Virada Sustentável atrai 3,6 mil visitantes em programação diversificada no Bosque da Ciência

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Pinturas, charadas, exposições, artesanatos, show baseado nos sons das formigas e oficinas atraíram o público para o espaço de visitação pública do Inpa que durante três dias estava com entrada gratuita

 

Por Cimone Barros – Ascom Inpa

Fotos: Cimone Barros e Alexandre Buzaglo

 

Com a proposta de incentivar atitudes na promoção de uma cidade melhor e sustentável, a 4ª edição da Virada Sustentável Manaus reuniu mais de 3,6 mil visitantes no Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) no fim de semana. Música, pintura, show, artesanato e variadas ações de educação ambiental e cultural foram promovidas no espaço de visitação pública do Inpa que completou no dia 27 de outubro 64 anos de implantação.

 

Mateus Johannes, 8, e o irmão Felipe que já conheciam o bosque aproveitaram as atividades. “Plantei dois pés de açaí e um de cupuaçu. Agora toda vez que voltar aqui eu terei várias lembranças desse dia”, contou Mateus, enquanto fazia pintura livre na área da Ilha da Tanimbuca, onde há uma árvore com idade estimada em 600 anos.

 

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No dois de #ViraManaus no Inpa foram oferecidas 22 oficinas e exposições da Instituição e de participantes que escolheram o bosque. O evento contou ainda com a presença de 25 expositores da Feira Arte e Movimento. De sexta a domingo, o bosque estava com entrada gratuita.

 

“Esta é uma atividade que gostamos de realizar, porque envolve mais que o Inpa, envolve as organizações da sociedade civil, o voluntariado, todos que querem uma cidade mais sustentável”, destacou o coordenador do Bosque da Ciência Alexandre Buzaglo.

 

A artesã e naturalista Rosângela Alves usa folhas da floresta amazônica para estampar camisas. O diferencial da marca de Rosângela – a Anama que significa “parente” em Nheengatu – é usar folhas caídas, comidas, rasgadas como matrizes da impressão. Além das marcas da vida da folha ou até troncos e raízes, a estampa traz os nomes científicos e popular da planta, como caapeba (Piper peltatum) e coccoloba. “Acredito que nós somos parentes e busco criar laços das folhas com nossas dores, registrar um processo vivo”, conta.

 

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O servidor público Carlos César dos Santos e a esposa, a professora de Geografia Vasti Ferreira, visitaram o bosque pela primeira vez. Moradores de Niterói (RJ), o casal estava em Manaus para visitar a filha. “É um ambiente muito agradável”, disse Santos. “E para cada lado que você olha tem algo diferente. Aqui tem a Maloca, mais ali na frente uma choupana [Casa de Madeira], do outro lado já é algo completamente diferente, é um lugar muito diversificado”, completou Vasti.

 

Na tarde de sábado (28), a Ilha da Tanimbuca foi palco para o UAU Show – paisagens sonora e acústica das formigas, promovido pelo programa LabVerde do Manifesta Arte e Cultura. O ambiente sonoro das formigas serviu de base para a criação de composições do show interpretado pelos músicos americanos Lisa Schonberg e Anthony Brisson, em parceria com os músicos da Orquestra Sinfônica do Amazonas Leonardo Pimentel e Andrio Dias.

 

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O professor de biologia Aaron Rodrigues, de Manaus, trouxe a família na sexta-feira (27), quando o Projeto Museu na Floresta inaugurou o mural artístico pintado nos tanques-filtro do sistema de tratamento de água dos tanques de peixes-bois. Feito pela artista visual e bióloga Carolina Bertsch, o mural retrata animais e plantas presentes no bosque como cutia, preguiça bentinho, macaco parauacu, helicônias e a gigante sumaúma.

 

Na área do peixe-boi a pequena Emanuele, 3, filha de Arron, fazia atividades de pintura dos mamíferos aquáticos da Amazônia, uma parceria com a Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa). “Eu costumo trazer meus alunos aqui. É importante conhecer a natureza e apresentá-la para os mais novos. Daqui gosto muito desse cheiro de ar puro; é muito gostoso”, revelou Rodrigues.

 

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Saiba Mais

 

A Virada Sustentável é coordenada pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) com apoio de organizações da sociedade civil e voluntários. Em Manaus, 26 pontos da cidade tiveram atividades para todas as idades, como oficinas, exposições, rodas de conversa, shows, aula de ioga, jogos educativos e muitas brincadeiras. Estima-se que 15 mil pessoas participaram desta edição.

Semana de Qualidade de Vida dos Servidores do Inpa resgata tradicionais práticas esportivas

Promovida pela Comissão do Programa de Qualidade de Vida do Inpa, Semana terá EcoCaminhada e torneios de futebol, dominó, damas, cartas, sinuca e tênis de mesa

Da Redação – Ascom Inpa*

Fotos: Cimone Barros 

Com o tema “Esporte e Lazer no Trabalho”, a IV Semana de Qualidade de Vida dos Servidores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) pretende motivar o servidor e a comunidade sobre a importância de práticas esportivas para a melhoria da qualidade de vida, dentro e fora do local de trabalho. Na Semana serão realizadas atividades, como a tradicional EcoCaminhada e torneios de futebol, dominó, damas, cartas, sinuca e tênis de mesa.

 

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O evento acontece de 11 a 18 de agosto no Instituto e na Associação dos Servidores do Inpa (Assinpa). As inscrições acontecem a partir desta segunda-feira (30) até o dia 10/08. A Semana de Qualidade de Vida conta com o apoio da Fipecq Vida e da Assinpa.

A IV Semana faz parte do Programa de Qualidade de Vida (PQV), iniciado em março de 2014, com o objetivo de promover ações de bem-estar e que estimulem a comunidade do Inpa a exercer hábitos saudáveis para obter uma melhor qualidade de vida.

A presidente da comissão e coordenadora de gestão de pessoas, Carolina Maia, lembra que com o avanço da tecnologia, as facilidades para que não haja esforço físico na vida diária são muitas, levando muitos prejuízos à saúde de todos.

“A prática esportiva é imprescindível para se ter boa saúde, e, por isto, deve ser uma constante na vida de qualquer ser humano. A medicina já revelou que ela beneficia não só o corpo, mas também a mente, por meio da liberação de hormônios que ajudam a aliviar dores e ainda regulam as emoções”, destaca.

 

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Segundo a presidente substituta da Comissão do PQV e técnica em Segurança do Trabalho, Pollyanne Simas, esta 4ª edição busca resgatar tradicionais práticas esportivas dos servidores. Anos atrás eram realizados torneios de futebol e muitos setores guardam até hoje seus troféus de campeões.

“Queremos mostrar à comunidade que não tem idade adequada para praticar esportes. E que atividades como o dominó e o jogo de damas ajudam a exercitar o cérebro e promovm um momento de distração com amigos, dentro do ambiente de trabalho e fora dele”, diz Simas.

EcoCaminhada

A programação da IV Semana de Qualidade de Vida, diferentemente das edições anteriores, será mais dinâmica, iniciando no sábado (11) com a tradicional EcoCaminhada, que em sua 4º edição contará com a presença e animação da equipe do projeto “Mexa-se” da Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

A concentração será às 7h30 próximo à portaria principal (Rua Bem-te-vi) e percorrerá as principais vias do Instituto: prédio COGPE, Capacitação, Programa Meu Médico, Restaurante, esquerda no sentido da entrada do peixe-boi, Portaria do Bosque, direita pela via externa (calçada da Rua Bem-te-vi), portaria principal, COATL, Diretoria, chegada na Praça da Bandeira.

 

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Bate-Papo com personalidades do Esporte

A programação continua na terça-feira (14), às 14h no Auditório da Ciência, com um bate-papo com ilustres figuras do esporte, jornalista e locutor esportivo Eduardo Monteiro de Paula, o Dudu, como é conhecido, e precursor do programa “Manaus + Saudável” Marcelo Agra Belota.

O objetivo é motivar a comunidade à prática esportiva conhecendo os projetos dessas personalidades e suas experiências de vida.

 

Torneios

Na quarta e quinta-feira (15 e 16/08), às 14h, no Salão da Biblioteca, serão realizados torneios de dominó, damas, cartas, tênis de mesa, sinuca e futebol. Durante os torneios também será promovida uma tarde relaxante com massagem e aplicação de técnicas de quiropraxia com o terapeuta Dr. André Ricardo, massagista de personalidades como o lutador José Aldo.

Para os torneios, a inscrição funcionará da seguinte forma: dominó (dupla), damas (individual), cartas (dupla), tênis de mesa (individual), sinuca (individual) e futebol (time).

A abertura do torneio de futebol acontecerá na Assinpa, dia 15/08, às 16h. A final será no dia 18/08, a partir das 9h.

Inscrições

Para participar da EcoCaminhada e Torneios, os interessados podem se inscrever por meio do email do Programa Qualidade de Vida: listaCQV@inpa.gov.br, informar o nome e matrícula do servidor, ou amigos e parentes do servidor que queiram participar. Ou procurar diretamente a sala da Segurança do Trabalho, localizada ao lado dos Correios no horário das 9h às 12h.

No dia 11/08 o inscrito na EcoCaminhada deverá trazer uma fruta para compor a mesa de frutas ao final da caminhada, e ainda 1 Kg de alimento não perecível ou 1 brinquedo, que será arrecadado para beneficiar os ribeirinhos da comunidade de Jatuarana no rio Mutuca, em apoio ao projeto solidário do apresentador do programa Pesca na Veia, André Martins, que também participará do evento.

Durante os torneios também serão arrecadados 1 Kg de alimento não perecível ou 1 brinquedo.

Todas as atividades do evento são gratuitas, abertas à comunidade do Inpa, servidores, estudantes bolsistas, estagiários, prestadores de serviço, além de parentes e amigos de servidores.

Veja a programação

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*Com informações da Comissão do Programa de Qualidade de Vida do Inpa

Projeto Museu na Floresta inaugura mural artístico no aniversário de 64 anos do Inpa

As comemorações seguem neste fim de semana com a Virada Sustentável. De sexta a domingo, o Bosque da Ciência está com entrada gratuita

 

Por Cimone Barros (texto e fotos) - Inpa

 

Cutia, preguiça bentinho, macaco da noite, macaco parauacu, helicônias e samaúma são algumas das várias espécies amazônicas presentes no Bosque da Ciência, espaço de visitação pública do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). Agora, os visitantes também poderão ver esses animais e plantas no mural pintado nos tanques-filtro do sistema de tratamento de água dos tanques dos peixes-bois.

 

A inauguração do mural aconteceu nesta sexta-feira (27), como parte das comemorações do aniversário de 64 anos de implantação do Inpa, que conta ainda com exposições, oficinas e Virada Sustentável neste fim de semana. Nestes três dias, a entrada do bosque é gratuita. Veja aqui a programação.

 

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De acordo com a pesquisadora do Inpa e coordenadora do Projeto Museu na Floresta, Vera Silva, o mural é mais um presente para o público que vem ao Bosque da Ciência, um fragmento florestal em plena área urbana de Manaus. “Nossa ideia era ‘camuflar’ aqueles tanques enormes. E o resultado ficou muito bonito e integrado ao ambiente. É sempre bom encher os olhos com coisas bonitas, com essa natureza exuberante”, contou.

 

Localizado em área restrita do centro aquático, o mural será aberto ao público apenas em ocasiões especiais. Feito pela artista visual e bióloga Carolina Bertsch, o mural mistura as técnicas de acrílico e spray e foi mais intuitivo que pré-desenhado. Ele teve a natureza como inspiração e a sugestão de itens também dada por servidores e colaboradores.

 

“Estamos alegres de ter o desafio de mostrar a beleza do bosque nesses tanques. Primeiro porque não dá para perceber e depois, quando chega perto, ver todo o detalhe e carinho colocado no mural”, disse Bertsch, que é venezuelana e pesquisadora bolsista do Inpa.

 

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Participaram da cerimônia informal o ex-diretor do Inpa, Luiz Renato de França, da cônsul-geral do Japão em Manaus, Hitomi Sekiguchi, que veio agradecer ao Inpa pela recepção da princesa Mako, na última quinta-feira, além de visitantes, servidores e colaboradores. “Estou muito feliz. Minha gestão acabou, hoje estou indo embora, mas meu compromisso com o Inpa, a Amazônia e o planeta não se encerrou”, disse o ex-diretor Luiz Renato de França.

 

Integrantes da estação de tratamento e reciclagem das águas residuais dos três tanques dos peixes-bois, os tanques-filtro possuem 6x4 metros cada um e estão instalados na área restrita do centro aquático. Eles vão permitir melhorar a visibilidade dos animais e principalmente reduzir em até 60% o consumo de água do lençol freático, já que os tanques dos peixes-bois são abastecidos com água do subsolo.

 

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O sistema está em fase de testes e ajustes de bombas e válvulas. A previsão é entregá-lo em setembro. A obra faz parte das ações do Projeto Museu na Floresta, uma parceria do Inpa com a Universidade de Quioto, com patrocínio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica). A pintura do mural foi uma doação da empresa Roswand Engenharia que construiu os tanques-filtro.

 

“Vim agradecer ao Inpa pela recepção dada à princesa e houve hoje essa inauguração que o destino nos uniu. Temos tido essa parceria com o Inpa, através da Jica e da Universidade de Quito, e espero que continue rendendo mais frutos para o bem da natureza da Amazônia e da humanidade”, disse a cônsul-geral do Japão em Manaus.

Princesa Mako visita Inpa em comemoração aos 110 anos de imigração japonesa no Brasil

Mako participou de uma apresentação institucional sobre o Inpa e o projeto Museu na Floresta, além de conhecer Bosque da Ciência, onde amamentou o filhote de peixe-boi

 

Por Cimone Barros (texto e fotos) – Ascom Inpa

 

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A oportunidade de amamentar um filhote de peixe-boi-da-Amazônia e de ver a maior folha do mundo, a Coccoloba, chamou a atenção da princesa japonesa Mako, 26, em visita ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), na manhã desta quinta-feira (26). Esta é a quarta vez que a família imperial japonesa visita o Inpa, instituto que nesta sexta-feira completa 64 anos de implantação e é referência mundial nos estudos de biologia tropical.

 

Filha do príncipe Akishino e neta do imperador Akihito, Mako está no Brasil pelas comemorações dos 110 anos da imigração japonesa ao Brasil. Em Manaus desde a última terça-feira (24), o Inpa foi a última parada na capital amazonense antes da princesa seguir para o estado do Pará.

 

“Nos sentimos muito honrados de ter recebido uma pessoa tão atenciosa e simpática como a princesa Mako, principalmente porque o Inpa tem uma cooperação internacional com o Japão, que é o Projeto Museu na Floresta”, disse o ex-diretor do Inpa Luiz Renato de França.

 

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Mako participou logo no início de uma apresentação institucional no Auditório da Diretoria. O ex-diretor falou sobre a atuação da unidade de pesquisa e o representante da Jica Akio Saito apresentou o Projeto Museu na Floresta, uma parceria do Inpa com a Universidade Quioto, com financiamento da Jica.

 

No Bosque da Ciência, a princesa ajudou a amamentar um filhote de peixe-boi acompanhada pela pesquisadora Vera da Silva e do tratador Daniel Bezerra. Ainda na área dos tanques de peixes-bois, Mako passou mais de 10 minutos e demonstrou muito interesse no mamífero aquático ameaçado de extinção. Em conversa com princesa, a pesquisadora Mumi Kikuchi, do Centro de Pesquisa da Vida Selvagem da Universidade de Kyoto, falou sobre seu trabalho com peixe-boi aqui na Amazônia.

 

“Fiquei muito bem impressionada não só pela educação e fineza da princesa Mako, mas também pela curiosidade que teve das coisas amazônicas. Ela quis tocar no peixe-boi, fez comentários a respeito, deu mamadeira, perguntou sobre dieta, tamanho”, contou Silva.

 

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A princesa conheceu ainda a Tanimbuca – árvore de 600 anos, visitou a maloca de artesanato indígena – ponto fora do rígido protocolo imperial, e a Casa da Ciência. No espaço museológico, sua Alteza viu várias espécies da fauna e flora Amazônia, tomou suco de caju, sabor que o pai experimentou e repetiu em visita ao Brasil há 30 anos e a recomendou saborear. Mako é graduada em Arte e Patrimônio Cultural e possui mestrado em Museologia.

 

“Ela mostrou interesse por tudo, estava atenta, olhando e perguntando. Adorou a Coccoloba, nossa folha gigante, e foi ver a árvore”, disse Silva, que também é coordenadora do Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, uma parceria da Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa) com o Inpa, patrocinado pela Petrobras.

 

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Para Saito, a visita da princesa é uma “grande honra”. “Estamos desenvolvendo o projeto Museu na Floresta e coincidentemente recebemos a visita da princesa. Essa é uma grande oportunidade para nós, para o Japão e para todo o Brasil conhecer o Inpa e o nosso projeto”.

 

Além de França, acompanharam a visita por parte do Inpa a diretora Hilândia Brandão, as coordenadores Beatriz Ronchi (Capacitação) e Cristiane Okawa (Administração), o chefe de Gabinete Sérgio Guimarães e o pesquisador Jansen Zuanon.

Atividades educativas e da Virada Sustentável marcam aniversário de 64 anos do Inpa

Sexta a domingo o Bosque da Ciência estará com entrada gratuita. Programação é variada, com destaque para as atividades de popularização ciência, educação ambiental e da Virada Sustentável. Haverá até show baseado em sons de formigas

Da Redação – Ascom Inpa e LabVerde

Fotos:

 

Música, teatro, oficinas e exposições vão marcar o aniversário de 64 anos de implantação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). De sexta a domingo (27 a 29), o espaço de visitação pública do Instituto, o Bosque da Ciência, estará com entrada gratuita e repleto de atividades para todas as idades, com destaque para a Virada Sustentável, no sábado e domingo.

 

Criado em 1952 e implementado em 27 de julho de 1954, o Inpa é referência mundial nos estudos sobre a biodiversidade e processos ecológicos fundamentais da Amazônia. Entre as pesquisas estão as de mudanças climáticas e as que aliam bem-estar social e inovação tecnológica, como o purificador de água (Água Box), a criação de peixes em canais de igarapé, tecnologias voltadas para o tratamento de malária, dengue e leishmaniose, além de soluções técnicas e econômicas viáveis para a agricultura da região.

 

De acordo com o Coordenador do Bosque da Ciência, Alexandre Buzaglo, a proposta é trazer a comunidade para mais perto das atividades ambientais, mostrando a importância das pesquisas desenvolvidas a favor da Amazônia e do meio ambiente. “Também queremos intensificar nossa aproximação da sociedade civil por meio de atividades desenvolvidas ou como voluntário na virada sustentável atuando na construção de uma sociedade mais justa e equilibrada”, disse Buzaglo.

 

Na sexta-feira, o visitante encontrará uma programação mais científica e educacional, com as atividades oferecidas pelo próprio Inpa, como se faz no projeto de popularização Circuito da Ciência. Nas exposições e oficinas estão fabricação de papel reciclado a partir de reutilizáveis, mamíferos aquáticos (peixe-boi e ariranha), malária e dengue, leishmaniose, invertebrados terrestres vivos, macrofungos, invertebrados terrestres vivos (aranhas), visita e vídeos no Centro de Estudos de Quelônios da Amazônia (Cequa).

 

Para a 4ª edição da Virada Sustentável Manaus, a programação está mais variada contando com atividades do Inpa e de artistas que escolheram o Bosque da Ciência como ponto de apresentação. A Virada é promovida pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) em parceria com um Conselho Criativo formado por mais de 40 organizações.

 

Na Virada Sustentável de 2017, o bosque foi sucesso de público recebendo mais de 5 mil pessoas. Na oportunidade, os participantes do evento ajudaram com o grafite colaborativo que deu “cara nova” ao muro externo do Bosque da Ciência. Além das atividades, o espaço é repleto de atrativos, como peixe-boi, ariranha, Ilha da Tanimbuca (árvore de 600 anos), peixes, quelônios, Casa da Ciência, lago dos jacarés, macaco, preguiça, cotia e trilhas diversas.

 

Neste ano, serão cerca de 20 atividades da Virada Sustentável no Bosque da Ciência do Inpa. Entre elas oficinas de educação ambiental, aves amazônicas, feira arte em movimento, oficina de autoconhecimento e mandalas, plantio de mudas, vivência Hare Krishna, apresentação do biodecompositor doméstico, yoga ao por do sol, Jogos educativos com materiais recicláveis e o Uau Show, que será apresentado pelo programa de residência artística LabVerde do grupo Manifesta Arte e Cultura.

 

O Bosque da Ciência do Inpa fica na rua Bem Te Vi, s/nº (antiga Otávio Cabral), bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus (AM). O espaço está aberto para visitação de terça à sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 16h (entrada). Sábados, domingos e feriados fica aberto das 9h às 16h. Segunda-feira é fechado para manutenção.

 

“Uau Show” – Sons das formigas

 

“UAU Show” é baseado na pesquisa da musicista e bióloga Lisa Schonberg, em parceria com o entomólogo Fabrício Baccaro e Erica Valle, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), sobre o ambiente sonoro das formigas. A apresentação de 45 minutos acontece no sábado (28), às 15h, na Ilha da Tanimbuca.

 

Iniciada durante a residência artística LabVerde, Lisa documentou o ambiente sonoro de inúmeras espécies de formigas da Amazônia para uma investigação científica, em desenvolvimento, sobre como as formigas se comunicam por meio dos sons.

 

O ambiente sonoro das formigas também serviu como base para a criação de composições do “Uau Show”, que será interpretado pelos músicos americanos Lisa Schonberg e Anthony Brisson, em parceria com os músicos da Orquestra Sinfônica do Amazonas Leonardo Pimentel e Andrio Dias.

 

As formigas fazem um trabalho vital para a manutenção das funções do ecossistema amazônico: dispersão de sementes, predação, decomposição - que, por sua vez, são cruciais para a regulação do clima global.

 

“Ao ampliar os sons das formigas, talvez os ouvintes sejam capazes de se relacionar melhor com esses insetos tão importantes para o ecossistema. Ouvir as formigas pode gerar empatia e nos encorajar a fazer nossa parte no combate às mudanças climáticas?”, questiona Lisa, que depois do show ministrará uma oficina sobre os sons dos insetos e a importância das formigas para o equilíbrio ecológico da Floresta Amazônica.

 

As composições: Atta é baseado nas gravações de formigas cortadeiras; Multiespecies é uma colagem de apenas sons de formigas; Superfície do Abismo em Ducke representa a escuta passiva da paisagem sonora diurna penetrante da Reserva Ducke; Terra Firme é a reinterpretação sonora para esse tipo de Floresta.

Funcionários de flutuantes são capacitados para atuar com turismo legalizado do boto-vermelho

Empresários e funcionários são capacitados em boas práticas para a interação de baixo impacto com botos. Essa capacitação é uma das obrigações para adquirir autorização das atividades de turismo de interação com o boto-vermelho

 

Por Fernanda Farias (texto e foto) – Ascom Ampa

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No primeiro dia do ‘I Curso de Boas Práticas para o Turismo de baixo impacto com boto-vermelho’ pesquisadores e agentes ambientais explicam sobre as aplicações da Resolução/CEMAAM Nº 28 para os empresários e funcionários de flutuantes que realizam turismo com o boto-vermelho. A atividade é uma promoção do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), em parceria com a Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) e o Ministério Público Federal (MPF).

O curso acontece até esta quarta-feira (25), no auditório da biblioteca do Inpa, na Av. André Araújo, Aleixo, zona Centro-Sul da cidade de Manaus.

A pesquisadora do Inpa, Vera da Silva, deu início ao curso de boas práticas, explicando sobre a Resolução do Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado do Amazonas N. 28 de 22 de janeiro de 2018.

“O curso também é uma ação do Projeto Boto em conjunto com MPF e do Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, que é patrocinado pela Petrobras”, comenta Silva, que também é coordenadora dos dois projetos.

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De acordo a analista ambiental do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Sônia Canto, que apresentou a Legislação ambiental, é importante que os empresários e funcionários dos flutuantes internalizem essa resolução para compreenderem o passo-a-passo do licenciamento e as implicações do não licenciamento.

“Hoje do jeito que está não pode continuar, porque teoricamente estão todos ilegais, nenhum flutuante que faz atividades de turismo com o boto tem a autorização de nenhum órgão ambiental para estar funcionando. O que eles tem são orientações passadas pelo Ibama”, disse Canto, que tem experiência em conservação de áreas silvestres, recursos florestais e engenharia florestal.

A analista falou ainda sobre a importância de conhecer a legislação ambiental, a lei de proteção à fauna, além dos crimes ambientais e a valoração das multas. “Tudo isso é necessário para que eles tenham ciência que todos precisam cumprir o que já foi estabelecido”, comenta a engenheira florestal.

Ainda durante a manhã, a aluna de doutorado do curso de Biologia de Água Doce e Pesca Interior do Inpa, Sannie Brum, que atua desde 2007 em projetos de conservação na Amazônia, falou sobre as formas de monitoramento de populações de botos-vermelhos e o controle das atividades de interação com esses animais.

Conservação de peixes e noções básicas sobre biologia dos botos

O armazenamento e manipulação do pescado que é oferecido aos botos durante a interação foi um dos assuntos esclarecidos no curso pelo médico veterinário Felipe Faccini, que também é professor do Instituto Federal do Amazonas (Ifam).

Já o veterinário, Rodrigo Amaral, falou sobre noções básicas sobre a biologia do boto-vermelho e doenças que podem acometer cetáceos e procedimentos sanitários para a manipulação durante a interação com os animais.

“Dentre as recomendações estão lavar as mãos antes e depois das interações com os botos para que qualquer contágio de doenças seja evitado”, orientou o professor do Ifam. “Também é recomendado não passar bloqueador solar quando entrar no rio por perigo de contaminação aos animais”, alertou Amaral.

Programação

A programação continua nesta quarta-feira (25) com palestras da pesquisadora Vera da Silva sobre biologia do boto-vermelho e noções de segurança para o turismo de baixo impacto; representante da AmazonasTur sobre o Turismo no Estado e legislação relacionada à atividade turística; representante da Marinha do Brasil, sobre adequações estruturais em plataformas flutuantes, normativas da Marinha, dentre outros assuntos.

Curso

O curso é uma ação do Inpa, em parceria com a Ampa e o Ministério Público Federal, e conta com o apoio do Ipaam, AmazonasTur, Marinha do Brasil, Instituto Chico Mendes e do Instituto Federal do Amazonas.

Inpa apresenta tecnologias de alimentos na 70ª Reunião Anual da SBPC

Evento ocorrerá durante uma semana na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Maceió

Da Redação – Ascom Inpa

 

Aproveitar as potencialidades da biodiversidade amazônica transformando em produtos e tecnologias que possam gerar renda e melhoria de vida para a população. É isso que o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) tem feito com várias frutas e plantas da região. São cereal matinal de açaí e de pupunha, vinagre de cubiu, camu-camu desidratado (liofilizado) e biofilme de cará.

Referencia mundial nos estudos de biologia tropical, o Inpa participa a partir deste domingo (22) da 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e o público poderá conferir de pertinho projetos de pesquisa e extensão, palestras e exposições do Inpa e de várias universidades brasileiras.

“Vamos levar pesquisas que são muito importantes para a sociedade. No caso das tecnologias de alimentos, os resultados mostram a importância de superalimentos como o camu-camu, rico em vitamina C, para a proteção da saúde, recuperação da saúde, e que todos podem conhecer, manipular e visualizar”, disse a coordenadora de tecnologia social Denise Gutierrez.

A reunião Anual da SBPC é o maior evento de divulgação científica da América Latina e ocorrerá até o dia 28 de julho, na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió. O tema deste ano é “Ciência, Responsabilidade Social e Soberania”. São mais de 250 atividades com a participação de pesquisadores renomados e gestores do sistema nacional de C&T.

De acordo com a pesquisadora do Inpa Francisca Souza que trabalha em parceria com o pesquisador Jaime Aguiar, os resultados mostram que é possível aproveitar frutos presentes na Amazônia de forma tecnológica, agregar valor, melhor o potencial nutricional dos alimentos, além de aumentar o tempo de prateleira para torná-los viável para indústria.

 

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“O cereal matinal é um aproveitamento tecnológico do alimento e que atua no controle do colesterol”, contou Souza. “Já o biofilme de cará é feito da fécula, mostrando grande potencial para ser usado na proteção de alimentos de forma geral, é biodegradável, e pode ser consumido junto com o alimento”, completou a pesquisadora.

Ainda no estudo com alimentos, o Inpa levará a sopa desidratada de piranha, frutos nativos in natura e amostras de sucos como o cubiu. Também apresentará amostras de outros resultados de pesquisas como objetos de madeira caída, incluindo o Ukulelê e a presença de membros do grupo Ukulele de Manacapuru, macrofungos, livros, cartilhas e folders diversos.

Nos três estandes temáticos do MCTIC que o Inpa estará presente – bioma e clima, popularização da ciência e inovação - o visitante poderá ver vídeos institucionais e ouvir ao som ambiente o “canto” de várias espécies de pássaros presentes na Floresta Amazônica que fazem parte do CD Vozes da Amazônia Brasileira.

Bosque da Ciência do Inpa fecha neste sábado para manutenção do espaço de visitação

Objetivo do bosque é oferecer à sociedade uma opção de lazer, educação cultural, científica e ambiental

 

Da Redação – Ascom Inpa

Foto: Ascom Inpa

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) comunica que neste sábado (21) o Bosque da Ciência estará fechado para manutenção, como parte das ações preparatórias para o Aniversário do Instituto (27 de julho/ próxima sexta-feira) e Virada Sustentável (28 e 29 de julho/ sábado e domingo). Nesses dias (27 a 29), o espaço de visitação pública do Inpa estará com entrada gratuita.

 

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No dia 26 deste mês (quinta-feira), por motivos administrativos, o espaço só estará aberto para visitação pela parte da tarde. Vale lembrar que o período normal de funcionamento é de terça a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 16h (entrada) e sábado e domingo, das 9h às 16h (entrada). A entrada custa R$ 5 e grupos escolares agendados não pagam. Os interessados podem fazer o agendamento pelo endereço http://abc-bosque.inpa.gov.br/

 

O Bosque está localizado na Rua-bem-vi, s/nº, Petrópolis, zona Sul de Manaus. Fragmento florestal em plena área urbana de Manaus, o bosque possui diversas atrações, como o tanque de peixes-bois, Ilha da Tanimbuca (árvore de 600 anos), Casa da Ciência, Viveiro de jacarés, Lago Amazônico, onde podem ser encontradas varias espécies de peixes, quelônios, insetos e plantas aquáticas, e Paiol da Cultura, onde está em exposição a instalação Latitude Amazônica.

Seminário mostra evolução do comportamento em vespas caçadoras de aranhas

O assunto será abordado pela Dra Cecília Waichert, da Universidade de Vila Velha, Espírito Santo

 

Da Redação – Ascom Inpa

Foto: Ed Nieuwenhuys

 

A “Evolução do comportamento em vespas caçadoras de aranhas (Hymenoptera: Pompilidae)” será tema de Seminário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), na próxima segunda-feira (23). O evento tem início às 16h, no Auditório do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera da Amazônia (LBA), Campus II do Inpa.

O Seminário será ministrado pela professora da Universidade de Vila Velha (UVV- Espírito Santo), Dra Cecília Waichert, que tem interesse em estudar a grande representatividade dos exemplares que o Inpa possui na Coleção de Invertebrados. A fauna dessas vespas na Amazônia ainda não é bem conhecida.

 

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“No seminário, será abordada a origem e evolução do comportamento das vespas caçadoras de aranhas”, destacou o pesquisador do Inpa Marcio Oliveira.

De acordo com Oliveira, as vespas caçadoras de aranhas (Hymenoptera: Pompilidae), também conhecidas como “cavalo do cão”, principalmente no Norte e Nordeste do Brasil, compreendem um grupo de insetos cujas fêmeas se especializaram na captura e paralisação de aranhas para alimentação de sua prole.

“Exceto por um caso raro no Japão, em que fêmeas da espécie Dipogon nagasei costumam ovipor até cinco ovos sobre uma única aranha, o normal é uma fêmea colocar um único ovo sobre uma única aranha, a partir do qual emergirá uma nova vespa algum tempo depois”, contou Oliveira.

Saiba Mais

Cecília Waichert* - Bióloga Pesquisadora formada pelo curso de Bacharel em Ciências Biológicas da Universidade Federal do Espírito Santo. Desenvolve pesquisas em Biodiversidade e tem experiência na área de Sistemática (Taxonomia, Biogeografia e Filogenética), Ecologia e Comportamento de vespas Aculeata. Tem especial interesse nas áreas de biologia comparada, taxonomia de vespas caça-aranhas (Pompilidae), filogenética molecular, biogeografia, evolução do comportamento e comunicação científica. É mãe de duas crianças (2011 e 2014), mestre em Biologia Animal pela Universidade Federal do Espírito Santo e possui doutorado em Biologia, com ênfase em sistemática molecular pela Utah State University. Atualmente é bolsista de pós-doutorado FAPES/CAPES na Universidade Federal do Espírito Santo.

 

*Informações do Currículo Lattes

Palestras no Inpa discutem bacias Hidrográficas Urbanas em Buenos Aires e Manaus

As palestras serão ministradas pelo professor Dr. Alejandro Crojethovich Martin, da Universidad Nacional Arturo Jauretche (Argentina), e pela pesquisadora Domitila Pascoloto do Inpa

 

Da Redação – Ascom Inpa

Fotos: Domitila Pascoaloto – Acervo Pesquisadora

 

Nesta sexta-feira (20) acontecerá no auditório do prédio da Diretoria do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) duas palestras sobre as Bacias Hidrográficas Urbanas: Estudos de caso - Buenos Aires e Manaus. A atividade será das 9h às 10h. A entrada é gratuita.

 

De acordo com a pesquisadora Domitila Pascoaloto, do Grupo de Pesquisa Indicadores Ambientais e Ecossistemas Aquáticos (Idea/Coordenação de Dinâmica Ambiental/Inpa), o professor Alejandro Crojethovich Martin, da Universidad Nacional Arturo Jauretche (Provincia de Buenos Aires, República Argentina) está expandido suas relações e prospectando parcerias científicas.

 

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“Os nossos ecossistemas são diferentes. O professor de Buenos Aires desenvolveu um trabalho lá e agora está em fase de ampliação, verificando possíveis parcerias, vendo se há consensos, relações em comum ou não. Os opostos também são interessantes”, explicou Pascoaloto.

 

Na primeira parte do evento, o professor argentino falará apresentará a pesquisa sobre “Habitabilidade, vulnerabilidade social e sustentabilidade ecológica das bacias urbanas de Buenos Aires (Argentina). Após, a pesquisadora do Inpa mostrará a pesquisa "Recursos hídricos nas bacias hidrográficas urbanas de Manaus 2013-2016", com resultados iniciais das análises físico-químicas e sua relação com as mudanças observadas nas águas do rio Negro.

 

Cada palestra terá a duração de 30 minutos (20 para apresentação e 10 para perguntas). O público-alvo é formado por pesquisadores e bolsistas que desenvolvam atividades voltadas para habitabilidade, vulnerabilidade social, sustentabilidade ecológica e recursos hídricos em bacias urbanas.