Todos os artigos de Carlos Eduardo

Fiocruz dá início ao seu VIII Congresso Interno

“Onze de dezembro de 2017: um dia após a comemoração dos 69 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Fiocruz celebra seu VIII Congresso Interno, com o tema O futuro do SUS e da democracia. Que a democracia e a defesa dos direitos nos animem nessa jornada, que consolida a tradição da Fiocruz como instituição de ciência, educação, tecnologia e saúde, e seu compromisso frente aos imensos desafios colocados pela sociedade brasileira. Com unidade, com afirmação de nossa missão, estou certa que cumpriremos, com bastante firmeza, nosso papel em defesa da ciência e tecnologia, do SUS e da democracia em nosso país”.

Com essas palavras, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, deu início ao VIII Congresso Interno, que acontece de hoje (11/12/17) a quinta-feira (14/12/17). O Congresso, implantado inicialmente na Fiocruz em 1988, durante a gestão do presidente Sergio Arouca, é a instância máxima de gestão democrática e participativa da Fundação.

Fizeram parte da mesa de abertura, além de Nísia, o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mario Moreira; Roberto Leher, Reitor da UFRJ; a deputada federal (PCdoB-RJ) Jandira Feghali; o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro; Claudia Rose da Silva, representante do Museu da Maré; Fernando Pigatto, representante do Conselho Nacional de Saúde, Justa Helena Franco, presidente da Asfoc-SN; e Maiara de Carvalho,  da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz.

Mario Moreira começou seu discurso agradecendo nominalmente os integrantes da Comissão Organizadora deste Congresso Interno, que teve, entre outras, a responsabilidade de definir a representação da plenária. “É a primeira vez que temos a presença de observadores externos, como o Conselho Gestor do Projeto Teias, o Museu da Maré, a Rede de Observatórios de Manguinhos, o Conselho Comunitário de Manguinhos, o Conselho Nacional de Saúde e a SBPC”, afirmou. “Também pela primeira vez, de forma oficial, contamos com a participação de estudantes num processo de escolha conduzida pela Associação de Pós-Graduação da Fiocruz”, disse o vice-presidente.

Documento de Referência

O Documento de Referência, debatido nas unidades, em câmaras técnicas e também em consulta interna, traz nesta edição um grau de aperfeiçoamento “O documento faz um diálogo com essa conjuntura complexa que vivemos e permite debater o futuro da Fiocruz. O documento foi elaborado a partir de grandes questões colocadas na trajetória da Fundação, organizado em questões, teses e diretrizes”, explicou Mario Moreira.

Espírito participativo

Roberto Leher, reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, instituição que se organiza para realizar seu Congresso Interno, falou sobre a inspiração deste evento para o que irão realizar. “Precisamos construir agendas que apaixonem a juventude, que apaixonem a luta social, para que, de fato, a agenda que podemos qualificar como de esquerda, aquela que tem em sua matriz as lutas socialistas, possa iluminar a energia criadora de toda juventude em defesa da democracia e dos movimentos sociais”, afirmou Leher.

Para Maiara Carvalho, representante dos estudantes da Fiocruz, o VIII Congresso já traz um grande diferencial em relação às edições anteriores, pois é a primeira vez que os estudantes participam como observadores, o que é um avanço. “Como pensar a Fiocruz sem lembrar daqueles que movem as suas engrenagens? Esse é um espaço de construção e consolidação da participação estudantil da Fiocruz”. Representante do Conselho Nacional de Saúde, Fernando Pigattto também ressaltou a crise política, econômica e social que o Brasil vive e falou sobre os atos de resistência que o Conselho tem organizado. “A Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, que foi adiada, acontecerá de 27 de fevereiro a 2 de março. E a Fiocruz tem participado ativamente desses diálogos”, disse.

Um congresso que se abre para olhar externo. Foi assim que Claudia Rose, do Museu da Maré, definiu o VIII Congresso Interno. “Ele conta com a participação de instituições da sociedade civil, de movimentos sociais para juntos pensarmos em possíveis soluções ou indicativos de como devemos encaminhar e reportar as nossas ações”, afirmou a coordenadora. A coordenadora falou sobre “ a nossa frágil democracia”, termo usado em outras falas. “Se ela é frágil, é graças aos nossos movimentos, nossas lutas, nossas lideranças, nossas bandeiras. Se não fosse assim, nem essa frágil democracia existiria”, concluiu.

Assim como os demais integrantes da mesa, o presidente da SBPC, Ildeu de Castro, reforçou a importância do tema do VIII Congresso Interno, especialmente diante da grave crise política que o país enfrenta. “Não dá para ficar esperando salvadores da pátria. Nós temos que fazer isso de baixo para cima. Entidades como a Fiocruz têm o papel fundamental em pensar política pública para a ciência e a tecnologia, para a educação, para a saúde pública e para a economia do país”, disse. A presidente da Asfoc-SN, Justa Helena, também falou sobre a situação. “A despeito desse cenário complexo e de retrocessos, estamos aqui nesse processo congressual buscando contribuir com deliberações efetivas que possam defender e fortalecer a Fiocruz e apontar caminhos para consolidar a ciência, a tecnologia, a pesquisa, o SUS, e por conseguinte, a saúde pública brasileira”, disse.

“Toda vez que eu piso nesse território de resistência, que é a Fiocruz, eu saio daqui com a energia renovada”, afirmou a deputada federal Jandira Feghali. A parlamentar também falou sobre a situação em que se encontra o Congresso Nacional e a preocupação com a manutenção do SUS. “Quando pensamos em SUS, duas coisas nos vêm à cabeça: ‘Estado’ e ‘democracia”. Exatamente as duas coisas que mais estão sob risco nesse momento”, afirmou. “As pessoas, principalmente aqui no Rio, não acreditam mais que a política vale a pena. Mas o Rio de Janeiro é muito mais que essas figuras que isso que nós temos visto”.

Esperança equilibrista

Após a apresentação de um vídeo com fotos que narraram a trajetória dos Congressos Internos da Fiocruz, ao som de O bêbado e o equilibrista, de João Bosco & Aldir Blanc, Nísia Trindade usou a frase de Paulinho da Viola, “Quando penso no futuro, não esqueço de passado”, para reforçar o compromisso de contribuir para o progresso do país. “É fundamental que a gente assuma de forma assertiva, neste momento de VIII Congresso, a defesa do SUS e de um sistema de ciência, tecnologia e inovação a serviço de uma agenda de desenvolvimento para um país com mais justiça, igualdade e equidade. Isso precisa estar acima de possíveis divergências de menor valor”, falou a presidente. “Este é um ato cívico, não apenas pela Fiocruz. É um ato pela democracia no Brasil”, concluiu Nísia Trindade.

Aprovação do Regimento

Na segunda parte da manhã, a plenária deliberou sobre o Regimento do VIII Congresso Interno. A presidente Nísia apresentou o secretário-geral do Congresso Interno, o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mário Moreira – tendo como eventual substituto o coordenador-geral de Gestão de Pessoas, Juliano Lima. Em seguida, submeteu à plenária o nome do superintendente do Canal Saúde, Arlindo Fábio Gómez de Sousa, para ser o relator. Os delegados aprovaram a indicação por unanimidade.

Na sequência, foram apresentadas algumas sugestões de alteração do Regimento que havia sido aprovado anteriormente pelo CD Fiocruz. Foi acatada pela plenária apenas a proposta do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), para que a discussão das teses nos Grupos de Trabalho, a partir da tese três, seja realizada alternadamente.

Por exemplo, amanhã pela manhã (12/12), um terço dos grupos inicia a discussão da tese três; outro terço, pela tese quatro; e o último, pela tese cinco. O objetivo é garantir que ao final dia, quando o sistema for bloqueado, todas as teses recebam contribuições dos grupos, mesmo que alguma delas não tenha sido conclusivamente discutidas por algum grupo.

Cobertura: Erika Farias e Gustavo Carvalho | CCS * Fotos: Peter Ilicciev | CCS

Colaboração: Marlúcia Seixas | Fiocruz Amazônia

 

Seminário Internacional aborda doenças infecciosas negligenciadas da Amazônia

Iniciaram nesta quarta-feira (6/12), as apresentações de palestras do Seminário Internacional Doenças Infecciosas Negligenciadas da Amazônia, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

As palestras são ministradas por pesquisadores convidados nacionais e internacionais que abordaram temas no campo das doenças infecciosas negligenciadas, pesquisas na região Amazônica e projetos em desenvolvimento.

Para o pesquisador da Fiocruz Amazônia, e organizador do evento, Dr. Paulo Nogueira, o tema proposto no seminário contempla demandas da sociedade, e destaca especificidades da região. “Nós estamos numa região tropical, vivemos em um país com desigualdades, é possível ver essas doenças negligencias causando sofrimento em várias pessoas. Nós temos os pesquisadores que estão estudando essas doenças, então essa é uma boa oportunidade de mostrar o que está sendo estudado em prol da saúde da sociedade”.

Compuseram a mesa de abertura do evento, o Vice-Diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Gomes Naveca; o pesquisador Eduardo Grault, da vice-presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o coordenador do PPGBIO-Interação, Paulo Nogueira, e a pesquisadora Ottavia Romoli, entomologista do laboratório Mathilde Gendrin da filial guianense do Institut Pasteur de la Guyane.

Segundo Naveca, um dos objetivos do evento é aumentar os laços de interação entre instituições internacionais que atuam nas mesmas áreas de pesquisa, promovendo a internacionalização dos cursos de pós-graduação do ILMD. “Esse evento promove uma grande discussão em torno de doenças que tem um impacto na saúde na região amazônica. Além disso, a ideia do evento é promover oportunidade para que os nossos alunos dos programas de pós-graduação da Instituição tenham um contato internacional com pesquisadores de Institutos, como o Instituto Pasteur, que trabalha com assuntos parecidos com os nossos.

Palestras

“The emergence of multi-drug resistant Pseudomonas aeruginosa in three Manaus ICUs” foi o título do estudo apresentado pela doutoranda, Paula Taquita, do Programa de Doutorado em Ciências – Cooperação IOC-ILMD.

“É um congresso desafiador, a barreira linguística é um problema, mas é uma coisa que precisa ser praticada, precisa ser treinada. Como ponta pé inicial foi uma ótima ideia, essa experiência vai facilitar para que nós possamos desenvolver mais a fluência e criar uma cultura para futuros eventos”, destacou Taquita, sobre a apresentação.

Os pesquisadores André Mariuba (ILMD), Antonia Franco (INPA), Priscila Aquino (ILMD), James Lee (ILMD), Claudia Rios (ILMD), Felipe Pessoa (ILMD), Stefanie Lopes (ILMD), Gisely Cardoso (FMT-HVD), Paulo Nogueira (ILMD), Alessandra Nava (ILMD), Benoit de Thoisy (Pasteur Cayenne; French Guyane), Pritesh Lalwani (ILMD), e Raquel Ferraz Nogueira também apresentaram estudos e projetos desenvolvidos dentro da temática.

A primeira atividade do seminário foi o minicurso “Ferramentas para o estudo das interações arbovírus-hospedeiro”, realizado na última segunda-feira (4/12). A programação segue até amanhã (7/12), na sede do Instituto, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus (AM).

Acesse a programação.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é um curso stricto sensu, que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O Programa se enquadra na grande área em Parasitologia. A pesquisa e o ensino desenvolvidos no contexto do PPGBIO-Interação têm ênfases na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores, fatores de virulência, e mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Estudo pretende contribuir com visibilidade e empoderamento social e político dos catadores de resíduos sólidos em Manaus

“As redes vivas no trabalho dos catadores e catadoras de resíduos sólidos no município de Manaus/AM” é o título da dissertação da mestranda Denise Rodrigues Amorim, do Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), apresentada na última quinta-feira (30/11), sob orientação do Dr. Júlio Schweickardth.

O objetivo do estudo foi investigar as redes vivas no trabalho dos catadores e catadoras de resíduos sólidos ligados a uma Associação de Catadores, organizados em torno do Movimento Nacional dos Catadores de Resíduos Sólidos (MNCR).

Segundo Denise, “o desenvolvimento desta pesquisa, a partir do estabelecimento de vínculo com os catadores, permitiu acompanhar o cotidiano de trabalho e de vida, conhecer as motivações e desafios da organização política destes atores, mapear as redes vivas construídas a partir do cotidiano do trabalho, permitindo a análise da rede social de agenciamento e encontros”.

A mestranda explica que o estudo foi norteado pela questão de pesquisa: “Que redes vivas são construídas no trabalho por catadores e catadoras de resíduos sólidos, organizados em uma associação”? outro questionamento levantado durante a defesa, foi “como a saúde pode olhar para esse grupo social invisibilizado, compreendendo as suas lógicas de trabalho, de tempo, de vida, e pensar estratégias para também fazer parte das suas redes vivas promovendo o cuidado desses sujeitos?”.

METODOLOGIA

A abordagem cartográfica foi o método utilizado no trabalho, no intuito de ampliar a visão sobre as produções de vida dos sujeitos e mapear a realidade dos catadores. O estudo pretende contribuir com a visibilidade e o empoderamento social e político destes trabalhadores.

“O trabalho foi desafiador, do ponto de vista do método da cartografia, que nos exige uma implicação com os sujeitos de pesquisa. Como eu já venho de uma caminha na educação popular, e sou muito sensível com a questão da participação social, foi um exercício muito rico para mim”, destacou Denise.

Para ela, o estudo pode ainda colaborar com o fortalecimento da organização política e o protagonismo dos catadores enquanto movimento social, na inclusão sócio produtiva, no estímulo à participação social bem como subsidiar atuais e futuras políticas públicas no campo da Saúde Coletiva.

Schweickardth destacou a importância da devolutiva dos resultados obtidos, uma vez que a apresentação foi realizada para os próprios catadores, no galpão da Associação Nova Recicla, Zona Leste de Manaus. “Acredito que isso deveria ser um exercício de todos os trabalhos e pesquisas, de assumir esse compromisso com comunidades, com os sujeitos, com grupos, pois essa é uma responsabilidade social nossa como pesquisadores. A gente acaba indo além da pesquisa, articulando também ações que vão beneficiar o grupo. No caso da Denise, ela conseguiu que principalmente as mulheres voltassem a fazer o preventivo, cuidassem mais da saúde. Esses são os desdobramentos da pesquisa.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Fotos: Eduardo Gomes

 

Projetos da Fiocruz Amazônia são apresentados para pesquisadores de Liverpool  

Pesquisadores e estudantes do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) expuseram durante esta quarta-feira (29/11) trabalhos científicos desenvolvidos na Fiocruz Amazônia para pesquisadores da Liverpool School of Tropical Medicine (LSTM) que estão em Manaus para discutir sobre parasitologia, terapias e medicamentos.

O estudo “Flies in the ointment: Onchocerciasis vector bites are significantly reduced by the skin application of mineral oil during human landing catches”, foi apresentado pelo doutorando Túllio Ribeiro. Já o mestrando Yago Santos apresentou o projeto “Are standard Wolbachia detection tools over-estimating the prevalence of Wolbachia infections in mosquitoes?”.

Para Yago, a oportunidade de dialogar com os pesquisadores de Liverpool é de grande relevância para o desenvolvimento dos estudos realizados na Instituição. “Podemos apresentar os trabalhos para pesquisadores que possuem grandes experiências em áreas correlatas com as nossas e que puderam dar muitas contribuições para melhorar nossos trabalhos, aperfeiçoar detalhes para futuras publicações. É sempre importante falar do que estamos fazendo aqui na Fiocruz Amazônia principalmente para pesquisadores renomados, que futuramente podem viabilizar recursos para desenvolvermos novos projetos, novos desafios e perguntas.

Segundo o diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, a visita dos pesquisadores possibilita colaboração com a LSTM. “São pesquisadores de uma instituição de grande importância na pesquisa, que tem tradição e trabalhos relevantes na parte de saúde pública. Essa parceria é uma oportunidade não só de se ter projetos de colaboração, mas também abre portas para outras cooperações que atendam aos nossos estudantes e corpo técnico não só em filárias, mas também em outros temas”.

Durante a manhã, os pesquisadores do LSTM estiveram na Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), para conhecer as instalações e pesquisas desenvolvidas na Instituição.

O encontro tem programação defina até amanhã (30/11). Veja abaixo:

 

EVENT PROGRAMME FOR THE 30.11.2017

9:00- 12:00 –Project proposal wrapping up meeting: closed session

During this session, the LSTM team and Fiocruz researchers will select specific research project proposals and specific funding calls that collaborative joint grant applications can be submitted to.  The LSTM team and Fiocruz researchers will decide on a firm agenda for the preparation of grant-application submission with clearly delineated tasks for each of the applicants.

12-00-14-00 – Special lunch

Dr Luz will take our LSTM guest to a special restaurant so our guest can sample the best of traditional Amazonia food and drink.

14-00- 17:00 –Project proposal spill-over meeting or free session.

Depending on the progress of the meeting and the desires of our LSTM guests, this session can be used to resolve out-standing issues from earlier discussions or can be used for tourist activities. The Brazilian Amazon has a lot to offer tourists and we will be glad to show our guests the parts that most interest them. They will, of course, need to remember their swimming trunks if the decide they want to swim with our pink river dolphins.

 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Foto: Eduardo Gomes

ILMD 2017-11-29 08:10:24

Congresso internacional da Rede Unida recebe inscrições de propostas até 25 de janeiro.

As inscrições para apresentação de propostas para a Programação do 13º Congresso Internacional da Rede Unida estão abertas até 25 de janeiro de 2018. O Congresso propõe o debate em torno da saúde, educação, arte e cultura, da participação cidadã, da gestão e do trabalho em saúde na perspectiva do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e podem participar trabalhadores da saúde, usuários do SUS, pesquisadores, estudantes, professores, gestores e representantes de movimentos sociais.

Com o tema central “Faz escuro, mas cantamos: redes em re-existência nos encontros das águas”, o 13º Congresso Internacional da Rede Unida será um grande encontro, permeado por compartilhamento de saberes, reflexões-críticas, aprendizados, cultura e arte.

O evento acontecerá de 30 de maio a 02 de junho de 2018, em Manaus (AM), na Universidade Federal do Estado do Amazonas (Ufam).

INSCREVA-SE AQUI!

As atividades científicas e sociais previstas durante o 13º Congresso Internacional da Rede Unida estão organizadas em:

Atividades temáticas: Fóruns, távolas, sessões de apresentação oral, Rodas, Res-Públicas e produção de arte;

Távolas: dois ou mais convidados respondem a questões formuladas por um debatedor e também questões vindas da plateia;

Res-Pública: espaço de diálogo e interlocução com representantes de órgãos governamentais acerca das políticas públicas em desenvolvimento;

Rodas de conversa, com apresentação de trabalhos: os trabalhos aprovados pela Comissão Científica serão reunidos por temas e distribuídos em mesas de debate, onde todos serão apresentados e debatidos;

Fóruns Nacionais e Internacionais: espaço para entidades e/ou segmentos debaterem questões e temas relacionados às suas práticas, que resulte em um texto propositivo;

Saúde Fazendo Arte: programação científico-cultural com diferentes formatos destinada à troca de experiências e sensibilização a partir de saberes cotidianos e com o protagonismo de atores do sistema de saúde. Inclui performances artísticas e intervenções na cidade, também realizadas em espaços distintos do espaço específico do Congresso.

Atividades Articuladoras: Saúde fazendo arte; Feira / Mostra de iniciativas: sistemas locorregionais, tecnologias em saúde, fotos, vídeos; Seminários e encontros nacionais e internacionais; Mobilização durante o congresso: telões, twitter, rádio web, outras mídias.

Projeções: Mídias relativas aos temas do congresso deverão ser apresentadas, compondo o rol de atividades científicas conduzidas por um moderador;

Intervenções: esquetes e ações serão realizadas durante o evento com o propósito de produzir impacto e reflexões sobre temas relativos ao congresso;

Feira-exposição: Espaço aberto de stands para que movimentos e grupos sociais possam expor seus produtos e práticas;

Tendas: espaços de encontros, articulação, exposição e serviços com um eixo comum, agregando pares de forma livre e auto-organizada.

Rede Unida, por Mirineia Nascimento
Edição: Eduardo Gomes. Ascom, ILMD/ Fiocruz Amazônia.

 

Divulgada classificação final do processo seletivo para o mestrado PPGBIO-Interação

Divulgada nesta sexta-feira (17/11), a classificação final do processo seletivo Nº003/2017 do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O resultado pode ser acessado em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

Conforme edital, a publicação da lista final de selecionados será divulgada no dia 23 de novembro.

O candidato aprovado deverá efetuar sua matrícula institucional nos dias 27 e 28 de fevereiro, de 2018, de 8h às 12h, e de 13h às 16h, na Secretaria Acadêmica (SECA), no prédio anexo do ILMD/ fiocruz Amazônia, situado à Rua Teresina, 476, bairro Adrianópolis, Manaus.

PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é um curso stricto sensu, que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

As aulas devem iniciar em março de 2018. Este processo seletivo é para a formação da segunda turma do PPGBIO-Interação.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia.
Foto: Divulgação

Fiocruz Amazônia inicia novo módulo da especialização em Vigilância em Saúde

“Aspectos Conceituais e Arcabouço Jurídico Político da Vigilância em Saúde” será o novo módulo do curso de especialização Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde, na Tríplice Fronteira do Alto Solimões, ofertado pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). A disciplina será ministrada de 20 a 24 de novembro, por Giovanny Vinícius Araújo de França, mestre e doutor em Epidemiologia pelo Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas-RS.

O objetivo do módulo é compreender os aspectos conceituais, as dimensões legais e operacionais da Vigilância em Saúde no Brasil e em regiões de fronteira, além de buscar entender o papel da rede de atenção primária no campo da Vigilância em Saúde.

A disciplina pretende oportunizar ao discentes: conhecer o histórico e conceitos básicos em vigilância em saúde; identificar as dimensões legais e operacionais das ações de Vigilância no Brasil e regiões de fronteira; conhecer o Regulamento Sanitário Internacional; caracterizar as quatro estratégias de Vigilância em Saúde (Vigilância Sanitária, Ambiental, Epidemiológica e da Saúde do Trabalhador) e seus perfis de atuação; identificar os perfis de atuação da rede de APS no campo da Vigilância em Saúde, além de conhecer os processos de trabalho em Vigilância em Saúde.

Na ementa do módulo estão os seguintes temas: histórico e conceitos básicos em vigilância em saúde, Dimensões legais e operacionais das ações de Vigilância no Brasil e regiões de fronteira, Regulamento Sanitário Internacional, Caracterização Geral e Perfil de Atuação das quatro estratégias de Vigilância em Saúde: Vigilância Sanitária, Ambiental, Epidemiológica e da Saúde do Trabalhador, Perfis de atuação da rede de APS no campo da Vigilância em Saúde, e os Processos de trabalho em Vigilância em Saúde.

SOBRE O CURSO

A especialização é resultado de parceria com a Opas, Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Aisa-MS, Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Ifam/Campus Tabatinga, ProEpi/MS e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A abertura do curso ocorreu no dia 23/10, no auditório do Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga) e contou com a presença de autoridades, parceiros e alunos. Participam do curso 45 alunos, sendo 33 brasileiros e 12 profissionais da Colômbia e do Peru.

No primeiro módulo, foi ofertada aos alunos a disciplina “Políticas de saúde, o território e o contexto da APS em regiões de fronteira”, ministrada por professores da Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo (ProEpi/MS).

Ascom/ ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Marlúcia Almeida

Palestra sobre empreendedorismo e café de negócios marcam 3º Workshop de Inovação

Palestra com foco no empreendedorismo e um café de negócios projetado para aproximar empresas e investidores, possibilitando a troca de ideias e contatos marcaram a 3ª edição do Workshop do Inovação, realizado pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com o Arranjo do Núcleo de Inovação Tecnológica da Amazônia Ocidental (Amoci/MCTIC) e Incubadora de Empresas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O workshop fez parte da programação da 3ª Conferência sobre Processos Inovativos na Amazônia, promovida pelo Arranjo do Núcleo de Inovação Tecnológica da Amazônia Ocidental (Amoci/MCTIC), que aconteceu nos dias 13 e 14 de novembro, no Auditório da Ciência do Inpa.

O coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Fiocruz Amazônia, André Luiz Mariuba, avalia a realização do evento de forma positiva. “Para nós essa terceira edição é sinal de amadurecimento do trabalho que estamos fazendo. Quando começamos em 2014 a experiência era zero.

INOVAÇÃO, CONEXÃO E INSPIRAÇÃO

O evento foi encerrado com a palestra “O papel do empreendedorismo no processo de inovação”, ministrada pelo professor Salvio Rizzato, que mostrou a importância de se praticar o empreendedorismo para que a inovação se torne realidade. “Costuma-se dizer que onde as pessoas comuns vêem problemas os empreendedores enxergam oportunidades, exatamente por causa da percepção diferenciada e o foco, principalmente, no mercado”, diz o professor.

Durante a palestra, Rizzato destacou que existem algumas entidades (incubadoras, aceleradoras, agentes de inovação, parques tecnológicos) que formam um ecossistema que ajudam os empreendedores, que têm ideias (soluções) capazes de mudar o mundo, a fazerem essas mudanças. “Esse ecossistema tem a força necessária para que essas mudanças não fiquem só na ideia, mas que possam ser multiplicadas”, ressalta.

Ainda durante o evento, jovens empreendedores de 16 empresas incubadas, pertencentes ao Arranj Amoci, mostraram o que podem oferecer aos potenciais investidores interessados em investir nos negócios deles para que possam crescer

Ascom ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

*Com informações da Ascom/Inpa

Evento na Fiocruz Amazônia comemora os 10 anos do Comitê de Controle da Tuberculose no Amazonas

O Comitê Estadual de Controle da Tuberculose no Amazonas, promove nesta sexta-feira (17), às 9h, no Salão Canoas, auditório do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), cerimônia em comemoração aos seus 10 anos de trabalho, na prevenção e a disseminação de informações sobre o diagnóstico e tratamento da tuberculose.

O evento contará com a presença do Presidente da Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento e Defesa dos Direitos da Pessoa com DST/HIV/Aids e Tuberculose (Frendhat), deputado Luiz Castro, e de representantes da Fiocruz Amazônia, Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SUSAM), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM).

O Comitê de Tuberculose, do qual fazem parte órgãos públicos e instituições filantrópicas, tem ampliado o trabalho educativo e de prevenção junto à população, esclarecendo causas, diagnóstico e tratamento da doença.

O trabalho tem como público principal alunos da rede pública de ensino, detentos do sistema prisional do Estado e moradores de rua. Constituído em 2007, o comitê é formado por representantes de instituições filantrópicas, das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde e Educação, Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Secretaria Estadual de Justiça (Sejus), além de órgãos federais, como a Fiocruz e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). As reuniões do comitê acontecem mensalmente na Policlínica Cardoso Fontes, Centro da cidade, onde são definidas as áreas de abordagem e as medidas que serão aplicadas.

Conferência discute processos inovativos na Amazônia

Compartilhar conhecimentos na área da propriedade intelectual, transferência de tecnologia e promoção em ações de empreendedorismo, é um dos objetivos da 3ª Conferência sobre Processos Inovativos na Amazônia: interfaces entre ICT, empresários e investidores, que acontece desde ontem 13/11, no Auditório da Ciência, no Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). O evento é uma promoção do Arranjo do Núcleo de Inovação Tecnológica da Amazônia Ocidental (AMOCI/MCTIC).

Participaram da mesa de abertura o coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Luis André Morais Mariuba; a coordenadora de Ações Estratégicas do Inpa, Hillandia Brandão; o coordenador geral das Unidades de Pesquisas e Organizações Sociais do MCTIC, Luiz Henrique da Silva Borda; a coordenadora de Extensão Tecnológica e Inovação do Inpa, Noélia Falcão, e o gerente geral de Inovação do Senai, Marcelo Vieira de Aguiar.

Na Palestra Magna, Borda falou sobre a importância da quebra da barreira inserida dentro da Ciência e Tecnologia, em que a sociedade ainda desconhece a necessidade de atenção que a área possui. Borda alertou para a necessidade de maior crença e investimento das instituições privadas na área “Com investimento em Ciência, há inovação e, consequentemente, maior riqueza e desenvolvimento do país”, afirmou.

Durante o evento, ocorreu a Mesa Redonda sobre a Lei de Acesso a Biodiversidade (13.123/15)/Plataforma do Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen), disponibilizada pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen). A mesa foi composta por Rosa Miriam de Vasconcelos (Embrapa), Luiz Antonio de Oliveira (Inpa) e Aline Morais (Fiocruz). Os palestrantes reforçaram a necessidade de conhecer e obedecer a lei para que haja a inovação.

SOBRE O AMOCI

Os Arranjos de Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) foram criados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), operando em forma de rede colaborativa, para otimizar e compartilhar recursos, disseminar boas práticas de gestão da inovação e de proteção à propriedade intelectual e transferência de tecnologia.

O Arranjo AMOCI é sediado no Inpa e é composto por 23 Instituições Científicas e Tecnológicas (ICT) distribuídas no Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia.

A Conferência é aberta ao público mediante inscrição. A entrada é gratuita e o público participante receberá certificado. Nos dois dias de atividades são realizadas palestras, oficinas, mesas redondas e workshop, com temas relacionados à lei de acesso à biodiversidade, formação tecnológica, propriedade intelectual, estratégias de transferência de tecnologia e inovação.

Segundo a coordenadora do Arranjo AMOCI, Noélia Falcão, que também é coordenadora de Extensão Tecnológica e Inovação do Inpa, a ideia é que haja a capacitação sobre a cultura e a prática da propriedade intelectual, que aliados ao empreendedorismo são fundamentais para a geração da inovação. “O conhecimento da gestão de propriedade intelectual e dos NIT é fundamental para a disponibilização das tecnologias desenvolvidas nas ICTs para o mercado”.

A proposta é capacitar recursos humanos do ecossistema de inovação. “ICTs, estudantes de pós-graduação, empresas, empreendedores e investidores que tenham interesse pelos temas estão convidados a participar”, diz Falcão. Veja a Programação completa aqui.

As palestras e as oficinas ocorrem em tempo integral, de 8h às 17h, no Auditório do Bosque da Ciência e na Casa de Vidro da Casa da Ciência, respectivamente.

OFICINAS

Para as oficinas sobre Empreendedorismo Ribeirinho (dia 13, das 9h às 11h), Negócios de Impacto Social, (dia 13, das 14 às 16h), Economia Criativa e Inovação (dia 14, das 14h às 16h) e sobre Modelos de Negócio (dia 14, das 9h às 11h) foram disponibilizadas 25 vagas para cada oficina. As apresentações serão ministradas pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), integrante do Arranjo AMOCI. Ao término, o público participante receberá certificado.