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Agência Internacional de Energia Atômica prospecta parceria científica no Inpa

Aproximação com a AIEA será uma oportunidade para desenvolver novas pesquisas, com técnicas avançadas e com alta aplicabilidade em áreas de atuação do Inpa

 

Por Cimone Barros (texto e fotos) – Ascom Inpa

 

Estudos desenvolvidos no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTIC) de como os organismos se adaptam aos ambientes e às mudanças climáticas despertaram a atenção da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que prospecta na instituição futuras parcerias. Organização autônoma com relações diretas com a Organização das Nações Unidas (ONU), a Agência tem interesse na aplicação do uso da energia nuclear em áreas temáticas como biologia, agricultura e saúde.

 

Dois diretores da AIEA, o Dr. Luis Carlos Longoria e o Dr. David Osborne, visitaram o Inpa na manhã desta quarta-feira (21), além de três oficiais da Marinha, o Contra-Almirante e Secretário de Coordenação de Sistemas do Gabinete de Segurança Institucional, Noriaki Wada; o Capitão de Fragata João Antônio de Barros Neto e um representante do 9º Distrito Naval. A comitiva foi recebida pelo chefe de Gabinete do Inpa Sergio Fonseca Guimarães e coordenadores da instituição. O Diretor o Inpa, Luiz Renato de França, está afastado por problemas de saúde.

 

“Vejo essa visita como oportunidade de aproximação com a Agência de Energia Atômica que por incrível que pareça não cuida só da parte nuclear, mas também da parte de meio ambiente, climática. Existem muitas possibilidades. É por isso que o Dr. Aldo Malavasi, que é um brasileiro e um dos diretores do mais alto nível nessa agência, vislumbrou possibilidades de parcerias”, disse Noriaki.

 

 

Diretores AIEA Foto Cimone Barros INPA

 

David Osborne é diretor do Nuclear Applications Environmental Laboratories e está no Brasil a convite da Marinha do Brasil para visitar três laboratórios da rede no país. No Brasil, a AIEA recebe os projetos encaminhados pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para colaboração básica (investigação), regional (exemplo Panamazônia) e de regiões mundiais (África, Ásia, Pacífico).

 

Conforme o coordenador de Pesquisas do Inpa, Paulo Maurício Alencastro, o Instituto não tem tradição no uso de energia nuclear em suas pesquisas e a aproximação com a AIEA será uma oportunidade para desenvolver novas pesquisas, com técnicas avançadas e com alta aplicabilidade em áreas da saúde, alimentos e ambiental, por exemplo, interligada ao ciclo de carbono.

 

“Uma parceria com Agência pode estimular novas áreas de conhecimentos, estudos que possam ser gerados no Inpa utilizando técnicas de energia nuclear, como o uso de traçadores com radioisótopos em processos ecológicos ou em processos fisiológicos de organismos”, contou Alencastro.

 

 

Dr. Adalberto Val Foto Cimone Barros INPA

 

Além de uma apresentação sobre a atuação do Inpa, fez parte da visita conhecer a estrutura e pesquisas desenvolvidas no Laboratório de Ecofisiologia Evolução Molecular (LEEM), onde também funciona o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Adaptações da Biota Aquática na Amazônia (INCT Adapta /MCTIC/Inpa), coordenado pelo pesquisador Adalberto Val.

 

De acordo com Val, há muitos anos o LEEM usa isótopos radioativos de elementos básicos, como sódio, potássio e cálcio, para entender como os peixes da Amazônia interagem com os ambientes em que eles vivem. “Esses elementos radioativos permitem que a gente trace o comportamento deles na água e no peixe e de que forma eles interagem. Portanto, é uma ferramenta de altíssimo nível, ainda que muito cara, para entender essa interação dos peixes com os seus ambientes”, explicou.

 

 

LEEM Sequenciador de última geração1 Foto Cimone Barros 7

 

Os elementos radioativos são chamados de traçadores biológicos e ajudam a contar a história dos organismos com seus ambientes. Conforme Val, em momentos em que se vive um período de mudanças climáticas intensas ter essas ferramentas mais sofisticadas é vital para entender melhor como os organismos se adaptam aos ambientes e às mudanças que estão ocorrendo.

 

“Eles ficaram impressionados com o nosso laboratório. De fato, nosso laboratório é o que chamamos de estado da arte, comparado com os melhores do mundo na área em que estamos estudando”, contou. “Eles propuseram que desenvolvamos algum trabalho em conjunto. Agora vou esperar o contato deles e se não houver eu mesmo vou contatá-los, pois estamos vivendo um momento em que a ciência se faz por meio de colaboração”, completou.

 

Adapta 

 

Uma das perguntas que atualmente o Adapta procura responder é: o que tem espécies diferentes de peixes, crustáceos, plantas, fungos, microorganismos e insetos em comum enfrentando o mesmo desafio ambiental? Segundo Val, se os cientistas conseguem entender qual é o princípio que unifica as respostas dos organismos a um dado desafio ambiental, isso contribuirá com o entendimento em outros grupos de organismos incluindo o homem.

 

LEEM Foto Cimone Barros ASCOM INPA 60

 

Outra frente que pesquisadores se debruçam é: o que tem um único organismo de uma espécie em comum quando ela enfrente diferentes desafios ambientais? Ela ativa o mesmo tipo de mecanismo ou ela usa mecanismos diferentes para os diferentes desafios ambientais?

 

“Pode parecer uma pergunta muito simples, mas o que a gente aprendeu ao longo desses anos, estudando o tambaqui e outros organismos, é que não se pode generalizar as respostas, considerando a diversidade biológica que temos na Amazônia. Por trás dessa diversidade há um amplo leque de respostas adaptativas aos diferentes desafios ambientais. Portanto, ao longo do tempo vamos aprendendo como os organismos respondem aos desafios ambientais naturais e aqueles impostos pelo homem. Vamos respondendo perguntas, vamos fazendo ciência e socializando a informação para a inclusão social”, explicou.

 

LEEM Microcosmos Foto Cimone Barros ASCOM INPA 238

 

 

Inpa faz avaliação clínica de peixes-bois antes de soltar os animais nos rios da Amazônia

A expedição faz parte do Programa de Reintrodução de Peixes-bois da Amazônia, coordenado pela pesquisadora do Inpa, Vera Silva, líder do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA), em parceria com o Projeto Museu na Floresta e a Universidade de Kyoto (Japão)

 

Texto e foto: Luciete Pedrosa – Ascom Inpa

 

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Avaliar as condições clínicas e sanitárias para selecionar os 10 peixes-bois mais aptos para serem reintroduzidos de volta à natureza, no final de março deste ano. Este é o objetivo da expedição que o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) realiza com a captura de 24 animais mantidos num lago de readaptação, no município de Manacapuru (AM), distante a 68 quilômetros de Manaus.

 

Iniciada na última terça-feira (20), a atividade prossegue até neste sábado (24). Ao todo, 15 colaboradores entre técnicos, veterinários, tratadores e biólogos estão envolvidos na expedição para realizar a biometria (pesagem e medidas), coleta sangue e fezes nos 24 peixes-bois. Após os resultados dos exames, serão selecionados os animais que serão soltos na natureza. A soltura é sempre realizada no rio Purus, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu-Purus, na região de Beruri (a 173 quilômetros de Manaus)

 

A expedição faz parte do Programa de Reintrodução de Peixes-bois da Amazônia, coordenado pela pesquisadora do Inpa, Vera Silva, líder do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA), em parceria com o Projeto Museu na Floresta – uma cooperação científica entre o Inpa e a Universidade de Kyoto (Japão). As ações tiveram início em 2008 e até agora já foram devolvidos para a natureza 12 animais.

 

 SiterLagodeReadaptaçãoondeospeixes boisficamantewsdesoltruaFotoLucietePedrosa

 

De acordo com o responsável pelo Programa de Reintrodução, o biólogo Diogo Alexandre de Souza, o lago é uma área de piscicultura de 13 hectares (equivalente à área do Bosque da Ciência do Inpa, em Manaus) com profundidade de 2 metros onde os animais permanecem para uma readaptação gradual à natureza. A readaptação no lago teve início em 2011 e faz parte da etapa de pré-soltura.

 

“Os animais, depois de reabilitados no Inpa, são levados para esse lago para que tenham uma readaptação mais branda antes da soltura definitiva na natureza�, explica Souza. Os 24 animais (machos e fêmeas) estão nessa etapa de semi-cativeiro entre 6 meses e 4 anos.

 

A última pré-soltura aconteceu em agosto do ano passado quando foram translocados 12 peixes-bois dos tanques do Inpa para o lago de readaptação. A operação durou três dias com a translocação de quatro animais por dia. No lago, são feitas capturas anuais, geralmente, em outubro, para avaliar as condições físicas dos animais para futuramente serem devolvidos à natureza.

 

Segundo o biólogo, este ano a reintrodução acontecerá no final de março, que é o período que acontece a enchente nos rios, e quando a oferta de alimentos na natureza é mais abundante. Ele explica que serão levados, de maneira inédita, 10 animais de uma vez só. “Durante a expedição, os animais serão transportados em piscinas e ocorrerá uma atividade ambiental com as comunidades que vivem no entorno da RDS Piagaçu-Purus como tem acontecido nos últimos dois anos naquela região�.

 

O biólogo também explica que normalmente a expedição tem levado de 4 a 5 animais, mas dessa vez serão 10 indivíduos por causa do sucesso do Programa de Reintrodução, assim como pelos indicadores positivos da soltura como o ganho de peso considerável dos animais. “Os peixes-bois têm conseguido sobreviver por mais de ano, ou seja, eles passam por todo um pulso de inundação completo, e isso é importante, pois desta forma sabemos que os animais conseguem sobreviver tanto na cheia como na seca�, diz Souza. “Então, para acelerar o processo de reintrodução serão devolvidos aos rios 10 animais�, completa.

Exames

 

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Na opinião do veterinário do LMA, Anselmo D’Affonseca, em tese todos os animais que estão no lago de readaptação, em Manacapuru, estão aptos para serem soltos na natureza, mas podem ser desclassificados, ou pelo estado físico geral (se estiver magro ou com um ferimento), ou pelos resultados dos exames clínicos, caso apresentem algum problema.

 

Segundo o veterinário, os exames clínicos, nesta etapa de soltura definitiva, são necessários para maior segurança a fim de avaliar o estado geral dos animais. “Caso algum peixe-boi apresente alguma alteração como, por exemplo, peso abaixo do que quando foi enviado para o semi-cativeiro, este será desclassificado para ser solto, neste momento�.

Gestão de Pessoas do Inpa realiza pesquisa de Clima Organizacional entre os servidores ativos

O resultado da pesquisa gerará subsídios importantes que ajudará o Inpa elaborar um planejamento estratégico de RH muito mais eficiente

 

Da Redação - Ascom Inpa

 

Para avaliar o nível de satisfação e motivação no ambiente de trabalho no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), a Coordenação de Gestão de Pessoas (COGPE) aplica durante três meses uma pesquisa de Clima Organizacional entre os servidores ativos do Instituto. A pesquisa já está disponível e o formulário online pode ser respondido até o final de maio de 2018.

 

Além de conhecer os fatores que afetam positiva ou negativamente a satisfação e motivação dos colaboradores, a pesquisa facilitará também encontrar pontos que podem ser melhorados, assim como identificar fatores internos e externos que interferem na produtividade das pessoas, na interação da equipe e mensurar a satisfação dos colaboradores perante a organização.  

 

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Segundo a coordenadora da COGPE, Carolina Maia, a pesquisa de Clima Organizacional cumpre um papel importante para o sucesso da organização, pois é uma das principais e mais importantes ferramentas de gestão estratégica que um gestor pode utilizar para avaliar. “A partir dela a empresa realiza uma análise do engajamento e satisfação dos servidores, que é fundamental para o crescimento da instituição�.

 

O resultado da pesquisa gerará subsídios importantes que ajudarão o Inpa elaborar um planejamento estratégico de RH muito mais eficiente.

 

Para participar da pesquisa e acessar o formulário, basta informar a matrícula colocando com o zero (0) na frente. As respostas individuais são confidenciais.

Inpa abre dez vagas para o curso de doutorado em Biologia de �gua Doce e Pesca Interior

Poderão candidatar-se ao curso de doutorado, mestre em Ciências Biológicas ou áreas afins e/ou correlatas; graduados, sem títulos de mestre, em Ciências Biológicas ou áreas afins e/ou correlatas

 

Por Luciete Pedrosa – Ascom Inpa

Foto: Acervo Elizabeth Gusmão

 

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Estão abertas as inscrições do processo seletivo para dez vagas no curso de doutorado em Biologia de Ã�gua Doce e Pesca Interior (BADPI) no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia para ingresso a partir de maio de 2018. As inscrições prosseguem até o dia 11 de março. O curso de doutorado em BADPI é classificado com nota 4 nas avaliações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).  

 

De acordo com o edital, a seleção tem a finalidade de selecionar e classificar os candidatos para ingresso no curso de doutorado do Programa de Pós-Graduação BADPI com projetos de pesquisa que se enquadrem nas seguintes linhas de pesquisa: Biologia, ecologia e conservação de organismos aquáticos; Limnologia e dinâmica de áreas alagáveis; Conhecimento e distribuição da biodiversidade aquática amazônica; e Manejo e conservação de recursos pesqueiros.

 

Poderão candidatar-se ao curso de doutorado, mestre em Ciências Biológicas ou áreas afins e/ou correlatas; graduados, sem títulos de mestre, em Ciências Biológicas ou áreas afins e/ou correlatas com experiência profissional comprovadas por meio de Curriculum Vitae com autoria principal em pelo menos dois artigos  científicos, publicados em revista indexada e com corpo editorial.  

 

Os interessados deverão enviar os documentos listados no edital para o seguinte endereço: ppbbadpi@gmail.com.

 

A seleção será composta Pelas seguintes etapas: avaliação do Projeto de Tese (eliminatória) e análise curricular (classificatória). O Projeto Tese será avaliado por três professores/pesquisadores doutores selecionados pelo Conselho do Programa. Já a análise curricular dos candidatos aprovados na primeira etapa tomará como base os documentos encaminhados no momento da inscrição e avaliará a experiência profissional dos candidatos em pesquisa, por meio de publicações científicas.

 

A lista dos candidatos classificados será encaminhada por e-mail a todos os candidatos inscritos e divulgada no site do Inpa a partir do dia 10 de maio.

Inpa oferece sete vagas para pós-doutorado no Projeto Atto e nos Programas AmazonFace e LBA

Os resultados dos processos seletivos serão divulgados no site do Inpa a partir do dia 2 de março de 2018. O valor das bolsas é de R$ 4.100,00

Por Luciete Pedrosa – Ascom Inpa

Foto: Ascom MCTIC

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O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), por meio da Coordenação de Capacitação (Cocap), seleciona sete candidatos para bolsas de pós-doutorado para atuarem no projeto Atto (Amazonian Tall Tower Observatory, na sigla em inglês), no Programa AmazonFace e no Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA). As bolsas terão início a partir de março de 2018 com vigência de até 36 meses.

Interessados em participar do processo seletivo poderão se inscrever até o próximo dia 24 de fevereiro. A inscrição será realizada por meio de envio de documentos para a Cocap no endereço eletrônico: cocp@inpa.gov.br.

De acordo com os editais, são oferecidas quatro vagas para atuação no Projeto Atto nos seguintes temas:  Balanços dos Gases de Efeito Estufa (GEE); Física do Clima: Energia, Ã�gua e Atmosfera; Aerossóis, Nuvens e suas Interações Atmosféricas; Controles Ambientais e Bióticos da Interação Floresta-Atmosfera. Já o  Programa AmazonFace oferece uma vaga para pesquisa em Micrometeorologia.     

O resultado do processo seletivo será divulgado no site do Inpa no endereço http://portal.inpa.gov.br/ a partir do dia 5 de março de 2018. O valor da bolsa de R$ 4.100,00 será pago pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Instituto Max Planck, por meio da Fundação Amazônica de Defesa da Biosfera (FDB).

Programa AmazonFace

O Programa AmazonFace é um experimento-modelo integrado com esforço multi-institucional que visa avaliar os efeitos das concentrações elevadas de dióxido de carbono na atmosfera sobre a ecologia e resiliência da  floresta amazônica. 

Projeto Atto

O Projeto Atto tem em sua proposta contribuir com o entendimento integrado do sistema Amazônia e para reduzir significativamente as incertezas sobre seus impactos sobre os ciclos globais do carbono e da água, mudança climática e química da atmosfera. Num prazo mais longo, as observações do Atto nas próximas décadas fornecerão informações críticas sobre como essas florestas tão diversas respondem às mudanças antropogênicas sobre o clima e o ambiente.

Edital LBA

Já no edital para o Programa LBA são oferecidas duas vagas para trabalhos na temática “Desenvolvimento de Pesquisa sobre o Clima e os Ciclos Biogeoquímicos dos Ecossistemas Amazônicos�. As vagas são para pesquisas na �rea de Hidrologia de Superfície e Química da �gua; e na �rea de Gestão de Dados em Micrometeorologia.

O resultado da seleção será divulgado também no site do Inpa a partir do dia 2 de março de 2018.  O valor mensal da bolsa de R$4.100,00 será pago pela Capes.  

Sobre o LBA      

O Programa LBA, vinculado ao Inpa/MCTIC, visa responder três questões principais: o ambiente amazônico em mudança (processos); a sustentabilidade dos serviços ambientais e os sistemas de produção terrestres e aquáticos (consequências) e a variabilidade climática e hidrológica e sua dinâmica: retro-alimentação, mitigação e adaptação (respostas).  

Novo gerente do LBA assume com a ideia de fazer uma gestão colaborativa de projetos

A proposta do novo gestor é fazer menos, mas fazendo mais ao usar três grandes projetos do Inpa (o projeto Atto, o LBA e o AmazonFace), que, segundo ele, já vem trabalhando com os coordenadores e seus comitês científicos de forma conjunta para usufruir um da  estrutura do outro para otimizar os recursos

 

Texto de Luciete Pedrosa – Ascom Inpa

Fotos: Luciete Pedrosa e Leonardo de Oliveira

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“Existe uma necessidade de fazermos uma engenharia financeira criativa em épocas de dificuldades pela qual a Ciência passa. O que temos experimentado fazer é uma gestão colaborativa de projetos onde a infraestrutura de logística de um consegue suprir a necessidade de outro�, disse o novo gerente científico do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental (sede em Belém-PA), Alessandro Carioca de Araújo.

Numa cerimônia informal, Araújo, que é doutor em Ciências Geoambientais e possui experiência na área de geociências, com ênfase em micrometeorologia de florestas tropicais e secundárias, foi apresentado oficialmente na tarde da última quinta-feira (8) aos pesquisadores, técnicos e alunos de mestrado em Clima e Ambiente, que atuam no LBA. O pesquisador assumiu a gerência científica em dezembro do ano passado.

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A apresentação ficou a cargo da gerente operacional do LBA e diretora-substituta do Inpa, a pesquisadora Hillandia Cunha. O evento contou com a participação do coordenador pelo lado brasileiro do Observatório de Torre Alta da Amazônia (Atto, na sigla em inglês), o pesquisador Carlos Alberto Quesada. 

“O Inpa sente-se honrado em ter os dois coordenadores à frente desses grandes projetos�, disse Cunha que os conclamou a ajudar o Instituto a conduzir esses dois grandes projetos de cooperações internacionais.

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De acordo com Araújo, os planos para a gerência do Programa estão ligados com a agenda científica do LBA, determinada pelo Comitê Científico. “O nosso plano de trabalho é concatenar com as linhas de interesse do Instituto e com a leitura do que está acontecendo na Amazônia. Tudo isso encadeado com os objetivos que foram decididos nas reuniões do LBA�, diz

A ideia do novo gestor é fazer menos, mas fazendo mais em utilizar três grandes projetos do Inpa (o projeto Atto, o LBA e o AmazonFace), que, segundo ele, já vem trabalhando com os coordenadores e seus comitês científicos de forma conjunta para usufruírem um da estrutura do outro para otimizar os recursos.

“Então, esperar algo é tentar avançar mais nesta direção e consolidar esse modelo de gestão com os parceiros para que possamos continuar desenvolvendo e dando suporte a estes projetos, e desenvolver a ciência pura que a Amazônia tem�, destaca Araújo.

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O novo gerente científico foi um dos primeiros bolsistas do LBA, na década de 2000, e emprestou sua expertise desde 2016 atuando como membro do Comitê Científico do mesmo Programa.

Ele conta que a surpresa, o entusiasmo e um certo medo o rondam porque é uma responsabilidade ser gerente de um local onde ele próprio foi gestado cientificamente. “Foi criado um afeto muito grande por este local, então, as coisas se confundem um pouco. Nunca almejei ser gerente científico do LBA, embora tenha uma contribuição ao longo da história desse Programa�, diz o pesquisador ao acrescentar que ficou assustado e, ao mesmo tempo, lisonjeado pelos colegas que o indicaram pela identidade do seu trabalho junto ao LBA. Araújo também atua como vice-coordenador e membro do Comitê Científico do projeto ATTO.

O novo gerente científico afirma que espera servir aos princípios norteadores da criação do projeto LBA e manter o legado que lhe foi dado. “O Programa LBA é um programa de sucesso que formou muitos cientistas na Amazônia, e eu me incluo entre eles�, diz ao acrescentar que contribuirá para que o Programa seja uma vitrine de ciências de ponta na Amazônia e que forme amazônidas para trabalhar na região.

Sobre o LBA

O LBA é uma iniciativa de cooperação nacional e internacional, gerenciada desde seu início oficial, em 1998, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e coordenada pelo Inpa. Mantém núcleos em Manaus (AM), Belém (PA), Santarém (PA), Rio Branco (AC), Ji-Paraná (RO), Cuiabá (MT), Palmas (TO) e Brasília (DF). Cerca de 280 instituições estão envolvidas em projetos com o LBA, sendo mais de 100 delas brasileiras. Mobiliza cerca de 1.700 pesquisadores do quais mais 1.000 brasileiros, além de 900 estudantes e jovens pesquisadores.    

  

Workshop de Tecnologia Social do Inpa foca na economia solidária e gestão estratégica pública

O evento é direcionado a pesquisadores, estudantes, líderes comunitários, grupos organizados da sociedade civil, gestores públicos, formadores de opinião, instituições de fomento a projetos socioambientais e demais interessados. O workshop é gratuito e haverá certificado de participação 

Por Luciete Pedrosa - Ascom Inpa

Foto:

Estão abertas as inscrições para o VII Workshop de Tecnologia Social do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), que acontecerá nos dias 21 de 22 de março, no Auditório da Ciência. Iniciativa da Coordenação de Tecnologia Social (Cotes/Inpa), o evento objetiva avançar no processo de conhecimento da base legal dada pelas políticas públicas na área de tecnologias sociais e aproximar atores envolvidos na produção de tecnologias de interesse social para a Amazônia. 

O tema escolhido para este ano é “Economia solidária e gestão estratégica públicaâ€�. O workshop é direcionado a pesquisadores, estudantes, líderes comunitários, grupos organizados da sociedade civil, gestores públicos, formadores de opinião, instituições de fomento a projetos socioambientais e demais interessados. O evento é gratuito e haverá certificação de participação.  As inscrições podem ser feitas acessando o portal Inpa www.inpa.gov.br.

De acordo com a programação, a edição deste ano contará com várias oficinas práticas como Podução artesanal de cerveja e Possibilidades e negócios com agregação de valor aos insumos amazônicos (Laboratório de Micologia/Inpa); oficina sobre Espécies amazônicas de interesse para o tratamento da saúde da mulher (Associação Vida Verde da Amazônia - Avive); oficina sobre Empreendedorismo socioambiental (Aniba Consultoria); e a oficina sobre Desenvolvimento de uma metodologia de organização e intervenção comunitária (Rede Grupo de Trabalho Amazônico – GTA).     

“Esperamos com este workshop divulgar as tecnologias emergentes oriundas das pesquisas do Inpa e reunir vários atores para que possam refletir sobre as experiências concretas em andamento e a partir delas contribuir com propostas para a regulamentação da Política Nacional de Tecnologia Social (Projeto de Lei 3329/15)�, explica a coordenadora de tecnologia social do Inpa, Denise Gutierrez. “Pretendemos ainda construir um documento que será encaminhado aos órgãos competentes com essas propostas�, completou.

A programação está prevista para iniciar às 9h do dia 21 de março, com a mesa de abertura, que será formada pelo diretor do Inpa, Luiz Renato de França, pelo secretário estadual de Produção Rural, José Aparecido dos Santos, além da coordenadora da Cotes do Inpa. Também contará com a participação dos superintendentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Tomaz da Silva, e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra/AM), Sandro Maia Freire.

O coordenador de Extensão do Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Nides/CT/UFRJ), Celso Alexandre Souza de Alvear, fará a conferência de abertura, prevista para as 9h30. O tema da conferência será “Economia solidária e gestão estratégica públicaâ€�. 

Mesa-redonda

Após a conferência de abertura haverá uma mesa-redonda que tratará das “Experiências e práticas em Tecnologia social com foco em alimentação saudável�. Os participantes debaterão os seguintes temas: Experiência de troca de sementes na agricultura familiar indígena (pesquisadora Sonia Alfaia/Inpa); Experiência de inclusão social em Segurança Alimentar e Nutricional (pesquisadora Dionísia Nagahama/Inpa/Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional-Consea); Experiências de desenvolvimento de produtos de tecnologia social a partir do uso sustentável de frutos amazônicos (pesquisadora Jerusa Andrade/Inpa); projeto Arca do Gosto do Movimento Slow Food (Carlos Demeterco/Slow Food).

Ciclo de palestras

No dia 22/03 à tarde será dado destaque aos resultados do projeto Finep Implantação de Undiades Demonstrativas Agroflorestais na Amazônia apresentando três resultados importantes de pesquisas e intervenções sociais nas palestras: Unidades Demonstrativas Agroflorestais na Amazônia – Uma experiência de Inclusão Social na capacitação em agroecologia, ministrada pela parceira da Ufam Dra. Ivanilce Castro; Segurança Alimentar e Conservação de Recursos Genéticos na Agricultura Familiar Amazônica, ministrada pelo pesquisador do Inpa, Dr. Danilo Fernandes da Silva Filho, e Dr. Hiroshi Noda da Ufam (pesquisador aposentado do Inpa); e finalmente a palestra intitulada Unidades Demonstrativas Agroflorestais na Amazônia – Uma experiência de Inclusão Social na capacitação de produtores de peixe, pela Dra. Elizabeth Gusmão do Inpa.

Segundo Denise Gutierrez, o evento terá ainda como destaque a participação de convidados externos. Um deles é a Coordenadora da Incubadora de Tecnologia Social e Inovação no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília (UnB), Dra. Sonia Marise Salles Carvalho. Ela falará sobre experiências na incubação de empreendimentos de tecnologia social e economia solidária no contexto brasileiro.

Outro convidado é o coordenador de projetos e pesquisador principal do Instituto de Tecnologia Social (ITS/Brasil), Jesus Carlos Delgado Garcia, que conduzirá uma oficina para avaliação de projetos de tecnologia social com o Sistema de Acompanhamento de Tecnologias Sociais (SATECs), além do Dr. Celso de Alvear.

Visita técnica e exposição de banner

Nos dois dias de programação pela parte da tarde, os participantes farão uma visita técnica (21/03) à Unidade Demonstrativa de Purificação Solar de �gua – uma tecnologia social, instalada no Bosque da Ciência, ganhadora de prêmio nacional da Fundação Banco do Brasil, e já consolidada e replicada em cerca de 30 comunidades indígenas e ribeirinhas da Amazônia, além de dois povoados de Nampula, na �frica. Também poderão conhecer de perto (22/03) a Unidade Demonstrativa de Construções Sustentáveis com Bambu.

Banners mostrando os trabalhos desenvolvidos pela Coordenação de Tecnologia Social (Cotes), de alunos de mestrado em Agricultura no Trópico Úmido (ATU) e do Mestrado Profissionalizante em Gestão de Ã�reas Protegidas (MPGAP) estarão expostos na área do Auditório da Ciência. No encerramento do evento haverá a premiação dos melhores trabalhos em banner.     

 

Estudo inédito no Inpa mostra viabilidade do plantio de pau-rosa com métodos não destrutivos

Atualmente, a colheita do pau-rosa ocorre pela remoção de 100% da copa ou de toda a árvore, depois de cortar o tronco a 50 centímetros acima do solo para, em seguida, extrair óleo essencial de todas as partes da árvore

Por Luciete Pedrosa – Ascom Inpa

Foto: Acervo Pedro Krainovic

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Estudo inédito do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) mostra que é possível conservar, mediante manejo de plantios comerciais e com métodos não destrutivos, o pau-rosa (Aniba rosaeodora Ducke), uma espécie arbórea amazônica que produz um dos óleos essenciais mais valiosos do mundo utilizado pela indústria de perfumaria fina. Por causa da superexploração extrativista, a espécie, que já foi o terceiro produto da balança comercial do Estado do Amazonas, está ameaçada de extinção.

 

De acordo com o estudo, é necessário o desenvolvimento de critérios técnicos para o manejo sustentável desses plantios, hoje, escassos ou praticamente inexistentes. O estudo elucidou aspectos relevantes sobre o cultivo do pau-rosa, que estimulam a prática de silvicultura (cultivo de árvores) econômica da espécie. 

 

Atualmente, a colheita do pau-rosa ocorre pela remoção de 100% da copa ou de toda a árvore, depois de cortar o tronco a 50 centímetros acima do solo para, em seguida, extrair óleo essencial de todas as partes da árvore. No estudo, foi abordado o uso da rebrota, a partir do manejo da planta com métodos não destrutivos, chamado manejo da biomassa aérea. 

 

O estudo foi desenvolvido durante o doutorado em Ciências de Florestas Tropicais do Inpa pelo engenheiro florestal Pedro Medrado Krainovic, orientado pelo pesquisador do Instituto Paulo de Tarso Barbosa Sampaio.

 

“As informações geradas sobre a silvicultura do pau-rosa tem contribuído para definição de técnicas para o manejo dos plantios pela poda da copa ou decepa das cepas visando o aumento da biomassa aérea e, consequentemente, à produção de óleo�, diz Sampaio, ao acrescentar que o Inpa desenvolve estudos sobre a silvicultura de plantios homogêneos, consorciados e de enriquecimento com espécies florestais nativas da região amazônica desde a década de 60.

 

Segundo o pesquisador, os estudos desenvolvidos por Krainovic (2016), no município de Maués, demonstram a viabilidade técnica e econômica do cultivo desta espécie em solos com histórico de degradação. “O óleo de pau rosa com origem, rastreabilidade e certificação orgânica apresenta os requisitos essenciais para o novo conceito de economia verde valorizado no mercado internacional�, destaca.

 

Na opinião de Sampaio, a expectativa de acesso a esse “novo� tem despertado o interesse de produtores locais, que diante dessa oportunidade estão querendo aumentar os investimentos na produção de óleos a partir da madeira, folhas e galhos de árvores plantadas. “Isso possibilitará a disponibilização de maiores volumes de óleo de origem certificada, dinamizando a economia e contribuindo para melhorar a condição econômica e social das comunidades rurais�, diz.

 

Mercado internacional

 

SiteOleoessencialFotoAcervoPedroKarinovic

 

A demanda pelo óleo essencial de pau-rosa é grande e toda a produção, hoje, só é possível mediante plantios realizados para esta finalidade. A produção é absorvida pelo mercado internacional, principalmente, Estados Unidos, Europa e �sia que são os principais consumidores do óleo essencial.

 

Segundo Krainovic, apesar de toda matéria-prima ser consumida pelo mercado de cosmético e de perfumaria, há relatos na literatura do potencial do óleo essencial do pau-rosa no uso medicinal (anestésico, contra ansiedade, contra dores nas articulações, dentre outras enfermidades), o que pode diversificar ainda mais a cadeia produtiva e criar novas oportunidades de pesquisas negócios.

 

A pesquisa

 

O trabalho de Krainovic, defendido em 2017, englobou desde aspectos de planejamento e contribuição para mudanças climáticas (modelagem de biomassa), passando pelo manejo da biomassa aérea propriamente dito com a aplicação de métodos silviculturais (aspectos de colheita e acompanhamento da rebrota) e concluindo com estudos sobre a qualidade do produto final (óleo essencial). Isso tudo com a maior amostragem já realizada para a espécie.

 

As amostragens foram feitas em três plantios, sendo dois em Maués (a 276 quilômetros de Manaus/AM) e um plantio em Novo Aripuanã (distante 227 quilômetros da capital). Foram 144 árvores das quais 36 foram podadas e o restante cortado (108) de forma a permitir a emissão de novos brotos.

 

SiteBalançadepesagemdomaterialdecampoFotoPedroKrainovic

 

 

“Foram cerca de 10 toneladas de material fresco avaliado. Foi a maior amostragem já feita para a espécie e para o levantamento dos primeiros critérios técnicos a serem adotados em plantios comerciais�, destaca Krainovic.

 

Os estudos sobre o manejo da biomassa aérea foram feitos no Laboratório de Propagação de Plantas e Mídias Digitais (Lasted/Inpa), assim como os estudos relativos à predição de biomassa (equações para estimar a biomassa e, consequentemente, a produção em óleo essencial). O trabalho também contou com a colaboração do grupo de pesquisa em biomoléculas de produtos naturais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), na época coordenado pelo professor doutor Valdir Veiga.

 

Importância

 

Krainovic explica que o estudo contribui para o manejo sustentável do pau-rosa, estimulando a atividade para atrair investidores e incentivar a prática da silvicultura na Amazônia. Silvicultura a ciência que estuda métodos naturais e artificiais de restaurar e melhorar povoamentos florestais para atender às exigências do mercado.

 

De acordo com o estudo, é possível plantar espécies nativas da Amazônia e obter produtos com diferentes qualidades, o que pode ser interessante para o mercado. O estímulo à cadeia produtiva desses produtos pode alavancar a economia do Estado e, ao mesmo tempo, reduzir a pressão de exploração sobre as populações naturais e com potencial para geração de renda, emprego e desenvolvimento.

 

Pelo estudo de Krainovic, a proposta da silvicultura como uma boa forma do uso do solo é proporcionar a geração de renda e emprego respeitando a disponibilidade dos recursos para gerações futuras e promovendo desenvolvimento.

 

A silvicultura econômica pode ser implementada em áreas subutilizadas, degradas ou com histórico de uso por atividades agrícola e pecuária, protegendo o solo e fixando carbono atmosférico em sua biomassa, sendo considerada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) uma boa alternativa de mitigação das mudanças climáticas para a Amazônia.

 

No entanto, Krainovic destaca que para que isso aconteça é de suma importância que o manejo seja feito da maneira correta, considerando o impacto sobre o solo e a exportação de nutrientes no momento da colheita da biomassa para produção de óleo essencial, o que pode levar solos amazônicos, de baixa fertilidade natural, ao esgotamento.

 

Publicação

 

A tese de Krainovic originou dois artigos publicados recentemente numa revista internacional suíça. Um dos trabalhos foi capa da revista Forests edição de setembro/2017 e o outro fez parte da edição especial Forest Ecology and Management da mesma revista em novembro 2017. Outros artigos estão sob análise. Os trabalhos têm possibilidade de serem divulgados mundialmente em congressos que acontecerão na Holanda (na Europa) e em Tókio (no Japão).

 

Sobre o linalol

 

O óleo essencial de pau-rosa contém o linalol, que é uma substância de suma importância para a indústria de perfumaria e de cosméticos, principalmente, na fabricação de perfumes finos, a exemplo do famoso Chanel nº5, lançado em 1921.

     

No caso do óleo essencial do pau-rosa brasileiro, é constituído de aproximadamente 75 a 85 por cento de linalol. É uma substância que mantém por mais tempo os aromas, sendo popularmente chamado de “fixador�. Na produção de perfumaria, o linalol é um importante fixador natural que mantém o aroma por mais tempo.

 

“O grande diferencialdo óleo essencial de pau-rosa brasileiro é que há uma boa quantidade de linalol, adicionado a um buquê de fragrâncias único, fornecido somente por essa espécie, o que é de interesse da indústria de cosméticos e de perfumaria mundial�, explica Krainovic.

Feirão do Produtor Rural do Inpa capacita produtores de guaraná orgânico de Maués

Mais de 1.500 produtores rurais já foram capacitados ao longo de dois anos pelo Projeto Feirão do Produtor Rural. O curso utiliza o método participativo com as comunidades

 

Da Redação - Ascom Inpa

Foto: Acervo Ascom Inpa

 

 

Nesta quarta-feira (31), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) encerra a capacitação em agricultura orgânica para cerca de 30 agricultores familiares das comunidades Brasileira, São Sebastião e Nossa Senhora de Nazaré, localizadas na região do alto Urupadi, na divisa entre os rios Marau e Monjuru, no município de Maués (AM).   

 

 

Os agricultores do alto Urupadi produzem guaraná reconhecido como produto orgânico vendido nas feiras de Maués, de Manaus, além de outros municípios do Amazonas e de outros estados. O fruto é vendido em pó e também em bastão, que é ralado para consumo. 

 

 

A iniciativa faz parte do Projeto Feirão do Produtor Rural, financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). É coordenado pela pesquisadora do Inpa, Sonia Alfaia, por meio de uma parceria com outras instituições, principalmente a Universidad Sanct Spíritus José Mari Pérez, de Cuba.

 

 

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Por meio do projeto já foram capacitados mais de 1.500 produtores rurais, ao longo de dois anos. O curso utiliza o método participativo com as comunidades e inclui atividades teóricas, dinâmicas, troca de experiências, sensibilização do grupo na temática envolvida e atividades práticas.

 

Durante o curso são trabalhados princípios agroecológicos, produção de adubos orgânicos, manejo agroecológico de pragas e doenças e práticas de manejo.

 

Fortalecimento do guaraná

 

Fortalecer o sistema agrícola tradicional de produção de guaraná com práticas de base agroecológica é o desafio da Associação dos Agricultores Familiares do Alto Urupadi (AAFAU).

 

O Guaraná Urupadi já é reconhecido como produto orgânico cultivado em sistema agrícola tradicional com mudas naturais extraídas das matrizes silvestre de guaranazeiros. “Agora precisamos cada vez mais melhorar e aperfeiçoar o nosso sistema agrícola com base na agricultura orgânica�, diz Oliveira.

 

O Projeto Guaraná Urupadi foi criado pela Associação dos Agricultores Familiares do Alto Urupadi e tem como objetivo valorizar o sistema agrícola tradicional de produção de guaraná visando a conservação da floresta, segurança alimentar e geração de renda.

 

São parceiros do projeto, além do Inpa, a Prefeitura de Maués, Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Instituto Acariquara e Slow Food Brasil. 

Curso ensina fazer kit portátil de energia solar e apresenta sistema solar de purificação de água

Os participantes irão aprender a contruir um kit portátil de iluminação solar, que atenda as necessidades de vários locais remotos e isolados do país sem acesso de energia. O kit é um sistema simples, de baixo custo e de fácil aplicabilidade

Da Redação - Ascom Inpa

Foto: Luciete Pedrosa

Interessados em construir um kit portátil de iluminação solar poderão aprender a fazer no “Curso de Energia Solar – conceitos e aplicações� que será realizado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) numa parceria com o Instituto Amor, por meio da Coordenação de Tecnologia Social (COTES) do Inpa. O curso acontecerá em período integral no próximo dia 24 de fevereiro, na sala anexa à Casa da Ciência, localizada dentro do Bosque da Ciência, das 9h às 12h e das 12h às 14h.

“O kit é uma tecnologia social sustentável ao qual associaremos com a nossa tecnologia de purificação de água, que é o Ecolágua�, diz a coordenadora de Tecnologia Social do Inpa, Denise Gutierrez.

Durante o curso, um técnico do Inpa, que atua na Coordenação de Tecnologia Social (Cots/Inpa), conduzirá uma visita técnica com os participantes que poderão conhecer in locu o Ecolágua, uma tecnologia social instalada no Bosque da Ciência e em funcionamento. “Esse sistema de purificação solar de água é tecnologia social ganhadora de prêmio nacional e já bastante consolidada e reaplicada em várias localidades da região amazônica�, explica a coordenadora.

 

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Pelo Projeto de Lei 3329/2015 do Senado Federal as tecnologias sociais são definidas como a união entre saber popular e conhecimentos científico e tecnológico, que devem atender a requisitos de simplicidade, baixo custo, fácil aplicabilidade e reprodução e impacto social comprovado. Ainda de acordo com o projeto, as tecnologias sociais também devem ser voltadas para a solução de problemas básicos: suprimento de água potável, alimentação, educação, energia, habitação, renda, saúde e meio ambiente. 

O curso será ministrado pelo técnico sênior Marcelo Casoni, que atua há anos no setor. “O nosso objetivo é formar qualquer pessoa interessada em ser um técnico júnior de energia solar, capaz de atuar como fabricante, instalador, manutenção ou empreendedor de energia solar�, diz Casoni.

Segundo ele, os participantes irão aprender a contruir um kit portátil de iluminação solar que atenda as necessidades de vários locais remotos e isolados do país sem acesso de energia, simples, de baixo custo e de fácil aplicabilidade, além de conhecer uma Unidade Demonstrativa de purificação de água adequada à Amazônia.

 

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De acordo com a programação do curso, serão repassados os fundamentos básicos da energia solar, os principais equipamentos, como dimensionar o sistema de forma correta, preparação e instalação. Para isso será cobrada uma taxa, que em parte será destinada à aquisição de materiais, no valor de R$150,00 (parte prática e teórica e confecção do kit portátil de iluminação solar) ou R$350,00 (parte prática e teórica, confeção e aquisição do kit portátil de iluminação solar). 

Segundo Casoni, o kit é um produto artesanal desenvolvido pelo Instituto Amor dentro do conceito de economia solidária e empreendedorismo social, sendo que parte da renda obtida no curso será revertida aos projetos e ações sociais do Instituto nas comunidades indígenas e ribeirinhas da Amazônia. 

Mais informações sobre como se inscrever no curso podem ser obtidas pelo número (92) 99447-0962 ou pelo e-mail: contato@institutoamor.org.br

Sobre o Instituto Amor

É uma instituição socioambiental sem fins econômicos, formado por voluntários que dispõem de seu tempo, conhecimento e recursos em benefício dos menos favorecidos, aspirando a mudança para um mundo melhor. Tem a missão de promover a efetiva melhoria da qualidade de vida de comunidades da Amazônia em extrema vulnerabilidade social, por meio de projetos nas áreas de saúde, educação e empreendedorismo social.