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Centro de Aquicultura foca em capacitação e desenvolvimento de ração experimental

Inauguração da revitalização do centro contou com a presença de estudantes, produtores e autoridades ligada à piscicultura do Amazonas

 

Por Cimone Barros (texto e foto) – Ascom Inpa

 

Área estratégica para a economia do Amazonas, a piscicultura ganhou nesta quarta-feira (21) um reforço com a inauguração da Revitalização de Centro de Aquicultura do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). No novo espaço foram instaladas a fábrica de ração e uma sala de aula para 30 pessoas, onde será possível melhorar as pesquisas na área de nutrição de peixes nativos, produzir ração experimental de melhor qualidade e capacitar produtores e técnicos do setor.

 

“Temos aqui um tipo de pesquisa com possibilidade de agregar e ter produtos voltados a toda a uma cadeia produtiva que atende diretamente a sociedade, mas hoje também temos a renovação de parceria que são tão importantes para as nossas instituições”, destacou o diretor do Inpa, o pesquisador Luiz Renato de França.

 

 

Inauguração da Revitalização do Centro de Aquicultura Foto Cimone Barros INPA 104

 

O centro de Aquicultura é parte de um complexo de prédios da Estação Experimental em Piscicultura do Inpa. Criada em 1976, a estação possui uma área de quatro hectares no campus III (V8), localizado no conjunto Morada do Sol, Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus. As obras da revitalização foram planejadas pelo setor de Engenharia e Arquitetura do Inpa.

 

“Hoje estamos realizando um sonho antigo. A fábrica de ração já existia, mas numa estrutura precária e que não atendia as nossas necessidades. Agora, essa fabrica é o primeiro passo para que possamos modernizar também os equipamentos”, disse a pesquisadora do Inpa Elizabeth Gusmão, líder do Grupo de Pesquisa Aquicultura na Amazônia Ocidental.

 

Na fábrica de ração há uma extrusora, um equipamento de grande porte que por anos ficou acomodada em um espaço inadequado, e que está passando por um processo de manutenção, com apoio do edital Pró-equipamentos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A extrusora monorosca possui a capacidade de produzir até 400 quilos de ração por hora.

 

Inauguração da Revitalização do Centro de Aquicultura Foto Cimone Barros INPA 100

 

Atualmente são desenvolvidas formulações utilizando vísceras e carcaças de aruanã, já que do peixe é comercializado principalmente o filé, e farinha de inseto à base da mosca soldado negro. Essa mosca na fase larval é muito rica em proteína. As larvas da mosca são produzidas pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

 

“Das vísceras e carcaças podem ser feitos subprodutos para inserir na ração. E com a compra de um novo equipamento que ainda vai chegar – uma extrusora a frio - poderemos fazer ração para atender desde a fase larval do peixe até a fase do reprodutor com a produção de peletes maiores (granulometria maior), o que a gente não podia fazer”, disse a pesquisadora do Inpa Lígia Uribe.

 

A revitalização do Centro é um investimento do Projeto “Implantação de Unidades Demonstrativas Agroflorestais na Amazônia (IUDAA)”, subprojeto Aquicultura, coordenado por Elizabeth Gusmão. A coordenação geral é da titular da Coordenação de Tecnologia Social (Cots/Inpa), Denise Gutierrez. O IUDAA conta com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e atua nas áreas de piscicultura e plantios agroflorestais.

 

De acordo com o presidente da Fapeam, Édson Barcelos, a piscicultura é uma prioridade do Governo do Amazonas para financiamento e investimento em pesquisa. “Sem conhecimento não tem como ter uma piscicultura competitiva e precisamos fazer isso de forma sustentável contribuindo para a manutenção dos estoques pesqueiros naturais”, destacou. “Estamos trabalhando para termos um edital Pró-Estado grande para apoiar a piscicultura. Nossa meta é ter projetos de cinco, dez anos”, adiantou.

 

Inauguração da Revitalização do Centro de Aquicultura Foto Cimone Barros INPA 48

 

Na sala de aula serão ministrados cursos de extensão, com aulas práticas podendo contar com os laboratórios e os equipamentos do Centro de Aquicultura. As aulas são ministradas pela equipe de Aquicultura e parceiros do projeto IUDAA – Universidade Federal do Amazonas e Universidade Nilton Lins, que possui o curso de Pós-Graduação em Aquicultura (Mestrado e Doutorado) em ampla associação com o Inpa.

 

Piscicultura no Amazonas

 

Atividade emergente no Amazonas, mas com intenso potencial de crescimento, a piscicultura sofre com problemas cruciais. Um deles é o custo da ração, que responde de 75% a 85% da produção. Em Rondônia, um saco de 25 quilos de ração com 25% de proteína custa de R$ 30 a R$ 32, aqui sobe para R$ 39 a R$ 46.

 

“Gerar conhecimento e tecnologias voltadas as nossas espécies nativas é fundamental nesse processo para que tenhamos vantagem competitiva”, destacou o secretário executivo adjunto de Pesca e Aquicultura, Geraldo Bernardino.

 

Conforme Bernardino, por ano, são comercializados no estado cerca de 50 mil toneladas de pescado advindo da piscicultura, metade é oriunda de Rondônia e Roraima. Das 25 mil toneladas produzidas no Amazonas, especialmente nos municípios próximos de Manaus, o tambaqui representa 90% e o restante é composto por matrinxã, pirapitinga e pirarucu.

 

Inauguração da Revitalização do Centro de Aquicultura Foto Cimone Barros INPA 52

Inpa inaugura nesta quinta-feira revitalização do Centro de Aquicultura

Melhoria na infraestrutura inclui reforma de prédio e construção de espaços para alojar fábrica de ração de peixes e sala de sala. As obras fazem parte do Projeto de Implantação de Unidades Demonstrativas Agroflorestais, subprojeto Aquicultura

 

Da Redação – Ascom Inpa

Foto: Andreza Leão

 

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) inaugura nesta quinta-feira (21), às 9h, a revitalização do Centro de Aquicultura, localizado no Campus III, Morada do Sol, zona Centro-Sul de Manaus. Além das reformadas realizadas no prédio da aquicultura, foram construídos dois novos espaços para instalar a fábrica de ração e uma sala de aula. Com a revitalização, será possível melhorar as pesquisas, principalmente na área de nutrição de peixes, e a oferta de capacitação de produtores rurais e técnicos do setor.

 

“Essa nova infraestrutura será uma grande contribuição para o setor aquícola no Amazonas, área considerada estratégica para a economia do Estado”, destacou a pesquisadora do Inpa Elizabeth Gusmão, líder do Grupo de Pesquisa Aquicultura na Amazônia Ocidental.

 

O Centro de Aquicultura faz parte de um complexo de prédios da Estação Experimental em Piscicultura. Criada em 1976, essa estação possui uma área de 40.000 m2, e hoje está ligada à Coordenação de Tecnologia e Inovação (Cotei/Inpa). É considerada a mais completa infraestrutura para realização de trabalhos de pesquisa no Amazonas, e uma das maiores da região Norte do país.

 

Na revitalização do Centro foi construído um prédio de 150 m2 para as novas instalações da fábrica de ração e uma sala de aula totalmente equipada com capacidade para atender 30 participantes de minicursos ministrados pela equipe da Aquicultura do Inpa e parceiros.

 

As obras são fruto do Projeto “Implantação de Unidades Demonstrativas Agroflorestais na Amazônia (IUDAA)”, subprojeto Aquicultura, coordenado por Gusmão. A coordenação geral é da titular da Coordenação de Tecnologia Social (Cots/Inpa), Denise Gutierrez. O IUDAA conta com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e atua nas áreas de piscicultura e plantios agroflorestais.

 

Fábrica de ração

 

O novo prédio da fábrica de ração é um desejo antigo dos pesquisadores da Aquicultura do Inpa. Segundo Elizabeth, a extrusora, um equipamento de grande porte que exige uma estrutura adequada, ficou, durante anos, acomodada em um espaço provisório e inadequado.

 

“No novo espaço, esperamos contribuir, ainda mais, com as pesquisas sobre nutrição e alimentação de peixes nativos, melhorando a eficiência na qualidade de nossas rações experimentais, além de atender nossos parceiros de outras instituições do Amazonas”, contou.

 

Com capacidade de produzir até 400 quilos de ração por hora, a extrusora está passando por um processo de manutenção, com apoio do Edital Pró-equipamentos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

 

Além do diretor do Inpa, o pesquisador Luiz Renato de França, foram convidados para a Cerimônia de Inauguração o secretário de Produção Rural, José Aparecido dos Santos; o Secretário Executivo Adjunto de Pesca e Aquicultura, Geraldo Bernardino; o Diretor-Presidente da Fapeam, Édson Barcelos; ex-gestores do Inpa, pesquisadores de outras instituições, técnicos, alunos de pós-graduação e produtores rurais.

 

Capacitação

 

A construção da sala de aula proporcionará aos cursos de extensão melhores condições. Eles serão ministrados pela equipe da Aquicultura e os parceiros dentro do projeto IUDAA/Finep - Universidade Nilton Lins e Universidade Federal do Amazonas.

 

“As aulas práticas poderão contar agora com os laboratórios e os equipamentos de pesquisa do Centro em Aquicultura, possibilitando melhor aprendizado, além de aproximar produtores e técnicos do Amazonas com os pesquisadores do Inpa”, destacou Elizabeth Gusmão.

Aumento dos casos de filhotes de peixes-bois presos em malhadeiras preocupa o Inpa

O Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Inpa trabalha para lançar campanha para sensibilizar pescadores e comunitários sobre como proceder nos casos de captura acidental. Situação ameaça a espécie, além da caça ilegal e degradação ambiental

 

Por Cimone Barros (texto e foto) – Ascom Inpa

 

O aumento da captura acidental de filhotes de peixes-bois-da-amazônia em redes de pesca no Amazonas, nas últimas semanas, preocupa cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). Do dia 31 de maio até meados de junho foram cinco capturas de filhotes da espécie ameaçada de extinção, dos quais três já chegaram ao Instituto e estão sob cuidados. Em um ano, o Inpa recebe de 10 a 12 animais.

De acordo com o veterinário Anselmo D’Affonsca, o estado geral dos animais é bom, mas por serem muito pequenos inspira cuidados. “Antigamente a gente recebia quase 80% dos filhotes em péssimas condições, hoje é o contrário”, contou.

A instituição está planejando uma campanha de sensibilização para orientar pescadores e comunitários a como proceder no caso de captura acidental de filhotes de peixes-bois em redes de pesca, a mais comum é a malhadeira. Se o filhote ficar preso na malhadeira e aparentemente está em bom estado de saúde, ainda que com pequenos arranhões e cortes superficiais, a orientação é soltá-lo imediatamente porque a mãe pode estar próxima, mesmo que a pessoa não a veja. O animal possui “ótima cicatrização”.

 

FilhotepeixeboiFotoCimoneBarrosINPA

 

“Essa é uma espécie que tem um cuidado parental forte e dificilmente a mãe abandona. Muitas vezes, o filhote cai na malhadeira colocada no capinzal e nas bordas do igapó, mas a mãe pode estar perto”, explicou a chefe do Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Inpa, a pesquisadora Vera Silva. “Se a mãe estiver por ali, ela vai chamar o filhote e ele vai na direção da mãe. Porém, se tirar o filhote do local, a mãe não vai mais ouvir e vai embora”.

De acordo com o veterinário Anselmo D’Affonseca, o resgate para transportar o animal para o Inpa é indicado nos casos em que o filhote de peixe-boi está muito magro, com ferimentos graves e cortes profundos. “Ou ainda filhotes que aparentam estar com problemas, como ficar boiando ou virar de barriga para cima”, orientou.

Os resgates são feitos pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). O estado geral dos três animais que chegaram nos últimos 15 dias ao Inpa é bom, mas inspira cuidados. Eles são os primeiros filhotes resgatados este ano e vieram de Urucará, Itacoatiara e Tefé. O Inpa está aguardando chegar outro animal de Itacoatiara e um quinto filhote que viria do Careiro da Várzea, na última sexta-feira, caiu na água e sumiu, após o banzeiro alagar a canoa que em que estava sendo transportado.

Conforme o veterinário, a espécie mama até os dois anos e a chance do filhote que fugiu sobreviver sozinho na natureza é mínima, caso não encontre a mãe. “Nos tanques do Inpa já houve caso de uma fêmea que perdeu o bebê adotar um filhote”, conta D’Affonseca. “Também existe a possibilidade de em alguns dias esse mesmo filhote ser encontrado por ribeirinhos”, completou.

No Instituto, os filhotes ficam até os dois anos no berçário do Parque Aquático Robin C. Best, Bosque da Ciência, onde recebem mamadeira com fórmula artificial desenvolvida pela Inpa, depois são desmamados e vão para o tanque maior, onde permanecem de dois a três anos até entrarem no Programa de Reintrodução de Peixes-Bois.

Reabilitação

Atualmente, há 56 peixes-bois nos tanques de Manaus (área de cativeiro), 18 deles filhotes. Na fazenda de Manacapuru (município a 68 quilômetros de Manaus) estão outros 13 animais que passam pelo processo de preparação (semicativeiro) antes da soltura definitiva na natureza. Há mais de 40 anos o Inpa trabalha com a reabilitação e pesquisas com esses animais.

 

Anselmo DAffonseca foto Cimone Barros 1

 

Conforme D’Affonseca, a reprodução do peixe-boi está associada ao ciclo hidrológica da Amazônia. O pico dos nascimentos ocorre de fevereiro a maio quando as águas já subiram e há uma farta oferta de alimento para as fêmeas que estarão em período final de gestação ou amamentando, o que exige alta demanda energética. “Mês de junho não é comum recebermos filhotes. Isso acontece nos meses anteriores, e ainda estamos tentando entender o que houve para recebermos essa ‘chuva de filhotes’ agora”, contou.

Herbívoros, na natureza os peixes-bois se alimentam de plantas aquáticas como capim membeca, capim-navalha e mureru. No cativeiro, o cardápio é complementado com vegetais como abóbora, cenoura, feijão de metro e couve.

Mamífero aquático mais caçado do país, o peixe-boi enfrenta ainda outras ameaças como a destruição e degradação ambiental. A caça do animal é proibida desde 1967, porém a carne ainda é muito apreciada na região, exigindo um intenso trabalho de sensibilização ambiental e de fiscalização.

Saiba mais

A reprodução do peixe-boi começa tarde, por volta dos dez anos de idade, com a gestação levando 12 meses. A fêmea dá a luz a apenas um filhote a cada três anos e amamenta o filhote por dois anos. Parente do elefante, o peixe-boi adulto pode medir até três metros de comprimento e chegar a quase meia tonelada. Na natureza, o peixe-boi pode viver até 60 anos. No cativeiro do Inpa tem animal com mais de 40 anos.

Herbário do Inpa apresenta armários deslizantes doados pelo Serviço Florestal Brasileiro

A doação faz parte da colaboração do Herbário no Inventário Florestal Nacional. Programação começa às 16h com o Seminário sobre a trajetória e planos para o Herbário

 

Da Redação – Ascom Inpa

Foto: Herbário do Inpa

 

Nesta quarta-feira (20), o curador do Herbário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), o pesquisador Mike Hopkins, fará uma apresentação dos novos armários deslizantes doados pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão ligado o Ministério do Meio Ambiente, como parte da colaboração do Inpa com o Inventário Florestal Nacional (IFN). O evento começa às 16h e é aberto ao público, principalmente os interessados em Botânica.

 

“Como resultado dessa doação, temos mais espaço para armazenar e organizar amostras no herbário, e também ganharemos espaço para o projeto do IFN”, contou Hopkins.

 

NovosarmáriosHerbarioINPA Copia 

 

O Inventário Florestal Nacional é uma ação coordenada do SFB, que visa à produção de informações estratégicas sobre os recursos florestais do Brasil. A partir do levantamento de todos os biomas do país são produzidas informações detalhadas e regulares sobre aspectos da estrutura, composição, saúde e vitalidade das florestas, biomassa, estoques de madeira e de carbono.

 

A programação será iniciada às 16h com um Seminário sobre o histórico, mudanças e planos para o futuro do Herbário, proferido pelo próprio curador, na sala de aula do novo prédio da Coordenação de Capacitação (Cocap), Campus I, próximo do prédio da Botânica.

 

Uma hora depois haverá a apresentação dos novos armários deslizantes, que otimizam o espaço e melhoram a logística, com a presença do representante do Serviço Florestal Brasileiro, Tiago Thomasi Cruz. A missão do SFB é promover o conhecimento, o uso sustentável e a ampliação da cobertura florestal, tornando a agenda florestal estratégica para a economia do país.

Inpa prorroga inscrições para seleção de doutorado em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva

Os interessados em participar do processo seletivo com início para o mês de agosto têm até o dia 25 de junho para realizar a inscrição

 

Por Karen Canto – Ascom Inpa

 

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônica (Inpa/MCTIC) prorrogou até a próxima segunda-feira (25) as inscrições para o processo de seleção no doutorado em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva (GCBEV). Das dez vagas oferecidas, seis são para ingresso em agosto e quatro para outubro de 2018.

 

bannerDoutoradoGCBEvINPA

 

Os interessados em participar do processo seletivo com início para o mês de agosto têm agora até o dia 25 de junho para realizar a inscrição. Para as bolsas de outubro, as inscrições seguem até o dia 31 de agosto. Os candidatos deverão enviar os documentos listados no edital para pggcbev.inscricao@gmail.com com cópia para o respectivo orientador.

 

Poderão candidatar-se ao curso de doutorado, mestre em Ciências Biológicas ou áreas afins e/ou correlatas; graduados, sem títulos de mestre, em Ciências Biológicas ou áreas afins e/ou correlatas com experiência profissional comprovadas por meio de Curriculum Vitae, com autoria principal em pelo menos um artigo científico (publicado ou aceito para publicação).

 

A lista dos candidatos aprovados será encaminhada por e-mail a todos os candidatos inscritos e divulgada no site do Inpa a partir do dia 20 julho. Mais informações podem ser obtidas na Secretaria da Pós-Graduação da GCBEv pelo telefone (92) 3643-3344 ou ainda pelo e-mail pggcbev.inscricao@gmail.com.

 

 

Comitê de Busca homologa cinco inscrições para seleção ao cargo de Diretor do Inpa

Processo é conduzido por um comitê de especialistas. O novo dirigente substituirá o pesquisador Luiz Renato de França. Mandato é de quatro anos  

Da Redação

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/Inpa) tem cinco interessados ao cargo de Diretor. As inscrições foram aprovadas pelo Comitê de Busca, instituído pelo Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Os interessados são: Antonia Maria Ramos Franco Pereira (Inpa), Carlos Cleomir de Souza Pinheiro (Inpa), Henrique dos Santos Pereira (Ufam), Luiz Antonio de Oliveira (Inpa) e Silvio Vaz Júnior (Embrapa Agroenergia).

A próxima etapa do processo, em data a ser definida brevemente pelo Comitê de Busca, consistirá nas apresentações públicas dos planos de gestão e visão de futuro para a instituição e entrevistas individuais com os interessados, na sede do Inpa, em Manaus-AM.

Seleção

O edital de abertura para a escolha de um novo dirigente do Inpa para um mandato de quatro anos foi lançado no dia 20 de abril pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) no Diário Oficial da União. O processo de escolha do dirigente é conduzido por um comitê de especialistas nomeado pelo ministro Gilberto Kassab. No Inpa não eleição para diretor.

Esse sistema de escolha de dirigentes vem sendo praticado pelo MCTIC para os cargos de direção de todas as suas Unidades de Pesquisa com amplo sucesso.

A escolha do novo diretor do Inpa terá origem numa lista tríplice encaminhada ao ministro Kassab pelo comitê de especialistas (Comitê de Busca), que busca identificar nas comunidades científica, tecnológica e empresarial, nomes que se identifiquem com as diretrizes técnicas e político-administrativas estabelecidas para a instituição.

O Comitê de Busca, instituído no dia 27 de março de 2018, é formado pelos cientistas: Dr. Jailson Bittencourt de Andrade, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que o presidirá; Dr. José Oswaldo Siqueira, do Instituto Tecnológico (ITV); Dr. Elíbio Leopoldo Rech Filho, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); professora Ana Maria Giulietti, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS); e o professor Evaldo Ferreira Vilela, da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig).

Aumento da captura de filhotes de peixes-bois preocupa pesquisadores do Inpa

Em 15 dias chegaram ao Instituto cinco animais recém-nascidos. Unidade de pesquisa vai trabalhar campanha de conscientização ambiental junto a pescadores e comunitários

 

Da Redação – Ascom Inpa

Nos últimos 15 dias o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) recebeu cinco filhotes de peixes-bois-da-Amazônia, que representa quase metade da quantidade que o Instituto recebe durante um ano (10 a 12 animais). A espécie está ameaçada de extinção e a captura de um número grande de filhotes, praticamente recém-nascidos, em período curto causa preocupação aos pesquisadores, já que poderiam estar com suas mães.

 

Filhote de peixe boi Resgate em Tefé Foto LMA INPA

 

Para reduzir as capturas incidentais, o Inpa, em parceria com o Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia da Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa), está trabalhando para desenvolver uma campanha de conscientização junto a comunitários e pescadores. O quinto filhote foi capturado próximo a Itacoatiara e deve chegar ao Inpa nesta sexta-feira (15).

Há mais de 40 anos o Inpa trabalha com os peixes-bois. O órgão reabilita os animais e prepara para que eles, após alguns anos, retornem à natureza. De 31 de março a 02 de abril deste ano, o Inpa fez a maior reintrodução de peixes-bois da história, com a devolução aos rios da Amazônia de dez animais.

SERVIÇO

Assunto: Aumento da captura de filhotes de peixes-bois preocupa pesquisadores do Inpa

Data: segunda-feira (18/06)

Hora: 10h

Local: Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA/INPA), próximo aos tanques dos peixes-bois/ Bosque da Ciência

Visita de reitor da Ufopa ao Inpa busca fortalecer parcerias institucionais

Atualmente o Inpa possui três Termos de Cooperação firmados com a Ufopa nas áreas de biodiversidade, computação aplicada e de capacitação

 

Da Redação – Ascom Inpa

Fotos: Rodrigo da Silva (Ufopa) e Cimone Barros (Inpa)

 

Estabelecer uma agenda permanente e consolidar a parceria estratégica com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). Este foi objetivo da visita do reitor da Universidade do Oeste do Pará (Ufopa), o professor Hugo Alex Carneiro Diniz, ao Instituto, na última terça-feira (12).

 

Empossado no cargo no dia 25 de abril deste ano, Diniz e mais dois gestores foram recebidos pelo diretor do Inpa, o pesquisador Luiz Renato de França, em reunião restrita. Após o encontro com o diretor, que teve de ir participar de outros compromissos administrativos, houve uma reunião da comitiva da Ufopa com coordenadores de várias áreas do Instituto.

 

De acordo com Diniz, o foco da sua gestão é infraestrutura física e tecnologia da Informação, que são os principais gargalos da universidade. Com sete campi, cerca de 1.100 servidores, dos quais 500 são professores, a Ufopa atende um público de 5 mil alunos. Fundada há nove anos, a instituição possui prédios próprios, mas boa parte é alugada. Por ano, a Ufopa gasta com locação R$ 6,5 milhões.

 

“Quando um gestor sai da sua instituição, o primeiro lugar em que ele vai dar o tom para onde vai caminhar. E fico muito feliz de que a nossa primeira saída tenha sido em busca de consolidar essa parceria estratégica com o Inpa, que é algo antes mesmo de eu estar na gestão da Ufopa”, contou Diniz.

 

Segundo o reitor, a partir de agora haverá uma agenda permanente com o Inpa e o Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera da Amazônia (LBA/MCTIC/Inpa), para avançar principalmente no que diz respeito à rede científica, nuvem de dados científicos e de imediato na regulamentação da política de dados científicos da Ufopa.

 

Atualmente o Inpa possui três Termos de Cooperação firmados com a Ufopa, que estão em plena execução, nas áreas de biodiversidade, computação aplicada e de capacitação. Os coordenadores técnicos são o chefe do Núcleo de Apoio à Pesquisa no Pará (Nappa), Jorge Porto, e o coordenador substituto da Coordenação de Ações Estratégicas do Inpa, Laurindo Campos.

 

Segundo Campos, o Inpa utiliza uma casa há 25 anos em Alter do Chão que hoje está sob a jurisdição da Ufopa e tem o interesse de fechar um acordo de garantia de uso e de melhorias dessa infraestrutura, além de ter a cessão de um espaço dentro da Ufopa para transferir o escritório do Nappa em Santarém para dentro da Universidade, como acontece com outros núcleos do Inpa a exemplo do Acre.

 

“No decorrer das administrações temos tido participações e agora estamos dando escala a isso. A nova administração está buscando apoio das nossas competências para que possa acelerar as ações deles e acredito que essa parceria será muito frutífera”, destacou Campos.

 

Também participaram da reunião pelo lado da Ufopa o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Domingos Diniz, e o assessor de Relações Nacionais e Internacionais, Rodrigo da Silva; e por parte do Inpa, o coordenador de Cooperação e Intercâmbio, Bazílio Vianez; de Capacitação, Beatriz Teles; de Apoio Técnico e Logístico, Elen Góes; de Extensão Tecnológica e Inovação, Noélia Falcão; de Biodiversidade/Pesquisa, Lúcia Rapp, e de Tecnologia da Informação, a coordenadora substituta Rosana Gemaque.

 

Além do Inpa, a gestão da Ufopa visitou a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) a fim de estreitar laços institucionais.

Roda de Conversa desta quarta debate o que o Inpa faz para divulgar suas pesquisas

O encontro acontece na Sala de Estudos da Biblioteca, às 16h. A entrada é gratuita e aberta ao público

 

Da Redação – Ascom Inpa

Foto: Luciete Pedrosa - Ascom Inpa

 

O princípio basilar da ciência acadêmica é que os resultados da pesquisa devem ser públicos, já reforçava há mais de 30 anos o físico britânico John Ziman (1925-2005), um dos principais responsáveis por invocar a responsabilidade social do cientista. Nessa relação ciência e sociedade, o que o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) está fazendo para divulgar suas pesquisas?

 

Com a pergunta, o Roda de Conversa desta quarta-feira (13) traz ao debate a responsabilidade do Inpa como instituição produtora de conhecimento, uma atividade social complexa, e de enorme capacidade para modificar a sociedade. Serão debatedoras as pesquisadoras Rita Mesquita, Coordenadora de Extensão do Inpa, e Cecília Nunez.

 

RodadeConversaFotoLucietePedrosaINPA

 

O encontro acontece às 16h, Sala de Estudos da Biblioteca do Inpa, Campus I, com entrada pela rua Bem-te-vi, s/nº, Petrópolis, zona Sul de Manaus. Aberto ao público, o encontro é gratuito e acontece sempre na segunda quarta-feira de cada mês.

 

Criado em 1952 e implantado em 1954, o Inpa é uma referência mundial nos estudos dos ecossistemas e da biodiversidade amazônica. Nos últimos anos, a Instituição teve uma média de 600 publicações científicas – àquelas destinadas aos pares – e desenvolveu uma série de atividades de divulgação científica, que estão voltadas ao público leigo.

 

Entre elas estão o Bosque da Ciência, que é o espaço de visitação público do Instituto destinado ao desenvolvimento de atividades de educação ambiental, popularização da ciência e contato com a natureza, e o projeto Circuito da Ciência, no qual estudantes vão para dentro do Inpa viver experiências de brincar de aprender e de ter uma aula a céu aberto.

 

O Instituto também atua na divulgação científica por meio de produtos de comunicação e editoração – matérias em sites, vídeos e postagens em redes sociais, revista, cartilhas e livros, além ações de ciência cidadã, exposições, feiras, cursos e treinamentos de extensão. No mês passado, por exemplo, quatro cientistas do Inpa (Cecília Nunez, Adalberto Val, Fernanda Werneck e Dionísia Nagahama) foram para o Imperial Pub e Vila Hub falar sobre suas pesquisas aos frequentadores do bar e do escritório compartilhado.

 

Serviço - Roda de Conversa do Inpa

O que o Inpa está fazendo para divulgar suas pesquisas?

Data: quarta-feira (13/06/2018)

Hora: 16h

Local: Sala de Estudos da Biblioteca do Inpa, Campus I

 

 

 

Poluentes químicos afetam reprodução e feminilizam peixes em várias partes do mundo

Pesquisa foi apresentada pelo pesquisador da Inglaterra Charles Tyler no encerramento do 11º Simpósio Internacional de Fisiologia da Reprodução, em Manaus

Por Cimone Barros (texto e fotos) – Ascom Inpa

Águas de rios e mares de várias partes do mundo contaminadas por poluentes químicos estão provocando a feminilização de peixes, em função dos poluentes terem um alto nível de estrogênio, o hormônio sexual feminino produzido nos ovários. O assunto foi apresentado nesta sexta-feira (08) no encerramento do 11º Simpósio Internacional de Fisiologia da Reprodução (ISRPF), que desde o último domingo reuniu em Manaus os maiores especialistas da área.

Presidido pelo diretor do Inpa, o pesquisador Luiz Renato de França, o evento ocorreu pela primeira vez na América Latina. Mais de 200 cientistas, profissionais e estudantes de 30 países participaram do Simpósio, 40% são brasileiros. “Estamos extremamente felizes com o resultado e com a sensação de dever bem cumprido”, destacou França, que foi homenageado com um pirarucu entalhado em madeira, peixe símbolo do evento, e flores.

 

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O professor da University of Exeter (Inglaterra), Charles Tyler, busca entender em seus estudos como os poluentes químicos, que de uma forma ou de outra sempre vão parar nas águas, impactam o funcionamento da vida selvagem, mais especificamente de peixes, o grupo selvagem mais exposto a poluentes. Uma das propostas do biólogo especializado em reprodução de peixes e ambientalista é produzir ajudar na proteção da vida selvagem dos peixes nesses ambientes.

Há cerca de 100 mil tipos de poluentes químicos no ambiente e de forma regular são despejados pelo menos 30 mil. Produtos farmacêuticos como os anticoncepcionais, veterinários, cosméticos, de higiene, limpeza e agrotóxicos estão na lista.

A equipe de Tyler está interessada nos poluentes que ferem ou mutilam o sistema reprodutivo dos peixes. Muitas evidências mostram que eles podem modificar a maneira com que os peixes desenvolvem seu sexo, afetando a habilidade das espécies de se reproduzir e a reprodução é importantíssima para se continuar com essas populações animais.

Segundo o pesquisador, um dos maiores desafios da ecotoxicologia é os efeitos desses poluentes químicos no tamanho da população, e na maioria dos casos os estudos encontram problemas na população de peixes no mundo, incluindo até extinção e perda local dessas populações. “O que se vê é que esses poluentes têm um nível muito alto de estrogênio e isso tem causado uma feminilização da população, mas ainda não dá para dizer que é isso que está fazendo extinguir”, destacou Tyler.

 

CharlesTylerFotoCimoneBarrosINPA

 

A maioria desses estudos é feito nos Estados Unidos, Europa e Austrália. No Brasil está iniciando, inclusive incluindo como área de pesquisa a Bacia Amazônica. “Não há dúvida de que temos problema de poluição na Amazônia, mas não se sabe se o problema aqui é tão grande quanto já é na Europa”, conta.

Na Bacia Amazônica há um sistema de rios enorme que dá uma capacidade maior de diluição dos poluentes. “É muito provável que os problemas que percebemos na Europa e no resto do mundo também ocorram na Bacia Amazônica. Agora o nível e o grau de impacto ainda estão por ser estudados”, completou.

Apesar de desanimar-se em alguns momentos, Tyler diz ser otimista na busca de soluções para os problemas apresentados. Além de pesquisador, também trabalha junto a governos internacionais levando informações relevantes para possam ser usadas da melhor maneira pelos órgãos públicos. Educação ambiental e internalização de valores de proteção ao ambiente nas gerações mais jovens para que elas se apaixonem por essa causa também é considerado vital no processo.

“Sou apaixonado pelo meio ambiente. É por isso que faço o trabalho que eu faço, fico bastante deprimido às vezes, quando vejo que mesmo quando se tem muita informação, passa para os governos, eles simplesmente não usam porque vai contra o interesse de uma grande empresa. Então fico muito frustrado às vezes. Aí me lembro de que tenho de ser dogmático sobre essas questões”, revelou.

Apoio e Financiamento

O Simpósio tem o financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Recebe ainda o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/Manaus), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Nilton Lins (Manaus, AM), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Amazônia Ocidental (Embrapa/Manaus, AM) e Universidade Estadual Paulista (Unesp/Botucatu).

 

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