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MCTIC lança edital de processo seletivo para escolha do novo diretor do Inpa

O processo de escolha é conduzido por um comitê de especialistas nomeado pelo ministro Gilberto Kassab. As inscrições prosseguem até o dia 28 de maio de 2018

 

Da Redação - Ascom Inpa

Foto: Paulo Mindicello

 

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Estão abertas até o dia 28 de maio de 2018 as inscrições para os candidatos interessados em concorrer ao cargo de diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). Podem se inscrever para o cargo quaisquer cidadãos, brasileiros, natos ou naturalizados, com notório conhecimento e experiência profissional nas áreas de atuação do Inpa, portadores de diploma de doutorado e que atendam aos requisitos previstos no edital.

 

O edital de abertura para a escolha de um novo dirigente do Inpa para um mandato de quatro anos foi lançado na última sexta-feira (20) pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) no Diário Oficial da União. O processo de escolha é conduzido por um comitê de especialistas nomeado pelo ministro Gilberto Kassab.

 

Esse sistema de escolha de dirigentes vem sendo praticado pelo MCTIC para os cargos de direção de todas as suas Unidades de Pesquisa com amplo sucesso.

 

A escolha do novo diretor do Inpa terá origem numa lista tríplice encaminhada ao ministro Kassab pelo comitê de especialistas (Comitê de Busca), que busca identificar nas comunidades científica, tecnológica e empresarial, nomes que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas para a instituição.

 

O Comitê de Busca, instituído no dia 27 de março de 2018, é formado pelos cientistas: Dr. Jailson Bittencourt de Andrade, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que o presidirá; Dr. José Oswaldo Siqueira, do Instituto Tecnológico (ITV); Dr. Elíbio Leopoldo Rech Filho, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); professora Ana Maria Giulietti, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS); e o professor Evaldo Ferreira Vilela, da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig).

 

O processo de seleção é composto por análise dos currículos, documentos e proposta dos interessados, exposição oral pública das propostas e entrevista individual perante o Comitê de Busca, conforme o seguinte fluxo: inscrições => homologação => apresentações e entrevistas =>nomeação.

 

Interessados em concorrer ao cargo devem enviar até o dia 28 de maio, ao presidente do Comitê de Busca, o Dr. Jailson Bittencourt de Andrade, os documentos listados no edital para o email: jailsonandrade@gmail.com.

 

Maiores informações poderão ser solicitados à Diretoria de Gestão das Unidades de Pesquisa e Organizações Sociais do MCTIC, por meio do endereço eletrônico dpo@mctic.gov.br, ou pelo telefone (61) 2033-8114.  

Inpa comemora aniversário de 23 anos do Bosque da Ciência com programação especial

Serão diversas atividades entre lançamento de obras, tirolesa e visitas guiadas no período de 24 a 29 de abril. Na ocasião ainda acontecerá a 1º edição do ano do Projeto Circuito da Ciência

 

Da Redação – Ascom Inpa

Arte: Ayrton Hugo/ Foto: Acervo – Ascom

Para comemorar os 23 anos de aniversário do Bosque da Ciência (completados no dia 1º de abril) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) será realizada uma programação especial de terça-feira a domingo (de 24 a 29 de abril). Na sexta-feira (27), acontecerá a primeira edição do ano do Projeto Circuito da Ciência (27).

A ideia da programação é oferecer aos visitantes experiências com a natureza e com as atrações do bosque, como a observação de peixes-bois, cotias, macacos, aves de várias espécies, árvore de 600 anos (Tanimbuca), Casa da Ciência, Lago Amazônico (quelônios, peixes), recinto dos jacarés e casa sustentável. 

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O bosque fica na rua Bem-te-vi, s/nº, Petrópolis, zona Sul de Manaus. O espaço funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 16h (portaria), e sábado e domingo das 9h às 16h. A entrada custa R$ 5, mas crianças até 10 anos e idosos a partir de 60 anos não pagam, além das visitas de grupos escolares agendados. Interessados podem acessar http://abc-bosque.inpa.gov.br/.

Durante os seis dias serão realizadas diversas atividades distribuídas nos períodos da manhã e da tarde, entre visitas guiadas pelo bosque e Centro de Estudos de Quelônios da Amazônia (Cequa), teatro, música, tirolesa, pinturas, charadas, painel de pegada hídrica, jogos educativos Se eu fosse uma gotinha? e Miniestação água. Também será realizado o lançamentos da Cartilha “Macrófitas do Lago Amazônico”, dia 24, das 16h às 17h, e a apresentação do livro do movimento Parangolé Literário, intitulado “ZUUMMM!... O planeta Terra é muito distante daqui...”, nos dias 25 e 28, às 10h. Ainda no dia 28, acontecerá a seleção de voluntários para o Greenpeace.

No domingo (29), no encerramento da programação destacam-se as atividades Um dia de Escoteiro no Bosque da Ciência, atividades práticas com tirolesa/falsa baiana, Visita Guiada e a participação dos visitantes na alimentação dos Jabutis e Tartarugas da Amazônia do Cequa.

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“Queremos com essa programação de aniversário que a comunidade se sinta parte e importante nesse processo de popularização da ciência. Nos últimos anos, está ficando mais difícil desenvolver atividades científicas e educacionais para a sociedade, porque os recursos financeiros e humanos estão mais escassos e as ações exigem mais planejamento e dedicação”, disse o coordenador do Bosque da Ciência, Alexandre Buzaglo.

Localizado em pleno centro urbano de Manaus, o Bosque da Ciência no decorrer dos anos tornou-se também uma opção de lazer e turismo de natureza. O espaço de 13 hectares (equivalente a 13 campos de futebol) tem uma variedade representativa de elementos da Amazônia (fauna e flora) e da cultura da região, por meio da exposição permanente da Casa da Ciência, das atividades no Paiol da Cultura e das várias etnias que expõem artesanatos na Maloca Indígena.

O Bosque da Ciência recebe, por ano, cerca de 120 mil visitantes, mais da metade formada pelo público infantil, estudantes de escolas agendadas e outros públicos que possuem entrada gratuita. Em 2014, o espaço ficou em terceiro lugar entre os dez melhores zoológicos e aquários do Brasil e o sétimo na lista dos 25 da América do Sul no Prêmio Travellers’ Choice, da TripAdvisor.

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Riquezas naturais

Para o pesquisador do Inpa, o botânico Cid Ferreira, que descobriu a Coccoloba, maior folha do mundo, a maioria dos visitantes, inclusive moradores de Manaus, quando adentra no bosque se surpreende com as riquezas naturais que esse importante fragmento florestal na zona urbana de Manaus possui. “De plantas são pelo menos 70 espécies arbóreas”, contou Ferreira que já tem mais de 30 anos de Inpa e colaborou com a identificação e introdução de espécies superiores no bosque.

Ferreira fará uma visita guiada sobre as plantas amazônicas presentes no bosque, na quinta-feira (26), das 10h às 11h30. Na oportunidade, o participante poderá conhecer sobre pau-rosa, andiroba, mogno, guaraná, sapota, uva-da-Amazônia entre outras.

A programação de aniversário do bosque conta com apoio de vários setores do Inpa, dos Escoteiros e parceiros do Bosque.

História

No dia 1º de abril de 1995, na gestão do então diretor Seixas Lourenço, que veio do Museu Emílio Goeldi (Pará), o Inpa inaugurou o Bosque da Ciência. A solenidade contou com a presença do presidente da República, à época, Fernando Henrique Cardoso, ocasião que marcou a abertura das portas do Instituto para a comunidade.

No período, havia uma forte pressão urbana sobre essa área verde e a necessidade de socializar com o público o conhecimento produzido no Inpa, instituto que é referência mundial nos estudos da biodiversidade e dos ecossistemas amazônicos. Foi quando o Inpa transformou a área onde se encontrava a residência do diretor em Bosque da Ciência.

Vários projetos de educação ambiental já foram desenvolvidos pelo Inpa no bosque. Pequenos Guias, importante experiência de educação ambiental (1995 a 2010) que integrou crianças e adolescentes dos bairros vizinhos ao bosque, e Circuito da Ciência, de popularização da ciência com estudantes, são os de maior relevância ambiental e educacional.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     

Inpa estuda manipulação de nutrientes do solo e debate a limitação nutricional da floresta

A ideia da fertilização é testar experimentalmente a hipótese de que a carência de certos nutrientes acaba causando limitações nos ecossistemas da floresta

 

Por Karen Canto (Texto e foto) – Ascom Inpa

 

Seis meses após os primeiros testes experimentais, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) e parceiros apresentam os resultados do projeto Amazon Fertilisation Experiment (Afex). O projeto é um estudo de manipulação de nutrientes do solo, em larga escala, para examinar como a disponibilidade de nutrientes afeta o ciclo de carbono em florestas tropicais.

Em um prazo relativamente curto, o experimento teve como principais respostas: aumento no fluxo dos nutrientes via serapilheira (camada superficial do solo de florestas formada por restos de folhas, galhos, frutos e demais partes vegetais em decomposição misturados a terra); aumento de produtividade do carbono (C) acima e abaixo do solo e, com a adição do fósforo (P), um aumento total da respiração do solo. Além disso, há sinais de que as plantas estão investindo menos em compostos de defesa anti-herbívoros.

A rede de pesquisadores do Afex inclui profissionais do Brasil, Panamá, Austrália e Reino Unido. Os testes consistem em adicionar nutrientes presentes naturalmente em baixa concentração na floresta. Entre os principais nutrientes adicionados à floresta está o fósforo (P), elemento escasso nos solos da região amazônica e importante.

No Brasil, o projeto Afex é desenvolvido sob a coordenação do pesquisador do Inpa Carlos Alberto Quesada, no Laboratório de Biogeoquímica, apoiado pelo Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), LBA e coorganizado pelo Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais (PDBFF) como apoio do pesquisador José Luís Camargo.

Também são parceiros as Universidades de Exeter e de Edimburgo, ambas no Reino Unido, e pelo lado brasileiro, além do Inpa, a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Outra característica com base no experimento é determinar se as limitações nutricionais podem interferir na estruturação da comunidade de invertebrados da serapilheira e nos processos biológicos mediados pela fauna.

A ideia da fertilização é baseada na hipótese de que a carência de certos nutrientes acaba causando limitações no ecossistema da floresta. O foco dos estudos consiste em pesquisar a ecologia do ecossistema, seu funcionamento e como os nutrientes interferem dentro dos mecanismos do funcionamento da floresta. A lógica do experimento é usar a adição de determinados nutrientes para entender o papel deles nos processos da ecologia do ecossistema.

“Como base nos estudos que vêm sendo realizados, constatamos que o fósforo (P), elemento muito escasso nos solos da região, acaba limitando o crescimento das árvores, o processo de fotossíntese, produção de folhas, raízes, interação com microrganismos e vários outros processos”, explica Quesada.

O pesquisador acrescenta que o experimento funciona como uma ferramenta para entender a limitação nutricional em vários parâmetros da floresta. “Como a gente sabe quais nutrientes estão faltando, trabalhamos em cima disso”, explica. “Se o fósforo estiver realmente limitando esses processos, ao ser introduzido mais deste nutriente, a árvore passará a crescer mais e o processo de fotossíntese aumentará”, acrescenta o pesquisador.

Outro processo fundamental para entender o funcionamento do ecossistema é a emissão de dióxido de carbono (CO2) do solo e sua relação com o fósforo. Quesada afirma que com o fluxo de carbono respondendo aos nutrientes, em breve, será possível particionar o efeito da emissão de CO2 das raízes, microrganismos e micorrízas, o que permite entender melhor o efeito dos nutrientes nas plantas e nos microrganismos do solo.

Segundo o coordenador, o Afex é um experimento de longo prazo que funciona como um laboratório a céu aberto. “O objetivo é rodar o projeto por mais 10 ou 15 anos, no mínimo”, garante. Ainda conforme Quesada, a ideia é que o experimento possa permitir, não apenas as respostas do grupo de pesquisadores diretamente envolvidos, mas também as de toda comunidade do Inpa que tiver interesse em estudar limitações nutricionais na floresta.

Ativista científico Sebastião Pinheiro faz conferência sobre agricultura na Amazônia

Sebastião Pinheiro, que chegou a Manaus na última segunda-feira (9), esteve durante uma semana na aldeia indígena Apurinã Novo Paraíso, em Lábrea, município no interior do Amazonas, ensinando indígenas a fazerem análise em saúde do solo

 

Por Luciete Pedrosa (Texto e foto) – Ascom Inpa

 

Somente a agricultura de subsistência, que sobrevive do que colhe, pode ser considerada fora das metas da moderna indústria de alimentos. A afirmação é do ativista e cientista em agricultura e saúde, Sebastião Pinheiro, em palestra no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). O evento contou com a presença maciça de cientistas e mobilizadores de diversas organizações ligadas à questão da agricultura e sustentabilidade na Amazônia.

 

Realizada na tarde de terça-feira (17), no Auditório da Ciência, a conferência “O alento ultrassocial do biopoder camponês” teve múltiplos focos. Tratou desde a questão dos alimentos, traçou um caminho entre a alimentação natural e verdadeira para a artificialização da mesma, passando pela indústria de alimentos, chegando até a tecnologia da agricultura sem veneno e sem artificialismo.

 

Sebastião Pinheiro Foto Luciete Pedrosa INPA 3 Cópia

 

Segundo Pinheiro, a indústria de alimentos é o complexo global coletivo de diversas redes de negócio que conjuntamente suprem muito da energia alimentar consumida pela população do mundo. “A indústria de alimentos aciona a regulação local, regional, nacional e internacional, além de regras e normas para produção e venda, incluindo qualidade, seguridade e atividades de lobby”, explica Pinheiro, um dos mais influentes ativistas científicos em agricultura do país.

 

Para o professor, alguns questionamentos podem ser determinantes para que se tenha no país uma agricultura de qualidade. Segundo ele, na Amazônia existe a Terra Preta de Índio – um tipo de solo escuro caracterizado pela ampla disponibilidade de nutrientes como cálcio, magnésio, zinco, manganês, fósforo e carbono -, que está no Brasil e é um solo feito pela mão humana, que é de uma população tradicional com grande sabedoria.

 

“Como essa população pode nos ajudar a encontrar um discernimento com sabedoria para fazermos uma agricultura de qualidade e como podemos reconhecer neles essa sabedoria, essa cidadania internacional, para salvar este planeta que está em uma situação periclitante?”, questiona o cientista.

 

A vinda de Sebastião Pinheiro a Manaus foi organizada pela Rede Maniva de Agroecologia, Memorial Chico Mendes, Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc) e Operação Amazônia Nativa (Opan) com apoio do Inpa.

 

Sebastião Pinheiro Foto Luciete Pedrosa INPA 1 Cópia

 

Capacitação indígena

 

O cientista, que chegou a Manaus na última segunda-feira (9), esteve durante uma semana na aldeia indígena Apurinã Novo Paraíso, em Lábrea, município no interior do Amazonas, ensinando os indígenas a fazerem análise em saúde do solo. O objetivo foi capacitá-los para que possam determinar quanto de carbono, enxofre e nitrogênio são fixados no solo sem sair da aldeia.

 

Sebastião Pinheiro explica que esta análise feita pelos próprios indígenas é importante, porque ao demonstrarem que estão fixando carbono, enxofre e nitrogênio no solo, os gases de efeito estufa diminuem e ao diminuí-los eles o fazem com o direito de desfrutarem da riqueza, que é a captura de carbono.

 

“O pessoal está muito preocupado em fixar carbono em árvores. O índio com a Terra Preta fixa carbono no solo”, assegura Pinheiro. “Se temos na Amazônia o paul, que é a decomposição do húmus superficial da floresta, transformada em serapilheira, há nesse ambiente micróbios que não podem ser isolados em laboratórios”, explica. “Por isso, temos que fazer com que as populações tradicionais indígenas proponham fixar carbono no solo”.  

 

Para Sebastião Pinheiro, a técnica é simples de fazer e é possível realizá-la com um sistema agroflorestal com pequenos cultivos e com a remineralização do solo que não leva aditivos químicos.

 

O ativista conta que é estranho na Amazônia se utilizar tanto fertilizantes químicos. “Como aqui chove em quantidade muito alta esse fertilizante certamente será desviado contaminado o solo e os rios e não funcionará”, diz. “Então, essa realidade tem que ser estudada em cada caso e os índios são peritos nisso”.

 

Depois de Manaus, o ativista sugue para Carauari (AM), onde ficará cerca de dez dias capacitando os extrativistas e ribeirinhos em saúde do solo.

 

Sobre o palestrante

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Sebastião Pinheiro possui uma carreira acadêmica extensa e com atividades junto às populações e movimentos sociais. Estudou em Jaboticabal (SP), graduou-se na Argentina e fez pesquisas na Alemanha, em Toxicologia e Poluição Alimentar e Meio Ambiente. Foi professor na Universidade Federal do Rio Grande do SUL (UFRGS), junto ao Núcleo de Economia Alternativa da Faculdade de Ciências Econômicas. É autor e coautor de diversos livros como “Ladrões da Natureza” e “Saúde do solo versus agronegócios”. Tem participação no desenvolvimento de políticas públicas e discussões sobre agricultura em nível nacional e internacional.

Inpa capacita com jogo de simulação ambiental 180 professores de geografia da Semed

O projeto Ecoethos da Amazônia é um jogo de simulação do comportamento ambiental, com o objetivo de ampliar conhecimentos e reflexões sobre práticas cotidianas

Da Redação – AscomInpa

Foto: Acervo Lapsea

 

Treinar professores para que possam trabalhar a temática da educação ambiental dentro da sala de aula tendo como base a metodologia utilizada na plataforma Ecoethos da Amazônia. Este é o objetivo das oficinas de capacitação para cerca de 180 professores de geografia da rede pública municipal de ensino, no Laboratório de Psicologia e Educação Ambiental (Lapsea) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC).

A primeira de três oficinas acontecerá nesta quinta-feira (19), das 8h às 11h e das 14h às 17h. As demais serão nos dias 10 e 17 de maio. Cada oficina contará com um público diferente, todos professores de geografia dos seis distritos educacionais da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que utiliza a atividade como parte do seu programa de formação continuada dos docentes. Em outros anos foram capacitados professores de outras áreas, como matemática, língua portuguesa e ciências.

O Ecoethos da Amazônia é uma plataforma de educação ambiental, desenvolvida pelo Lapsea, em 2014. Cerca de oito mil pessoas já passaram pela capacitação. Na prática, a plataforma é um jogo de simulação do comportamento socioambiental. A finalidade é ampliar conhecimentos e reflexões sobre práticas cotidianas que podem estar na origem de muitos problemas ambientais atuais, como desperdício de água, poluição e aquecimento global.

 

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A juventude (escolares e não escolares) é o principal público-alvo do jogo. A proposta é estimular a responsabilidade e o compromisso socioambiental de cuidados utilizando a simbologia dos elementos biofísicos: água, ar, fogo e terra.

“O Ecoethos é uma metodologia diferenciada. Ao mesmo tempo em que traz problemas ambientais mais fortes dentro de cada um dos elementos naturais, o Ecoethos traz uma possibilidade metodológica diferenciada, mais lúdica, interativa, dinâmica, para além da aula expositiva ou que utiliza data show”, ressalta a pesquisadora do Inpa e coordenadora do Lapsea, a psicóloga Maria Inês Higuchi.

Conforme a pedagoga e uma das coordenadoras do projeto Ecoethos da Amazônia, a tecnologista Genoveva Azevedo, na oficina, além das vivências a partir do jogo de simulação – maquete com modificação de cenários conforme as decisões -, os professores são estimulados a pensar sobre possibilidades de aplicação da metodologia nos seus planejamentos de aula.

 

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A parceria com a Semed vem de longa data, e desde o ano passado a plataforma Ecoethos da Amazônia passou a ser um elemento importante na formação dos professores. “A vivência no Jogo e a reflexão pós-vivência podem auxiliar na inserção da temática da educação ambiental dentro da sala de aula”, explica Azevedo.

Os interessados em participar do Ecoethos no Inpa podem entrar em contato com a coordenação para agendar previamente a atividade por meio dos e-mails: higuchi.mig@gmail.com; driterra@gmail.com; genopan@gmail.com; ou pelos fones 3643-3145 (Maria Inês/Adriana) ou 3643-3361 (Genoveva), no horário comercial. O Laboratório do Lapsea fica dentro do Bosque da Ciência do Inpa.

Inpa recebe um dos mais influentes ativistas científicos em agricultura do país

No Congresso, Sebastião Pinheiro vai tratar das vantagens da agricultura camponesa frente ao modelo do agronegócio

 

Por Dafne Spolti – Opan

 

Nesta terça-feira (17), às 16h, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) recebe o professor Sebastião Pinheiro para a conferência “O alento ultrassocial do biopoder camponês”. Agrônomo, cientista e ativista em agricultura e saúde, o professor Sebastião irá falar dos ganhos e as características dos modos de plantio de camponeses e de populações tradicionais – apresentando as técnicas envolvidas – em contraposição ao agronegócio e aos danos associados a esse modelo.

 

Sebastião Pinheiro possui uma carreira acadêmica extensa e com atividades junto às populações e movimentos sociais. Estudou em Jaboticabal (SP), graduou-se na Argentina e fez pesquisas na Alemanha, em Toxicologia e Poluição Alimentar e Meio Ambiente. Foi professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), junto ao Núcleo de Economia Alternativa da Faculdade de Ciências Econômicas. É autor e coautor de diversos livros como “Ladrões de Natureza” e “Saúde no solo versus agronegócios”. Tem participação no desenvolvimento de políticas públicas e discussões sobre agricultura a nível nacional e internacional.

 

Márcio Menezes, da Rede Maniva de Agroecologia, que é uma das organizadoras do evento, destacou que além da complexidade dos agroecossistemas e dos aspectos produtivos, o professor traz uma visão ampliada do universo da agricultura familar, tratando conceitos do campesinato – com a luta pela terra, os aspectos políticos envolvidos – além da própria agricultura familiar, guardiã de alimentos, da genética agrícola, que se perde com o avanço do agronegócio. “O evento será importante para provocar reflexões e se contrapor ao agrobusiness que avança sobre a Amazônia”, disse.

 

Para o diretor do Memorial Chico Mendes, que também está organizando o evento, Adevaldo Dias, a conferência irá contribuir na conscientização para uma agricultura que concilia a saúde do solo com a melhor qualidade de vida dos próprios agricultores, sem uso de agrotóxico, sem exploração de um trabalhador sobre o outro. “A palestra dele ganha uma importância por abordar esses temas, por despertar a gente para esse novo modelo de agricultura mais saudável, mais sustentável e que produza alimentos de verdade”, destaca.

 

Além do Inpa, da Rede Maniva de Agroecologia e do Memorial Chico Mendes, fazem parte da organização do congresso a Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc) e a Operação Amazônia Nativa (Opan). O evento, aberto ao público, será no auditório Bosque da Ciência do Inpa, localizado na avenida André Araújo, 2936, bairro Petrópolis, em Manaus.

Inpa encerra campanha de coleta de materiais do programa nacional de reciclagem

s valores obtidos com a campanha no Inpa serão revertidos a uma escola. Apesar de ter mais coleta no instituto, o Lapsea destaca a importância dos descartes nas coletas seletivas da cidade

 

Da Redação – Ascom Inpa*

        

O Laboratório de Psicologia e Educação Ambiental do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Lapsea/ Inpa) encerra a partir desta segunda-feira (17) a coleta de resíduos de higiene bucal (como escovas, tubos de creme dental e embalagens) e esponjas de lavar louças, já que a TerraCycle interrompeu o recebimento dos materiais por tempo indeterminado. As caixas coletoras instaladas no instituto estão sendo retiradas.

“Agradecemos a todas as Coordenações do Instituto e aos servidores, estudantes e estagiários que ficaram responsáveis nos Laboratórios e Setores”, disse uma das coordenadoras da campanha no Inpa, a tecnóloga Genoveva Azevedo.

A campanha fazia parte do Programa Nacional da Scotch-Brite que se juntou à TerraCycle para criar um programa de reciclagem de esponjas de limpeza de uso doméstico e de escovas de dentes e suas respectivas embalagens.

 

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De junho de 2016 até dezembro de 2017 foram coletados 2.894 itens, equivalente a 17 kg no total, sendo o Campus 1 o maior coletor. O montante resultou em 1.184 pontos que foram convertidos em R$ 88,00 no total.

Com o encerramento da campanha e o envio das últimas remessas até final de maio, o Lapsea espera o recebimento dos valores correspondentes, que serão repassados para uma escola. “Esse processo significou uma grande redução de resíduos que iriam parar nos aterros e lixões a céu aberto, contribuindo assim para a qualidade de vida de nossa população, dos rios e igarapés”, destacou Azevedo.

Segundo a coordenação, apesar não ter mais os coletores, é importante que todos continuem com a coleta e descarte em coletas seletivas. Os caminhões da coleta seletiva da Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp) têm uma média de 12 rotas diárias, atendendo a 122 localidades. Procure saber qual é o dia do seu bairro/condomínio/conjunto atendido pelo serviço no sitehttp://semulsp.manaus.am.gov.br/coleta-seletiva/.

Mais informações podem ser obtidas com o Lapsea/Inpa pelo telefone 92 3643-3361 (horário comercial).

*Com informações do Lapsea

Manaus participará pela primeira vez do “Desafio Natureza nas Cidades 2018”

Estima-se que neste ano sejam registradas mais de 500 mil fotografias por pelo menos 10 mil participantes. Serão 65 cidades do mundo competindo para ver quem registrará mais plantas e animais

 

Da Redação - Ascom Inpa e Assessoria do Desafio

Fotos: Acervo Werneck, Desafio Natureza nas Cidades e Anselmo d’Affonseca

 

Envolver e atrair o maior número de pessoas a “compartilhar” a natureza da cidade, fotografando e enviando para a plataforma iNaturalist imagens de animais, plantas e outros organismos. Este é o objetivo principal do “Desafio Natureza nas Cidades 2018” ou City Nature Challenge, que acontece pela primeira vez em Manaus entre os dias 27 e 30 de abril. A capital do Amazonas é uma das 65 cidades do mundo participante evento.

 

 

Estima-se que neste ano sejam registradas mais de 500 mil fotografias por pelo menos 10 mil participantes de várias partes do mundo. Os registros contendo nomes e localidades das espécies serão imediatamente depositados no Sistema Global de Informação sobre Biodiversidade, em inglês “Global Biodiversity Information Facility”, uma organização internacional dedicada à disponibilização de dados sobre biodiversidade.

 

 

 

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“Seria impossível para os cientistas investigar todos os bairros e ruas de Manaus, por esse motivo o apoio do público é imprescindível”, explica a coordenadora do evento, em Manaus (AM), a bióloga e doutora em Ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), Helena Aguiar, que também conta com a colaboração da pesquisadora Fernanda Werneck, embaixadora do evento na capital amazonense.  

      

Para Aguiar, que estuda o gavião-real, Manaus está inserida no coração da Amazônia, numa área repleta de biodiversidade, mas, ainda assim, os habitantes não deixam de estar em uma das maiores metrópoles brasileiras e, por este motivo, nem sempre estão atentos às maravilhas da natureza.  

 

A ecóloga explica que um dos objetivos do “Desafio Natureza nas Cidades” é reconectar as pessoas à natureza presente nas cidades, empoderando o conhecimento e a valorização da biodiversidade local, além da integração de pessoas apaixonadas pela natureza. “Neste aspecto a ciência cidadã é essencial, pois empodera todas as pessoas para agir em prol da conservação de forma direta e ativa”, destaca Aguiar.

 

Werneck espera contar com a adesão do público em todos os bairros com áreas verdes e parques da cidade. “Alguns pontos focais poderão ser alvo de grupos como o Bosque da Ciência do Inpa, uma área verde em pleno centro urbano da cidade de Manaus, mas a participação individual é muito importante”, destaca.

 

FernandaWerneckAcervopesquisadora

 

A pesquisadora do Inpa os efeitos das mudanças climáticas nos riscos de extinção e capacidade adaptativa das espécies de lagartos da Amazônia, do Cerrado e da zona de transição entre esses biomas. No ano passado, ela foi uma das 15 agraciadas na edição internacional da premiação Rising Talents. No ano anterior, Werneck venceu o prêmio Para Mulheres na Ciência, pela L'Oréal, juntamente com a Unesco e a Academia Brasileira de Ciências (ABC).

 

Com a atividade, a organização espera que a população orgulhe-se mais da biodiversidade de sua cidade, valorizando cada um dos seres vivos que habitam o ambiente urbano, conscientizando-se de sua importância, e entendendo um pouco mais sobre o importante trabalho dos cientistas em prol da conservação das espécies.

 

 

“Todos os cidadãos de Manaus poderão se envolver com este trabalho, tornando-se cidadãos-cientistas e participando do Desafio Natureza nas Cidades”, diz Aguiar. “A ciência cidadã tem como um dos seus pilares aproximar as pessoas da ciência e mostrar que todos podem contribuir mesmo em seus cotidianos e que a ciência é um bem comum de todos”, explica.  

 

 

Este ano, sete grandes metrópoles brasileiras estarão participando do Desafio, incluindo Manaus (AM), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Campo Grande (MS), São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Florianópolis (SC).

 

 

Ação global

 

 

DesafioNaturezaCidades2018

 

A ação global convoca todas as pessoas, de qualquer idade, entusiasta e ativistas dedicados à conservação da natureza e aqueles que desejam um dia se tornar cientistas atuantes na área, além de curiosos e marinheiros de primeira viagem a observar, registrar e submeter as fotos entre os dias 27 de abril, às 12h01 (fuso horário local) e 30 de abril, às 23h59, na plataforma e aplicativo oficial do evento iNaturalist.

 

 

Os participantes do Desafio poderão ainda participar das identificações de todos os registros auxiliados por um time de voluntários da comunidade, entre os dias 1º e 3 de maio. Os resultados finais serão divulgados no dia 4 de maio. 

     

Sobre o Desafio

 

O Desafio Natureza nas Cidades (City Nature Challenge) foi inicialmente lançado em 2016 como uma iniciativa dos pesquisadores Lila Higgins, do Museu de Los Angeles de História natural (NHMLA), e Alison Young, da Academia de Ciências da Califórnia (CAS).

 

Em 2017, o evento alcançou 16 cidades participantes exclusivamente nos Estados Unidos, onde voluntários alcançaram impressionantes 125 mil registros de fauna, flora e outros organismos presentes em seus municípios.

 

Já em 2018, o Desafio Natureza nas Cidades inicia sua expansão se tornando um programa global. É lançado no Brasil graças à parceria entre os pesquisadores Lila Higgins e Alison Young com o pesquisador em Conservação da Biodiversidade e um dos maiores especialistas em Ciência Cidadã, o brasileiro Sandro Von Matter, ativista do Russell E. Trains Legacy Scholar.

 

Como participar?

 

Sauim de coleira foto Anselmo dAffonsecainpa

 

1. Primeiro encontre animais, plantas e outros organismo. Qualquer tipo de planta, árvore, orquídea, capins, entre outras, além de musgos, fungos, líquens ou qualquer tipo de animal (aves, mamíferos, répteis, anfíbios, peixes, moluscos, insetos, aracnídeos, vermes, protozoários), basicamente qualquer forma de vida nativa de sua região, incluindo evidências de vida selvagem (pegadas, conchas, penas, pelos e até animais mortos).

 

2. Tire uma foto do que encontrou. É essencial que você registre a sua descoberta com uma fotografia e, principalmente, anote o lugar exato de sua observação. O modo mais fácil é utilizando o aplicativo oficial, mas você pode também utilizar sua câmera fotográfica e subir as imagens e dados da localização do registro no portal iNaturalist.

 

 

3. Inclua suas observações na página de sua cidade. Faça o upload de suas observações na plataforma iNaturalist , durante os dias do evento (27 a 30 de abril). Acesse a aba cidades do site (www.desafionaturezanascidades.com.br) e envie seus registros diretamente pra a área exclusiva de sua cidade inscrita na competição. Você poderá enviar as suas imagens criando uma conta na plataforma de compartilhamento de dados do iNaturalist ou diretamente pelo smartphone através do aplicativo.

Comunicado Oficial

COMUNICADO

É sabido que a crise que atingiu o Brasil nos últimos anos também vem afetando a área científica e tecnológica. No Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a situação não foi diferente. Há anos o INPA vem funcionando com investimentos abaixo do necessário, porém com responsabilidade e criatividade estamos cumprindo nossos compromissos legais, contratuais e fazendo pesquisas importantes não só para o país, a exemplo da torre de monitoramento climático ATTO e de conservação de espécies como pau-rosa e o peixe-boi da Amazônia.

Conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA), o INPA fechou o ano de 2015 com recursos na ordem de R$30.959.609,00 (após suplementação) e para este ano o orçamento inicial foi de R$ 25.565.364,00, com previsão de receber recursos suplementares de aproximadamente R$ 16.500.000,00. Isso significa que utilizando como comparação o orçamento de 2018 (sem suplementação) com o recurso de 2015, a redução foi de 17,4%. Já se o orçamento deste ano for comparado com o de 2017 (R$ 42.335.629,00), a queda foi de 39,6%.

O orçamento do MCTIC é utilizado para pagar principalmente os contratos e serviços de manutenção do Instituto, como segurança, limpeza, combustível, água e luz. Os salários dos atuais 561 servidores, dos quais 158 são pesquisadores (28%), não são pagos pelo orçamento do INPA, mas diretamente pelo Governo Federal, desonerando os custos de folha de pagamento dos nossos gastos.

Em função dos compromissos de gestão, as pesquisas do Instituto recebem uma pequena fatia do orçamento do INPA, algo em torno de 20% do valor que entra. O recurso é utilizado, principalmente para pagar serviços de custeio e manutenção de laboratórios, além de repasses para os 65 grupos de pesquisas, conforme a produção de cada um. Na prática, a pesquisa do INPA, bem como de outras Instituições de Ciência e Tecnologia do país, mantém-se por meio de captação financeira de editais e chamadas públicas advindas de fontes externas, que também reduziram nos últimos, como CNPq, FINEP, CAPES, FAPEAM, além de recursos provenientes de cooperações internacionais, das quais destacamos Alemanha, Inglaterra, Japão e Estados Unidos.

O INPA é uma referência mundial nos estudos da biodiversidade e dos ecossistemas amazônicos e a instituição vem demonstrando competência própria para buscar alternativas. Apesar das consequências negativas da crise e dos cortes, a situação tem levado o Instituto a tornar-se mais eficiente e criativo no uso dos recursos financeiros e humanos (40% dos servidores preenchem os requisitos para se aposentar), e isso é refletido no cumprimento da maioria das metas de gestão, além de fortalecer parcerias com instituições nacionais e estrangeiras, o que do ponto de vista da ciência pauta a produção técnico-científica.

A Direção do INPA

DADOS

  • INPA – INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA
  • Criado Em 1952 e implementado em 1954
  • Servidores – 561 ativos, sendo 158 pesquisadores. O quadro de recursos humanos é 40% do máximo que já teve, situação semelhante a outros institutos brasileiros.
  • Não há previsão de Concurso Público. A necessidade mínima é de 250 servidores.
  • Atualmente há 184 projetos de pesquisas registrados.
  • 65 Grupos de Pesquisas distribuídos nos quatro focos: Biodiversidade (COBIO); Dinâmica Ambiental (CODAM); Sociedade, Ambiente e Saúde (COSAS); Tecnologia e Inovação (COTEI).
  • Tem 10 cursos de Pós-Graduação, cerca de 600 alunos de mestrado e doutorado.
LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL / LOA - INPA
ANO VALOR INICIAL PROVISÃO RECEBIDA + OS RECURSOS SUPLEMENTARES TOTAL RECEBIDO
2015 R$ 28.568.442,88 R$ 2.391.167,00 R$ 30.959.609,00
2016 R$ 23.329.804,00 R$ 11.889.936,00 R$ 35.219.740,20
2017 R$ 35.748.621,00 R$ 6.587.008,00 R$ 42.335.629,00
2018 R$ 25.565.364,00 ~R$ 16.000.000,00*  

   *a previsão é de ter ao longo do ano uma suplementação de R$ 16,5 milhões.

Manaus, 12 de abril de 2018.

Comissão de Ética Profissional do INPA – CEI/INPA

O Decreto 6.029, de 01 de fevereiro de 2007 vincula à Comissão de Ética Pública à Comissão de Ética Profissional do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (CEI/INPA). Além disso, estabelece que essa comissão esteja integrada ao Sistema de Gestão da Ética do Poder Executivo Federal, atendendo à Resolução CEP n°10 de 29 de setembro 2008 que trata da Organização e Funcionamento das Comissões; Procedimento e Rito Processual.

 

Criada pela Portaria nº 242/16 e modificada pela Portaria nº 248/17, a Comissão de Ética do INPA é composta por membros servidores titulares e suplentes. Os titulares são Zenaide Aparecida Figueiredo (presidente), Adriano José Nogueira Lima e Wallace Loureiro de Souza (membros); enquanto os suplentes são Ana Rosa Tundis Vital Trigo, Leonardo Brandão Matos e Mylene Dutra Barbosa de Souza. Integra ainda a Comissão a secretária executiva Fernanda Tatiane dos Santos Reis e a secretária executiva adjunta Claudia Malveira de Souza.

 

A CEI/INPA tem a responsabilidade de promover a ética e conscientizar seus colaboradores quanto ao comportamento ético. Pois, o servidor não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta (Inciso II, Anexo do Código de Ética Profissional). Nesse sentido, é atribuição desta CEI fornecer, aos organismos encarregados da execução do quadro de carreira dos servidores, os registros sobre a conduta ética do servidor, para o efeito de instruir e fundamentar promoções e para todos os demais procedimentos próprios da carreira do servidor público.

 

Entre as finalidades, esta CEI atuará como instância consultiva do dirigente e dos servidores; além de orientar e aconselhar sobre a conduta ética do servidor, inclusive no relacionamento com o cidadão e no resguardo do patrimônio público; apurar fato ou conduta em desacordo com as normas éticas pertinentes; recomendar, acompanhar e avaliar o desenvolvimento de ações objetivando a disseminação, capacitação e treinamento sobre as normas de ética e disciplina.

 

A orientação para consultas, processos e formulação de denúncias deve ser dirigida à presidente da Comissão de Ética do INPA e encontra-se disponível no Portal do INPA, no menu Institucional, aba Órgãos Colegiados, Comissão de Ética Profissional. Procurar a Comissão não significa necessariamente entrar com denúncia, o interessado poderá fazer uma consulta de como proceder em determinada situação.

 

O atendimento presencial da Comissão acontece às terças-feiras das 8h30h às 11h30 e das 14h30 às 17h30h em sala própria, localizada no térreo do prédio da diretoria do INPA, Campus I (Av. André Araújo, 2936, bairro Petrópolis, Manaus-AM). Os agendamentos para atendimentos podem ser realizados pelo telefone (92) 3643-3624 (somente no dia de atendimento) ou ainda pelo e-mail cei.inpa@inpa.gov.br

  

A Comissão vem para contribuir com os relacionamentos interpessoais dos servidores do INPA. Busca a dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais, ou seja, devem nortear o servidor público (Inciso I, Anexo do Código de Ética Profissional). Em atendimento ao art. 2º, XXIV, da Resolução CEP n. 10, de 29 de setembro de 2008, o plano de trabalho de gestão ética foi elaborado e para ser executado esta Comissão vem dar publicidade à existência e ao papel da CEI. Além disso, dar orientações junto às coordenações sobre condutas em desacordo com as normas éticas estabelecidas como desrespeito, falta de gentileza e assédios.