Semana Nacional de C&T do Inpa estimula práticas alternativas na agricultura familiar

Os temas agrícolas são trabalhados na 1ª Semana ATUalizando do Programa de Pós-Graduação em Agricultura no Tópico Úmido (PPG-ATU)

 

Por Letícia Misna (texto e fotos) – Inpa

 

Para capacitar, atualizar e promover maior integração entre os estudantes de agrárias, profissionais e produtores rurais, o Programa de Pós-Graduação em Agricultura no Trópico Úmido (ATU) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) realiza a 1ª Semana ATUalizando. O evento integra a 15ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que neste ano tem como tema Ciência para a redução das desigualdades na Amazônia.

 

ATUalizandoNODAFotoLeticiaMisnaINPA

 

A abertura da SNCT ocorreu nesta terça-feira (16) e segue até o domingo (21) com dezenas de atividades de incentivo à aprendizagem e a popularização da ciência para todas as idades, nos três campi do Inpa em Manaus e em instituições parcerias no interior, como Maués e Presidente Figueiredo. A proposta é aproximar a ciência da sociedade e promover a pesquisa como instrumento para o desenvolvimento sustentável.

Observar, experimentar, questionar e trocar idéias serão formas de aprendizagem presentes no ATUalizando, que também teve início na terça e encerra nesta quinta-feira (16 a 18), com palestras no Auditório da Ciência (campus I) e oficinas em laboratórios do Campus III (V8, Morada do Sol). Na oportunidade, a organização fez uma homenagem ao pesquisador aposentado Hiroshi Noda, por relevantes contribuições à agricultura amazônica. A palestra de abertura ficou a cargo do pesquisador do Inpa Luiz Augusto de Souza sobre o Uso econômico da biodiversidade: produtos e serviços das fabaceae para os agrossistemas amazônicos.

 

ATUAlizandoLuizAugustoFotoLeticiaMisnaINPA

 

Com oficinas, palestras e mesa-redonda, a organização leva aos participantes estudos que estão no foco do PPG- ATU, que é a agricultura sustentável e familiar, entre eles o manejo e o controle alternativo de pragas, sem usar defensivos agrícolas (químicos).

“Quando você desenvolve uma agricultura que utiliza agrotóxico, os fitopatógenos (agentes causadores das doenças) acabam criando resistência, e cada vez mais o agricultor vai tendo que procurar um produto mais potente para controlar as doenças. Além de agredir o meio ambiente, o agrotóxico acomete tanto o aplicador e como o consumidor, podendo causar doenças crônicas”, afirma o pesquisador do Inpa e coordenador do ATUalizando, Dr. Rogério Hanada.

Para a estudante de Agroecologia do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Amanda Cruz, o evento traz justamente o que vem acontecendo de mais atual nas pesquisas, além de tratar de conhecimentos tradicionais. “E isso tudo de forma muito prática, dando um retorno bem eficiente para a sociedade. Acho que o dever da ciência é esse: transpor essas portas e difundir o mais rápido possível”, disse Cruz.

Nos outros dois dias as atividades ocorrem em período integral: as palestras no Campus I (na sede do Inpa) e as oficinas no Campus III do Inpa, localizado na Rua da Lua, Morada do Sol ao lado da portaria da Associação dos Servidores do Inpa (Assinpa).

 

Diagnóstico de doenças e pragas de plantas

 

Foto Rogerio Hanada3 Acervo ATU 

 

Além de coordenar o evento, Rogério Hanada também fica a frente da oficina Diagnóstico de doenças e pragas de plantas, na qual os participantes irão analisar e identificar as principais doenças e pragas de plantas, no Laboratório de Fitopatologia, a partir do material coletado no campo.  

Entre as doenças abordadas estarão as infectam o tomateiro e dificulta o cultivo da hortaliça na região amazônica, como a mancha alvo, que causa manchas circulares nas folhas, além de manchas amarronzadas nos ramos e nos pecíolos, além de lesões circulares escuros nos frutos, e a murcha bacteriana, que murcha a planta de cima para baixo levando à planta a morte. Ambas as doenças são muito comuns na nossa região, pois as condições climáticas favorecem o desenvolvimento dos patógenos.

A oficina também vai trabalhar a sigatoka negra, a sigatoka amarela e o moko, que causam grande prejuízo às bananeiras; a antracnose em cebolinha e os pés de pimenta de cheiro e pimentão; e a vassoura-de-bruxa em cupuaçuzeiro. “A sintomatologia das doenças serão descritas e vistas a olho nu e com auxilio de microscópios para identificar os patógenos”, conta Hanada. A parte de pragas de plantas também será abordada na oficina pelos colaboradores.

A oficina terá como instrutores, além de Hanada, o mestre Luiz Alberto Guimarães Assis (Inpa), Dra. Rosalee Coelho Neto (Inpa), Dr. Ananias Alves Cruz (UEA), Samara da Silva Oliveira (mestranda do PPG-ATU).

Para mais informações, acesse a programação completa. O ATUalizando é coordenador por Hanado junto com uma equipe de estudantes.

 

Equipe ATUAlizando Foto leticia Misna INPA




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