Inpa leva alunos para aula prática na Reserva Florestal Adolpho Ducke

Para a pesquisadora do Inpa, vinculada à Coordenação de Biodiversidade e coordenadora da atividade, a ecóloga Flávia Costa, levar esses jovens para a Reserva Ducke é algo a ser comemorado, principalmente, por conta do pouco contato que eles têm com a floresta

 

Texto e foto Karen Canto – Ascom Inpa

 

O ensino de Ciências saiu das salas de aula e ultrapassou a barreira do aprendizado teórico. Foi o que aconteceu com alunos do ensino fundamental, durante uma excursão à Reserva Florestal Adolpho Ducke (Km 26 da AM-010, que liga Manaus a Itacoatira). A atividade fez parte da programação da 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), que foi encerrada domingo (29).

 

Durante os sete dias de atividades da SNCT, o Instituto calcula que cerca de 15 mil visitantes participaram das atividades, que tiveram início na última segunda-feira (23).

Cerca de 17 alunos do 9º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Ana Motta Braga (Petrópolis, zona Sul de Manaus), tiveram a oportunidade de caminhar pelas trilhas da floresta para investigar de que maneira as plantas podem se mover e se defender. A Atividade aconteceu na última sexta-eira (27) dentro da rpgoramação da SNCT.

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Para a pesquisadora do Inpa, vinculada à Coordenação de Biodiversidade e coordenadora da atividade, a ecóloga Flávia Costa, levar esses jovens para a Reserva Ducke é algo a ser comemorado, principalmente, por conta do pouco contato que eles têm com a floresta. “Essa é uma oportunidade que os alunos têm de ver a natureza de perto e, na prática, os conceitos que aprendem em sala de aula”, diz.  

 

Na opinião da pesquisadora, a SNCT proporcionou aos alunos aprenderem coisas novas, um pouco das pesquisas que o Inpa desenvolve e valorizar um pouco mais a natureza e a floresta. Costa pontua que com essa metodologia é perceptível de ver o interesse despertado nos rostos dos alunos. 

 

Atividades

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A visita à Reserva Florestal Adolpho Ducke proporcionou aos alunos a oportunidade de ver na floresta exemplos de como os animais interagem com as plantas, e como as plantas se defendem deles ou os atraem para que sejam ajudadas na polinização e dispersão.

 

Os alunos caminharam com os monitores por trilhas da floresta, procurando exemplos dos tipos de defesa e tipos de polinizaçãoe dispersão, além de fazerem pequenos experimentos para observar a dispersão por formigas.

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Na opinião de uma das monitoras, a doutora Flávia Santana, esse tipo de atividade aproxima mais a comunidade da academia de uma forma didática. ”Com a atividade prática, os alunos têm a oportunidade de vivenciar um pouco o que nós, pesquisadores, fazemos nas nossas vidas como profissão”, diz.

 

Na aula sobre reprodução das plantas, eles aprenderam que a dispersão das sementes está diretamente relacionada ao sucesso de estabelecimento destas, e que cada planta investe de uma forma diversa para atrair um animal diferente. A polinização das flores, que é o transporte de grãos de pólen de uma flor para outra, que pode ocorrer pelo auxílio de seres vivos (abelhas, borboletas, besouros, morcegos, aves, etc) ou por fatores ambientais (vento ou água) também fez parte da programação da aula matinal.

 

Os alunos viram que muitos dos animais que dispersam sementes e fazem polinização são insetos, e estes são muito importantes no processo de reprodução das plantas, já que são os mais abundantes animais no planeta Terra. 

 

 

Tratando-se das defesas naturais das plantas, os alunos viram que as plantas são alimento para a maioria dos animais e, uma vez que elas não podem “sair correndo”, acabam desenvolvendo formas de reduzir suas chances de serem comidas. As defesas podem ser químicas, físicas ou através de interações com insetos.

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O ex-aluno de mestrado Carlos Villacorta mostrou como pelos, espinhos, fibras, látex e outros “truques” podem ajudar as plantas a se proteger dos predadores.

 

Para o estudante do ensino fundamental Rafael Adson, a parte mais interessante foi aprender sobre as defesas das plantas. “É engraçado saber que mesmo as plantas podem se defender e isso varia de acordo com o tipo da planta, do tamanho e do lugar onde elas estão”, observa o estudante ao acrescentar que a defesa com interações com os insetos foi o que ele achou mais interessante. “É como se as plantas fechassem uma parceira com insetos: eu te alimento e abrigo e em troca você me protege dos ataques de insetos mais ‘perigosos’. É divertido”, diz.

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