Abertura do ano letivo na Fiocruz Amazônia aborda capacitação de pessoal para o SUS

“Capacitação de pessoal para o Sistema Único de Saúde (SUS): desafios e perspectivas” este foi o tema da palestra de abertura do ano letivo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), ministrada pelo vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, da Fundação Oswaldo Cruz (VPEIC/Fiocruz), Manoel Barral Netto.

A abertura do ano letivo aconteceu na manhã desta terça-feira, 6/3, no Salão Canoas, na sede da Fiocruz Amazônia, e contou com a presença de alunos, professores, pesquisadores e convidados.

Sérgio Luz, diretor da Fiocruz Amazônia, falou da importância do momento não só para os alunos dos programas de pós-graduação do Instituto, mas para promover reflexões sobre a importância da educação e capacitação de profissionais, para atuarem no SUS e para realização de mudanças na saúde e no país.

Presente no evento, o diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado Amazonas (Fapeam), Edson Barcelos da Silva, destacou a disposição da Fapeam em participar e apoiar eventos científicos da Fiocruz Amazônia, bem como de intensificar a parceria entre as instituições.

A vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz Amazônia, Cláudia Rios Velásquez, lembrou dos avanços alcançados, por meios dos programas de pós-graduação oferecidos pelo Instituto, para a formação de recursos humanos para o SUS, para atuarem na Amazônia e recomendou aos alunos “que se entreguem à pesquisa e a vivam”.

CAPACITAÇÃO DE PESSOAL PARA O SUS

Barral Netto iniciou a palestra ponderando sobre a necessidade de reflexão sobre as exigências corretas para uma boa educação e a necessidade de se integrar mais a pesquisa com a formação de pessoal.

“A Fiocruz oferece educação e formação de pessoal, desde o início da Fundação, mas isso precisa ser repensado e renovado, a cada período. Inclusive, uma das teses aprovadas no último Congresso Interno da Fiocruz, trata da necessidade de reflexão e aperfeiçoamento da nossa política de educação”.

Barral explicou que a Fiocruz  titula mais de 200 doutores por ano, porém capacitar pessoal para o SUS é muito complexo já que o Sistema demanda vários níveis de capacitação na área da saúde, daí a importância de se trabalhar em rede. “Esse é um trabalho que já estamos começando. Essa palestra realizada hoje já faz parte do início desse processo, que é, justamente, trabalhar junto com as unidades regionais, o planejamento educacional. As unidades têm autonomia e, evidentemente, precisam estar relacionadas com seus estados, suas demandas, mas a Fiocruz possui uma missão que precisa ser cumprida, então, em decorrência dessa característica nacional, a Fiocruz tem que equilibrar esses dois aspectos, e isso deve ser completamente harmônico, não será uma política feita na presidência, é uma política que a presidência coordena, mas que é baseada no diálogo com as unidades”.

CURSOS DE MESTRADO

Atualmente, a Fiocruz Amazônia oferece os seguintes cursos de mestrado: Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Os programas, cursos e atividades de ensinos desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia visam qualificar profissionais para funções especializadas nos campos das ciências e tecnologias em saúde, necessários à sociedade, bem como aprofundar conhecimentos e habilidades, voltando-se prioritariamente para a área de Saúde Coletiva e afins, promovendo atualização sobre os avanços de conhecimentos nesse campo e a ampliação das competências profissionais dos discentes.

Para mais informações sobre os cursos de mestrado do ILMD/Fiocruz Amazônia, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

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