Estudantes aprendem no Inpa como se prevenir da febre amarela e da leishmaniose

A 3ª edição do projeto de sensibilização socioambiental e popularização da ciência do Inpa aconteceu nesta sexta-feira

 

Da Redação – Ascom Inpa

Fotos: Cimone Barros

 

3 Circuito da Ciência 2018 Foto Cimone Barros INPA 69 Cópia

 

De uma forma simples e divertida, estudantes aprenderam no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) como se prevenir de doenças tropicais, como a febre amarela e a leishmaniose. Com esquete, exposições e oficinas, a 3ª edição do ano projeto Circuito da Ciência atraiu nesta sexta-feira (29) atenção de cerca de 150 alunos de três escolas de Manaus.

Com dez minutos de apresentação teatral e cenas descontraídas, graduandos de Enfermagem do Centro Universitário Fametro mostraram a importância de manter o quintal de casa limpo, livre de criadouros do Aedes aegypti. O mosquito é transmissor da febre amarela urbana, dengue, zika e chikungunya.

No esquete os mosquitos saem à procura de sangue para se alimentar e encontram o quintal da casa de uma família sujo e com água parada em pneus e garrafas. No ambiente propício à proliferação, a mãe é infectada e passa a ter febre, calafrios, dores pelo corpo e icterícia (pele amarelada). Orientada pela equipe de saúde que faz acompanhamento nos domicílios, a matriarca busca a unidade básica de saúde para ter diagnóstico e tratamento adequados.

“Quando a família faz a limpeza do quintal, os mosquitos voltam àquela casa, mas não encontram condições para se proliferar e a família fica livre da febre amarela e de outras doenças que também são transmitidas pelo mesmo mosquito vetor”, conta a estudante do 5º período de Enfermagem da Fametro Lorena Vitória dos Santos.

 

3 Circuito da Ciência 2018 Foto Cimone Barros INPA 3 Cópia

 

Em outra frente, outra parte da turma de enfermagem montou uma exposição, na área da Ilha da Tanimbuca do Bosque da Ciência, na qual enfatiza com cartazes e maquete a importância da prevenção da febre amarela, doença infecciosa febril aguda, que se não tratada pode levar à morte. O SUS oferece gratuitamente a vacina contra a doença.

Atenta às explicações sobre como se prevenir contra a leishmaniose tegumentar - doença que afeta a pele e mucosas, a estudante Letícia Gurjel da Silva da Escola Estadual Octávio Mourão não perdeu a oportunidade de ver de pertinho os flebotomíneos. A exposição é feita pelo Laboratório de Leishmaniose e Doença de Chagas do Inpa. “Precisamos usar repelente e cuidar da limpeza do nosso quintal”, destacou Letícia.

A leishmaniose é transmitida ao homem e outras espécies de mamíferos – como preguiça e gambás - por insetos vetores ou transmissores chamados de flebotomíneos, também conhecidos como birigui, cangalhinha e mosquito-palha. Único tipo registrado no Amazonas, a leishmaniose tegumentar é tratada principalmente com Glucantime e Pentamidina, injeções dolorosas que contribuem para que muitos pacientes desistam do tratamento. A doença não tem vacina para humanos.

 

3 Circuito da Ciência 2018 Foto Cimone Barros INPA 72 Cópia

Campanha de combate a queimadas urbanas e aos caramujos africanos (Semmas), além de oficinas sobre o peixe-boi – animal ameaçado de extinção, Saúde bucal (Nilton Lins), Biotério (Inpa) e doação de mudas (Cepeam) também fizeram parte do Circuito da Ciência. Nesta edição participaram os estudantes das escolas Estelita Tapajós (Educandos), Octávio Mourão (Cidade Nova) e Roberto Vieira (Nova Cidade).

Gratuito, o projeto é destinado a estudantes do 6º ao 9º ano de escolas públicas e privadas. As instituições interessados podem fazer o agendamento pelo sistema eletrônico http://abc-bosque.inpa.gov.br/. No endereço é possível encontrar o cronograma com as datas das edições do Circuito da Ciência.

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