Alunos aprendem no Circuito da Ciência sobre doenças tropicais e práticas ambientais

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Projeto de educação ambiental e popularização do Ciência do Inpa acontece uma vez por mês, no Bosque da Ciência

 

Por Wérica Lima (texto e fotos) – Inpa

 

O projeto Circuito da Ciência, promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) há 20 anos, teve sua 1ª edição deste ano realizada na última sexta- feira (27). Cerca de 150 alunos de três escolas públicas das redes estadual e municipal participaram das atividades: as escolas municipais Profª. Elizabeth Siqueira Ferreira (Costa do Jatuarana, Rio Amazonas) e Etelvina Braga (Ouro Verde) e a Escola Estadual Olga Falcone (Bairro da Paz).

 

Na oportunidade, os estudantes participaram de oficinas e exposições sobre saúde, práticas ambientais e biodiversidade da Amazônia. Conhecimento sobre doenças tropicais, espécies de plantas, animais e microrganismos da região e quis com direito a premiação fizeram parte da programação.

 

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) mostrou a rápida proliferação do caramujo africano e sensibilizou os jovens sobre o macaco sauim-de-coleira, primata endêmico da região de Manaus e criticamente ameaçado de extinção.

 

O caramujo africano causa doenças como a meningite eosinofílica ou angiostrongilíase cerebral. Por conta disso, a Semmas explicou como diferenciar o caramujo africano do caramujo nativo, o Aruá-do-mato, que não transmite nenhuma doença. No estande, os alunos também aprenderam a forma correta de coletar o caramujo africano, que inclui o uso de sacos plásticos para evitar o contato com a superfície externa da pele e a utilização de sal ou cal para desidratação da praga. Para que o caramujo não sirva de “casa” para o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, a orientação é, após a coleta, quebrar a parte externa da casca do caramujo.

 

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De acordo com a aluna do 9º ano da Escola Estadual Olga Falcone, Emanuela Santana, o circuito é um “lugar” de aprendizagem e descobertas. “Eu achei bem produtivo, aprendi muita coisa que não sabia, nunca tinha visto um jacaré de perto e tive a oportunidade de ver. Nós temos que ajudar o meio ambiente porque existem animais que dependem da gente, se não presevarmos eles podem morrer, pois são os mais prejudicados”, afirmou Santana.

 

Um dos atrativos do Bosque da Ciência e também do projeto é a Casa de Madeira, que mostra um período importante da história do Amazonas ao retratar a vida dos seringueiros, na época da borracha. A casa possui utensílios da época para mostrar como era a vida no seringal, desde a alimentação do caboclo até as ferramentas de trabalho.

 

A professora da Escola Estadual Olga Falcone, Alcivandra Farias, trouxe seus alunos para participar do Circuito pela terceira vez. “O projeto é muito interessante, não só pelo ensino de ciências, mas também pela educação ambiental. Os alunos não levam somente para a sala de aula o conhecimento adquirido, levam também para suas famílias, para seu cotidiano”, contou, acrescentando que muitos alunos despertam o interesse pela ciência após a visita.

 

Saiba mais

 

O Circuito da Ciência acontece na última sexta-feira do mês, no Bosque da Ciência do Inpa, localizado na rua Bem-te-vi, s/nº, Petrópolis, zona Sul de Manaus. A participação de escolas da rede pública e privada de ensino é gratuita. As instituições interessadas em visitar o Bosque e participar do Circuito devem acessar o endereço http://abc-bosque.inpa.gov.br/. No link é dá para conferir o cronograma com as datas das edições do projeto e informações sobre o Bosque da Ciência, espaço de visitação pública do Inpa.

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