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Projeto busca vírus que possam causar pandemias globais

A revista Science publicou, nesta sexta-feira (23/2), um artigo que descreve um projeto que quer fazer diferente usando um velho conselho: é melhor prevenir que remediar. O artigo trata do Projeto Viroma Global (PVG), iniciativa internacional que propõe uma estratégia absolutamente diversa da que tem sido adotada ao combate dos riscos virais. A proposta do PVG é identificar e caracterizar os vírus com potencial de risco, gerando conhecimento que possibilite antever as próximas epidemias e mitigar seus danos. Os cientistas do PVG estimam que há aproximadamente 1,6 milhão de vírus desconhecidos no mundo. Entre eles, de 600 a 800 mil deles podem infectar o homem. Os cientistas do PVG querem saber quem são eles e qual caminho podem seguir. O grupo de cientistas pretende caracterizar os patógenos emergentes, identificar práticas e comportamentos que levam a propagação e ampliação da doença e propor conjunto de medidas para caso de emergências.

A proposta, embora audaciosa, está sustentada em evidências robustas coletadas pelo Predict – um projeto piloto, conduzido pela Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAIDS) com foco no fortalecimento de competências e estruturas laboratoriais para detectar e prever pandemias a partir de vírus que são transmitidos da relação entre animais e humanos. Para alcançar seu objetivo, o PVG pretende ampliar e fortalecer laboratórios de virologia existentes e criar uma base de dados de larga escala em ecologia e genética de vírus de alto risco propondo transformar a ciência básica em virologia em uma área de conhecimento baseada em big data.

O Predict, em oito anos, com U$ 170 milhões e mais de 30 países parceiros, conseguiu coletar aproximadamente 250 mil amostras de mais de 90 mil origens e identificou aproximadamente mil novos vírus. Capacitou mais de 4 mil profissionais e tem 50 laboratórios em plena atividade. Os números demonstram o acerto na abordagem OneHealth, que considera a intrínseca relação entre a população, animais e o meio ambiente para o mapeamento de vírus que representam perigo para a saúde.

De fato, 75% dos patógenos emergentes é transmitido por animais. De acordo com o artigo publicado na Science, o PVG estima que a maioria da diversidade viral de nossos reservatórios zoonóticos podem ser descobertos, caracterizados e avaliados em um prazo de dez anos. De acordo com o artigo, a iniciativa dependerá da adoção de tecnologias de ponta para sequenciamento além da colaboração entre virologistas, epidemiologistas e modeladores, novas estratégias para avaliar as relações entre vírus e hospedeiros, e conhecimento nas áreas de biologia evolutiva, modelagem de biodiversidade, veterinária, entre outras.

O Brasil faz parte dessa iniciativa. O coordenador do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias em Saúde (CDTS/Fiocruz), Carlos Morel, é co-autor do artigo da Science e participa da governança do projeto ao lado do diretor da Unidade de Desenvolvimento e Segurança da Saúde Global da Agência Americana para Ajuda Internacional, Dennis Carroll. O Brasil é um hotspot para pesquisas e coleta de amostras dada a alta probabilidade de extrapolação dos vírus de seus reservatórios para o ser humano.  Além disso, o país tem cientistas com importantes contribuições para a compreensão e prevenção de doenças emergentes virais, como o especialista em virologia do CDTS Thiago Moreno, que a partir do sequenciamento e análise do comportamento do vírus da zika identificou a trajetória da epidemia e testa medicamentos já aprovados para tratar a doença e evitar que a transmissão do vírus para o feto. O Brasil tem biodiversidade, liderança, ciência e experiência em alianças internacionais.

Os organizadores do PVG estão estabelecendo um desenho de gestão transparente e com participação equitativa de cada país envolvido. Questões éticas, sociais, legais pautam as atividades científicas. Na prática, isso representa um esforço para construir protocolos de acesso a biodiversidade e patrimônio genético em conformidade com Protocolo de Nagoya e as regras dos países envolvidos, acordos para o compartilhamento de amostras, dados e potenciais benefícios na hipótese de desenvolvimento e comercialização de produtos e serviços, além de políticas de proteção da propriedade intelectual e compliance que estabelecem, de antemão, os valores e princípios que os parceiros devem observar, garantindo a proteção das populações e o meio ambiente e a primazia do interesse público e o bem comum. A estratégia de vigilância orientada e baseada no risco, voltada para a detecção de vírus no seu ambiente natural pode conduzir a intervenções eficientes antes do contágio de pessoas ou animais alimentares.

O custo da empreitada foi avaliado em US$ 1,2 bilhão, para aumentar a capacidade de identificação de patógenos, fortalecer capacidades e laboratórios existentes, colher dados e gerar conhecimento. Entre os benefícios, mais conhecimento pode oferecer respostas mais eficientes e rápidas aos surtos, nortear o desenvolvimento e aprimoramento de diagnósticos, medicamentos e vacinas. Entendendo como o vírus se comporta, é possível, inclusive, evitar que se espalhe e criar consciência global e regional e informar políticas para evitar ou mitigar a disseminação dos vírus.

Para fins de comparação, um recente estudo na área da economia da saúde avaliou que o Brasil gastou R$ 2,3 bilhões com dengue, chikungunya e zika, apenas em 2016. Considerado conservador pelos próprios autores, o estudo calculou custos diretos, como atendimento e medicamentos e ausência no trabalho, e indiretos, como o combate ao mosquito vetor, mas excluiu, por exemplo, despesas com tratamento da microcefalia e anos de vida perdidos. Pode-se dizer que o Brasil pagou o preço alto pela inação.

O Boletim Epidemiológico 3/2018 do Ministério da Saúde divulgou que mais de 3 mil crianças nasceram com malformação em virtude do vírus zika entre os anos de 2015 e 2017. Por malformação compreende-se microcefalia, comprometimento do sistema nervoso central, epilepsia, deficiências auditivas e visuais, dificuldade de desenvolvimento psicomotor, além de prejuízos nos ossos e articulações. Entre mais de 15 mil notificações de suspeitas de zika, 507 crianças morreram, desconsiderando abortos e natimortos.

Esse número ganha corpo com a história de Henrique, de 2 anos. Diagnosticado com microcefalia causada pela zika, tem dificuldades de se manter de pé, sentar ou sustentar a cabeça. Pouco fala e mal enxerga. As atividades de fisioterapia, fonoaudiologia, estimulação visual e terapia ocupacional que o menino faz desde o nascimento não têm promovido melhoras expressivas e a mãe de Henrique, apesar da esperança, pouco sabe sobre seu futuro.

Cientistas vêm descobrindo e descrevendo os efeitos das epidemias virais na medida em que seus danos ocorrem. Do mesmo modo que autoridades administrativas na área da saúde tomam decisões no auge dessas emergências. A fragilidade das ações em saúde pública que reagem a propagação de vírus novos e reemergentes não é exclusividade do Brasil. Agora mesmo, assistimos os EUA definindo como lidar com o H3N2, um tipo de influenza A, no meio da crise.

Há muito ainda para ser desenvolvido em termos de tecnologias para diagnósticos e tratamentos. Medicamentos e vacinas levam de 10 a 20 para seu desenvolvimento completo. É um processo longo, complexo, custoso e de alto risco. Por outro lado, aproximadamente três novas doenças virais surgem a cada ano. De acordo com o Ministério da Saúde, em apenas dois anos o número de mortos pelo chikungunya subiu de 14 (2015) para 173 pessoas (2017).

As tecnologias disponíveis não dão conta dos efeitos causados pelas doenças virais emergentes, seja porque pensadas para um grupo limitado de pacientes ou por falta de capacidade de produção e distribuição que garanta o acesso imediato de alto volume de tratamento ou vacinas. O vírus H1N1, por exemplo, foi detectado em 2009 e infectou quase 2 bilhões de pessoas em 73 países. Nesse mesmo prazo, como resposta sanitária, apenas 17% da população global foi imunizada.

Pensar em política públicas de saúde e desenvolver medidas de reparação após a dispersão do vírus expõe a população a danos trágicos, como os de Henrique. Estudos recentes estimam que o mundo conhece apenas 1% dos vírus que podem causar doenças. Mudanças demográficas e ambientais, além do mercado global e trânsito internacional de pessoas, contribuem para o aumento e propagação de vírus novos e reemergentes, como HIV, ebola, Mers, síndrome respiratória aguda grave (SARS), dengue, chikungunya, zika etc.

Detecção precoce é elemento imprescindível para combater as doenças virais emergentes. Nossa capacidade de lidar com as próximas epidemias está limitada pelo desconhecimento sobre essas ameaças. O PVG pretende abastecer a comunidade global com informações necessárias para detectar, prevenir e agir de maneira proativa às epidemias emergentes, mitigando o risco de futuras epidemias reduzindo o impacto das doenças como a zika, que afetou Henrique e sua família. Se o objetivo for alcançado, o preço é insignificante.

CDTS/Fiocruz, por Renata Curi Hauegen
Fonte: AFN

PPGBIO-INTERAÇÃO convoca para matrícula institucional

Candidatos aprovados no processo seletivo, para ingresso no Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da lnteração Patógeno Hospedeiro – (PPGBIO-INTERAÇÃO) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) devem realizar a matrícula institucional durante os dias 27 e 28 de feveireiro.

Os convocados devem comparecer munidos dos documentos necessários, conforme descritos na Chamada Pública de Seleçâo – n 002l2017, de 8h às 12h e de 13h às 16h, na Secretaria Acadêmica (SECA), da Fiocruz Amazônia, situada à Rua Teresina, 476 – bairro Adrianópolis, Manaus – AM.

As aulas terão início no dia 6 de março de 2018, às 9h, no Salão Canoas da Instituição

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Para mais informações, consulte a chamada pública por meio da Plataforma Siga. Para esclarecimento de dúvidas, o candidato poderá ligar (092) 3621-2302 ou encaminhar e-mail para seca.ilmd@fiocruz.br

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Inimigos dos livros: cartilha mostra como evitar, detectar e combater insetos

Fonte de conhecimento e porta de entrada para um vasto universo de histórias e fantasias, os livros não são apenas procurados por quem deseja se alimentar de saberes, mas, também, são os alvos preferidos de algumas espécies de insetos que devoram suas páginas. A partir de agora, os principais espécimes que provocam danos às bibliotecas e seus acervos históricos estão reunidos em um só lugar. Criada por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a cartilha Insetos Bibliófagos – Identificação, prevenção e controle apresenta, com o uso de imagens e de uma linguagem clara, as características básicas e os hábitos de traças, baratas, cupins, dentre outros insetos, e explica as formas mais eficazes para evitar, detectar e combater essas pragas. De autoria dos biólogos Jane Costa e Márcio Felix, do Laboratório de Biodiversidade Entomológica do IOC, o guia está disponível para download gratuito (clique aqui).

Os insetos bibliófagos compõem um grupo diverso que inclui traças, baratas, cupins, besouros e piolhos-de-livro. Alguns consomem e vivem no papel, outros preferem materiais aplicados ao papel, como cola, goma e gelatina. As traças-dos-livros ou traças-de-papel estão entre os principais causadores de danos aos livros e bibliotecas no Brasil. Pragas comuns em climas úmidos, elas possuem hábitos noturnos e podem ser reconhecidas por deixar superfícies ásperas, corroídas e buracos irregulares no papel.

Os cupins, por sua vez, são altamente destrutivos em relação a madeiras estruturais, devido à facilidade com que se espalham em grande quantidade para mobiliários, prateleiras, arquivos e livros. Eles deixam rastros nas formas de buracos profundos, galerias de trajetos irregulares e rasuras. As fezes são geralmente numerosas e em aspecto de diminutos grãos claros.

Geralmente relacionadas a ambientes sujos como esgotos e sarjetas, as baratas também possuem função importante na deterioração de acervos. A cartilha destaca três espécies que apresentam diferentes perfis em relação à temperatura, umidade e tipo de alimentação. No que diz respeito aos danos, elas podem causar desgaste com formato irregular e manchas por conta das fezes escuras.

PREVENÇÃO E CONTROLE

Uma das formas mais eficientes para prevenir os danos causados por insetos bibliófagos é o estabelecimento de um programa de Controle Integrado de Pragas (CIP), que envolve, entre outras ações, a busca regular por sinais de pragas, o uso de armadilhas e o armazenamento dos livros em ambiente limpo e seco. “Essa cartilha tem um enfoque objetivo e pode ser aplicada às questões da preservação dos acervos bibliográficos. É dedicada a todos os profissionais responsáveis por acervos das mais diversas áreas do conhecimento, da saúde à economia, da história da humanidade à ecologia. O material oferece todo um auxílio no passo-a-passo para o monitoramento e controle desses insetos”, esclarece Jane Costa.

Por: Lucas Rocha (IOC/Fiocruz)*
*Edição: Vinicius Ferreira
Fonte: Portal Fiocruz

Acasalamento de Aedes leva à contaminação por vírus zika

Cópula perigosa: o acasalamento de mosquitos Aedes aegypti, contaminados pelo vírus zika, levou à infecção de seus parceiros ou parceiras que até então não estavam contaminados. Essa foi a conclusão de um estudo conduzido por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazonia), publicada na última edição da revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.

O estudo, conduzido em laboratório, procurou demonstrar a transmissão venérea do vírus zika em mosquitos Aedes. Segundo os autores, não se pode afirmar ainda que isso ocorra também na natureza. Foram realizados dois experimentos.

No primeiro, mosquitos machos virgens da estirpe AaM3V foram inoculados com vírius zika e, quatro dias após a injeção, foram transferidos para uma gaiola contendo fêmeas virgens da mesma estirpe e deixados para copular por cinco dias.

Já no segundo, mosquitos fêmeas virgens dessa mesma estirpe foram infectados oralmente com uma suspensão de zika e, nove dias após contaminação, foram colocadas em gaiolas para copular com machos virgens. Após a cópula, todos os mosquitos foram avaliados.

A taxa média de infecção nas duas experiências foi de 45% e 35%, respectivamente.

Portal de Periódicos da Fiocruz
Fonte: AFN

Fiocruz Amazônia divulga relatório de atividades institucionais

Já está disponível para consulta o relatório de atividades do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), que apresenta a síntese das ações desenvolvidas pela instituição em 2016.

É possível conferir informações sobre recursos humanos do ILMD, saúde do trabalhador, planejamento e aprimoramento da tecnologia da informação, gestão documental, programação e execução orçamentária, ações de destaques dos laboratórios da Fiocruz Amazônia, cooperação institucional, atividades de extensão e popularização da ciência, além de uma série de outros dados.

O relatório permite ao cidadão acompanhar os trabalhos desenvolvidos pela Instituição, na sua missão de contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública.

Para Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, os interessados na ciência como um bem comum a serviço da melhoria da qualidade de vida, devem dedicar, ao menos, parte do seu tempo para divulgar as ações que cientistas, técnicos e instituições brasileiras de pesquisa fazem em prol de toda a sociedade.

“Seguindo essas premissas, o Instituto Leônidas & Maria Deane torna público seu Relatório de Atividades 2016, prestando contas à sociedade sobre suas realizações neste exercício e apresentando, em alguns casos, a trajetória dos últimos quatro anos, como forma de ilustrar os caminhos percorridos para se chegar aos resultados alcançados em 2016�, explicou Luz.

Clique aqui para ler a íntegra do relatório.

O RELATÓRIO

O Relatório Anual do ILMD/Fiocruz Amazônia é fruto do trabalho de uma equipe de alta performance, que forneceu informações e indicadores sobre as atividades desenvolvidas ao longo do ano pela instituição. As informações concentram valores institucionais estabelecidos e seus diversos eixos, dentre eles, o compromisso com o caráter público e estatal, a ética e a transparência e com a democratização do acesso ao conhecimento.

O objetivo é fomentar uma análise quali-quantitativa das atividades da instituição, promovendo a transparência junto ao público: jornalistas, pesquisadores, colaboradores, gestores, usuários do SUS entre outros.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Ufam sedia 13º Congresso Internacional Rede Unida

Com o tema “Faz escuro, mas cantamos: redes em re-existência nos encontros das águas�, a Associação Brasileira Rede Unida (Rede Unida) promove, entre os dias 30 de maio e 02 de junho, seu 13º Congresso Internacional. O congresso é realizado com a co-organização do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

O evento terá abertura realizada no auditório Eulálio Chaves, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e as demais atividades distribuídas entre os auditórios do Setor Sul do Campus Universitário Arthur Virgílio Filho.  Entre os destaques da programação está o Encontro Nacional das parteiras tradicionais e a Conferência do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

INSCRIÇÕES ABERTAS

O congresso pretende reunir trabalhadores da saúde, usuários do SUS, pesquisadores, estudantes, professores, gestores e representantes de movimentos sociais das áreas da educação e da saúde, para refletir e dialogar sobre os processos de saúde e vida. Para efetivar a inscrição no congresso é necessário realizar um cadastro no site da Rede Unida. O valor das inscrições varia de acordo com a categoria do participante.

Para a categoria estudantes de graduação, estudantes de nível médio e representantes de movimentos sociais que se inscreverem até o dia 30 de março, o valor das inscrições é de 180 reais. Depois do dia 30 de março o valor sobe para 200 reais.

Para a categoria profissionais, docentes e trabalhadores, o valor das inscrições é de 300 reais até 30 de março. Confira os valores das inscrições para as demais categorias.

SOBRE O 13º CONGRESSO

O 13º Congresso Internacional da Rede Unida visa propor o debate em torno da saúde, educação, arte e cultura, participação cidadã, da gestão e do trabalho em saúde na perspectiva do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

São parceiros desta edição a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Saúde (MS), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Secretaria de Estado da Cultura (SEC), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e ILMD/Fiocruz Amazônia, co-organizador do Congresso.

Agência Rede Unida de Comunicação, por Márcia Grana (Ascom/Ufam)
Fonte: Rede Unida
Foto: Divulgação

Fiocruz Amazônia abre inscrições para mestrado acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde  

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abre inscrições para o curso de mestrado acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

O período de inscrições ocorre de 13 a 29 de março de 2018.  Serão oferecidas 17 vagas divididas em duas linhas de pesquisa: Fatores sócio biológicos no processo saúde-doença na Amazônia, com seis vagas; e Processo Saúde-Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade, com onze vagas.

Poderão participar do processo de seleção candidatos que até a data da matrícula, completarem curso de graduação de duração plena devidamente reconhecido pelo MEC. O curso é em regime integral e as aulas estão previstas para iniciar dia 10 de setembro deste ano. Ao final do mestrado, o egresso do curso receberá diploma de Mestre em Saúde Pública.

As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet por meio da Plataforma Siga, que somente poderá ser acessada pelo navegador Internet Explorer. O candidato tem que preencher o formulário de inscrição nesta plataforma e anexar documentos de identificação com foto (carteira de identidade, carteira militar ou de conselho de classe), CPF, RNE (Registro Nacional de Estrangeiros) ou passaporte para candidatos estrangeiros e pagar a taxa de R$ 100,00. A divulgação das inscrições homologadas será no dia 10 de abril.

Para mais informações, consulte a chamada pública.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Marco Legal de CT&I deve trazer mais dinamismo à área

Foi publicado, hoje (8/2), no Diário Oficial da União decreto que regulamenta o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei nº 13.243/2016), sancionado em janeiro de 2016. As novas regras buscam aproximar as universidades das empresas, tornando mais dinâmicos a pesquisa, o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação no país, além de diminuir a burocracia nos investimentos para a área.

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o novo marco legal deve simplificar a celebração de convênios para a promoção da pesquisa pública, facilitar a internacionalização de instituições científicas e tecnológicas e aumentar a interação elas e as empresas. Outros pontos são a simplificação de procedimentos de importação de bens e insumos para pesquisa; novos estímulos para a realização de encomendas tecnológicas e flexibilidade no remanejamento entre recursos orçamentários.

Para o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, “o novo Marco Legal apresenta às instituições de ciência e tecnologia, públicas ou privadas, uma nova perspectiva legal quanto ao enfrentamento dos entraves relacionados à atualização e ao dinamismo necessário para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação, tendo como principais objetivos incentivar a área de ciência, tecnologia e inovação, simplificar e flexibilizar seus processos, além de estimular a integração entre os setores público e privado de pesquisa�, explica.

A Fiocruz acompanhou de perto a tramitação do projeto desde 2011, quando foi anunciada a revisão do Código de Ciência e Tecnologia na Câmara dos Deputados. A Fundação participou ativamente do grupo de relatoria no Congresso Nacional, organizou a primeira audiência pública, com a participação da comunidade científica, esteve presente em fóruns especializados de discussão e em outras audiências públicas, além de ter promovido seminários no Rio de Janeiro e em unidades de outros estados.

A Presidência da Fiocruz atuou ainda junto ao Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações no encaminhamento de subsídios e sugestões para a elaboração do documento que regulamentará o referido diploma legal.

Segundo Krieger, a Fundação vem mantendo um grupo de trabalho ativo para acompanhamento, análise e ações relacionadas a cada etapa do processo de construção e consolidação do novo Marco Legal. Esse grupo será também responsável pela análise detalhada das diretrizes publicadas no decreto para conduzir as ações e normativas para a condução do processo de internalização de seus dispositivos na instituição.

Agência Fiocruz de Notícias, por Pamela Lang

 

Fiocruz Amazônia promove curso de atualização em análises de políticas públicas

Encerra nesta sexta-feira (9/2), o Curso de Atualização em Análises de Políticas Públicas, promovido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). As apresentações e discussões iniciaram na última segunda-feira (5), e foram ministradas pelas pesquisadoras Tatiana Wargas, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), e Mônica de Rezende, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Segundo a pesquisadora e coordenadora do curso, Amandia Sousa, o curso é destinado para pessoas que tenham interesse na área de políticas públicas, e que estejam realizando pesquisas dentro desta temática. As vagas foram destinadas para pós-graduandos e pesquisadores com interesse de investigação nessa linha de pesquisa.

A iniciativa foi proposta por meio do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado às Populações em Situação de Vulnerabilidade (SAGESC) em parceria com a Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz Amazônia.

De acordo com Amandia Sousa, o curso foi proposto na intenção de instituir uma linha de pesquisa na área de políticas públicas na instituição. “O curso corresponde nossas expectativas. Estamos conseguindo enxergar essa abordagem teórica desenvolvida pelas pesquisadoras dentro dos nossos projetos de pesquisa, o que é importante para a construção dos projetos dos pós-graduandos e também para discutirmos o que os pesquisadores estão desenvolvendo dentro dessa linha.

O SAGESC desenvolve pesquisas voltadas para a análise da produção de perfis de agravos de elevada incidência e prevalência em populações indígenas e outros grupos em condição de vulnerabilidade na Amazônia, e busca ainda equilibrar atividades de pesquisa acadêmica com ações voltadas para a redução das desigualdades sociais e de apoio ao empoderamento dos grupos populacionais junto aos quais atuam em áreas remotas interior da Amazônia.

Atualmente conta com as seguintes linhas de pesquisa: Epidemiologia – aplicação de métodos epidemiológicos à avaliação de programas e serviços de saúde; Perfis de condições de vida e saúde de populações em situação de vulnerabilidade; Políticas de saúde, gestão e avaliação de sistemas e serviços de saúde.

SOBRE AS PESQUISADORAS

Tatiana Wargas é psicóloga, Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da UERJ. Integra o Grupo de Pesquisa Estado, Proteção Social e Políticas de Saúde da ENSP/FIOCRUZ. Desenvolve atividades de docência e pesquisa nos temas: análise de políticas públicas, sistema político e saúde, relações entre Poderes na saúde, com ênfase no Poder Legislativo. Atua nas seguintes linhas de pesquisa: Relações entre Poderes, políticas e sistemas de saúde e Formulação e implementação de políticas públicas e saúde.

Mônica de Rezende é Doutora em Saúde Pública pela (ENSP/FIOCRUZ), graduada em Fisioterapia pelo Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação (IBMR), especialista e mestre em Saúde Pública pela ENSP/FIOCRUZ, professora adjunta do Departamento de Planejamento em Saúde do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal Fluminense (MPS/ISC/UFF), atuando principalmente nos seguintes temas: gestão do trabalho e da educação na saúde, formação de profissionais da saúde, análise e avaliação de políticas e programas sociais e Atenção Básica (Estratégia Saúde da Família e Apoio Matricial).

ILMD Ficrous Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

Técnica inovadora pode viabilizar desenvolvimento de fármacos

Considerada uma das revistas científicas mais importantes, com fator de impacto 13.254, a Nature Protocols traz, em sua edição de fevereiro de 2018, um artigo assinado por pesquisadores do Instituto Carlos Chagas (ICC/ Fiocruz Paraná). O trabalho registra uma técnica inovadora que auxilia na caracterização de estruturas de proteínas homodiméricas – macromoléculas compostas por duas subunidades idênticas, que podem viabilizar o desenvolvimento de novos fármacos, além de possibilitar o maior entendimento de diversos agravos. O resultado terá impacto imediato na pesquisa de vários grupos nacionais e internacionais.

“Criamos uma técnica nova que supre uma dificuldade das técnicas atuais. Geralmente, as estruturas de proteínas homodiméricas são determinadas por ressonância magnética nuclear / difração de raios-x, entretanto; muitas vezes os complexos não são passíveis de análise por estas técnicas por não cristalizarem, gerar cristais que difratam mal, devido ao tamanho do complexo, ou por requerem grande quantidade (mg) de proteína com alto grau de pureza�, explica o pesquisador do ICC, Paulo Costa Carvalho.

Segundo o cientista, a união das expertises dos diferentes grupos que fazem parte desse trabalho permitiu uma solução para este gargalo. O resultado é fruto de colaboração interdisciplinar e internacional. A pesquisa contou com a experiência do grupo da Fiocruz Paraná em desenvolvimento de métodos computacionais voltados a espectrometria de massas e com a atuação da pesquisadora Tatiana Brasil em biologia estrutural; aliada ao conhecimento em metodologias para síntese de homodímeros marcadas com isótopos do grupo do pesquisador americano Sean Davidson, da University of Cincinnati. Sobretudo, o trabalho contempla como primeiro autor, o egresso do Programa de Pós-graduação em Biociências e Biotecnologia da Fiocruz Paraná, Diogo Borges, que hoje integra o quadro de cientistas do Instituto Pasteur, em Paris.

“O grupo liderado pelo Sean Davidson desenvolveu uma técnica capaz de sintetizar homodímeros com aminoácidos de uma subunidade contendo apenas átomos de N14, e a outra subunidade, apenas com N15.  Esta diferença de massa entre os nitrogênios, que fazem parte da composição atômica dos aminoácidos, permitiu criar uma metodologia de XL, seguida de analise por espectrometria de massas e acoplado a um método computacional, capaz de discernir entre as ligações intra e intermoleculares. O nosso grupo foi responsável pelo desenvolvimento da metodologia computacional para viabilizar esta análise�, reforça Paulo. Este projeto só foi possível porque reunimos especialistas em espectrometria de massas, estrutura de proteínas e computação. Não existe nada similar a esta solução no meio cientifico�, finaliza o pesquisador.

Os resultados são os primeiros frutos de uma nova linha de pesquisa na Fiocruz Paraná liderada pelos pesquisadores Paulo Costa Carvalho e Tatiana Brasil, onde pretende-se, através da biologia estrutural e espectrometria de massas computacional, elucidar as bases mecanísticas de processos celulares com relevância médica.

Acesse a integra do artigo aqui.

Fiocruz Paraná

Fonte: Agência Fiocruz