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Inpa inaugura ampliação e revitalização do Laboratório de Fisiologia Aplicado à Piscicultura

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Importantes pesquisas são realizadas pelo Inpa com bioflocos, microrganismos ricos em nutrientes que diminuem a quantidade de substâncias tóxicas da água, e com novas substâncias para tratamento de doenças em peixes nativos da Amazônia

Da Redação – Inpa

Foto:  Vadelira Fernandes - Inpa

 

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) inaugura nesta terça-feira, (14), às 9 horas, a ampliação e reforma do Laboratório de Fisiologia Aplicado à Piscicultura (Lafap), que conta com infraestrutura moderna e adequada para realizar pesquisas em piscicultura, área com perspectiva produtiva e sustentável para a região, e capacitação. A modernização do laboratório faz parte da revitalização do Centro de Aquicultura, localizado no Campus III, Morada do Sol, zona Centro-Sul de Manaus. 

A obra no Lafap levou três meses para ser concluída e recebeu investimento de R$169.884,10 do Projeto “Implantação de Unidades Demonstrativas Agroflorestais na Amazônia (Iudaa)”, patrocinado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O Iudaa atua nas áreas de piscicultura, coordenado pela pesquisadora Elizabeth Gusmão, e plantios agroflorestais, coordenado pela pesquisadora Rosalee Coelho. A coordenação geral é da titular da Coordenação de Tecnologia Social (Cotes), Denise Gutierrez. 

A finalidade do Lafap é realizar pesquisas em aquicultura, nas linhas sobre nutrição, sanidade e sistema de produção de peixes de cultivo, além de atuar na capacitação de alunos de graduação à pós-graduação (mestrado e doutorado). O laboratório foi implantado em 2002, com uma estrutura simples e espaço limitado, passando por ampliações no decorrer dos anos. 

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Segundo Gusmão, o Lafap desenvolve pesquisas de ponta na área de aquicultura, a exemplos dos projetos com a tecnologia de bioflocos, pioneira com espécies nativas (tambaqui e matrinxã) e que contribui com o futuro da aquicultura na região Norte. Os bioflocos são microrganismos ricos em nutrientes que diminuem a quantidade de substâncias tóxicas da água. 

“Outras pesquisas que serão beneficiadas com esta infraestrutura são as relacionadas com as questões sanitárias, principalmente novas substâncias para tratamento de doenças, como a acantocefalose que tem diminuído a produção de tambaqui, sendo este um dos maiores obstáculos atualmente enfrentado pelo setor”, disse Gusmão, que também é líder do Grupo de Pesquisa em Aquicultura na Amazônia Ocidental do Inpa. 

As duas linhas de pesquisas recebem fomento de projetos financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Banco da Amazônia e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal e Nível Superior (Capes). O Amazonas é o maior consumidor per capita de peixe do país (33 kg por ano), porém não é autossuficiente na piscicultura nem para suprir o mercado local. 

 

Pesquisa e capacitação

 

Segundo Denise Gutierrez, a infraestrutura do Centro de Aquicultura foi modernizada e adaptada para atender as necessidades contemporâneas, com novos equipamentos adquiridos e instalados. “Trata-se de um convênio para execução de projeto voltado não apenas para a pesquisa aplicada, mas também para a capacitação de produtores do interior do Amazonas, o que significa uma resposta efetiva do Inpa para as demandas das populações locais. Nele, pesquisa e capacitação foram perfeitamente articuladas, ficando como exemplo para propostas futuras”, destacou a coordenadora.

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Em 2018, também com recurso do projeto Iudaa/Finep (R$ 357.144,47), a Estação de Aquicultura do Inpa ampliou sua infraestrutura com a construção de uma fábrica de ração e uma sala de aula para curso de extensão, além da revitalização do prédio central desta Estação. Como resultados desses investimentos, o Grupo de Pesquisa "Aquicultura na Amazônia Ocidental", do qual fazem parte os pesquisadores e alunos da Estação, vem contribuindo com a capacitação de profissionais da região Norte, com cursos sobre elaboração de rações e o uso da extrusora, além de minicursos sobre bioflocos e sanidade, ambos oferecidos para toda a sociedade. 

“As pesquisas estão sendo realizadas com uma infraestrutura de melhor qualidade, o que podemos garantir que daqui a poucos anos estaremos disponibilizando serviços para as instituições de pesquisa do Norte do país, e os resultados gerados já podem ser utilizados pelo setor produtivo”, ressaltou Gusmão.  Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail pgusmao1@yahoo.com.br.

 

Saiba mais sobre o Lafap

 

Instalado na Estação de Aquicultura do Inpa, Campus III (V-8), o Laboratório de Fisiologia Aplicado à Piscicultura conta com área total de 200 m2, sendo constituído de salas de pesquisadores, técnicos e alunos, almoxarifado, copa, três sanitários, três laboratórios (1 geral, 1 microscopia e outro de espectrofotometria). Possui um laboratório úmido de 100 m2 composto por vários tanques experimentais de fibra de diferentes tamanhos, aquários de vidro, gerador e sopradores. 

O Laboratório possui inúmeros equipamentos modernos para as linhas de pesquisa na área de sanidade e sistema de produção e fisiologia, sendo os microscópios e o espectrofotômetro os mais modernos nesta área, além de inúmeras sondas multiparamétricas importadas, biofreezer, centrífuga refrigerada, balanças analíticas e muitos outros que fazem parte da rotina do laboratório. A equipe do grupo de pesquisa está se preparando para montar um laboratório de microbiologia para complementar os estudos.

Bosque da Ciência do Inpa retoma atividades de visitação nesta terça-feira

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Opção para as férias da garotada, espaço oferece lazer, educação ambiental e popularização da ciência

Da Redação – Inpa

Fotos: Wérica Lima - Inpa

Uma das importantes áreas de lazer de Manaus retoma as atividades nesta terça-feira (07), após recesso de fim de ano para manutenção e planejamento. O Bosque da Ciência, espaço de visitação pública do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), estará aberto aos visitantes com duas novidades - a reativação do Viveiro dos Poraquês e da exposição do Chapéu de Palha, e é opção interessante nesse período de férias escolares.

“É com grande satisfação que retornamos as atividades para 2020 trazendo a reabertura de dois valiosos atrativos do Bosque, o Chapéu de Palha, que aborda a vida aquática amazônica e alguns frutos da região, e o Viveiro dos Poraquês, o ‘lugar’ dos peixes elétricos, localizado no atrativo Recanto dos Inajás, parada obrigatória para a contemplação da natureza no meio do Bosque”, conta o coordenador do Bosque da Ciência, Alexandre Buzaglo.

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Fragmento florestal dentro da área urbana de Manaus, o Bosque possui uma área de 13 hectares – equivalente a 13 campos de futebol -, e quase 25 atrativos da fauna e flora amazônica (peixes-boi, ariranha, jacarés, tartarugas, cotias, macacos, Tanimbuca – árvore de 600 anos, sumaúma, entre outras espécies), além da nova exposição da Casa da Ciência – Tramas da Ciência. É possível conhecer ainda unidades demonstrativas de tecnologias desenvolvidas pelo Inpa, como casa de madeira, casa ecológica e purificador de água.

O visitante pode melhorar ainda mais a sua visita utilizando aplicativos gratuitos para celular, que podem ser baixados na Google Play Store. Um deles é o Trilha Animal, que permite ao usuário obter informações de qualidade sobre sete animais (peixe-boi, ariranha, jacaré, poraquê, preguiça, cotia e macaco – os três últimos são da fauna livre), com direito a mapa interativo onde é possível ver os bichos em 3D e com dimensão aumentada. Outro é o Giulia – Mãos que Falam, um roteiro inclusivo para auxiliar pessoas surdas a fazer uma visita ao guiada.

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Vários projetos e programações especiais são realizadas durante o ano, como Circuito da Ciência, Aniversário do Bosque (1º de abril), Semana do Meio Ambiente, Virada Sustentável, Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. “Queremos que nossos visitantes se sintam pertencentes ao Bosque, aprendam enquanto se divertem, e desfrutem desse pedacinho da Amazônia no meio da cidade, que este ano completará 25 anos de muita ciência e lazer em Manaus”, diz Buzaglo.

Saiba Mais

Em 2019, o Bosque recebeu cerca de 90 mil visitantes. Vinculado à Coordenação de Extensão do Inpa, o espaço funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h, sábados e domingos das 9h às 17h. A portaria fecha às 16h. às segundas, é fechado para manutenção.

Está localizado na rua Bem-te-vi, s/nº, Petrópolis, zona Sul de Manaus. A entrada custa R$ 5, mas crianças até dez anos e idosos a partir de 60 anos não pagam. Grupos escolares e instituições filantrópicas agendados e confirmados pela coordenação não pagam. Os interessados podem agendar pelo endereço:  http://abc-bosque.inpa.gov.br./

Inpa recebe cartões Natalinos confeccionados por alunos de Escola Municipal de Manaus

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Os cartões natalinos foram feitos por alunos da Escola Municipal Professora Regina Vitória Pires Muniz, localizada no bairro do Coroado.

 

Da Redação - Inpa

A direção do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) recebeu cartões natalinos confeccionados por alunos da Escola Municipal Professora Regina Vitória Pires Muniz, localizada no bairro do Coroado, Manaus. A Escola tem como gestora Jacqueline Alencar e os cartões foram entregues por um aluno da 4ª série.

Em nome da diretora, o Inpa agradece e destaca que o amor e empenho dos alunos da escola gera muita gratidão por parte do Instituto. “Foi exatamente o que sentimos com esse ato puro e inspirador, orgulho e gratidão aos alunos, professores e funcionários pela belíssima intenção”, destacou Antônia Franco, diretora do Inpa.

Bosque da Ciência entra em recesso neste fim de ano e retorna no inicio de janeiro de 2020

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O próximo domingo (22) é a última oportunidade para quem deseja visitar o Bosque da Ciência ainda em 2019.

Da Redação - Inpa

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Fotos - Acervo Inpa

Com o objetivo de realizar manutenções e o planejamento das programações de 2020, o Bosque da Ciência do Instituto Nacional de pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) estará fechado ao público a partir da próxima segunda-feira, 23 de dezembro. O local volta a receber visitantes no dia 7 de janeiro.

Localizado na Rua Bem-te-vi, s/n, bairro Petrópolis, o Bosque da Ciência funciona, normalmente, de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 16h30; aos sábados e domingos, das 9h às 16h. Às segundas-feiras o espaço é fechado para manutenções regulares.

O espaço oferece à população uma opção de lazer diferenciada e contribui com educação ambiental e popularização da ciência. Entre as atrações está a nova Casa da Ciência, reaberta ao público em quatro de junho de 2019.

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Nela, o visitante pode decidir o quanto e o que quer conhecer sobre aves, peixes, mamíferos, répteis e anfíbios, insetos, plantas e interações ecológicas entre os organismos e ambientes. É possível aprender sobre interações animais-plantas, entre animais, de gente com a floresta, do clima e ambiente, evolução, métodos científicos, água, energia e sobre a microfloresta que inclui os organismos minúsculos.

O Bosque da Ciência possui ainda, atrações como Centro de Estudos dos Quelônios da Amazônia (Cequa/Inpa) aberto para visitação, Viveiro dos Jacarés, Tanque dos Peixes-Bois, Casa da Madeira, Lago Amazônico e fauna e flora livres.

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O ingresso custa R$ 5, mas crianças até 10 anos e idosos a partir de 60 anos são isentos. Grupos escolares e instituições filantrópicas também não pagam, porém, precisam agendar a visita, que pode ser feita pelo site http://abc-bosque.inpa.gov.br/.

 

Egressa da Pós-Graduação em Ecologia do Inpa conquista Grande Prêmio Capes de Tese

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Para a seleção do Grande Prêmio foram formadas três comissões, uma em cada grande área do conhecimento, compostas por, no mínimo, três membros e lideradas pelo presidente da Capes.

 

Da Redação – Inpa/Capes*

 

Carolina Levis, egressa do Programa de Pós-Graduação em Biologia (Ecologia) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), foi uma das vencedoras da 14ª edição do Prêmio Capes de Tese, com cerimônia ocorrida  na quinta-feira (12), em Brasília. Carolina foi contemplada com o Prêmio Graziela Maciel Barroso pela tese em Domesticação das Florestas Amazônicas.

O evento busca premiar as melhores pesquisas de doutorado defendidas em 2018.  Os nomes dos três Grandes  Prêmios são uma homenagem a grandes cientistas brasileiros. “Oscar Sala” é o nome da categoria de Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar, “Graziela Maciel Barroso” da categoria Ciências da Vida e “Josué de Castro” da categoria de Humanidades.

Com este, Carolina Levis totaliza seis prêmios ganhos por sua tese, que trouxe evidências de que a Amazônia tem florestas domesticadas pelos povos indígenas desde, pelo menos, 13 mil anos.  A bióloga foi orientada pelos pesquisadores Flávia Costa e Charles Clement do Inpa, e na Holanda pelos pesquisadores Frans Bongers e Marielos Peña-Claros, da Wageningen University & Research.

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A pesquisa identificou locais com alta riqueza de espécies com algum grau de domesticação, alta diversidade arqueológica e cultural, que devem ser incluídos nos planejamentos de áreas prioritárias de conservação. Outro passo importante é que se começou a compilar práticas de manejo local da floresta, para entender como manter paisagens florestais diversas e de grande utilidade às populações locais.

“Estou sentindo uma emoção enorme porque eu acho que é fantástico poder estar num momento desse, de celebrar as conquistas científicas. Estou vivendo um momento de celebrar todo o trabalho que já realizei ao longo de dez anos em que estou na Ciência”, disse Levis em entrevista para a Capes.

A diretora do Inpa, Antonia Franco, parabenizou Carolina por sua dedicação e a forma como a aluna se voltou para ciência.  “Que ela sirva de exemplo para tantos outros alunos e cientistas que serão o futuro do Brasil”, destacou Franco.

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Além de Carolina, outros dois alunos também foram contemplados com o Prêmio Capes de Tese: Beatriz Schmidt, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e José Holanda da Silva, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Os três vencedores receberam R$ 20 mil, Carolina e José de Holanda foram agraciados pelo Instituto Serrapilheira, e Beatriz, pelo Instituto Ayrton Senna.

Prêmio Capes de Tese 2019

O Prêmio Capes de Tese 2019 condecorou 49 teses em categorias distintas, das quais foram escolhidas três para o Grande Prêmio. Dessas 49 teses, duas são da Amazônia. A de Carolina Levis na categoria biodiversidade e a de Vitor Gomes, do Museu Paraense Emílio Goeldi, na área de Ciências Ambientais. Gomes  fez uma Análise dos impactos das mudanças climáticas e do desmatamento sobre a flora arbórea da Amazônia e contou com a orientação da ecóloga Ima Vieira, pesquisadora do Museu Goeldi.

Inpa realiza Confraternização de Fim de Ano com servidores e colaboradores do Instituto

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O cantor Marcos Paulo animou a festa que contou ainda com sorteio de brindes e café da manhã

 

Da Redação – Inpa

Fotos: Wérica Lima e Cimone Barros 

 

Servidores e colaboradores do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa/MCTIC) participaram na manhã desta segunda-feira (9) da Festa de Confraternização do Instituto, no Auditório da Ciência, no Bosque da Ciência. Ao som do cantor Marcos Paulo, sorteio de brindes, agradecimentos, abraços e um café da manhã, a comunidade interna vai se despedindo de 2019.

Para a diretora do Inpa, a pesquisadora Antonia Franco, o sentimento é de gratidão. “Sou Grata a Deus pela saúde, família e por ter vocês aqui. Natal não é apenas momento de festas e  de presentes, mas principalmente de repensar, olhar para o outro, colocar-se no lugar do outro, de amar”, disse Franco.

 

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A confraternização teve direito a muitos abraços e desejos de paz, felicidade, Feliz Natal e Próspero Ano Novo. A participação de servidores, alunos, estagiários, bolsistas, colaboradores e terceirizados foi intensa. O auditório com capacidade para 160 pessoas sentadas ficou lotado.

O ano que encerra foi para abrir a mente e aceitar as novidades, na opinião da pesquisadora Gislene Zilse. “É óbvio que temos resistência ao novo, mas depois que experimentamos entendemos que foi a melhor opção. Algumas não, é verdade. Este é um momento de repensar e olhar para frente. Na caminhada, manter os princípios e filtrar o que é bom é fundamental”, destacou.

 

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Para a analista Micherlângela Rocha, 2019 foi um ano de grandes realizações pessoais e desafios profissionais. “No âmbito pessoal, tive o privilégio de ser avó duas vezes seguidas. Já no profissional, trabalhando na área de licitações do Inpa, consegui olhar as compras institucionais de forma diferenciada. Tivemos o avanço na área de licitações com a preparação do Plano Anual de Contratações 2020 e foi um exercício bem positivo para todos nós”, contou Rocha, que está otimista com o ano vindouro. 

 

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Inpa realiza cerimônia de entrega diplomas de mestrado e doutorado nesta quinta-feira

Estimativas da Coordenação de Capacitação indicam que cerca de 70% dos mestres e doutores titulados pelo Inpa permanecem atuando na Amazônia

 

Da Redação – Inpa

Baner: Lailla Pontes

 

Após dois ou quatro anos, em média, de estudos e dedicação à produção científica, 138 alunos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) encerram neste ano mais um ciclo acadêmico. Nesta quinta-feira (5), 39 deles receberão diplomas de conclusão de mestrado e doutorado de dez Programas de Pós-Graduação, às 17h, no Auditório da Ciência, no Bosque da Ciência.

 

Na solenidade serão entregues 29 diplomas para mestres e dez para doutores. O número é menor que é o de titulados porque muitos no decorrer do ano retornam para sua casa em outros estados ou até países ou assumem compromissos profissionais que o impedem de vir para a cerimônia.

 

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A solenidade será coordenada pela Coordenação de Capacitação do Instituto (Cocap), por meio da Coordenação do Pós-Graduação (Copog). Para o coordenador da Copog, o pesquisador Paulo Maurício Alencastro, este é um momento especial para a Instituição, por consagrar o encerramento de um ciclo de formação acadêmica do aluno.

 

“Esta é uma forma também do Inpa estar contribuindo para a sociedade, capacitando profissionais altamente qualificados, sendo que muitos destes egressos poderão ocupar lugar de destaque nas suas áreas de atuação”, disse Alencastro. “Além disso, o diploma de conclusão do curso é um documento importante para o aluno, pois muitas vezes é uma exigência obrigatória para ocupar vaga em concursos públicos, ou seja, uma maneira de comprovar o seu grau máximo de titulação”, completou.

 

Dos 138 alunos (de turmas de vários anos) titulados este ano, 98 são títulos de mestre e 40 de doutores.  Desse total, 33 alunos são do Amazonas, 99 de outras unidades da federação – de quase todos os estados do Brasil, do Rio Grande do Sul até o Amapá- e seis são estrangeiros: um da França, dois do Peru e três da Colômbia.

 

Reconhecimento

 

O Inpa é referência mundial nos estudos de biologia tropical e desde 1973 atua na pós-graduação. O primeiro curso foi o de Botânica. Atualmente são nove em nível de Mestrado e oito de Doutorado. Parte dos alunos se destaca com publicações de impacto e reconhecimento nacional e internacional.

 

É o caso da Carolina Levis, egressa do curso doutorado em Biologia (Ecologia) do Inpa, que conquistou o Prêmio Capes de Teses na área de biodiversidade com o estudo Domesticação das florestas amazônicas, defendida em 2018. Hoje ela faz pós-doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).  O PPG-Ecologia do Inpa é o único programa no Amazonas com nota 6 da Capes (numa escala que vai de 3 a 7), considerado de padrão internacional.

 

Os outros programas são Ciências Biológicas - Entomologia (5), Ciência de Florestas Tropicais (5), Ciências Biológicas - Biologia de Água Doce e Pesca Interior (4), Clima e Ambiente (4, em associação com a UEA), Genética, Conservação e Biologia Evolutiva (4), Ciências Biológicas - Botânica (4), Agricultura no Trópico Úmido (3) e Mestrado Profissional em Gestão de Áreas Protegidas na Amazônia (3). O Instituto é associado ao PPG em Aquicultura da Universidade Nilton Lins (3) e ao programa em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia - Rede Bionorte (4).

 

Inpa está com inscrições abertas para seleção para Doutorado em Entomologia

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O Programa de Entomologia possui nota 5 na avaliação da Capes/MEC, numa escala que vai de 3 a 7

 

Da Redação – Inpa

Banner: Lailla Pontes

 

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) está com três vagas abertas no Processo Seletivo para o Programa de Pós-Graduação em Entomologia (PPG-Entomologia) em nível doutorado com início em 2020. As inscrições podem ser feitas até 03 de janeiro.  Acesse o Edital Inpa/Cocap 034/2019.

 

A seleção tem a finalidade de escolher e classificar candidatos para o curso de Doutorado com projetos que se enquadrem nas diferentes linhas de pesquisa. O curso é reconhecido pela Capes/MEC com nível 5 e homologado pelo Conselho Nacional de Educação.

 

Conforme o Edital, a seleção possui duas fases eliminatórias. Na fase I, o projeto de pesquisa será avaliado por três pesquisadores doutores do programa que poderão recomendar aprovação, revisão ou reprovação do projeto apresentado. Para o candidato prosseguir na seleção, deve ter seu projeto aprovado por pelo menos dois avaliadores. Caso não haja aprovação, o candidato passa a concorrer automaticamente nas próximas seleções que ocorrem nos meses de março, julho e novembro.

 

A fase II é composta pela análise curricular do candidato que tem como base os documentos encaminhados no momento da inscrição, para avaliar a partir das publicações científicas a experiência profissional do candidato em pesquisa, de acordo com os critérios apresentados no edital.

 

Os interessados podem realizar as inscrições presencialmente com os documentos requeridos na secretaria da Pós-Graduação na Av. André Araújo, 2936, Petrópolis, campus II do Inpa, por e-mail cursoent@inpa.gov.br ou via correio com data da postagem até as 18h do dia 03 de janeiro/2020, endereçado ao: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia- INPA. Secretaria de Pós-Graduação em Entomologia, Campus II. Av. André Araújo, 2939. Petrópolis. CEP 69.067-373, Manaus/AM.

 

As inscrições homologadas serão divulgadas até 06 de janeiro de 2020 e a lista dos candidatos classificados será encaminhada por e-mail e pelo site do Inpa no seguinte endereço http://portal.inpa.gov.br/index.php/pos-graduacao/regulamentos-e-documentos.

 

Para mais informações, entrar em contato via cursoent@inpa.gov.br ou alerocha@inpa.gov.br

Geea debate Agricultura na várzea da Amazônia Central – potencialidades e vulnerabilidades

Professor da Ufam, Henrique dos Santos Pereira, encerra a última reunião do ano do Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos (Geea) do Inpa

 

Da Redação - Geea

Fotos: Wérica Lima

 

Agricultura na várzea da Amazônia Central - potencialidades e vulnerabilidades. Este foi o tema de debates do Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos (Geea) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) durante a sua 64ª reunião realizada na última quinta-feira (28), no auditório da diretoria do Instituto. A apresentação do tema esteve a cargo do doutor Henrique dos Santos Pereira, amazonense, agrônomo, ecólogo, pesquisador e professor titular da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

 

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Veja o resumo

 

O palestrante fez um apanhado geral sobre a formação do conhecimento sobre a agricultura de várzea, abordando os primeiros estudos e os principais projetos de pesquisa desenvolvidos sobre esse tema. De modo sucinto, foram considerados o estado da arte sobre a agricultura na várzea, a problemática jurídica sobre uso e posse da terra, o declínio dos cultivos, especialmente de juta e malva e as adaptações das populações ribeirinhas às mudanças climáticas.

 

Quanto aos primeiros estudos, foram citadas algumas particularidades da obra “a água e o homem na várzea do Careiro”, de Hilgard O´Reilly Sternbert; os vários trabalhos de Harald Sioli, do Instituto Max-Planck de Liminologia de Plön, Alemanha, e que trabalhou por muitos anos no Inpa, tendo aqui deixado como seu substituto, o Dr. Wolfgang Junk, criador e primeiro coordenador do Programa de Pós-Graduação em Biologia de Água Doce e Pesca Interior (PPG-Badpi) deste Instituto.

 

Além desses estudos pioneiros, o palestrante citou alguns projetos relevantes desenvolvidos na várzea, alguns dos quais ele esteve envolvido, como o Studies on Human Impact on Forests and Floodplains in the Tropics (SHIFT), entre 1992-2005; o PPG7 - Projeto Dinâmica das Interações Bio-Ecológicas e Pulso de Inundações em Áreas Alagáveis, entre 1998 e 2001. Encerrando o ciclo de grandes projetos fez referências ao Provárzea, conduzido pelo MMA/Ibama, com forte vinculação com a pesca e os recursos pesqueiros; nessa sessão, destacou as principais descobertas e modelos ecológicos oriundos de cada um desses projetos, especialmente quanto aos aspectos da geomorfologia e dos ciclos de inundação.

 

Quanto ao ciclo de inundações, o palestrante mostrou uma série de resultados da pesquisa desenvolvida por ele e colaboradores junto a várias comunidades da várzea do Careiro e da Marchantaria, demonstrando o alto grau da capacidade adaptativa do ribeirinho às alterações ambientais decorrentes das mudanças climáticas e também das alterações das leis e do estilo de governança.

 

A partir de dados do IBGE, coletados ao longo dos últimos 44 anos, o palestrante apresentou as variações na produção de juta e malva, duas das principais culturas desenvolvidas na várzea amazônica entre meados da década de 1970 e 1980. Nesse período, eram produzidas entre 10.000 a 40.000 toneladas/ano, mas as culturas sofreram drástica decaída a partir de 1986, chegando a praticamente nula a partir de 1996 para a juta e apenas cerca de 2.500 toneladas para a malva, sua substituta, a partir de 2016. Identificou os fatores socioeconômicos e políticos que poderiam explicar o declínio da agroindústria de fibras naturais no Amazonas, e indicou os principais resultados de suas pesquisas sobre a economia do setor e dos ensaios experimentais para o desenvolvimento de sistema de produção de sementes de Malva na terra-firme.

 

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De quem é a várzea?

 

Discorrendo sobre a pergunta por ele mesmo formulada: - de quem é a várzea?, Henrique frisou que diferentemente da regularização fundiária em terra firme, a várzea possui peculiaridades ecológicas e sociais que obrigam um trabalho diferenciado no reconhecimento das posses e territórios. Como resultado do projeto Provárzea ele destacou a influência que o projeto teve na reformulação das políticas públicas dos órgãos de regularização fundiária que passaram a adotar novos entendimentos que permitiram remover os entraves burocráticos e jurídicos para o reconhecimento da posse de áreas de várzeas pelos agricultores tradicionais.

 

Com esse entendimento do caráter público e “inusucapível” da várzea, passaram a ser adotadas distintas formas de legitimação do apossamento das populações tradicionais, como a reserva extrativista (RESEX), reserva de desenvolvimento sustentável (RDS), projeto de assentamento agroextrativista (PAE) e propriedades quilombolas. Como exemplo, foram citados os assentamentos das ilhas do Solimões no município de Iranduba, todos eles analisados pelos projetos de pesquisa mencionados.

 

Considerando a várzea em termos legais, o palestrante comentou as diretrizes da Lei 4.771, de 1965, que considerava como área de preservação permanente as florestas e demais formas de vegetação natural, situadas ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água, desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima seja de trinta metros para os cursos d'água com menos de dez metros de largura. Questionando se a APP pode incidir em terreno de várzea, ele aponta uma interpretação distinta da referida lei, lembrando que a APP deve ser medida “ao longo dos rios ou de qualquer curso d’água desde o seu nível mais alto em faixa marginal, ou seja, essa faixa do terreno inicia-se depois do ponto onde termina a enchente média dos rios ou de qualquer curso d’água; portanto, várzea e APP ocupariam espaços distintos.

 

O palestrante também comentou a interpretação da lei 12.651, de 2012, segundo a qual, parte da várzea passaria a poder ser considerada área de preservação permanente. Porém, indicou que a nova lei florestal trouxe excepcionalidades para os casos das áreas ocupadas por agricultores familiares, ressaltando que apenas várzea baixa poderia ser destinada à agricultura de ciclo curto e que, no entanto, a lei não excetua a várzea alta que, portanto, pode vir ser considerada como APP. Indicou um possível conflito pois a várzea alta é destinada à moradia, cultura perenes, pastagem e criação de animais.

 

Mudanças Climáticas

 

Quanto às mudanças climáticas, o palestrante citou vários dados produzidos pelo grupo de pesquisas Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Alagáveis (Grupo Maua/ Inpa), e também dados de sua própria autoria, os quais revelam surpreendentes estratégias adaptativas da população ribeirinha às variações do clima e também das políticas públicas; citou como exemplo, a mudança de horário de trabalho ao sol, havendo atualmente uma tendência para começar mais cedo e terminar mais tarde.

 

Henrique também destacou alguns dos resultados de pesquisas conduzidas por ele e seus alunos sobre os dados científicos e a percepção do caboclo às mudanças climáticas e ambientais, mostrando que  há uma forte e positiva correlação entre eles; talvez mais que ninguém, o caboclo que vive no interior é uma das principais vítimas das mudanças climáticas, ou seja, ele vem sentindo na própria pele os efeitos nefastos do aumento da temperatura e sobre os estragos que isso acarreta sobre suas condições de vida e trabalho e também sobre o ambiente em que vive, inclusive com a mortandade massiva de árvores nativas e cultivadas, abandono de cultivos tradicionais, devido a secas e enchentes extremas que se tornaram mais intensas e frequentes neste início de século.

 

O palestrante concluiu chamando a atenção sobre os impactos negativos das mudanças climáticas na várzea, na Amazônia em geral e especialmente na vida do ribeirinho, mas deixou uma semente de otimismo; ele destaca que “apesar dos impactos negativos dos eventos climáticos extremos - ou melhor, em resposta a esses impactos - as comunidades ribeirinhas estão sendo capazes de perceber as mudanças no ambiente e desenvolver soluções e adaptações para continuarem morando e produzindo nas várzeas dos rios amazônicos”.

 

Ao final da palestra, o secretário-executivo do Geea, pesquisador Geraldo Mendes ressaltou ter sido essa a última reunião de 2019 e passou às mãos do palestrante um Certificado e a coleção impressa do Cadernos de Debates. A coleção completa encontra-se disponível na página eletrônica do Inpa, no item publicações.

 

LIVROS DO GEEA

Nota de Pesar – Professor Dr. José Aldemir de Oliveira

Nota José Aldemir de Oliveira

 

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) lamenta a morte do professor Dr. José Aldemir de Oliveira, professor titular da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), ocorrida nessa quinta-feira (21), em Manaus. Natural do Alto Careiro, José Aldemir era doutor em Geografia e líder do Núcleo de Estudos e Pesquisas das Cidades na Amazônia (Nepecab/Ufam), com vasta experiência em Geografia Humana, principalmente nos temas cidades e os rios, moradia e geohistória das cidades amazônicas. O professor, escritor e pesquisador esteve à frente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado Amazonas (Fapam), Secretaria de Estado e Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Amazonas (Secti-AM) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) deixando, além de importante legado acadêmico, contribuições significativas à defesa e política da Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas. Em reconhecimento ao seu trabalho, em 2009, o Inpa homenageou José Aldemir com a Medalha Rio Negro, a mais importante honraria da Instituição. O INPA solidariza-se com a família, amigos e sociedade amazonense pela grande perda.