Resultados parciais do RH-Bionorte são apresentados durante seminário

Programa apoia a formação de recursos humanos por meio da concessão de  bolsas de doutorado com foco na biodiversidade e biotecnologia com o objetivo de  contribuir no desenvolvimento sustentável da Amazônia

Os resultados parciais do Programa RH-Bionorte foram apresentados na manhã desta quinta-feira (26), no Hotel Nobile, no bairro Tarumã. O programa apoia a formação de recursos humanos altamente qualificados no âmbito da Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Rede Bionorte) por meio da concessão de bolsas de doutorado com foco na biodiversidade e biotecnologia com o objetivo de gerar conhecimentos, processos e produtos que contribuam para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

O programa que é uma ação do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com a Financiadora de Estudos e Projeto (Finep), até o momento, já contabiliza a formação de 18 doutorandos, dos quais 13 concluíram o curso, dois estão em fase de conclusão e três receberam bolsas, recentemente, e estão com curso em andamento.

Outro dado positivo dos resultados alcançados pelo programa é que uma patente foi submetida, mais de 100 artigos  publicados em periódicos indexados, 25 livros/ capítulos livros e 482 resumos em anais de eventos científicos.

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Dr. Spartaco Astolfi Filho durante a apresentação dos resultados parciais do Programa RH-Bionorte

Por meio do programa também foram adquiridos equipamentos para os laboratórios  para dar suporte as atividades de ensino e pesquisa.

“O objetivo principal do RH-Bionorte foi fornecer bolsas para formar 15 doutores dentro do universo da Rede Bionorte. O projeto será concluído com objetivo plenamente atingido, pois temos a perspectiva de formar mais três doutores. Tivemos também várias publicações, artigos em revistas e uma patente”, disse o coordenador do programa, Spartaco Astolfi Filho.

Áreas Estratégicas

O diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, disse que a formação de recursos humanos é uma das prioridades do Governo do Estado, enfatizou que só é possível conseguir uma nova matriz econômica para o Amazonas por meio de profissionais qualificados para gerar novos negócios.

“O programa teve excelentes frutos, as linhas que foram fortalecidas pelo RH-Bionorte são as mesmas esperadas para compor a nova matriz econômica do Estado. Todas as linhas também são contempladas no edital do Programa Amazonas Estratégico, lançado no mês de março. O edital foi pensando em atrair projetos nessas áreas, mas com alguns diferenciais como é o caso da possibilidade dos pesquisadores se unirem as empresas para que os projetos comecem como negócio”, destacou.

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Pesquisador Spartaco Astolfi Filho e o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, durante o seminário

Reis citou ainda o Programa Sinapse da Inovação, lançado em 2015, que teve mais de mil propostas submetidas com objetivo de gerar negócios inovadores. Segundo ele, no programa, as áreas de biotecnologia e bioeconomia foram as que tiveram destaque com mais de 70% dos projetos contemplados.

“Nossa intenção como Fundação é de fortalecer essas áreas no Amazonas. Não temos como olhar para Amazônia sem pensar na sua biodiversidade, potencialidade e oportunidade que ela oferece”, disse.

Rede Bionorte

A Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Bionorte) foi instituída por meio da Portaria MCT nº 901, de 4 de dezembro de 2008. O objetivo é a integração de competências para o desenvolvimento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, bem como formação de doutores com foco em biodiversidade e biotecnologia, visando gerar conhecimentos, processos e produtos que contribuam para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

A Rede Bionorte é integrada por instituições de ensino e pesquisa da Amazônia Legal, cujos projetos de pesquisa produzirão impactos socioeconômicos e permitirão a melhoria da qualidade de vida da população da Amazônia brasileira.

Segundo Spartaco Astolfi Filho, por meio da rede, o curso de doutorado já formou 180 doutores em Biodiversidade, Conservação e Biotecnologia.

“Na Amazônia estão envolvidas 31 instituições, as melhores destas áreas com cerca de 200 professores e orientadores. É uma rede forte e consolidada na formação de recursos humanos. Temos a expectativa de formar 100 doutores por ano. Esses profissionais vão desenvolver, por exemplo, tecnologias para conservação, aprender mais sobre a biodiversidade e conservação da Amazônia, manejo ou biotecnologias industriais. Isso tudo a partir da biodiversidade da Amazônia”, explicou.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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