parcerias devem ser ampliadas em breve. “Devemos lançar uma versão para o Uber”,  adiantou o membro da equipe de Marketing do projeto, Bruno Nogueira, ressaltando que estão em busca de novos investimentos para lançar novas versões do app. Ele destacou sobremaneira a importância dos recursos oriundos do Sinapse para a concretização do projeto. “Hoje, somos conhecidos nacionalmente e temos muito orgulho disso. Se não fosse a Fapeam, não teríamos conseguido tirar essa ideia do papel e existir no mercado”, salientou.

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Bruno Nogueira, do aplicativo ‘Trocados’, disse que o Sinapse fez o serviço ficar conhecido nacionalmente, motivo de orgulho e satisfação para a equipe

Em fase de validação, projeto já desperta interesse

O Aplicativo Mobile SAE, que tem por objetivo a sistematização de dados referentes à assistência na área de Enfermagem, está em fase de validação, mas já conta com dois empreendimentos hospitalares interessados. Com o app, será possível planejar todo o processo de enfermagem composto por histórico, diagnóstico, planejamento e intervenções para padronizar as informações, garantir mais segurança e excelência na prestação do serviço aos pacientes, além de agilizar o próprio atendimento.

As fases anteriores do projeto consistiram do desenvolvimento da parte web, com definição de campos de preenchimento de dados e informações de gestão, e implementação do sistema em plataforma mobile. Um protótipo de integração foi criado e aplicado experimentalmente em hospitais.

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Jander Cavalcanti falou que a Fapeam ajudou a concretizar o projeto e novos recursos serão inseridos no app

De acordo com o CEO da empresa responsável pelo desenvolvimento do aplicativo, Jander Cavalcanti, o SAE também já foi apresentado em diversos eventos locais e nacionais da área de inovação, despertando a atenção e interesse de potenciais parceiros, bem como chegou a conquistar prêmio de inovação concedido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).  Ele comenta ainda que novos recursos devem ser inseridos no aplicativo baseado  na tecnologia da Inteligência Artificial a fim de contribuir com a identificação de pandemias, tanto viral quanto bacteriológica e faz questão de destacar a importância do financiamento da Fapeam para a concretização do projeto.

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Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Fapeam divulga selecionados na segunda chamada do Parev

As propostas concorreram nas modalidades Internacional, Nacional e Regional

Vinte propostas de eventos, previstos para serem realizados no segundo semestre deste ano, foram aprovadas na 2ª Chamada do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev). O resultado refere-se ao Edital n° 005/2017.

A lista dos contemplados nesta chamada está disponível na página eletrônica da Fapeam. O programa é uma iniciativa do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Esta- do Amazonas (Fapeam).

As propostas concorreram nas modalidades Internacional, Nacional e Regional. Na primeira modalidade, foram contempladas sete propostas; na segunda, seis e na modalidade Regional, um total de sete. Entre os eventos inéditos contemplados, destaque para o I Congresso Internacional sobre Povos Indígenas em Fronteiras Amazônicas; o I Workshop de Modelagem do Balanço de Energia da Superfície por Sensoriamento Remoto na Amazônia; e o I Seminário Nacional de Pesquisa Clínica em Animais Peçonhentos.

Para esta segunda chamada, foi disponibilizado um montante de R$ 750 mil – valor superior ao da primeira: de R$ 450 mil. O auxílio-pesquisa disponibilizado para as propostas de eventos na modalidade Internacional poderia atingir R$ 100 mil; na modalidade Nacional, R$ 50 mil e na Regional, o auxílio-pesquisa concedido poderia alcançar R$ 25 mil.

O PAREV visa divulgar resultados de pesquisas científicas que contribuíram à promoção do intercâmbio científico e tecnológico. Esta chamada é voltada ao apoio de eventos nos âmbitos da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), como por exemplo, congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho. Os mesmos devem ser realizados no período de julho a dezembro deste ano.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Projeto utiliza Gastronomia como ferramenta no ensino da Geografia

A iniciativa foi implantada na Escola Estadual Reinaldo Thompson, localizada no Coroado, e conta com recursos da Fapeam por meio do PCE

Tornar as aulas dinâmicas e atrativas para as novas gerações é o grande desafio dos professores em sala de aula. As novas tecnologias são uma boa saída, mas outras ferramentas podem ser usadas como aliadas nesse processo. Foi pensando em novas alternativas para contribuir com o ensino-aprendizagem que surgiu o projeto “A Geografia através da Gastronomia”, implantado na Escola Estadual Reinaldo Thompson, localizada no bairro Coroado, zona Leste da cidade.

Idealizado e coordenado pela professora da disciplina, Aione Machado, o projeto, que conta com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), foi desenvolvido por alunos do 6˚ ano do ensino fundamental e tornou-se o grande atrativo da escola.

A professora explica que a alimentação mudou muito ao longo dos anos e o cotidiano interferiu nesse processo tanto que um dos maiores problemas da sociedade moderna é a obesidade. “Como a Geografia é uma disciplina que requer estudo e análise crítica de temas do cotidiano e a Gastronomia também está impregnada de saberes sobre características culturais, pensei em associar as duas áreas num projeto de maneira a aguçar a curiosidade dos alunos”, disse.

Mostra de trabalhos na escola 1_Credito Arquivo da escola

Alunos visitaram feiras e supermercados de Manaus para conhecerem os alimentos e aplicar questionários

No início, cinco alunos foram selecionados para participar como bolsistas e com o decorrer das atividades, outros se integraram voluntariamente. A primeira etapa consistiu no levantamento bibliográfico sobre conteúdos associados à prática gastronômica, principalmente acerca das origens, localizações geográficas, aspectos culturais, sociais e econômicos. Em paralelo, foram promovidos debates sobre as informações pesquisadas. Feito isso, os alunos visitaram feiras e supermercados para conhecerem os alimentos e aplicar questionários com o objetivo de coletar informações sobre a procedência, transporte e escoamento dos produtos.

As informações coletadas por meio das pesquisas e do trabalho em campo foram levadas para a sala de aula a fim de promover discussões com a participação dos demais alunos. A intenção, segundo a coordenadora do projeto, era fazer com que os estudantes participassem de nova dinâmica de discussão de conteúdos geográficos a partir da abordagem Geografia-Gastronomia.  “As frutas têm um conjunto de características, relacionados à origem, lugares, clima, entre outros. O nosso objetivo em sala de aula era justamente relacionar esses saberes com o ensino formal da Geografia e de maneira especial, valorizar as informações da gastronomia amazônica”, salientou a professora.

Grupo de estudo_Credito Arquivo da escola

Primeira etapa consistiu no levantamento bibliográfico sobre conteúdos associados à prática gastronômica

Alunos chefs

A intenção do projeto não era se restringir à teoria e sim, promover experiências marcantes. Foi então, que surgiu a ideia de levar a aula para dentro da cozinha. De acordo com a educadora, uma das formas de perceber o espaço geográfico como um lugar dentro de uma realidade é por meio dos sabores. A prova dessa relação é o processo que acontece na mente humana quando se sente o cheiro de um alimento e essa sensação remete a memórias passadas relacionadas a diferentes aspectos, como lugares, pessoas e ambientes.

Equipe do projeto 2

Bolsistas do Programa Ciência na Escola com a coordenadora do projeto na escola, Aione Machado

Durante as aulas práticas de culinária, orientada pela professora e algumas mães, os “alunos chefs” ajudaram na preparação de pratos típicos de diferentes regiões. A experiência é lembrada com muito entusiasmo pelas crianças, que tiveram a oportunidade de degustar diversos sabores. Alguns mais comuns localmente, como o pirarucu à casaca, e outros mais presentes na mesa das populações de outros Estados, entre os quais a moqueca, que possui origem nordestina conforme as pesquisas feitas no decorrer do projeto.

Os alunos apresentaram o resultado das atividades em uma mostra de trabalhos ocorrida na escola. “Falamos sobre comidas típicas de todas as regiões do Brasil, como feijoada e pão de queijo, do sudeste; arroz carreteiro e polenta, do sul; e tacacá e pirarucu da região Norte”, lembra Júlia Castro.

Mudança de visão

O retorno do projeto foi tão satisfatório que mudou a visão dos participantes do projeto em relação à Geografia. Para Gabriel Lemos, foi importante porque proporcionou a ele conhecer grande variedade de frutas e verduras, bem como as características de suas regiões de origem. “Também aprendi muito mais sobre alguns conceitos, como espaços rurais e urbanos, e compreendi que nós mesmos podemos plantar os nossos alimentos”, comentou.

O estudante Ygor Viveiro relata que antes a Geografia servia somente para aprender sobre os planetas e o projeto ajudou-o a conhecer melhor sobre a cultura dos lugares. “Foram ótimas as experiências proporcionadas”.  Já o estudante Carlos Nunes fez questão de destacar a oportunidade de realizar pesquisas durante visitas às feiras e supermercados.

Interação com a família

Antes de se reunir na cozinha, alunos, professora e algumas mães compraram juntos os alimentos. “Acompanhei todas as atividades práticas, inclusive, na compra de alimentos e preparação dos pratos”, disse a dona de casa, Selmira Lemos, mãe de um dos bolsistas. Conforme ela, o projeto foi bastante interessante e além de ajudar no desempenho do filho em sala de aula, também está contribuindo dentro de sua própria casa. “Hoje, o Gabriel incentiva a família a ter uma alimentação mais saudável e ele também passou a se interessar por Gastronomia”, comentou a mãe, a qual espera que o projeto tenha continuidade e que a escola possa desenvolver outras atividades para estimular cada vez mais os alunos.

Na opinião da gestora da escola, Maria do Bom Parto Nascimento, a experiência foi enriquecedora no sentido do aprendizado e também por estimulá-los a realizar pesquisas. “Eles também levaram esse conhecimento para dentro das casas dele. Espero que continuem nessa linha”, afirmou.

A coordenadora do projeto ratifica a importância do incentivo à pesquisa por meio da iniciativa e ressalta a relevância da FAP no desenvolvimento da Ciência no Amazonas. “A perspectiva das crianças de bairros como o nosso não é esta. A ciência é algo muito distante. Então, faço questão de dizer que eles estão tendo uma oportunidade que poucos possuem de fazer pesquisa, ter currículo lattes e estar cadastrado como pesquisador no sistema da Fapeam aos 11 anos de idade”.  De acordo com a professora, obter o financiamento de uma instituição de fomento, como a Fapeam, é de grande importância e instiga muito mais a vontade de aprender e de buscar conhecimento. A educadora frisa ainda que o conhecimento geográfico é primordial na medida em que abrange diversos saberes, permitindo uma visão mais ampla da realidade e uma postura crítica frente a questões sociais.

 

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Obra “Tambor dos Pretos” será lançada pelo antropólogo amazonense João Siqueira no próximo dia 19

A obra é resultado de pesquisa de Doutorado do autor, que contou com recursos da Fapeam

Narrar e refletir sobre a história dos quilombos no Brasil não é algo comum, principalmente, em se tratando das comunidades instaladas na Amazônia, mesmo com toda a sua representatividade sociocultural, étnica e econômica para o País. Porém, novas publicações estão surgindo com o intuito de dar vez e voz à história dessas comunidades. Uma delas é o livro “Tambor dos pretos: processos sociais e diferenciação étnica no rio Jaú, Amazonas”. A obra é de autoria do antropólogo amazonense João Siqueira e será lançada no próximo dia 19 de abril, no Rio de Janeiro. A publicação é da editora da Universidade Federal Fluminense.

Resultado da pesquisa de Doutorado do autor, defendida em 2012, o livro apresenta uma ampla re­flexão sobre a formação de unidades sociopolíticas identificadas com o quilombo do Tambor e ainda, sobre o caso da Associação Quilombola de São Raimundo do Pirativa, no Amapá. Nesse cenário, a obra traz a trajetória dos principais responsáveis pelo estabelecimento do Quilombo do Tambor: José Maria dos Santos e sua esposa, Otília Maurícia dos Santos. Foram eles os desbravadores do lugar, que se tornou mais tarde locus de organização e de resistência de seus descendentes.

“Consta que, após a chegada da família, esse lugar se tornou um ponto de referência para os moradores do rio Jaú. Em decorrência do desenvolvimento do grupo doméstico, foi escolhido um novo lugar, oito quilômetros rio abaixo do Tambor Velho, também à margem esquerda, para construir a atual comunidade do Tambor”, explica Siqueira.

Antropólogo João Siqueira

Livro é resultado da pesquisa de doutorado do autor, defendida em 2012, que contou com apoio da Fapeam

 

Em meio à narrativa da trajetória desse povo quilombola, o autor chama a atenção para os mecanismos de vigilância e de repressão adotados pelo Poder Público com o objetivo de expulsar os moradores do Quilombo do Tambor de suas áreas tradicionais de ocupação. Essas tentativas se deram num contexto da exploração extrativista e do funcionamento de empreendimentos seringalistas na região do Jaú.

O livro também aborda sobre a percepção do domínio exercido por essas famílias na localidade ao ponto das pessoas de fora da comunidade passarem a designar o local, com base num viés racial, indicativo também de uma classi­ficação social, utilizando termos como “rio dos pretos”, “rio da pretalhada”, “pretos do Paunini” e “Tambor dos pretos”.

Esta é a terceira obra de João Siqueira. Ele já publicou, em 2016, o livro “Uma doença, diversos olhares: representação da malária em Nossa Senhora de Fátima, em Manaus” e também uma obra acerca dos trabalhadores rurais no Tarumã-Mirim em parceria com outros autores. O autor destaca o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) na etapa de elaboração da pesquisa. “Quero  fazer o devido agradecimento à Fapeam pelo apoio recebido. Vale destacar que, por meio de seus programas e bolsas, esta Instituição tem apoiado os pesquisadores e contribuído  ativamente para o desenvolvimento da pesquisa no Estado do Amazonas”, disse o antropólogo.

Sobre o autor – Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), João Siqueira possui mestrado interinstitucional em Saúde, Sociedade e Endemias na Amazônia – programa resultante de parceria entre a Ufam, a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e é doutor em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense-UFF.

Ele trabalhou como professor na UFAM no período de 2000 a 2002, em seguida, atuou como pesquisador da área de Antropologia na Fundação Estadual de Política Indigenista (Fepi-AM). A partir de 2004, Siqueira passou a integrar o corpo docente na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde permaneceu até meados de 2011. Em 2006, o autor ingressou no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e atualmente, está vinculado à Delegacia Federal de Desenvolvimento Agrário do Amazonas (DFDA), atuando como antropólogo e analista em desenvolvimento e reforma agrária.

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Pesquisa mostra avanço no tratamento da ‘boca seca’ com laser em pacientes que passaram por Radioterapia

O estudo está sendo desenvolvido com o apoio da Fapeam por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC)

Imagine ter de comprar saliva em razão do nível baixo ou de nenhuma produção por parte das glândulas responsáveis por este fluído. Difícil imaginar, mas é o que acontece com muitas pessoas. A xerostomia, termo usado para designar a sensação de boca seca, é muito mais recorrente do que se pode imaginar e está relacionada a diversos fatores.

Estudo realizado no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC) pela graduanda Bruna Cruz, do 9º período do curso de Odontologia, da Universidade Nilton Lins, visa avaliar o uso da Laserterapia em pacientes, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon),  afetados pela Xerostomia em decorrência de Radioterapia na região de cabeça e pescoço.

De acordo com a pesquisadora, a laserterapia é um tratamento feito à base de laser de baixa potência e no caso específico do estudo, o objetivo é que a sua aplicação favoreça a proliferação de novas células de maneira a ampliar a produção das glândulas salivares. O projeto abrange pacientes pós-radioterapia, que não procuraram inicialmente o serviço de saúde para tratar o problema, porém, há casos em que a aplicação do laser é feita em paralelo com a radioterapia.

PesquisadoraBrunaCruzduranteapresentacaodapesquisa_CREDITO_PatríciaTrigueiro_ASCOM_FCECON03

Pesquisa apoiada pela Fapeam foi apresentada durante Congresso de Iniciação Científica na FCECON

Resultado da primeira etapa da pesquisa, já revela sinais de melhoria da qualidade vida dos pacientes assistidos. O primeiro que finalizou o tratamento aumentou 0,11 mililitros de saliva por exemplo. “Tinham pacientes que levantavam de seis a sete vezes à noite para beber água e hoje, levantam uma vez”, comenta Bruna Cruz. “Se para nós esse aumento da produção de saliva não é expressivo, para o paciente já está sendo muito importante”, completou.

Quando não tratada corretamente, a Xerostomia pode causar problemas graves de saúde, uma vez que a saliva possui diversas funções, entre as quais, lubrificar e umedecer o interior da boca, facilitando a própria fala; atuar na formação do bolo alimentar a ser digerido e ainda auxiliar no controle da quantidade de água no organismo. Pacientes xerostômicos têm a pele e lábios secos, podem ter problemas na  fonação e também  sofrer das chamadas infecções oportunistas, como  candidíase oral (infecção causada pelo excesso de fungo na boca) e  mucosite (inflamação nas mucosas orais). “Têm pessoas que precisam andar com bombom, chiclete, garrafinha com água o tempo todo e em casos mais graves, os médicos chegam a prescrever salivas artificiais”, comenta a graduanda de Medicina.

O estudo foi apresentado durante a primeira edição deste ano da Jornada de Iniciação Científica, organizada pela Diretoria de Ensino e Pesquisa da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). O objetivo do evento  foi avaliar resultados parciais de 35 pesquisas. Dessas, 24 recebem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

A orientadora do projeto, Prof. Drª Liz Mizobe Ono, frisa que as apresentações são parciais e a análise por parte dos componentes da banca examinadora é extremamente necessária porque auxilia no alinhamento dos projetos. Segundo ela, alguns trabalhos são voltados à qualidade de vida do paciente, como é o caso da pesquisa de tratamento da Xenofobia com Laserterapia, e outros para a melhoria do atendimento.

Conforme a diretora-técnica de Ensino e Pesquisa da FCECON, Prof. Doutora Kátia Luz Torres, o Programa de Iniciação Científica tem a missão de provocar nos alunos esse processo de aprendizagem do método científico e a jornada tem a característica de  propiciar a avaliação de projetos de estudo científico em andamento na FCecon. “Temos egressos do PAIC, que começou há oito anos na Fundação, e hoje, estão fazendo Mestrado e Doutorado”, ressaltou a diretora.

Pesquisadora Bruna Cruz durante apresentacao da pesquisa_CREDITO_Patrícia Trigueiro_ASCOM_FCECON 01

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Pesquisa mostra avanço no tratamento da ‘boca seca’ com laser em pacientes que passaram por Radioterapia

O estudo está sendo desenvolvido com o apoio da Fapeam por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC)

Imagine ter de comprar saliva em razão do nível baixo ou de nenhuma produção por parte das glândulas responsáveis por este fluído. Difícil imaginar, mas é o que acontece com muitas pessoas. A xerostomia, termo usado para designar a sensação de boca seca, é muito mais recorrente do que se pode imaginar e está relacionada a diversos fatores.

Estudo realizado no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC) pela graduanda Bruna Cruz, do 9º período do curso de Odontologia, da Universidade Nilton Lins, visa avaliar o uso da Laserterapia em pacientes, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon),  afetados pela Xerostomia em decorrência de Radioterapia na região de cabeça e pescoço.

De acordo com a pesquisadora, a laserterapia é um tratamento feito à base de laser de baixa potência e no caso específico do estudo, o objetivo é que a sua aplicação favoreça a proliferação de novas células de maneira a ampliar a produção das glândulas salivares. O projeto abrange pacientes pós-radioterapia, que não procuraram inicialmente o serviço de saúde para tratar o problema, porém, há casos em que a aplicação do laser é feita em paralelo com a radioterapia.

PesquisadoraBrunaCruzduranteapresentacaodapesquisa_CREDITO_PatríciaTrigueiro_ASCOM_FCECON03

Pesquisa apoiada pela Fapeam foi apresentada durante Congresso de Iniciação Científica na FCECON

Resultado da primeira etapa da pesquisa, já revela sinais de melhoria da qualidade vida dos pacientes assistidos. O primeiro que finalizou o tratamento aumentou 0,11 mililitros de saliva por exemplo. “Tinham pacientes que levantavam de seis a sete vezes à noite para beber água e hoje, levantam uma vez”, comenta Bruna Cruz. “Se para nós esse aumento da produção de saliva não é expressivo, para o paciente já está sendo muito importante”, completou.

Quando não tratada corretamente, a Xerostomia pode causar problemas graves de saúde, uma vez que a saliva possui diversas funções, entre as quais, lubrificar e umedecer o interior da boca, facilitando a própria fala; atuar na formação do bolo alimentar a ser digerido e ainda auxiliar no controle da quantidade de água no organismo. Pacientes xerostômicos têm a pele e lábios secos, podem ter problemas na  fonação e também  sofrer das chamadas infecções oportunistas, como  candidíase oral (infecção causada pelo excesso de fungo na boca) e  mucosite (inflamação nas mucosas orais). “Têm pessoas que precisam andar com bombom, chiclete, garrafinha com água o tempo todo e em casos mais graves, os médicos chegam a prescrever salivas artificiais”, comenta a graduanda de Medicina.

O estudo foi apresentado durante a primeira edição deste ano da Jornada de Iniciação Científica, organizada pela Diretoria de Ensino e Pesquisa da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). O objetivo do evento  foi avaliar resultados parciais de 35 pesquisas. Dessas, 24 recebem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

A orientadora do projeto, Prof. Drª Liz Mizobe Ono, frisa que as apresentações são parciais e a análise por parte dos componentes da banca examinadora é extremamente necessária porque auxilia no alinhamento dos projetos. Segundo ela, alguns trabalhos são voltados à qualidade de vida do paciente, como é o caso da pesquisa de tratamento da Xenofobia com Laserterapia, e outros para a melhoria do atendimento.

Conforme a diretora-técnica de Ensino e Pesquisa da FCECON, Prof. Doutora Kátia Luz Torres, o Programa de Iniciação Científica tem a missão de provocar nos alunos esse processo de aprendizagem do método científico e a jornada tem a característica de  propiciar a avaliação de projetos de estudo científico em andamento na FCecon. “Temos egressos do PAIC, que começou há oito anos na Fundação, e hoje, estão fazendo Mestrado e Doutorado”, ressaltou a diretora.

Pesquisadora Bruna Cruz durante apresentacao da pesquisa_CREDITO_Patrícia Trigueiro_ASCOM_FCECON 01

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Fundo de Ciência e Tecnologia da Amazônia é defendido em aula inaugural da Pós-graduação em Medicina Tropical da FMT

A criação do Fundo de Ciência e Tecnologia (C&T) da Amazônia foi defendida pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Adalberto Val, durante aula inaugural do curso de Pós-graduação em Medicina Tropical, da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). O evento ocorreu na manhã da última segunda-feira (12), no auditório da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e contou com a participação do diretor técnico-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Dércio Reis.

Aula inaugural reuniu representantes de instituições de ensino e pesquisa, pesquisadores e alunos do curso

 

Atualmente, a Amazônia contribui com 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Em contrapartida, a região recebe apenas 3% de investimento em Ciência, Tecnologia e Educação. Atrelado a isso, os investimentos em C&T, nos últimos anos, sofreram queda considerável. No ano passado, os números chegaram a patamares inferiores aos do início dos anos 2000.

Num cenário mais amplo, todos os países compreendidos pelo bioma são afetados pelo desmatamento, o que amplia a preocupação em relação ao futuro da região.  Portanto, o pesquisador defende que a responsabilidade sobre a região precisa ser compartilhada e nesse contexto, a criação do Fundo de Ciência e Tecnologia (C&T) da Amazônia seria um importante caminho. “É preciso conjugar capacitação de alto nível com financiamento de pesquisa de longo prazo e, portanto, o Fundo contribuiria neste processo de criação de fontes de financiamento”, ressaltou Adalberto Val.

Pesquisador e Dr. Aldaberto Val defende a criação do Fundo de Ciência e  Tecnologia (C&T)  da Amazônia

 

Segundo ele, há iniciativas importantes, nesse sentido, como as ações desenvolvidas pela Fapeam, contudo, é necessário ampliar o leque. “O papel da Fapeam é extremamente importante em apoiar as pesquisas científicas que estão envolvidas nesse processo e vem a realizar a capacitação desse imenso contingente de pessoas. Para nós é um esforço grande, mas para as dimensões da Amazônia é uma sementinha e precisamos ampliar isso de forma radical”, frisou o pesquisador, que coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Adaptações da Biota Aquática na Amazônia (INCT Adapta /MCTIC/Inpa).

Em sua explanação, Adalberto Val destacou ainda a necessidade de criação de um Data Center da Amazônia. A finalidade seria subsidiar políticas públicas e novas pesquisas que respondam aos anseios da população e resultem  no desenvolvimento de novas tecnologias de maneira a contribuir com a inclusão social e a geração de emprego e renda. “O futuro da Ciência está nas mãos de pessoas como os mestrandos e doutorandos da Pós-graduação em Medicina Tropical”. Para ele, “é preciso colocar a Ciência a serviço da humanidade, o que significa: pensar localmente e agir universalmente”.

Contribuição da FMT em C&T

O diretor da Fundação de Medicina Tropical, Dr. Marcus Guerra, destacou o trabalho desempenhado pela FMT no sentido de desenvolver expertise que possa garantir melhor qualidade de vida para a população da região. Ele fez questão de frisar o avanço da Fundação no desenvolvimento de pesquisas em áreas Malária, Hepatite e mais recentemente, a formação de grupo voltada à investigação do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). No entanto, lamentou iniciativas tomadas para a construção de empreendimentos que não levam em consideração os conhecimentos gerados e por isso, produzem sérios danos à população e ao meio ambiente.

Diretor da FMT-HVD, Dr. Marcus Guerra destacou os avanços da fundação no desenvolvimento de pesquisas

 

Na opinião do coordenador da Pós-graduação em Medicina Tropical, Dr.  Wuelton Monteiro, é inquestionável a contribuição do  curso, desde sua criação em 2002, para a evolução da pesquisas na área de saúde do Estado. O aumento considerável do número de doutores, que ingressaram em instituições de ensino e pesquisa, e a criação de novos grupos com diferentes linhas de investigação são apontados como resultados positivos.

Para ele, o fato do curso funcionar em uma instituição que agrega assistência e ensino&pesquisa será de suma relevância para os 21 novos alunos do Mestrado e os 10 do Doutorado em Medicina Tropical, uma vez que essa condição serve para nortear as decisões sobre as pesquisas.   O coordenador tem expectativas positivas em relação aos novos pós-graduandos, sobretudo, por se tratarem de profissionais já com experiência em suas áreas específicas e que, segundo ele, têm muito a contribuir.

Coordenador da Pós-graduação em Medicina Tropical, Dr. Wuelton Monteiro citou a parceria com a Fapeam

 

Monteiro ressaltou ainda, o papel da Fapeam no financiamento de pesquisas e concessão de bolsas de mestrado e doutorado para alunos do curso. “A Fapeam tem sido uma grande parceira neste caminho”, frisou. A mesma opinião sobre o papel da Fundação de Amparo à Pesquisa  é compartilhada pela mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Camila Fabri, que está iniciando o terceiro ano no Doutorado. “Parte do Doutorado fiz no Instituto Pasteur, na França, por meio de financiamento com a Fapeam”, comenta a doutoranda, que destaca a relevância dessa oportunidade concedida pela Fapeam para o desenvolvimento de sua pesquisa.

 

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 Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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Fapeam analisa recursos de empresas não enquadradas na 1ª etapa do Pappe Integração

Duas empresas entraram com recurso solicitando nova análise das propostas submetidas no programa. A avaliação foi feita na manhã desta terça-feira (30)

 

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas junto com um comitê, formado por cinco representantes de instituições importantes do Amazonas e do país, avaliaram os recursos das empresas que não foram enquadradas na primeira etapa do processo de seleção pública, referente ao edital Nº 007/2017, do Programa de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento e Inovação em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte na Modalidade Subvenção Econômica (Pappe  Integração).

O processo de enquadramento consiste na análise do cumprimento dos requisitos e apresentação dos documentos solicitados para a concorrência ao edital do programa. As propostas submetidas foram apresentadas por microempresas e empresas de pequeno porte amazonenses interessadas em desenvolver projetos de inovação tecnológica.

No total, nove empresas foram  habilitadas no cumprimento dos requisitos e documentos solicitados pelo o edital do Pappe Integração. Três foram consideradas inabilitadas por não atenderem requisitos importantes descritos no edital. Desse número, apenas duas entraram com recurso solicitando uma nova análise das propostas.

Segundo o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, após a avaliação dos recursos interpostos nenhuma das empresas foi enquadradas no edital. “Nenhuma teve aprovação por não atender itens e cláusulas específicas do edital. Por exemplo, a documentação incompleta�, disse.

IMG_3378Durante a análise do cumprimento dos requisitos e apresentação dos documentos solicitados para a concorrência ao edital do programa

 Avaliação

Os recursos das duas empresas inabilitadas foram avaliados, novamente, pela Fapeam junto com representantes da Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Agência de Fomento do Amazonas (Afeam), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Reis destacou ainda que o comitê multidisciplinar, formado por representantes de diversas áreas, é para que a instituição selecione as propostas que atendam os interesses do mercado com a perspectiva de crescimento e expansão da empresa contemplada, a partir do apoio do Governo do Amazonas por meio da subvenção econômica.

A partir de agora não cabe mais recurso para as empresas não enquadradas no edital do Pappe Integração. Já as empresas aprovadas na etapa de enquadramento passarão pela análise dos consultores Ad Hoc, comitê técnico e comitê gestor do programa no mês de abril. Após essas fases a classificação das propostas será encaminhada ao Conselho Diretor da Fapeam para homologação do resultado final que deverá ser divulgado até o mês de junho deste ano.

“As propostas que foram enquadradas passarão para a próxima etapa que é a análise técnica e econômico-financeira, após isso retornarão para este comitê com objetivo de saber se os membros concordam ou discordam com as avaliações técnicas feitas�, finalizou.

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Texto e fotos – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

 

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Manual sobre a utilização e prestação de contas de auxilio financeiro concedidos pela Fapeam está disponível para download

Versão atualizada do manual tem por objetivo orientar o usuário quanto à utilização de recursos financeiros concedidos pela instituição

Pesquisadores, bolsistas e empreendedores que têm projetos inovadores e pesquisas científicas desenvolvidas com apoio do Governo do Amazonas, por meio  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), já  podem acessar o novo ‘Manual de Instruções para Utilização e Prestação de Contas de Auxílios Financeiros Concedidos pela Fapeam’. A versão atualizada do manual está disponível no site da instituição para download.

O manual tem por objetivo orientar o usuário quanto à utilização dos recursos financeiros concedidos pela instituição e evidenciar a boa e regular aplicação dos recursos recebidos e dos resultados obtidos, conforme consta na norma específica de cada programa. O manual possui 28 páginas e está dividido em três partes: auxílio financeiro, bens permanentes, prestação de contas técnicas e financeiras.

Segundo a diretora administrativa financeira em exercício da Fapeam, Sicy Rusalka Goes de Melo, o novo manual da instituição traz mudanças importantes que foram feitas a partir do Marco de Ciência, Tecnologia e Inovação – Lei N°13.243/2016. Um das mudanças que a nova legislação  trouxe para  manual  é em relação aos bens patrimoniais. A partir de agora, os bens adquiridos no âmbito de projetos de estímulo a Ciência, Tecnologia e Inovação celebrados como pessoa física serão incorporados desde sua aquisição ao patrimônio das ICTs.

Sicy explicou ainda que o pesquisador precisará informar à Fapeam em até 30 o início do processo de patrimonialização deste bem junto à instituição que é vinculado. “No relatório da prestação de contas final, o pesquisador irá informar o término do processo de patrimonialização, junto com a instituição da qual está vinculado. Hoje bens de projetos só entrarão no patrimônio da Fapeam quando advindos de projetos com a participação de instituições que não são ICTs”, acrescentou.

Outro ponto que Sicy destacou é sobre o Sistema de Gestão da Informação da Fapeam (SIGFapeam) que passou por um processo de estruturação para facilitar a rotina do pesquisador. Por exemplo, todo o processo de submissão de propostas, relatórios e prestação de contas é feito por meio do sistema online.

“Inserimos todas essas condições para facilitar a vida do pesquisador. Dessa forma, ele não precisará ficar vindo até a Fapeam e poderá se concentrar mais com o seu projeto ou pesquisa científica do que com o processo”, disse.

Com as orientações especificadas no manual, o usuário evitará questionamentos que poderão inviabilizar a obtenção de futuros auxílios. Dúvidas surgidas em relação ao conteúdo do manual poderão ser esclarecidas junto à Fapeam.

Acesse aqui o Manual de Instruções para Utilização e Prestação de Contas de Auxílios Financeiros Concedidos pela Fapeam

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Texto e fotos – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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