Inpa divulga resultado do Mestrado Profissionalizante em Gestão de Áreas Protegidas

As atividades do Programa terão início em 11 de setembro de 2017. Os aprovados deverão efetuar matrícula entre os dias 1º a 11 de agosto

 

Da Redação – Ascom Inpa

Foto: Acervo Inpa

 

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTIC) divulgou nesta terça-feira (01) o Resultado Final do Mestrado Profissionalizante em Gestão de Áreas Protegidas (MPGAP). As atividades do Programa terão início em 11 de setembro de 2017 e a parte presencial, obrigatória, será ministrada até 17 de novembro de 2017 em regime de internato ininterrupto.

 

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A finalidade do programa do Inpa é atender uma demanda crescente e urgente de qualificação de mão de obra para realizar a tarefa de cuidar destes espaços protegidos na Amazônia.

 

Os aprovados deverão efetuar matrícula entre os dias 1º a 11 de agosto de 2017 na Secretaria Conjunta de Botânica - MPGAP do Campus I do Inpa, situada na Avenida André Araújo 2936, bairro Petrópolis, no horário de 9h às 12 h e de 14 h às 17h. Candidatos residentes fora de Manaus poderão se matricular por procuração.

 

Caso existam vagas disponíveis não preenchidas decorrentes da primeira chamada, a lista da segunda chamada acontecerá entre os dias 9 a 12 de agosto. A lista segue a ordem de classificação obtida no processo seletivo, segundo o número de vagas disponíveis.

 

O mestrado profissional em Gestão de Áreas Protegidas da Amazônia (MPGAP) é uma parceria do Inpa com a Escola Latino americana de Áreas Protegidas (ELAP) da Universidade para a Cooperação Internacional da Costa Rica (UCI) e com apoio da Agência de Cooperação Técnica Alemã (GTZ).

 

Mais informações sobre o resultado do MPGAP podem ser obtidas pelo telefone (92) 3643-3119 ou pelo e-mail mpgap.am@inpa.gov.br.

 

Editais abertos

 

Até os dias 29 e 30 de setembro, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) segue com as inscrições abertas para o processo seletivo de oito dos dez Programas de Pós-Graduação, sendo sete cursos em nível de mestrado e três em nível de doutorado. Ao todo, são oferecidas 117 vagas, das quais nove são para doutorado e 108 para mestrado.

Os Programas de Pós-Graduação em Biologia (Ecologia/PPG-ECO), em Génetica, Conservação e Biologia Evolutiva (PPG-GCBEv) e em Ciências de Florestas Tropicais (PPG-CFT) são os únicos que estão com editais abertos para doutorado, com 2, 5 e 2 vagas, respectivamente. As inscrições vão até o dia 30 de setembro e o ingresso dos candidatos está previsto para novembro deste ano.

No mestrado, os programas que estão com editais abertos são o de Pós-Graduação em Biologia (23 vagas),  Ciências de Florestas Tropicais (20 vagas),  Agricultura no Trópico Úmido (12 vagas), Botânica (11 vagas), Biologia de Água Doce e Pesca Interior (18 vagas),Clima e Ambiente (10 vagas) e Entomologia (14 vagas).

Inpa e ONG Wildlife Conservation Society (WCS) lançam guia sobre Quelônios da Amazônia

A publicação reúne informações relevantes e atuais de 18 espécies de quelônios da Amazônia, como tartaruga-da-amazônia, tracajá, irapuca e perema, para contribuir com o conhecimento do grupo e para o desenvolvimento de ações de conservação

 

Da Redação – Ascom Inpa

Foto: Camila Ferrara, Elis Perroni e Cimone Barros 

 

Nesta quinta-feira (3), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTIC) e a Organização Não-Governamental Wildlife Conservation Society (WCS Brasil) lançam o livro "Quelônios Amazônicos: guia de identificação e distribuição”.  Na Amazônia são encontradas 18 espécies de quelônios, um dos grupos de vertebrados mais ameaçados do mundo por serem altamente vulneráveis a impactos humanos, principalmente pelo comércio em grande escala.

O lançamento acontecerá, as 17h, no Centro de Estudo de Quelônios da Amazônia (Cequa), que fica dentro do Bosque da Ciência do Inpa, localizado na rua Bem te Vi, s/nº, Petrópolis, zona Sul de Manaus. São autores da publicação: Camila Ferrara, Camila Fagundes, que fizeram doutorado no Inpa e hoje atuam na ONG; Thais Morcatty, mestranda em Ecologia do Inpa, e o pesquisador Richard Vogt, um dos maiores especialistas em conservação e ecologia de tartarugas de água doce.

De acordo com Camila Fagundes, que é coordenadora de análises espaciais da WCS Brasil, o guia é um importante instrumento que reúne as informações mais relevantes e atuais dos quelônios amazônicos para contribuir, principalmente, com ações de conservação a serem desenvolvidas por diferentes públicos. Entre eles estão pesquisadores e estudantes, gestores de áreas protegidas e tomadores de decisões.

 

Foto Camila Ferrara tartaruga da amazônia Podocnemis expansa

 

O livro compila informações atualizadas sobre taxonomia (identificação), biologia, ecologia, ameaças e distribuição das espécies de quelônios da Amazônia. Um dos diferenciais do livro é que é o primeiro sobre quelônios lançado no Brasil que contém mapas de distribuição e de áreas ambientais adequadas à ocorrência de cada uma das 18 espécies da Amazônia, chave taxonômica para auxiliar na identificação de indivíduos jovens e adultos e imagens em tamanho real dos ovos de cada espécie para contribuir no seu reconhecimento.

“A obra também procura informar sobre incertezas e divergências nas pesquisas sobre as espécies contempladas, como o questionamento da validade taxonômica de algumas espécies, e propõe estudos prioritários a serem desenvolvidos para o conhecimento e conservação do grupo”, contou Camila Fagundes, que é bióloga com doutorado em Biologia de Água Doce e Pesca Interior pelo Inpa.

De acordo com os autores, a obra vem suprir uma carência de uma fonte atualizada que reúna o conhecimento científico disponível sobre os quelônios, o que limita a capacidade de diferentes atores e instituições desenvolver ações conjuntas de conservação.

Cerca de 50% das espécies de quelônios do mundo estão listadas em alguma categoria de ameaça de extinção ou já foram extintas. Na Amazônia, as espécies de quelônios também são altamente vulneráveis, já que a cultura de consumo de ovos e carne dessas espécies, como da tartaruga e do tracajá, ainda é bastante presente. Além do consumo, os quelônios são ameaçados pela perda de habitat ocasionada pelo desmatamento, construção de hidrelétricas e mineração. 

 

Foto Elis Perroni ovos tracajá Podocnemis unifilis

 

“Para se ter ideia, a tartaruga da Amazônia viaja centenas de quilômetros pelos rios amazônicos e retorna para desovar em seus locais de origem, sendo muito vulneráveis a alterações no leito dos rios”, destacou o pesquisador do Inpa, Richard Vogt.

 

Estratégias de Conservação

Segundo Camila Fagundes, as estratégias de conservação adotadas na Amazônia abrangem principalmente a proteção dos sítios de reprodução das espécies que desovam em praias e o monitoramento de fêmeas reprodutivas, e envolvem com frequência os moradores locais nessas atividades.

“Entretanto, para garantir maior eficácia da conservação dos quelônios na Amazônia é imprescindível conhecer a dinâmica populacional das espécies – onde se estuda sobrevivência, crescimento e fecundidade, por exemplo - especialmente para as espécies da família Podocnemididae e Testudinidae, devido ao alto grau de exploração que sofrem para consumo”, assegurou Camila Fagundes.

Informações hoje ainda incipientes sobre a biologia das espécies e a estruturação genética das populações, segundo Camila Fagundes, também são fundamentais nesse trabalho, por ajudar na compreensão das consequências de atividades humanas, como perda de habitats, construção de barragens e mudanças climáticas sobre o grupo dos quelônios. “Esse conhecimento pode subsidiar e nortear o desenvolvimento de medidas de conservação e mitigação de impactos nas populações de quelônios ameaçados”, disse.

Saiba mais sobre o Guia

 

QueloniosamazonicosFotoCimoneBarrosINPA

 

Publicada pela Wildlife Conservation Society (WCS Brasil), por meio do financiamento da Fundação Betty & Gordon Moore, a obra de 180 folhas teve a tiragem inicial de 1000 exemplares. Os interessados em adquirir o livro poderão fazê-lo no lançamento e após a data na sede da WCS Brasil, que fica na Universidade Federal do Amazonas (Mini campus da Ufam, Bloco H) ou na Editora Inpa (Campus I).

Eleições para o CD/ ILMD: conheça as chapas

Neste ano, servidores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) elegem seus representantes no Conselho Deliberativo (CD) do Instituto.

A Comissão Eleitoral promoveu nesta terça-feira (1/8) encontros para a apresentação das chapas inscritas para o processo de escolha dos membros do conselho para o biênio 2017-2019.

A eleição será realizada na próxima sexta-feira (4/8), no período de 8h às 17h, a ocorrer na sala de reunião da Biblioteca. O servidor que não puder comparecer à urna no dia da eleição, poderá votar por e-mail:  comissaoeleitoral.ilmd@fiocruz.br .

A Comissão desta eleição foi instituída e homologada pelo Conselho Deliberativo do ILMD/ Fiocruz Amazônia, por meio da Portaria 018/2017, de 19/6/2017, para organizar e coordenar os trabalhos relativos às eleições.

A apuração dos votos será feita pela Comissão Eleitoral, imediatamente após o término da votação, nas dependências do ILMD.

Confira as chapas inscritas e cartas-compromisso

ENSINO

TITULAR: Aldemir Maquiné

SUPLENTE: Anízia Aguiar

 

GESTÃO

TITULAR: Helena Guedes Coutinho

SUPLENTE: Carlos Fabrício da Silva

 

PESQUISA

TITULAR: Priscila Aquino

SUPLENTE: Pritesh Lalwani

 

PESQUISA

TITULAR: Rodrigo Tobias Lima

SUPLENTE: Fernando Herkrath

 

PESQUISA

TITULAR: Stefanie Lopes

SUPLENTE: Amandia Souza

 

PESQUISA

TITULAR: Ani Beatriz Matsuura

SUPLENTE: Maria Jacirema Gonçalves

 

Virada Sustentável Manaus 2017 no Bosque da Ciência do Inpa atrai mais de 5 mil visitantes

Para quem veio ao Bosque da Ciência no sábado e domingo apreciou boa música, teatro, troca de livros e também pode deixar sua marca registrada, literalmente, no muro do bosque

 

Por: Karem Canto (texto e foto) – Ascom Inpa

A Virada Sustentável no Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), no último fim de semana, foi sucesso de público. Ao todo, o Bosque contou com 28 atividades espalhadas pelos 13 hectares de extensão (o equivalente a 13 campos de futebol) do espaço de visitação do Instituto. Estima-se que mais de 5 mil pessoas de todas as idades marcaram presença nos dois dias, no Bosque.  

Para quem veio ao Bosque participar das atividades de Virada, além de ter tido a oportunidade de apreciar boa música, teatro e troca de livros, também pode deixar sua marca registrada, literalmente, no muro do bosque do Instituto.

A novidade dessa edição e que fez sucesso entre crianças e adultos, permitiu ao público participante registrar o seu nome ao lado do grafite colaborativo. A atividade contou com a participação de sete artistas da região e serviu para revitalizar e "dar vida" ao muro do Bosque. É possível ver o grafite num mural de 35 metros pela entrada do Bosque, na Rua Bem Te Vi, s/nº (antiga Otávio Cabral), bairro Petrópolis.

O tema escolhido foi os Animais e o conhecimento científico. Os artistas e os participantes da atividade pintaram o peixe-boi da Amazônia, macaco da noite, gavião-real, preguiça-real, abelhas nativas, sapo garimpeiro, peixe-folha, peixes ornamentais e arara vermelha. Os artistas Raiz, Carolina Bertsch, Hulk, Emerson, Sprok, Hugo HMC e Denis L.D.O grafitaram a asa da arara vermelha com a intenção de elaborar um painel de fotos para os visitantes do Bosque.

Para uma das participantes da Virada Sustentável, a estudante Ana Clara, 11 anos, que veio com a família nos dois dias das atividades no Bosque conheceu e aprendeu coisas novas. "Eu sempre venho ao Bosque em passeios da escola ou com os meus pais, e sempre aprendo, de um jeito fácil e divertido, sobre os animais da floresta”, disse. “Aprendo também o quanto a gente deve ter cuidado com os bichinhos e com o meio ambiente”, acrescentou.  

Literatura de Cordel contada em versos, palestras sobre quelônios, exposição de fotografia, dança de rua e exposições sobre o meio ambiente também fizeram parte da programação.

O Bosque da Ciência do Inpa fica na rua Bem Te Vi, s/nº (antiga Otávio Cabral), bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus (AM). O espaço está aberto para visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 16h30. Sábados, domingos e feriados fica aberto das 9h às 16h. Segunda-feira é fechado para manutenção.