Projeto Maker 4.0 é desenvolvido em escola pública de Manaus

No projeto são desenvolvidas atividades lúdicas envolvendo o pensamento computacional

Despertar nos estudantes da rede pública de ensino o interesse pelas áreas de tecnologia é a base de um projeto de Iniciação Científica Júnior (ICT/JR), coordenado pela doutora em Informática Tanara Lauschner, do Instituto de Computação da Universidade Federal do Amazonas (Icomp/Ufam).

Intitulado “Makers 4.0”, o projeto desenvolve atividades lúdicas e inovadoras, envolvendo o pensamento computacional e a programação de dispositivos computacionais para a realização de jogos e tarefas diversas dentro do contexto da ‘cultura maker’.

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O projeto desenvolve atividades lúdicas e inovadoras com realização de jogos e tarefas diversas dentro do contexto da ‘cultura maker’, com recursos que somam mais de R$300 mil

Com recursos financeiros que somam mais de R$300 mil, a ação é fruto do apoio do Programa Estratégico em Tecnologia da Informação (RH-TI) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Segundo Tanara, a ideia é testar algumas metodologias e fazer com que os alunos se interessem pela área de exatas a partir inclusão da tecnologia ainda na educação básica.

“A finalidade é incentivar os estudantes a seguirem qualquer área de exatas, mas se eles não quiserem, a intenção é fazer que eles usem o conhecimento adquirido para a vida. No projeto tem como meta desenvolver a criatividade, autonomia e protagonismo”, disse. Para Tanara, a educação Maker 4.0 é um novo paradigma por envolver ferramentas de tecnologia, inteligência artificial e identificar as dificuldades de cada aluno.

“Estamos iniciando um desafio de uma nova didática de ensino, claro que não conseguiremos implantar a educação 4.0 assim de uma hora para outra, mas através de projetos como esse estamos dando o primeiro passo para começarmos a trabalhar alguns conceitos em relação a isso”, contou.

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A coordenadora Tanara Lauschner faz testes com algumas metodologias para que os alunos se interessem pela área de exatas a partir inclusão da tecnologia na educação básica

Para doutor em Informática, Bruno Gadelha, que auxilia na coordenação do projeto, a atividade abre a mente dos estudantes e ajuda eles a enxergarem que são capazes de construir suas próprias criações.

“Os alunos são de comunidades carentes, que geralmente param de estudar no Ensino Médio. A partir do momento que  você apresenta para esses meninos uma série de possibilidades profissionais, eles percebem que podem ir além”, conta.

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O doutor em Informática, Bruno Gadelha, acredita que a atividade abre a mente dos estudantes e ajuda eles a enxergarem que são capazes de construir suas próprias criações

Novas didáticas

Tanara explica que os alunos irão trabalhar com kits Arduino, uma plataforma  de prototipagem eletrônica que são fáceis de usar, voltada para artistas, designers e qualquer pessoa interessada em criar objetos ou ambientes interativos.

“O objetivo é elaborar um dispositivo que seja ao mesmo tempo barato, funcional e fácil de programar, ou seja, acessível aos estudantes e projetistas amadores. Com o Arduino, por exemplo, qualquer um pode montar modificar, melhorar e personalizar” explicou.

Segundo a coordenadora, para ensinar pensamento computacional não é necessário um computador ou  alguma ferramenta tecnológica.

“Nós trabalhamos, primeiramente, com conceitos lógicos, atividades que possam mostrar um problema e buscar uma solução. Após isso, passamos  para a parte de programação na qual será utilizada o computador”, explicou.

Incentivo

Participar do Programa Estratégico de Indução à Formação de Recursos Humanos em Engenharias (Pró-Engenharias) da Fapeam, em 2013, ainda no Ensino Médio foi decisivo para o estudante Felipe da Silva escolher o curso de Engenharia de Software. Cursando o 6º período na Ufam, Silva conta que foi por meio do projeto de iniciação científica na escola que despertou nele o interesse pela área de exatas.

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Participar do Programa Estratégico da Fapeam decisivo para o estudante Felipe da Silva escolher o curso de Engenharia de Software

Ele afirma que as atividades desenvolvidas no projeto eram interessantes e ficou até 2015, quando terminou o Ensino Médio e passou no vestibular. “Através do projeto me interessei mais pela a área de tecnologia,  comecei a ter a base de programar e ter uma noção de como seria na faculdade”, diz o graduando.

Atualmente, Silva participa do projeto “Markers 4.0” do RH-TI. Nesse trabalho ele auxilia os alunos do Ensino Médio com orientações e esclarecimentos. “Vejo como uma nova oportunidade, só que agora como universitário. Nesse projeto vou poder compartilhar a minha experiência e conhecimento para outros estudantes” disse.

RH-TI

O programa  visa estimular estudantes, da capital e do interior, a partir do 1º ano do Ensino Médio, a seguirem carreira acadêmica e profissional na área de TI, por meio de atividades orientadas, executadas em escolas das redes públicas estaduais de ensino.

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Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

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