Estudo da Fiocruz alerta para danos causados pelo tabagismo

No Dia Mundial sem Tabaco (31/5), o Ministério da Saúde (MS), juntamente com Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), lançaram o estudo Carga de doença atribuível ao uso do tabaco no Brasil e potencial impacto do aumento de preços por meio de impostos. O tabagismo é responsável por seis milhões de mortes ao ano em todo mundo, das quais, cerca de cinco milhões são atribuídas ao uso do tabaco e mais de 600 mil são resultantes do tabagismo passivo.

No Brasil, estima-se 156.216 mortes anuais, ou seja, 428 mortes por dia são atribuídas ao tabagismo, o que corresponde a 12,6% das mortes que ocorrem no país. Deste total, 34.999 mortes são por infarto agudo do miocárdio, 23.762 por câncer de pulmão e 10.812 por acidente vascular cerebral (AVC). O tabagismo também é responsável por 59.509 casos de AVC, 73.500 novos diagnósticos de câncer e 378.594 pessoas adoecem devido às doenças pulmonares obstrutivas crônicas (DPOC) anualmente.

Dados das pessoas que adoecem – Infografia por: IECS

“A magnitude deste fator de risco também é observada nos custos que ele gera para o país e que somam 56,9 bilhões de reais ao ano, dos quais, 39,4 bilhões de reais são referentes aos custos médicos e 17,5 bilhões de reais aos custos por perda de produtividade. Este montante representa 1% do Produto Interno Bruto (PIB) e a arrecadação de impostos sobre a venda de cigarros cobre apenas 23% das perdas geradas pelo tabagismo para o país”, explicou Márcia Pinto, pesquisadora do IFF/Fiocruz e uma das autoras do estudo.

A pesquisa teve coordenação científica da Fiocruz e do Instituto de Efectividad Clínica y Sanitaria (IECS), da Argentina e contou com a participação dos pesquisadores: Márcia Pinto, do IFF/Fiocruz, Ariel Bardach, Alfredo Palacios, Andrea Alcaraz, Belen Rodríguez, Federico Augustovski, Andrés Pichon-Riviere, do IECS e Aline Biz do Instituto de Medicina Social, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O Inca financiou a pesquisa através de um acordo técnico com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), e que também contou com uma série de subsídios de pesquisa do Centro Internacional para o Desenvolvimento do Canadá (IDRC).

Dados de mortes – Infografia por: IECS

No Brasil, a prevalência do tabagismo vem se reduzindo nas últimas décadas devido às ações adotadas, tais como, a proibição da publicidade de cigarros nos meios de comunicação e pontos de venda e do consumo de derivados do tabaco em ambientes fechados, a obrigatoriedade de advertências nos maços e o programa de controle do tabagismo oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mas, segundo a OMS, a medida mais efetiva para reduzir o consumo de cigarros é o aumento de preços por meio da elevação dos impostos, pois desencoraja a iniciação de adultos e crianças e desestimula os ex-fumantes a voltarem a fumar. “Apesar do aumento da carga tributária, os maços de cigarros continuam muito baratos no Brasil. A experiência aqui e no mundo mostra que aumentar os impostos, e consequentemente os preços, é a medida mais eficiente para reduzir o consumo, principalmente entre os jovens”, afirma Tânia Cavalcante, secretária-executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (CONICQ).

Tânia enfatizou que a proposta do CONICQ é a aprovação do projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional que cria a contribuição de intervenção no domínio econômico, a Cide-Tabaco, nos moldes da Cide-Gasolina. “Os ganhos para os cofres públicos são duplos, no aumento da arrecadação e diminuição dos custos de saúde. Mas o principal são os ganhos para a saúde da nossa população”, conclui.

Dados se o preço aumentasse em 50% – Infografia por: IECS

O estudo também simulou o que aconteceria no país nos próximos dez anos, caso os preços dos cigarros fossem elevados em 50%. “A elevação de preços levaria a uma redução de consumo que evitaria cerca de 136 mil mortes, 507 mil infartos e outros eventos cardíacos, 100 mil AVCs e 64 mil novos casos de câncer. Além disso, a redução do consumo traria os seguintes ganhos econômicos, também em dez anos: 32,5 bilhões de reais de economia em custos de saúde, 45,4 bilhões de reais de aumento em arrecadação tributária (já considerando a redução nas vendas de cigarros) e 20 bilhões de reais de economia por perda de produtividade evitada, gerando um benefício econômico total de aproximadamente 98 bilhões de reais”, finalizou Márcia Pinto.

Fonte: IFF/Fiocruz, por Juliana Xavier

*Com a colaboração da Assessoria de Comunicação do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Semana do Meio Ambiente terá caminhadas e trilhas para observação de aves e insetos

O evento terá trilhas para observação de insetos, caminhada para observação de pássaros, exposições, oficinas e bate-papo com pesquisadores falando o que eles fazem pelo meio ambiente

 

Da Redação – Ascom Inpa

Fotos: Alexandre Somavilla e Alexandre de Melo - Acervo

 

Importantes na polinização, na produção de alimentos, no controle biológico de pragas e ciclagem de nutrientes, os insetos desenvolvem um papel fundamental para o funcionamento de diversos ecossistemas. Este é o grupo de animais mais diversificado do planeta, e a Amazônia é o bioma mais rico em diversidade de insetos do mundo.

 

Para desvendar o comportamento desse e de outros animais, a Semana de Meio Ambiente do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) oferecerá uma série de atividades gratuitas. A proposta é levar o público a refletir sobre a relação entre a qualidade de vida e o respeito à natureza.

 

“Queremos fazer uma atividade diferenciada principalmente com a trilha noturna mostrando os animais que moram no Bosque da Ciência, seu comportamento e atividades noturnas”, conta o bolsista de pós-doutorado do Inpa Alexandre Somavilla.

 

Inseto Foto Alexandre Somavilla Inpa

 

A Semana do Meio Ambiente do Inpa acontecerá de 04 a 11 de junho, no Bosque da Ciência, que estará de portões abertos. Por ano, o espaçorecebe cerca de 150 mil visitantes. O bosque está localizado na Rua Otávio Cabral, s/nº, Petrópolis, Zona Sul Manaus.

 

“Este é um momento importante para refletirmos sobre as questões ambientais. Todo dia deve ser dia do meio ambiente, pois se a gente se importa com ele, então isso se mostra em nossas atitudes e em nosso comportamento de consumo todo dia”, destaca a coordenadora de Extensão do Inpa, Rita Mesquita.

 

Na programação estão atividades para todas as idades. São trilhas guiadas para observação de insetos, caminhadas para observação dos pássaros presentes no bosque, exposição de macrofungos e mostra de instrumento musical ukulelê e outros objetos confeccionados com madeiras caídas naturalmente.

 

Terá ainda visita guiada ao Lago Amazônico, demonstração do purificador de água Ecolágua, oficina Morfose de Maquiagem Sustentável e Intuitiva com o biólogo e Artista Visual Emerson Pontes (conhecido como Uýra), Cine Fórum “Ver Ciência: Impactos das mudanças climáticas na Amazônia”, lançamento da cartilha “Guia de Identificação das principais espécies de peixes comercializados como douradinha”, apresentações artísticas e muito mais. 

 

BosqueFotoCarolRochaAscomInpa11

 

No decorrer da semana (de terça-feira a sábado), sempre às 10h, acontecerá a palestra O que eu faço pelo Meio Ambiente?, com Nailton Lopes (agrotóxicos/ FVS/Susam), Wilson Spironello (primatas/ Inpa), Mario Cohn-Haft (aves/ Inpa), Márcio Luiz  de Oliveira (abelhas/ Inpa) e Anselmo D’Affonseca (fotos de pássaros/ Inpa). A atividade acontece na Casa da Ciência.

 

“Vamos debater as questões ligadas ao meio ambiente do bioma amazônico, dando destaque para temas muito importantes, com ênfase em conservação, proteção e manejo dos recursos naturais”, disse a coordenadora de Tecnologia Social e uma das coordenadoras da Semana do Meio Ambiente, Denise Gutierrez. “Eles serão apresentados em forma de oficia, exposições, trilhas guiadas e interação com cientistas, que é sempre muito importante para o público poder conversar, interagir com pessoas que estão produzindo conhecimento sobre a região”, completou.

 

Trilhas de observação de insetos

 

Na terça-feira (06), o doutor em Biologia (Entomologia) Alexandre Somavilla e a equipe de entomologia do Inpa desenvolverão duas trilhas guiadas para observação do comportamento de insetos. Será uma pela manhã, às 9h, direcionada para crianças e jovens, e outra às 19h focada nos universitários. Os participantes precisam levar lanterna (para a trilha noturna) e estar de sapato fechado. Os grupos serão formados de 20 a 30 pessoas.

 

Observação inseto Noturno Bosque Ciência 6 Foto Alexandre Somavilla

 

Com uma linguagem adaptada ao público infanto-juvenil, Somavilla mostrará aos participantes como os insetos estão inteirados na vida das pessoas, e como estão presentes em ambiente urbano e de floresta. No Bosque da Ciência, um fragmento de floresta em plena área urbana de Manaus, é possível encontrar abelhas, vespas, borboletas, besouros, e muitos insetos.

 

“Vamos capturar alguns deles e mostrar habitat, características, desmistificar que a maioria tem veneno e é nocivo, e falar da importância dos insetos para o funcionamento dos ecossistemas”, contou Somavilla, que trabalha com a identificação de vespas sociais, conhecidas como cabas aqui na região.

 

Na trilha noturna, os participantes vão observar e coletar insetos. Com auxílio de lanterna e armadilhas, no “silêncio” da noite, os universitários poderão ver a grande quantidade de insetos ativos naquele horário, apesar de a maioria gostar do dia e da luminosidade. “Mas existe boa parte dos insetos que tem de sair à noite para fazer suas atividades. As próprias vespas sociais – um grupo conhecido como cabas da noite, saem para pegar alimentos; os vaga-lumes, os louva-a-deus também têm atividades noturnas”, conta.

 

Observação de Pássaros

 

Nas caminhadas para observação de pássaros (04, 10 e 11 de junho, das 7h às 9h e das 18h às 20h), o participante terá a oportunidade de descobrir uma atividade de lazer que contribui para a conservação da natureza. O hobby antigo na Europa e nos Estados Unidos a cada conquista mais adeptos no mundo, e somente no Brasil já são mais de 25 mil observadores de aves. No Inpa, a ideia é que se atividade “cair no gosto” dos participantes, ela se torne uma prática mensal no Bosque.

 

ferreirinhoestriadoFotoTomazdeMeloAcervoINPA

 

De acordo com o biólogo e doutorando em Zoologia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Tomaz Nascimento de Melo, em Manaus há mais de 500 espécies de aves registradas, e ele acredita que no Bosque da Ciência é possível ver de 60 a 70 espécies, entre elas o ferreirinho estriado, o arapaçú-de-bico-branco, o chora-chuva-de-asa-branca, o sanhaçu-da-Amazônia e o caraxué-de-bico-preto.

 

“Espero que as pessoas descubram que essa é uma atividade super legal de fazer. É difícil sair de casa e não ver passarinho na sua frente. Então, é legal as pessoas conhecerem as espécies de aves que têm na cidade delas, no lugar perto da casa dela, que neste caso pode ser o Bosque da Ciência, e saber que esse é um hobby praticado no mundo inteiro”, disse Melo, que será responsável pela caminhada junto com a mestre em Ecologia Renata da Silva Xavier.

 

Inscrições

 

Os interessados em participar das caminhadas e trilhas poderão fazer inscrição pelo e-mail coext.inpa@gmail.com ou pelo telefone 92 3643-3135 (Coordenação de Extensão). As vagas são limitadas. Serão 20 vagas para observação de pássaros e de 20 a 30 para observação de insetos, em cada turma. No Assunto colocar Inscrição na Semana do Meio Ambiente do Inpa.

Divulgado resultado final da homologação das inscrições para o PPGVIDA

Divulgado hoje (30/5) o resultado final da primeira etapa do processo seletivo, do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), área de Saúde Coletiva.

O resultado refere-se à homologação das inscrições, após análise de recursos e fornece informações sobre o local das provas de Saúde Coletiva e conhecimentos específicos.

Os candidatos que tiveram suas inscrições homologadas estão aptos a seguir para a segunda etapa, que compreende a submissão à prova escrita discursiva, a ser realizada no Salão Canoas do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), nesta quarta-feira 31/5, de 9h às 11h (Prova de Saúde Coletiva), e de 14h às 17h (Prova de conhecimentos específicos).

O resultado da homologação das inscrições, após análise dos recursos está disponível no sistema Sigass em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120.

O ILMD/Fiocruz Amazônia situa-se na rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus (AM).

RECOMENDAÇÕES PARA O DIA DAS PROVAS

Os candidatos devem comparecer ao local das provas no horário e dia estabelecido, com antecedência mínima de trinta minutos do horário de início das provas, munidos de caneta esferográfica (tinta azul ou preta) e do mesmo documento de identificação apresentado no ato da inscrição. Não será permitido o ingresso de candidatos, após o horário determinado para o início das provas.

Somente terá acesso a sala de provas o candidato que estiver munido de documento de identidade original, com mesmo número daquele que enviou no ato da inscrição. Durante a realização da prova não será admitida qualquer espécie de consulta ou comunicação entre os candidatos, porte de livros, manuais, impressos ou anotações, máquinas calculadoras (também em relógios), tablet, agendas eletrônicas ou similares, telefone celular, BIP, walkman, gravador ou qualquer outro receptor de mensagens.

É vedado o ingresso de candidato ao local da prova portando arma de qualquer natureza. O candidato somente poderá se ausentar do local de realização das provas após 30 (trinta) minutos de seu início, e não poderá levar o caderno de nenhuma das provas.

Em todas as provas, os três últimos candidatos deverão permanecer na sala e somente sairão juntos do recinto, após a aposição em Ata de suas respectivas assinaturas. Não haverá segunda chamada para as provas, seja qual for o motivo alegado para justificar a ausência do candidato. O não comparecimento/participação a qualquer das etapas do certame importará na eliminação do candidato do Processo Seletivo.

SOBRE O CURSO

O PPGVIDA – ILMD/Fiocruz Amazônia é um programa de pós-graduação que tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

Neste processo seletivo foram oferecidas 12 vagas, divididas em duas linhas de pesquisa: Fatores sócio biológicos no processo saúde-doença na Amazônia, com nove vagas; e Processo Saúde-Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade, com três vagas.

O curso é em regime integral e as aulas estão previstas para iniciar dia 28 de agosto deste ano. Ao final do mestrado, o egresso do curso receberá diploma de Mestre em Saúde Pública.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Palestra apresenta tecnologia para o desenvolvimento de testes diagnósticos específicos

A palestra “Microarrays de peptídeos de alta resolução: da pesquisa básica ao desenvolvimento de vacinas, testes diagnósticos e anticorpos monoclonais terapêuticos”, apresentada na última sexta-feira 26/5, pelo representante da Empresa BioAlbra Biotecnologia, Dr. Pedro Simonini, no Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), trouxe ao público a apresentação de uma plataforma voltada para o desenvolvimento de testes diagnósticos específicos, capaz de diferenciar especificidades dos vírus da Zika, Dengue, Chikungunya e Febre Amarela.

“Em princípio é uma tecnologia que já existe, mas o produto que nós desenvolvemos tem um diferencial: Temos a informação completa do genoma e proteoma do vírus da Zika ou Dengue, Chikungunya, Febre Amarela e conseguimos analisar toda essa informação de uma vez”, explicou Simonini.

A grande flexibilidade dessa plataforma permite sintetizar microarranjos personalizados cobrindo desde pequenas sequências peptídicas até proteínas inteiras ou genomas virais completos. Os microarranjos demandam amostras pequenas de soro e podem ser usados em diversas aplicações, como mapeamento de epítopo e análise de substituição, desenvolvimento de vacinas, monitoramento imunológico, descoberta de biomarcadores, perfil de anticorpos do soro, antes e depois de infecções, administração de vacinas, ingestão de medicamentos, perfil de anticorpos autoimunes no soro de pacientes e perfil de anticorpos relacionados com processos alérgicos.

De acordo com o palestrante, o desenvolvimento da tecnologia permitiu a elaboração de projetos complexos de proteômica high-throughput. Através de exemplos concretos, a palestra teve o objetivo de demonstrar o potencial único e as inúmeras aplicações dessa tecnologia tanto em pesquisa básica como aplicada.

A plataforma tem capacidade de sintetizar desde pequenas sequências peptídicas até proteomas completos, como por exemplo: Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela. “A flexibilidade de síntese de peptídeos nos permite adaptar a plataforma para qualquer organismo cujo genoma tenha sido sequenciado. Usando microarranjos de peptídeos de alta resolução podemos, por exemplo, caracterizar e diferenciar a resposta humoral entre virus semelhantes, distinguindo inclusive entre infecção e vacinação”, esclareceu Simonini.

Os Microarrays de peptídeos é um equipamento indispensável para diversas aplicações moleculares. O problema principal dessa tecnologia é a sua produção, pois cada peptídeo necessita ser sintetizado individualmente. Após sua síntese cada peptídeo precisa passar por um processo para se ligar ao suporte do microarranjos.

O processo tem limitações intrínsecas, pois além do custo elevado, não permite a produção de microarranjos de peptídeos de alta densidade. Para superar essas limitações, pesquisadores do German Cancer Reserach Center, em Heidelberg, desenvolveram a tecnologia. Usando o princípio de impressão a laser, os peptídeos são sintetizados diretamente sobre a superfície do microarranjo. Essa tecnologia garante uma flexibilidade única e quase ilimitada para sintetizar microarranjos de peptídeos de alta densidade.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE O PALESTRANTE

Pedro Simonini é graduado em Biologia, pela Universidade de Kiel, Alemanha e mestre trinacional e trilíngue em Biotechnologia, pelas Universidades de Strasbourg (França), Basel (Suiça), Freiburg (Alemanha) e Karlsruhe (Alemanha). Possui doutorado em Biologia Molecular do Câncer, pela Universidade de Heidelberg / German Cancer Research Center (DKFZ), Alemanha. Atua nas áreas de biotecnologia e biologia molecular, atuando principalmente nos seguintes temas: biotechnologia, oncologia molecular, biologia de microRNAs, epigenética.