Pesquisador apresenta plantas amazônicas para arborização em cidades da região Norte

O botânico Cid Ferreira fará palestra para secretários de meio ambiente durante o 17º Encontro Regional do Fórum de Secretários de Meio Ambiente das Capitais Brasileiras (CB27)

Por Luciete Pedrosa – Ascom Inpa

Belas, nativas e adequadas. Essas são algumas das características de plantas amazônicas como Cacauí e a Keriantera preclara, que poderiam ser utilizadas na arborização pública das cidades da região Norte. Essas espécies arbóreas de pequeno porte e de floração atraente não danificam ou perturbam calçadas e fios elétricos, segundo o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) Cid Ferreira.

O assunto será apresentado por Ferreira na palestra “Espécies amazônicas com potencial para serem utilizadas na urbanização, baseadas em seus caracteres morfológicos (aparência)”, nesta sexta-feira (2), às 14h, no Parque do Mindu. O doutor em Botânica é um dos convidados do 17º Encontro Regional do Fórum de Secretários de Meio Ambiente das Capitais Brasileiras (CB27).

Promovido pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), o evento acontece a partir desta quinta-feira (1) até sábado (3), em Manaus. Conta com a presença de secretários de Meio Ambiente das capitais da região Norte integrantes do CB27. O objetivo é promover a discussão de estratégias de atuação para o ano de 2018 e a integração entre as secretarias do Norte.

De acordo com o pesquisador Cid Ferreira, baseado no levantamento que realizou em praças de Manaus, em 2015, cerca de 70% das espécies existentes nos locais são introduzidas, ou seja, vieram de outros lugares. “Isso não é admissível, pois vivemos na maior floresta do mundo e não utilizamos essas espécies que possuem um aspecto fisionômico bonito e são adequadas para serem utilizadas na arborização da cidade”, afirma o botânico, que há 33 anos estuda as espécies amazônicas. Foi o descobridor da maior folha dicotiledônea do mundo, a Coccoloba, folha que mede 2,50m x 1,44m.

Ferreira explica que as espécies nativas amazônicas seriam ainda uma atração interessante nas praças, parques e canteiros centrais de Manaus, por uma oportunidade para a população conhecer melhor a flora da Amazônia.

Como sugestão de espécies que podem compor a arborização de Manaus, o pesquisador cita Pau-de-rosa (Physocalymma scaberrimum Pohl), a Coccoloba SP, Sucupira vermelha (Andira parvifolia Mart. ex Benth.) e Cacauí (Theobroma speciosum).  Esta última é uma arvoreta de aparência bonita de até nove metros de altura e que produz flores cauliflora (brotam no caule) vermelhas que florescem e frutificam em agosto e setembro.

 

CacauiFotoCid FerreiraINPA

 

Outro exemplo é a Keriantera preclara, uma arvoreta de baixo porte de até sete metros de altura com flores com brácteas vermelhas. As plantas citadas por serem nativas são de fácil cultivo. O pesquisador conta que estas espécies são vistas naturalmente na área do Bosque da Ciência no Inpa, localizado na rua Bem-te-vi, s/nº, bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus. A área de visitação pública do Inpa fica aberta de terça a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 16h (para compra de ingresso). Aos  sábados e domingos funciona das 9h às 16h.

O ingresso custa R$ 5, mas crianças até 10 anos e idosos a partir de 60 anos não pagam. Visitas em grupo também são gratuitas e devem ser agendadas na página do bosque.  

 

Aula inaugural marca início do ano letivo na Fiocruz Amazônia

Na próxima terça-feira, 6/3, será dado início ao ano letivo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia). A abertura das atividades será marcada pela palestra “Capacitação de pessoal para o Sistema Único de Saúde (SUS): desafios e perspectivas”, que será ministrada por Manoel Barral Netto, vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, da Fundação Oswaldo Cruz (VPEIC/Fiocruz).

Na oportunidade, também será a aula inaugural do Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da lnteração Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação). O evento terá início às 9h, no Salão Canoas, auditório da Unidade, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, Zona Sul de Manaus.

Os programas, cursos e atividades de ensinos desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia visam qualificar profissionais para funções especializadas nos campos das ciências e tecnologias em saúde, necessários à sociedade, bem como aprofundar conhecimentos e habilidades, voltando-se prioritariamente para a área de Saúde Coletiva e afins, promovendo atualização sobre os avanços de conhecimentos nesse campo e a ampliação das competências profissionais dos discentes.

Atualmente o Instituto conta com os seguintes cursos de Mestrado: Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA)

SOBRE O PPGVIDA

O Programa tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

Além disso, o PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O PPGBIO-Interação tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

 

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