Estudo avaliou os potenciais de plantas medicinais amazônicas para elaboração de bioprodutos

Pesquisadores analisaram substâncias isoladas de extratos e óleos essenciais de espécies vegetais amazônicas, utilizadas como plantas medicinais, com objetivo de obter conhecimento científico de suas propriedades para futura elaboração de bioprodutos,  como  fitoterápicos ou alimentos nutracêuticos.

O estudo desenvolvido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Amazonas (Fixam), foi coordenado pela Dra. Jaqueline de Araújo Bezerra, do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A pesquisa avaliou uma estimativa de 35 espécies, das quais destacaram-se cientificamente Myrtaceae (plantas arbóreas, representadas principalmente pelas plantas frutíferas) e Piperaceae (plantas medicinais, ornamentais) que apresentaram potenciais bioativos.  

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Jaqueline Bezerra- coord. do estudo

“Fizemos um screening de espécies nas quais se destacaram mais promissoras foram às ativas nos ensaios de capacidade antioxidante, enzimáticos e por apresentaram baixa toxicidade in vitro. As amostras vegetais foram analisadas quimicamente por técnicas cromatográficas e espectrométricas, para obter os perfis químicos”, explicou.

Segundo Jaqueline, todo conhecimento da constituição química e das propriedades antioxidantes, enzimáticas, citotóxicas e antimicrobianas contribuem para a elaboração de uma variedade de bioprodutos a base de espécies vegetais com maior valor agregado.

Resultados

Com o estudo foi possível a implantação dos protocolos de diversos ensaios de rotina nos laboratórios durante a execução do projeto, a seleção das espécies mais promissoras para continuidade dos estudos e futura elaboração de produtos biotecnológicos.

 “Os trabalhos desenvolvidos geraram publicações no período de 2018 a 2020 que tiveram apoio do projeto, utilizando a plataforma de ensaios com diversas matrizes, incluíram: 3 artigos com óleos essenciais; 6 artigos de sucos de frutas amazônicas, 3 artigos com sucos encapsulados; 2 artigos com bebidas fermentadas e 1 artigo de extratos vegetais. E por fim elaboramos bebidas fermentadas a base de frutos com propriedades antioxidantes que está em processo de patenteamento em parceria com Ifam-Ufam”,disse.

Para a pesquisadora o Programa Fixam foi essencial para o início da carreira científica e o desenvolvimento do estudo. “O recém-doutor adquire experiência para coordenar um projeto com recurso financeiro, orientar bolsistas de apoio técnico, desenvolver uma pesquisa, colaborar com a academia e consolidar uma linha de pesquisa”,destacou.

Parcerias

Jaqueline destaca a importância da consolidação de pesquisadores parceiros entre as áreas da química, biologia, engenharia de alimentos e farmácia, assim como a contribuição científica de propriedades das diversas matrizes com a publicação de artigos, junto aos parceiros, utilizando as plataformas de ensaios químicos. “Existiu uma  equipe técnica envolvida com pessoas que foram  fundamentais em uma análise ou outra. A equipe deu certo pois cada um ficou responsável por sua área. Eu como química contribui com as análises químicas de todos os artigos”, acrescentou a pesquisadora. 

Contribuíram com a pesquisa o prof. Dr. Marcos Batista Machado, prof. Dr. Edgar Aparecido Sanches, prof. Dr. Pedro Henrique Campelo da Ufam, profa. Dra. Lucia Schuch Boeira e prof. Dr. Valdely Ferreira Kinupp do Ifam, profa. Dra. Francinete Ramos Campos da UFPR, que continuam como parceiros de pesquisa do projeto Universal em desenvolvimento. Participaram também MSc. Josina Moreira Mar, a MSc. Laiane Santos Silva e MSc. Edinilze, todas bolsistas do Fixam e junto com as integrantes do grupo de pesquisa MSc. Amanda dos Santos (ex-aluna de mestrado) e Dra. Andrezza da Silva Ramos que contribuíram também na execução das análises.

Fixam

O programa consiste em estimular a fixação de recursos humanos com experiência em ciência, tecnologia e inovação e/ou reconhecida competência profissional em instituições de ensino superior e pesquisa, institutos de pesquisa, empresas públicas de pesquisa e desenvolvimento, empresas privadas e microempresas que atuem em investigação científica ou tecnológica.

Por: Jessie Silva

Fotos- Arquivo do pesquisador

 

 

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