Ex-aluna do Doutorado de Ecologia do Inpa conquista 2º lugar no Prêmio Jovem Cientista

Carolina Levis mostrou em sua pesquisa de forma concreta que a Amazônia é um bioma domesticado, transformado pelos povos indígenas pré-colombianos

 

Da Redação - Inpa

Foto: Acervo Carolina Levis

 

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Estudos que mostraram que a Floresta Amazônica é, em parte, uma herança viva dos povos indígenas pré-colombianos renderam à egressa de Doutorado em Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Innpa/MCTIC) Carolina Levis o 2º lugar na 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista. O resultado do prêmio foi anunciado na terça-feira (30), na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTIC), em Brasília.

Levis realizou análises com dois grandes bancos de dados, um com levantamentos arqueológicos e outro com inventários florísticos de vários pontos da Amazônia, e mostrou de forma contundente que a floresta foi transformada e domesticada pelos povos indígenas entre mais de 10.000 anos atrás até a chegada dos europeus - há pouco mais de 500 anos. Os povos indígenas atuais e as populações tradicionais também contribuíram para modificar a floresta e manter o legado dos povos pré-colombianos.

“Estou muito feliz com o reconhecimento! Traz uma grande esperança e motivação para continuar trabalhando pela ciência e conservação”, contou Levis, que já concluiu o doutorado. Para ela, o prêmio foi essencial neste momento de redução de investimentos na ciência. “Com o prêmio ganhei um grande incentivo e uma bolsa de pos-doc para continuar trabalhando pela ciência brasileira qualidade”, completou.

A pesquisadora do Inpa Flávia Costa que orientou a Carolina, também compartilha do sentimento de reconhecimento do trabalho. Um dos motivos é que Carolina será um modelo para as mulheres jovens que podem se permitir sonhar em serem pesquisadoras de alta qualidade.             

“Segundo motivo, porque seu estudo mostra como parcerias entre grupos multidisciplinares, entre grandes áreas das ciências como as biológicas e humanas, pode avançar significativamente nosso conhecimento das florestas”, destacou Costa.

Domesticação da floresta

 

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O trabalho dos povos indígenas pré-colombianos permitiu transformar algo desconhecido, a floresta do Pleistoceno, em algo conhecido, a floresta atual. Eles domesticaram em algum grau a natureza que estava ao seu redor. Tiravam plantas de ambiente natural e plantavam perto de casa, de uma forma que serviriam para alimentação, abrigo e outros usos, como aconteceu com a mandioca, castanha do Brasil, açaí e pupunha.

De acordo com o pesquisador do Inpa e coorientador de Levis no doutorado, Charles Clement, Carolina mostrou de forma concreta que a Amazônia é um bioma domesticado, já que perto de um sítio arqueológico qualquer tem mais árvores domesticadas do que longe dele, e tem sítios arqueológicos em toda a Amazônia.

“Isso faz com que a Amazônia seja similar a qualquer outra parte do mundo: Europa, África, Ásia e América do Norte. Todas foram domesticadas antes da expansão europeia. A diferença é que aqui temos a castanha do Brasil”, brinca Clement.

Antes havia um grupo de cientistas que defendia que a Amazônia não tinha sido moldada pelos povos indígenas. Para Clement, esse discurso era mais para evitar transformar a Amazônia em um grande agronegócio e plantio de soja.

Para o coorientador, Carolina é um destaque nacional, já que ela trabalhou arduamente e mereceu muito o prêmio. “Flávia Costa e eu esperamos que esse reconhecimento contribua para mudar o pensamento sobre a conservação na Amazônia. E Para conservar a Amazônia não precisamos tirar as pessoas, mas manter aqui as pessoas que transformaram a floresta”, destacou Clement.

Patrimônio natural-cultural

Segundo Levis, a flora amazônica é, em parte, uma herança viva de seus habitantes, passados e atuais. Os povos amazônicos manejaram as paisagens florestais e sua biodiversidade, cultivando e domesticando uma grande variedade de plantas durante pelo menos 13.000 anos, algumas conhecidas mundialmente, como a castanha, açaí e cacau.

“Com a pesquisa mostramos como as atividades humanas passadas tiveram um papel importante na distribuição de espécies domesticadas encontradas nas florestas atuais, e revelamos que além de ajudarem a desvendar a história humana da maior floresta tropical do Brasil, também são de grande importância para o sustento dos povos atuais”, destaca Levis.

Ainda conforme Levis, as florestas amazônicas devem ser entendidas como um patrimônio natural-cultural. “Para que esse patrimônio persista no futuro, são necessárias ações institucionais integradas que contemplem a conservação da natureza, da cultura e de seus patrimônios (material e imaterial) conjuntamente com participação da população local que possui o conhecimento milenar de como manejá-lo”, afirmou.

João Vitor Campos e Silva, da Universidade Federal de Alagoas, que ficou em 1º lugar na mesma categoria, também já fez parte do Inpa, onde fez mestrado em Ecologia. A pesquisa dele estudou um modelo de recuperação do peixe pirarucu na Amazônia.

Inpa divulga edital de processo seletivo para seis vagas em curso de Doutorado em Ecologia

O curso de Doutorado em Biologia (Ecologia) do Programa de Pós-Graduação em Ecologia do INPA é reconhecido pela Capes/MEC, classificado em 2017 com nota 6 (nível internacional)

Da Redação – Inpa

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), por meio da Coordenação de Capacitação (Cocap), divulgou nesta quarta-feira (30) processo seletivo para o Curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biologia - Ecologia (PPG-Ecologia) para ingresso em 2019. As inscrições poderão ser feitas de 1º a 30 de Novembro.

Segundo o Edital Inpa Cocap Nº 25/2018, serão oferecidas seis vagas, sendo quatro para início em janeiro de 2019 e duas para o mês seguinte. A seleção será composta por duas etapas. A primeira é a avaliação do projeto de pesquisa (eliminatória) e a segunda é a classificação das candidaturas aprovadas na Etapa I.

Os projetos dos candidatos devem se enquadrar uma das sete linhas de pesquisa do PPG-Ecologia, que são Ecologia de Comunidades, Ecologia de Ecossistemas, Ecologia de Populações, Ecologia de Organismos, Ecologia Humana, Ecologia Evolutiva e Biogeografia e Conservação e Manejo dos Recursos Naturais da Amazônia.  

A concessão de bolsas de doutorado será efetuada de acordo com a disponibilidade do programa, seguindo a exigibilidade das agências de fomento e a ordem de classificação.

Cada projeto será avaliado por quatro pesquisadores doutores selecionados pelo Conselho do Programa. Os avaliadores serão responsáveis pela recomendação e aprovação ou revisão/reprovação do projeto apresentado. A lista dos candidatos classificados será encaminhada por e-mail a todos os inscritos e divulgada no site do Inpa (http://portal.inpa.gov.br/).

Para realizar a inscrição, o candidato deve enviar os documentos listados no edital em formato digital para o e-mail: pgeco.inscricao@gmail.com. O edital está disponível no link

http://portal.inpa.gov.br/arquivos/portalfilepublisher/arquivosportalfilepublisher/Edital_INPA-COCAP_25_2018_Selecao_Doutorado_PPG-ECO.pdf

Centros Culturais da SEC recebem programação especial de Halloween, nesta quarta-feira

Atividades acontecerão no Palácio da Justiça, Povos da Amazônia e Usina Chaminé, com entrada gratuita Nesta quarta-feira (31/10), a partir das 11h, os Centros Culturais Palácio da Justiça, Povos da Amazônia e Usina Chaminé receberão uma programação especial de Halloween, que contará com exibição de documentários e curtas-metragens, contação de lendas e apresentação de dança. A iniciativa [...]



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Prevenção ao Câncer de Próstata abre programação do Novembro Azul, no HUFM

O Clube do Coração, projeto desenvolvido no Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM) promoveu, nesta terça-feira (30/10), um bate-papo com os pacientes da unidade, sobre a importância da prevenção ao câncer de próstata. A atividade abre a programação alusiva à campanha Novembro Azul, dedicada à saúde do homem. De acordo com o chefe do serviço de [...]



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Prodam apresenta projeto de modernização do seu parque tecnológico

A empresa Processamento de Dados Amazonas S.A (Prodam) apresentou nesta terça-feira (30/10) aos gestores das secretariais estadual e municipal de educação, o projeto Prodam Up. Em curso desde agosto deste ano, o projeto tem como objetivo modernizar  o parque tecnológico da empresa por meio da adoção de uma nova infraestrutura de T.I, proporcionando o aumento [...]



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Teatro Amazonas divulga agenda de novembro

Grande parte da programação, que contará com espetáculos de dança e concertos dos Corpos Artísticos do Estado, será gratuita O mês de novembro será movimentado no Teatro Amazonas. Na agenda, espetáculos de dança e música clássica, lançamentos de CDs e homenagens. Confira a programação e aproveite!  Para começar, no dia 1º, às 20h, tem apresentação [...]



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Quinze presos são transferidos da delegacia de Lábrea para Manaus após decisão judicial

  A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informa que 15 presos que estavam custodiados na Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do município de Lábrea (a 853 quilômetros de Manaus) foram transferidos para o Centro de Detenção Provisório Masculino 1, localizado no quilômetro 8 da rodovia BR-174, que liga Manaus a Boa Vista (RR). [...]



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Pesquisas voltadas na área de hematolagia são ampliadas no Amazonas

A Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) ampliou as pesquisas desenvolvidas na área de Hematologia no Estado. A instituição conta com um laboratório inédito na Região Norte de Genômica Humano voltado para realizar o diagnóstico de tromboses, geradas por falhas genéticas ou adquiridas em decorrência de problemas de saúde, e também analisar o processamento molecular que ocorre dentro das células sanguíneas, e dessa forma identificar a causa genética que leva ao aumento de risco do aparecimento e desenvolvimento progressivo de células malignas no organismo.

A adequação e ampliação de laboratório de genômica humana contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (PRÓ-Estado).

As pesquisas desenvolvidas são no campo da biologia molecular. Segundo o diretor-presidente do Hemoam, Nelson Fraiji, tem muitas patologias e situações de acompanhamento de tratamento que necessitavam de tecnologia de diagnóstico sofisticadas que não existiam no Amazonas e na Região Norte.

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Iinstituição conta com um laboratório inédito na Região Norte de Genômica Humano voltado para realizar o diagnóstico de tromboses

“Foi identificado essas tecnologias e objetivamos resolver essa questão no projeto. Por exemplo, um problema que existe na saúde dentro da especialidade de assistência hematológica são as tromboses. No Amazonas, não existiam exames para diagnósticos de tromboses. As tromboses são produzidas por defeitos genéticos e decorrências de problemas adquiridos. Nós implantamos três métodos de biologia molecular para diagnóstico de trombose de origem hereditária. Esse é um laboratório inédito na região que nos auxilia muito neste  problema e na investigação também”, informou.

O Hemoam também participa de um ensaio clínico com alguns centros do Brasil para o tratamento de leucemias em crianças. Neste protocolo um momento crítico é a identificação após o início do tratamento para saber se resultou no controle eficiente ou não da doença. Para saber isso é preciso saber a Doença Residual Mínima.

“Esse é um laboratório de biologia molecular sofisticado que também foi implantado e que permite que nós possamos conhecer com marcados moleculares o nível de resposta ao tratamento. Se esse tratamento não for eficaz é possível oportunizar a essa criança um protocolo mais efetivo para cura. Isso aumenta a possibilidade de cura nas crianças com leucemia”, explicou.

Segundo o diretor, as pesquisas voltadas para a área da biologia molecular também melhoraram a capacidade de diagnóstico de uma doença chamada Leucemia Mielóide Crônica.

“Hoje essa doença tem um tratamento medicamentoso, via oral, promissor em que a efetividade do remédio é tamanha que se cogita a possibilidade que esse medicamento cure a leucemia. Mas para atingir esse objetivo é preciso haver um controle molecular”, disse Fraiji.

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Laboratório que permite determinar o perfil genético normal de espécies animais inclusive do ser humano

O médico explica que na Leucemia Mielóide Crônica existe um defeito genético, uma mutação que acompanha essa doença e a quantificação dessa mutação no decorrer do tratamento é estratégica na determinação de possibilidade de cura ou de mudança na administração do medicamento.

“É a quantificação dos transcritos genéticos que definem essa doença no decorrer tratamento. A cada seis meses tem que fazer a quantificação desse defeito genético, se está presente ou não, e em que quantidade”, salientou o médico.

Para Fraiji o PRO-Estado permitiu a incorporação de novas tecnologias nas áreas de Hematologia e Hemoterapia no Hemoam. Além da possibilidade também de montar um laboratório na instituição que permite determinar o perfil genético normal de espécies animais inclusive do ser humano.

“Um equipamento extremamente sofisticado, o Ilumina Miseq, que permite identificar num determinado ser vivo o seu perfil genético completo animal. E identificar as modificações em relação normal permitindo a compreensão de inúmeras patologias”, informou Fraiji.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Roda de Conversa do Inpa discute nesta quarta-feira ciência e educação inclusiva

O encontro é aberto a todos os interessados e acontece às 16h, na Sala de Estudos da Biblioteca

 

Da Redação - Inpa

 

Inspirada pela Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, cujo tema foi Ciência para a redução das desigualdades na Amazônia, a Roda de Conversa do instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) desta quarta-feira (31) colocará em pauta a ciência e a educação inclusiva, discutindo formas de decodificar o conhecimento e torná-lo mais simples e acessível à população.

O debate acontece às 16h, na sala de estudos da biblioteca do Inpa, com entrada pela rua Bem-te-vi, 2931, Petrópolis, zona Sul de Manaus. A atividade é gratuita e aberta a todos os interessados.

Nesta edição, os debatedores convidados são a professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Amazonas (Faced/Ufam) Cláudia Guerra Monteiro e a educadora física da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Floramara Machado, que trabalha com materiais recicláveis para desenvolver as capacidades cognitivas, motoras, físicas e sociais dos alunos.

Segundo a coordenadora de Tecnologia Social do Inpa, a doutora Denise Gutierrez, a linguagem e o ensino científico são, muitas vezes, tão direcionados para quem é do meio que acabam excluindo desse ambiente uma parte significativa da população. Para ela, traduzir esses conhecimentos de forma que fiquem ao alcance de todos é um dos desafios para quem trabalha na área.

“É muito importante para nós utilizarmos uma linguagem acessível, fácil, relevante para os diversos grupos sociais, para compartilhar com a população o nosso conhecimento, que muitas vezes é hermético e fechado”, ressalta Gutierrez, que é uma das articuladoras do evento.

A Roda de Conversa tem como público-alvo alunos, professores, servidores do Inpa e a comunidade externa ao Instituto. “Não há um público prioritário, o objetivo é alcançar o maior número possível de pessoas, que venham discutir conosco em um ambiente informal esse tema tão importante”, destacou Gutierrez.

Polícia Civil prende jovem com porções de cocaína e trouxinhas de pasta-base de cocaína no bairro…

A Polícia Civil do Amazonas, por meio da equipe de investigação do 27º Distrito Integrado de Polícia (DIP), sob o comando da delegada Marna de Miranda, titular da unidade policial, prendeu em flagrante, na manhã desta segunda-feira (29/10), por volta das 9h45, Rafael Geissler Ferreira, 24, com substâncias entorpecentes, dinheiro e material para embalo [...]



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