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Cheia do Rio Negro em Manaus ficará nos limites normais, com média de 28,49 metros

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O modelo de previsão foi desenvolvido pelo pesquisador do Inpa, Jochen Schöngart. Estudo publicado com três meses de antecedência do pico de enchimento, que ocorre geralmente em junho

 

Da Redação - Inpa

Foto: Cimone Barros - Inpa

 

A cheia do Rio Negro, na região de Manaus, deve atingir este ano 28,49 metros, em média, cota considerada dentro dos limites normais e não provocados. Ele indica modelo matemático de previsão de países desenvolvidos pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa / MCTIC), doutorado em ciências florestais Jochen Schöartart, vice-coordenador do Grupo de Pesquisa em Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas (Mauá).

O pico da região cheia geralmente é definido em junho. O valor previsto no modelo aperfeiçoado em 2012 tem uma margem de erro de 30 dígitos para cima ou para baixo, com uma cota máxima em 2020, podendo variar de 28,19 ma 28,79 m. Com isso, o valor do nível máximo de água fica abaixo da faixa de emergência do Rio Negro, que é de 29 metros.

“A cheia deste ano pode ser considerada dentro do desvio padrão da média dos níveis máximos mínimos (27,90 ± 1,15 metros) com base na série de dados históricos disponíveis para o Porto de Manaus desde 1903”, explicou Schöngart.

 

PrevisaodeCheiaRioNegroManausAM2020INPA


Segundo o pesquisador, apesar de não ser considerado maior o impacto socioeconômico na região urbana e nas zonas rurais, numa extensão aproximada de 100 milhas abaixo e acima de Manaus. “Recomendamos, no entanto, considerar o monitoramento de enchentes e executar pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) nos próximos meses”, destacou.

A previsão de Schöngart é publicada três meses antes do pico do enchimento para as autoridades e populações que podem se preparar. Com uma cota prevista para este ano, nenhum momento é necessário para os órgãos responsáveis.

Preocupações superadas

 

A evolução do enchimento até o fim de janeiro deste ano foi preocupante, segundo Schöngart. Na ocasião, o Rio Negro alcançou um dos níveis mais altos de água registrados para esse período (24,55 m). Somente nos anos de 1923, 1994 e 2009 o nível de água no fim de janeiro foi mais alto em comparação com este ano. “Porém, durante o mês de fevereiro ou o nível da água no Rio Negro, essas condições estão disponíveis e o nível da água no início de fevereiro (24,56 m) corresponde a uma cota registrada no início de março (24,55 m) com pequenas descidas e subidas, o fenômeno popularmente conhecido como repiquete ”, explicou.

Influências


De acordo com o pesquisador Jochen Schöngart, os oceanos Atlântico Tropical e Pacífico Equatorial têm forte influência nos regimes pluviométricos e ciclos hidrológicos da região. O esfriamento das águas superficiais da região central-leste do Pacífico Equatorial, conhecido como La Niña, resulta em aumento de luvas na região central, norte e leste da Bacia Amazônica, com potencial de evolução de grandes cheias.

“Um aquecimento da superfície de águas do Atlântico Tropical resulta numa elevada evaporação de água e a umidade é importada pelos ventos alísios na Bacia Amazônica aumentando as chuvas”, contou. “Neste ano, o Pacífico Equatorial apresenta condições neutrais e o Atlântico Tropical um leve aquecimento das águas superficiais, principalmente no hemisfério norte, porém sem aumentos significativos de chuvas na Bacia Amazônica”, completou.      

Cheias severas com menos frequência

 

Nos próximos anos, as cheias severas possivelmente devem ocorrer com menos frequência e magnitude em comparação com a última década, quando a cota de emergência foi alcançada ou ultrapassada nos anos de 2012, 2013, 2014, 2015, 2017 e 2019 causando significativos impactos socioeconômicos nas zonas urbanas e rurais da região. O severo aumento na frequência e magnitude de cheias foi explicado pelo aquecimento do Atlântico Tropical e esfriamento do Pacífico Equatorial Leste durante os últimos 20 a 25 anos, resultando numa intensificação da Célula de Walker que é uma ponte atmosférica entre o Pacífico e Atlântico resultando em mais convecção de nuvens e aumento de chuvas na Bacia Amazônica.

“Essas tendências são associadas com oscilações de baixa frequência nos oceanos, conhecidas como a Oscilação Interdecadal do Pacífico (OIP) e a Oscilação Multidecadal do Atlântico (OMA) que estavam nas últimas duas décadas em fases frias e quentes, respectivamente”, explicou Schöngart. “Porém, enquanto a OMA continua na sua fase quente, a OIP mudou durante os últimos anos para uma fase quente também. Com isso, cheias severas possivelmente serão menos frequentes nos próximos anos”, completou.

A hipótese será pesquisada no âmbito do programa Climate Science for Service Partnership (CSSP-Brazil), realizado entre instituições do Brasil e o do Reino Unido, incluindo o Inpa. O programa busca entender melhor as interações entre a Amazônia e o clima global, com foco no desenvolvimento de modelos climáticos.

O CSSP-Brasil é uma cooperação científica que envolve ainda o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemadem) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), pelo lado brasileiro (MCTIC), e o Met-Office e outras organizações de pesquisa , no Reino Unido.

Inpa oferece 15 vagas em processo seletivo para dois programas de Doutorado 

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As vagas são para os cursos de Ciências Biológicas (Biologia de Água Doce e Pesca Interior – Badpi) e de Biologia (Ecologia –ECO)

 

Da Redação – Inpa

Banner: Victor Mamede – Inpa

 

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) está com inscrições abertas para 15 vagas em processo seletivo para dois Programas de Pós-Graduação (PPG), nível de doutorado. Para o PPG em Ciências Biológicas (Biologia de Água Doce e Pesca Interior – Badpi) estão disponíveis nove vagas e para o PPG em Biologia (Ecologia-ECO) existem outras seis oportunidades.

De acordo com o Edital Inpa/Cocap nº 007/2020, as inscrições para a seleção para o PPG-Badpi podem ser feitas de 10 a 31 de março, com ingresso até agosto deste ano. O curso de doutorado do Badpi do Inpa é reconhecido Pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) e atualmente classificado com nota 4 na avaliação da Capes, numa escala que vai de 3 a 7.

Já o processo de seleção do PPG-Ecologia (Edital Inpa/Cocap nº 008/2020) possui ingresso de preenchimentos das seis vagas com datas distintas. Três vagas são para ingresso a partir de abril, com as inscrições podendo ser feitas até 23 de março deste ano, e as outras três para ingresso a partir de agosto, com inscrições aceitas até 20 de junho. O curso de Ecologia do Inpa é o único do Amazonas com nota 6 na avaliação da Capes, considerado de nível internacional.

As normas e condições para o ingresso estão publicadas na íntegra nos editais disponibilizado no site do Inpa (http://portal.inpa.gov.br/index.php/pos-graduacao/regulamentos-e-documentos). 

 

Saiba Mais

 

O Inpa possui atualmente mais de 570 alunos matriculados nos cursos de mestrado e doutorado, formando nas últimas quatro décadas acima de 2.870 profissionais. 

O Instituto possui nove Programas de Pós-Graduação: Biologia/Ecologia, Ciências de Florestas Tropicais/CFT, Ciências Biológicas/ Entomologia, Clima e Ambiente – em associação com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Genética, Conservação e Biologia Evolutiva/ GCBEv, Ciências Biológicas/ Biologia de Água Doce e Pesca Interior, Ciências Biológicas/ Botânica, Agricultura no Trópico Úmido/ATU e Mestrado Profissional em Gestão de Áreas Protegidas/ MPGAP. 

A formação de recursos humanos qualificados para a compreensão da biodiversidade amazônica também acontece na associação do Inpa a outros dois PPGs: Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia (Rede Bionorte) e Aquicultura da Universidade Nilton Lins. 

 

Comunicado Oficial do Inpa – Enfrentamento da emergência de saúde pública ao coronavírus

A Direção do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia divulgou nesta segunda-feira (16) o Comunciado Oficial sobre enfrentamento da emergência de saúde pública do coronavírus-Covid-19, por meio do Memorando Circular. nº 2/2020/SEI-INPA. Veja abaixo.

Considerando o estado declarado de emergência na saúde pública de importância internacional decorrente do Corona Vírus (COVID-19), a IN Nº19-SIPEC/ME, de 12 de março de 2020, o Ofício Circular Nº112/2020/SEI e o Memorando Circular No. 172/2020/SEI-MCTIC (Processo No. 01250.012432/2020-36), e, em decorrência do caso notificado no Amazonas no último dia 13 de março, a Direção do INPA determina que, entre os dias 16 de março a 30 de abril de 2020:

  • Estão suspensas as visitas do público externo aos espaços do Bosque da Ciência;
  • Estão suspensos os eventos presenciais no INPA, tais como: Congressos, simpósios, oficinas, encontros, workshops e seminários;
  • Estão suspensas as atividades acadêmicas presenciais em grupo dos cursos de pós-graduação;
  • Servidores, bolsistas, estudantes e colaboradores que retornaram de viagens internacionais, ficam afastados administrativamente por 7 (sete) dias a contar do regresso ao país, devendo notificar a sua chefia imediata, mediante comprovação da viagem que pode ser por via eletrônica;
  • As pessoas com sintomas e grupos de risco, devem imediatamente comunicar a sua chefia imediata para avaliarem a necessidade do trabalho remoto, conforme o art. 4º da IN 19/2020 SIPEC/ME, sendo o gestor e chefe imediato de cada coordenação responsável pelo acompanhamento da execução do serviço; em setores onde não haja a possibilidade do trabalho remoto, caberá ao chefe imediato definir e decidir ao seu critério abonar a frequência do servidor; 
  • Os serviços/atividades essenciais não serão paralisados, e as orientações sobre seus funcionamentos serão definidos e divulgados pelas Coordenações Gerais do INPA;
  • Estão suspensas as excursões no âmbito dos projetos de cooperação internacional e as emissões de cartas-convites para colaboradores estrangeiros; as cartas-convites que foram emitidas e ainda não atendidas serão canceladas;
  • Devem ser seguidas as recomendações que constam no memorando Circular no. 172/2020/SEI-MCTIC (5289101) e os cuidados básicos de higiene para redução do risco de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o Corona Vírus, segundo o MS;

Dúvidas e questionamentos devem ser direcionadas à Coordenação Geral responsável.

 

Atenciosamente,

A Direção do INPA

 

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Coordenação de Gestão de Pessoas do Inpa realiza pesquisa de Clima Organizacional

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Os servidores ativos poderão dar sua opinião sobre as condições de trabalho no Inpa. Para participar, basta acessar o formulário e informar a matrícula colocando com o zero (0) na frente. Acesse aqui o formulário

 

Da Redação - Ascom Inpa

Banner: Rodrigo Verçosa – Editora Inpa

 

Para avaliar o nível de satisfação e motivação dos servidores no ambiente de trabalho do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), a Coordenação de Gestão de Pessoas (COGPE) aplica uma pesquisa de Clima Organizacional entre os servidores ativos do Instituto. A pesquisa já está disponível e o formulário online pode ser respondido até 09 de maio de 2020.

Para participar da pesquisa, basta acessar o formulário, informar a matrícula colocando com o zero (0) na frente. As respostas individuais são confidenciais. A pesquisa estará disponível por dois meses.

Para a coordenadora de Gestão de Pessoas do Inpa, Carolina Maia, participar da Pesquisa de Clima é contribuir com a melhoria constante dos serviços prestados pelos recursos humanos com objetivo de tornar o ambiente de trabalho agradável e melhorar a satisfação do servidor com as ações desenvolvidas.

“Somente com a participação de cada servidor é que a COGPE pode atuar nos pontos que demandam melhoria. Conte-nos o que precisamos fazer para sua satisfação e orgulho em trabalhar no Inpa aumente ainda mais!”, disse Maia, convidando os servidores para participar da Pesquisa.

Ainda segundo a coordenadora, as informações obtidas com a pesquisa servem de base para contratação de cursos para o antigo PAC, agora denominado de Plano de Desenvolvimento de Pessoas (PDP), e ações do Programa de Qualidade e Vida.

A expectativa da coordenadora é que a pesquisa deste ano possa contribuir também para o aprimoramento do sistema da GDACT, que já sofreu alterações em relação ao ano passado e está em processo de melhoria contínua, a fim de que se torne uma efetiva ferramenta de gestão para o servidor para o chefe.

ACESSE O FORMULÁRIO

Peixe-boi reabilitada no Inpa e liberada há menos de dois anos nos rios da Amazônia está grávida

Peixe boi grávida Baré Foto Diogo Souza AMPA 

Até o momento, 31 animais foram devolvidos à natureza. Em abril próximo, a expectativa é reintroduzir mais dez indivíduos dessa espécie ameaçada de extinção

 

Da Redação – Aline Cardoso (Ampa) e Inpa

Fotos: Diogo Souza e acervo Ampa

 

Pela primeira vez, pesquisadores constataram gravidez em peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis) reintroduzida à natureza. A fêmea “Baré” chegou ainda filhote ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), em Manaus, onde passou 16 anos e foi solta, em 2018, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (DRS) Piagaçu-Purus, no município de Anori, a 173 quilômetros da capital amazonense.

O novo filhote dessa espécie ameaçada de extinção é o principal indicador do sucesso do  Programa de Reintrodução de Peixes-bois da Amazônia, patrocinado pela Petrobras e executado pelo Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) em parceria com o Inpa, via Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA). Conta ainda com o apoio da Universidade de Quioto (Japão), Itochu, Aquário de São Paulo e Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Amazonas (Sema).

Para a líder do LMA do Inpa, a pesquisadora Vera da Silva, a confirmação da gravidez da fêmea Baré, que foi resgatada, reabilitada e reintroduzida à natureza, é uma prova viva de que os procedimentos adotados pela equipe estão corretos e dando certo. “Esta gravidez mostra que o animal está bem, adaptado e integrado nessa população de peixes-bois. Isso para nós é uma grande satisfação, e é mais uma etapa na garantia da conservação dos peixes-bois da Amazônia”, destacou.

 

peixe boi grávida Baré Foto Diogo Souza AMPA Nov.2019

 

De acordo com o coordenador do Programa de Reintrodução de Peixes-bois da Amazônia, o biólogo Diogo Souza, o filhote deve nascer até junho, período de enchente do rio Purus. A reprodução da espécie está associada ao ciclo hidrológico da Amazônia. O pico de nascimento ocorre depois que as águas sobem, quando há maior abundância de alimentos. Na natureza, o animal herbívoro se alimenta de plantas aquáticas, como capim membeca, mureru e capim-navalha. Em cativeiro, verduras complementam a dieta dos animais.

A detecção da gravidez aconteceu após captura de Baré, ocorrida em novembro, durante a vazante do rio Purus. A ação de monitoramento aconteceu 200 dias após a soltura de 12 animais reabilitados e levados de volta à natureza, considerada a maior reintrodução de peixes-bois da Amazônia da história do país. A equipe  fez a biometria e verificou que desde a soltura, a fêmea Baré cresceu 11 centímetros e ganhou aproximadamente 130 quilos. A gravidez foi confirmada com  análise das amostras de sangue.

“Conseguimos verificar a eficácia das etapas de resgate, reabilitação e soltura. Claramente o animal está adaptado à natureza, e futuramente contribuirá para o aumento da população da espécie. Nossa equipe e os moradores das comunidades da Reserva ficaram bem felizes com a gravidez da Baré. Isso dá ânimo para continuar com este trabalho, que é árduo e complexo, mas que atende a uma causa tão nobre”, comemorou Souza. 

Além da reprodução das fêmeas, existem outros indicadores de sucesso na soltura dos peixes-bois da Amazônia, como a sobrevivência e adaptação dos animais ao pulso de inundação dos rios (subida e descida das águas), interação com peixes-bois selvagens e ausência de contato com humanos.

 

Peixe boi monitoramento nov 2019 Foto AMPA 1

 

Souza lembra que o apoio dos comunitários é fundamental. “São eles que realizam o monitoramento por telemetria VHF dos peixes-bois, e conseguem coletar dados inéditos que ajudarão a propor políticas públicas para a conservação da espécie em longo prazo”, diz o biólogo, lembrando que são ex-caçadores de peixes-bois que realizam o monitoramento dos animais.

Nova soltura

A Ampa lançou na última quinta-feira (27) uma campanha virtual de financiamento coletivo (crowdfunding/vakinha online) para arrecadar recursos para custear parte do monitoramento dos peixes-bois da Amazônia que serão reintroduzidos neste ano. A meta é arrecadar R$ 35 mil.

Os interessados podem colaborar até 19 de abril, por meio da plataforma do Kickante https://www.kickante.com.br/campanhas/devolvendo-peixes-bois-da-amazonia-natureza. Os apoiadores podem ganhar recompensas.

O Inpa atua com pesquisas e ações de conservação para o peixe-boi há mais de 40 anos. Em 2008, o Inpa implantou o Programa de Reintrodução de Peixe-bois da Amazônia, que em abril fará mais uma soltura na Reserva Piagaçu-Purus, desta vez com dez animais.

 

SolturaPeixeboi2019FotoFernandaFariasAMPA3.png

 

O peixe-boi da Amazônia vive em média 60 anos e só atinge a maturidade sexual, ou seja, só está pronto para se reproduzir com aproximadamente seis anos de idade. A gestação da fêmea de peixe-boi da Amazônia dura aproximadamente 12 meses. Nasce um filhote por vez, com raros casos de gêmeos. O cuidado da mãe perdura por aproximadamente dois anos, com o filhote sendo amamentado neste período. Segundo o biólogo, é de suma importância manter esses animais no ecossistema, principalmente as fêmeas. Sem elas, a recuperação da população dessa espécie fica comprometida.

A caça ilegal e captura acidental em redes de pesca são as principais ameaças ao peixe-boi da Amazônia, além de sofrer com a destruição e degradação ambiental. A caça do animal é proibida desde 1967, porém sua carne ainda é apreciada na região, o que exige um intenso trabalho de sensibilização ambiental e de fiscalização.

Direção apresenta Relatório Anual do Inpa e ações das coordenações para a comunidade

FachadaInpa FotoPauloMindicello

Apresentações serão feitas na Reunião do Conselho Diretor Expandido do Inpa, que será aberta a toda a comunidade

 

Da Redação – Inpa

Foto: Paulo Mindicello - Acervo

 

Na próxima segunda-feira (02), acontecerá a 1º Reunião do ano do Conselho Diretor Expandido (CDE) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), às 9h, no Auditório da Ciência, Campus I da instituição. Aberto a toda a comunidade do Inpa, o encontro tem como pauta a apresentação do Relatório Anual e das atividades em andamento das Coordenações Gerais e Coordenações Vinculadas.

A finalidade da reunião é socializar informações, medidas adotadas e promover a integração entre os servidores. O Conselho Diretor Expandido é formado por todos os servidores com cargos comissionados e funções gratificadas, como coordenadores, chefes de divisão, de serviços, de núcleos, e seus respectivos substitutos na ausência do titular.

Criado pela Resolução Inpa nº 002/2012, o CDE é um órgão colegiado de consulta junto ao Diretor do Inpa com o objetivo de discutir os assuntos relevantes e necessários para o bom desempenho das funções administrativas, tecnológicas e científicas do Inpa.

É competência do CDE apreciar e opinar a respeito de questões relevantes para desenvolvimento de atividades do Inpa e de matérias que lhe forem submetidas pelo Diretor do Instituto, além de exercer outras competências que lhe forem atribuídas.

Inpa recebe visita de subsecretários das Unidades Vinculadas do MCTIC

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O objetivo foi ampliar a interlocução e apresentar aos subsecretários a infraestrutura e prioridades do instituto de pesquisa, dos mais importantes da Amazônia

Da Redação - Inpa

Fotos - Acervo Ascom

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) recebeu a visita do subsecretário das unidades vinculadas ao Ministério da Ciência Tecnologia Inovação e Comunicações (MCTIC), Gerson Nogueira Machado de Oliveira, e do seu substituto, Fábio Sahm Paggiaro. A finalidade da visita foi conhecer as pesquisas, infraestrutura e necessidades do Instituto. 

Os subsecretários foram recebidos pela Diretora do Instituto, Antonia Franco, juntamente com o Chefe de Gabinete, Sérgio Guimarães, além de coordenadores e chefes de setores. “Trazê-los aqui para conhecer um pouco da nossa Instituição possibilita uma melhor interlocução, além de ser primordial para alcançar os objetivos da gestão”, disse Franco.

A visita que aconteceu no dia 11 de fevereiro, nos três campi do Inpa, teve início pelo Campus III do Inpa (V-8), onde foram apresentadas as instalações e pesquisas desenvolvidas, como na Estação de Aquicultura. Na oportunidade, pesquisadora Elizabeth Gusmão explicou os estudos realizados, especialmente com os sistemas de cultivo de peixes com bioflocos. 

VisitaDoSubsecretarioII

No Campus II, Aleixo, a comitiva conheceu às Coleções Zoológicas. Recepcionados pelos pesquisadores Fernanda Werneck e Marcio Oliveira, os subsecretários conheceram as coleções, instalações, melhorias do prédio e carências infraestruturais. “A visita do Ministério é importante para mostrar o valor das coleções, não apenas para a região, mas também para outros estados e até fora do Brasil”, destaca Werneck. 

Pela parte da tarde a comitiva visitou Campus I, Aleixo, e participou de uma reunião com a Direção. Guiados pela líder do Grupo de Pesquisas em Abelhas (GPA), a pesquisadora Gislene Carvalho, os subsecretários receberam informações sobre os estudos desenvolvidos com abelhas sem ferrão e degustaram mel diretamente da colmeia.

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O Biotério Central foi apresentado pelo coordenador, o veterinário Leonardo Brandão, que na oportunidade apresentou aos subsecretários os espaços onde são mantidos os animais, o tipo de ração e ferragem utilizada, além do espaço de higienização. “Aqui eles tem uma noção mais clara da infraestrutura e do custo de manutenção do nosso biotério, um dos mais modernos da região”, conta Brandão.

Na sequência foi feita uma caminhada no Bosque da Ciência e um tour pela Casa da Ciência, um dos principais atrativos do espaço e foi modernizado em meados de 2019. Guiados pela coordenadora de Extensão Rita Mesquita, Machado e Paggiaro puderam ver as interações do Bosque com a pesquisa e papel do espaço de visitação do Inpa junto à sociedade.

A visita foi concluída no Laboratório Temático de Química de Produtos Naturais (LTQPN), onde os visitantes foram recebidos pelo pesquisador Sérgio Nunomura e técnicos.

Após a visita pelas dependências do Instituto, ocorreu uma na Diretoria com a presença de coordenadores, pesquisadores, servidores e bolsistas. A Diretora do Inpa apresentou o vídeo institucional e fez uma apresentação das ações, necessidades e prioridades do Instituto para 2020. O subsecretário Gerson Machado agradeceu pela visita, falou sobre o papel da SUV e enfatizou a importância do Inpa para a região.

INCT Adaptações da biota aquática da Amazônia lança publicação com resultados de pesquisas

Segundo volume de Short Notes traz informações sobre 37 pesquisas relacionadas à segunda fase do INCT Adapta, iniciativa vinculada ao Inpa

 

Por Izabel Santos – INCT Adapta - INPA

Banner - INCT Adapta

 

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Adaptações da Biota Aquática da Amazônia (INCT Adapta), vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), lança nesta quinta-feira (06) o segundo volume de  (SN) que, como diz o nome em inglês, são notas curtas sobre resultados de pesquisas realizadas por profissionais ligados à iniciativa. O lançamento acontecerá a partir das 15h, no auditório do Bosque da Ciência, em Manaus (AM), e contará com palestras e com a presença de autoridades. A nova edição traz novidades como um conteúdo mais robusto e com uma revisão mais extensa dos artigos.

O coordenador do INCT Adapta, Adalberto Luis Val, explica que o novo Short Notes apresenta resultados de pesquisas inéditas, mas também a continuação de outras publicadas no volume anterior, em 2012. Além disso, a publicação pode impulsionar projetos em andamento e novos experimentos. "A ideia básica do Short Notes é torná-lo uma publicação regular, pois o Adapta tem nos mostrado que produzimos um volume de informações extremamente significativo na área das adaptações às mudanças do ambiente, incluindo as mudanças climáticas. É preciso que compartilhemos essas informações, principalmente com as pessoas interessadas no assunto", acrescenta.

Para garantir a qualidade e a robustez da publicação, que tem o dobro de conteúdo do primeiro volume, o corpo editorial foi formado por alunos da pós-graduação, egressos e pesquisadores especialistas em diferentes tópicos que reforçaram e aprofundaram a revisão dos textos. Ao todo são 37 notas distribuídas em quatro seções correlacionadas, produzidas por 131 pesquisadores brasileiros dos estados do Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo, e três estrangeiros, da Alemanha, Canadá e Espanha.

 

LEEM Foto Cimone Barros ASCOM INPA INPA

 

A dupla de editores executivos, formada pelos biólogos doutores Derek Campos e Luciana Fé, foram os responsáveis pela distribuição e revisão dos textos junto ao corpo editorial, sob a supervisão da editora-chefe, Vera Almeida-Val. Doutor em Pesca e Biologia de Água Doce, Derek relata que a experiência foi enriquecedora. “Foi bastante trabalhoso, mas muito gratificante, pois tivemos a oportunidade de ter contato com diversos grupos de pesquisa que trabalham com assuntos distintos daqueles que trabalhamos no Leem. Isso é importante para agregar e entender o Adapta como um todo, e não somente como uma iniciativa que trabalha com peixes”, relata Campos.

A pesquisadora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, Carine de Freitas, faz parte do corpo editorial e também publicou o artigo intitulado “Involvement of HPI-axis in anesthesia with Lippia alba essential oil citral and linalool chemotypes: Gene expression in the secondary responses in silver catfish”. “Fiquei feliz e grata por poder contribuir e publicar nesta edição, pois o Short Notes é uma publicação científica voltada para pesquisadores, e é mais acessível do que revistas internacionais. Isso torna o avanço do conhecimento e da informação no nosso meio mais rápido”, avalia. “Assim é possível abranger um número maior de pessoas de forma relativamente mais simples”, diz.

Segundo a editora-chefe da publicação, a pesquisadora Vera Almeida-Val, o volume atual teve maior contribuição dos pesquisadores. “Também fizemos questão de realizar uma avaliação compondo um corpo editorial com dois editores executivos e um conjunto de pesquisadores, que nos auxiliaram a avaliar a qualidade científica das notas bem como o nível e originalidade dos resultados. Por fim, contamos com o auxílio de dois pesquisadores que realizaram um trabalho de revisão minuciosa e primorosa, ou seja, uma revisão profunda do formato, referências etc.”, explica.

A revisão foi realizada pelos pesquisadores Maria de Nazaré Paula da Silva e Renan Diego Amanajás. “O trabalho deles nos possibilitou apresentar um produto melhor que o da primeira edição. Estamos entusiasmados com essa divulgação e com a possibilidade de manter uma diagramação primorosa, apresentarmos um produto visualmente bonito e com bom conteúdo. Quem sabe no final de 2020 não possamos publicar uma segunda parte do volume 2?!”, diz Vera.

O que é um Short Note

O Short Note é um tipo de comunicação científica mais curta e objetiva que as demais, porém, tem conteúdo maior que um resumo e menor que um artigo científico completo. Segundo o coordenador Adalberto Luis Val, no caso da publicação realizada pelo INCT Adapta, o objetivo é que em breve a publicação se consolide como uma publicação internacional regular. "Estamos aprimorando a publicação para que saia sempre em língua inglesa, a língua universal da ciência. No futuro, ela pode sinalizar e referenciar o que deve ser socializado de uma maneira rápida", revela Val. “A publicação do Short Notes nesta fase não impede que ele dê origem a outras mais amplas futuramente, e veiculadas em revistas científicas indexadas”, acrescenta.

Na opinião do editor executivo Derek Campos, o Adapta está na sua fase mais madura e a publicação mostra sua evolução. Campos também acredita que a publicação mostra perspectivas científicas promissoras para as áreas de Ecologia, Fisiologia e Aquicultura. “Essas informações podem se converter em bases para o gerenciamento e planejamento de gestão ambiental através dos órgãos responsáveis, mas também para trabalhos relacionados à produção econômica, principalmente à Aquicultura. A Aquicultura, aliás, tende a buscar produtos ecologicamente responsáveis e que não diminuam a capacidade pesqueira. E é justamente isso que os trabalhos do Adapta visam, não só o trabalho ecológico, mas também o benefício produtivo”, finaliza.

Pesquisas

A doutora em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva, Luciana Fé, destaca os estudos sobre clima, hipóxia, xenobióticos, poliaminas, dopamina exógena e o uso de prebiótico na ração de peixes. “Todo o conteúdo desta edição é muito relevante para quem atua na área de pesquisa das mudanças climáticas. Temos notas sobre caracterização fisiológica de organismos aquáticos, descrição de performance natatória, organização de genomas e até a abordagem de uma técnica inédita que mensurou traços de DNA em amostras coletadas nos rios Negro e Solimões”, destaca Luciana.

Os 37 estudos estão relacionados às áreas cobertas pela segunda fase divididas em quatro seções correlacionadas que englobam adaptação biológica de organismos aquáticos às mudanças climáticas, diversidade aquática e ferramentas de conservação, mudanças climáticas e adaptação aos desafios ambientais e avanços da aquicultura.

INCT Adapta

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Adaptações da Biota Aquática da Amazônia (INCT/Adapta) foi implantado em 2009 com o objetivo de avaliar os processos adaptativos das espécies aquáticas em diferentes ambientes, naturais ou modificados pelo homem, às mudanças climáticas na Amazônia. Sediado no Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (Leem), do Inpa, o INCT engloba 28 grupos coordenados por pesquisadores do Inpa e de outras instituições nacionais e internacionais. A primeira fase durou até 2018; a segunda segue até 2022.

Coordenado pelo biólogo Adalberto Luis Val, os números do Adapta, somente nesta segunda fase, são expressivos. Até o presente, acumula 126 apresentações científicas, 228 artigos publicados em periódicos, contribuição com 21 capítulos de livros, 25 livros publicados, organização de 44 eventos, 31 trabalhos completos publicados em anais de eventos, entre outros. Também já formou 69 mestres, 32 doutores e 68 alunos de iniciação científica.

O INCT Adapta é um dos 102 INCTs criados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) para agregar, de forma articulada, os melhores grupos de pesquisa na fronteira da ciência e em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Além disso, eles impulsionam a pesquisa científica básica e fundamental competitiva internacionalmente; estimulam o desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica de ponta associada a aplicações para promover a inovação e o espírito empreendedor.

Somado a isso, os INCTs têm como objetivo a formação de redes de pesquisa, consolidação de parcerias institucionais, abordagem multidisciplinar em temas estratégicos para o país, formação e capacitação de recursos humanos altamente qualificados. Destaca-se o investimento a longo prazo, sem o qual não é possível ações desta natureza. Dentre as parcerias, destaca-se a capacidade de mobilização dos principais agentes de promoção do desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil, uma vez que, além do MCTIC por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), participam a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e as Fundações de Amparo à Pesquisa Estaduais, e cooperações internacionais. No caso do Amazonas, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) tem papel basilar.

 

ACESSE A PUBLICAÇÃO A PARTIR DE 06/02/2020: https://abre.ai/shortnotesvol2

 

Short notes 2 Adapta

Bosque da Ciência do Inpa recebe exposição de Hebe Sol “Manaus e o Rio Negro – Itinerante”

Exposição Manaus e o rio Hebe Sol Foto Wérica Lima INPA 5

A exposição destaca, por meio de obras com material reciclado, a importância do rio Negro e seus afluentes à população e ao meio ambiente

 

Da Redação*

Fotos - Wérica Lima - Inpa

 

O Paiol da Cultura do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) está com nova exposição. Aberta ao público na última terça-feira (04), o novo trabalho da artista visual Hebe Sol “Manaus e o Rio Negro – Itinerante” pode ser apreciado no espaço que fica dentro do Bosque da Ciência, localizado na rua Bem-te-vi, s/nº, Petrópolis, zona Sul de Manaus. O horário de funconamento da exposição é de terça a sexta das 14h às 17h; sábado e domingo de 9h às 17h.

A exposição traça uma linha do tempo do rio Negro, em Manaus, com mapa de inundação, pinturas e fotografias históricas. O objetivo é estimular a consciência ambiental sobre a importância da preservação dos recursos hídricos, em especial o rio Negro e seus afluentes.

“Manaus tem uma forte relação com o rio Negro, utilizando-o como seu principal meio de acesso e fonte de abastecimento de água, sendo o rio essencial para o município. Diante disso, é importante conscientizar a população que tudo o que se faz tem consequência e acaba retornando de alguma forma, a exemplo do lixo que invade uma casa durante a inundação”, conta Hebe Sol.

 

Exposição Manaus e o rio Hebe Sol Foto Wérica Lima INPA 1

 

A primeira fase da exposição foi realizada na Casa das Artes, em 2019, e nesta etapa itinerante, agora no Inpa, está maior e com elementos inéditos. “Há vários elementos onde as pessoas podem interagir, como uma brinquedoteca com jogos de tabuleiro feitos de material reciclado e uma canoa para o visitante se sentir um navegante. Mas a grande novidade é o Monstro do Rio que se alimenta de lixo, uma instalação de aproximadamente quatro metros de altura”, adianta a artista.

“Manaus e o Rio Negro” é produto do Mestrado Profissional em Rede Nacional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos (PROFÁGUA), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), com pesquisa orientada pelo professor Flávio Wachholz e realizada por Hebe Souza de Oliveira (Hebe Sol). A curadoria artística é de Fernando Junior, professor da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).  A artista também tem o apoio do Serviço  Geológico do Brasil (CPRM), onde trabalha como Analista em  Geociências.

 

Exposição Manaus e o rio Hebe Sol Foto Wérica Lima INPA 6

 

Hebe Sol

 

Hebe Sol é formada em Artes Visuais pela Ufam. Faz desenhos e pinturas desde criança e começou a trabalhar profissionalmente nesta área em 2015. Considera-se uma pessoa apaixonada por arte, em especial arte naif por ser mais criativa, colorida e livre de regras.

A artista já foi selecionada para importantes eventos nacionais e internacionais, como Artprize nos Estados Unidos, Bienal de Florença na Itália e Bienal Naif de Piracicaba, além de receber importantes prêmios como duas Medalhas de Ouro da Sociedade Brasileira de Belas Artes, no Rio de Janeiro e menções Honrosas nas obras “Até quando?” e “Esperança”, ambas presentes na Exposição do Paiol da Cultura.

 

Exposição Manaus e o rio Hebe Sol Foto Werica Lima INPA 8 

 

SERVIÇO

 

O quê: Exposição Manaus e o Rio Negro Itinerante

Onde: Paiol da cultura do Bosque da Ciência – Inpa

Quando: de 04 de fevereiro a 08 de março

Horário: De terça a sexta das 14h às 17h; sábado e domingo de 9h às 17h.

Endereço: rua Bem-te-vi, s/nº, Manaus -AM.

  

 *Com informações da artista

Ampa realiza atividades educativas para crianças nesta sexta-feira no Bosque da Ciência

Educação ambiental 2 Foto Fernanda Farias AMPA

 

Cada criança inscrita deverá estar acompanhada de um responsável nas atividades. As inscrições são gratuitas, porém o acesso ao Bosque da Ciência será pago. Link da inscrição: encurtador.com.br/mtvwD

 

Por Fernanda Farias (texto e fotos) - Ascom Ampa

 

Experiências lúdicas e educativas de sensibilização ambiental serão realizadas nesta sexta-feira (31) pela Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). As atividades serão realizadas das 14h às 16h, no Bosque da Ciência do Inpa, que fica na rua Bem-te-vi, s/nº, Petrópolis, zona Sul de Manaus.

As crianças inscritas nas atividades participarão de cineminha na floresta e jogos didáticos sobre os mamíferos aquáticos da Amazônia. As inscrições podem ser realizadas no link: encurtador.com.br/mtvwD.  As vagas são limitadas.

Segundo a Educadora Ambiental do Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, Jamylle de Souza, por meio das artes, mídias e experiências dialógicas em ambiente de floresta, os participantes podem ampliar os conhecimentos a respeito dos mamíferos aquáticos da Amazônia. “Além de brincar, as crianças e os responsáveis vão entender melhor sobre o trabalho que desenvolvemos em prol da proteção dessas espécies e dos ecossistemas associados”, explica a bióloga.

 

Educação ambiental Foto Fernanda Farias AMPA

 

Podem participar das atividades crianças com idade entre 5 anos e 10 anos, acompanhadas de uma pessoa responsável que deverá inscrevê-la gratuitamente. O acesso ao Bosque da Ciência  custa R$ 5 por pessoa, mas a entrada é gratuita para crianças até 10 anos e para adultos a partir de 60 anos. É recomendável trazer para as crianças: água, lanche e repelente.

 

O Programa de Educação Ambiental

 

O Programa de Educação Ambiental da Ampa tem como principal objetivo promover ações para o envolvimento e formação dos mais diferentes atores sociais no cuidado e proteção dos mamíferos aquáticos da Amazônia e ecossistemas associados.

Atualmente, a Ampa desenvolve atividades de educação ambiental para os mais diferentes grupos em locais como Parque Aquático Robin Best – área dos tanques dos peixes-bois no Inpa, escolas de Manaus e em comunidades ribeirinhas, no interior do Amazonas.

 

Educação ambiental 1 Foto Fernanda Farias AMPA

 

Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia

O Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, é executado pela Ampa e tem como seu principal parceiro o Inpa.

O objetivo principal do Projeto é proteger as espécies de mamíferos aquáticos e os ecossistemas aquáticos da Amazônia por meio de estudos científicos e da integração com as comunidades ribeirinhas, que aprendem a utilizar de forma sustentável os habitats, e dessa forma atuam na conservação destas espécies vulneráveis, presentes na lista vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).

Programação

13:45 – 14h – Abertura do Cineminha na floresta

14h – 15h – Exibição de desenhos infantis sobre os mamíferos aquáticos da Amazônia

15-15:30 – Jogos lúdicos da AMPA

15:30 – 16h – Trilhinha guiada com visita ao Parque Aquático Robin Best – Bosque da Ciência.