Jovens do interior do Amazonas aprendem no Inpa a fabricar objetos de madeira

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Escolhidos pela própria comunidade juntamente com pesquisadores do Laboratório de Manejo Florestal do Inpa (LMF), os alunos buscam no curso uma nova fonte de renda para a localidade

 

Por Letícia Misna – Inpa

Fotos: Letícia Misna e Cimone Barros

 

Em sua sétima edição, o Curso de Formação de Artefatos de Madeiras desta vez é voltado para jovens da comunidade Morena, de Presidente Figueiredo, interior do Amazonas. As aulas ocorrem por uma semana (de 15 a 19 de outubro), em período integral, com o objetivo de qualificar os participantes no conhecimento da tecnologia da madeira e em noções de empreendedorismo.

Artefatos decorativos, marchetaria, linha de escritório (porta-lápis, porta-papel), mesa. Estes são alguns dos produtos desenvolvidos pelos nove participantes, no Laboratório de Engenharia de Artefatos de Madeira (Leam), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC).

O curso de 40 horas é divido em cinco módulos, que dão aos participantes noções básicas sobre Empreendedorismo, Máquinas utilizadas em marcenarias e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e layouts para instalações. Também integram a formação Técnicas de marchetaria e desenvolvimento de produtos e Técnicas de acabamento. O módulo de Empreendedorismo foi ministrado pela mestra em Ciências Florestais, a engenheira florestal Roseneide Dias, que fez iniciação científica no Inpa no mesmo laboratório e há dez anos possui a própria empresa no ramo de Artefatos de Madeira.

“Nosso objetivo é capacitar os comunitários na arte de construir artefatos. E para valorizar mais a madeira inovamos o curso incluindo a parte de empreendedorismo”, disse a coordenadora do curso e responsável pelo Leam, à pesquisadora Claudete Catanhede. “Conscientizamos os alunos para evitar a exploração proporcionando a eles experiências com desenvolvimento de produtos com resíduos florestais e de processamento mecânico. Nós queremos que eles vejam a madeira com outro olhar”, completou a pesquisadora.

 

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Os jovens foram escolhidos pela própria comunidade. Foram pré-requisitos comprometimento, responsabilidade e o papel de se tornarem multiplicadores. Esther Feitosa, 19, que antes nunca havia se interessado pela área, viu no curso uma oportunidade para desenvolver uma profissão e ter fonte de renda. “A gente vem de uma comunidade em que não tem muito acesso a esse tipo de oportunidade. Acredito que isso é só o início pra gente”, revelou Feitosa.

Resíduos de Madeira

Para confecção dos objetos foram utilizados resíduos de madeira doados pela Mil Madeiras Preciosas, empresa instalada em Itacoatiara. Segundo Catanhede, as madeiras utilizadas no curso não são as mesmas encontradas na comunidade da Morena, mas elas possuem várias características semelhantes. Na comunidade são encontradas espécies como cardeiro, sucupira, vários tipos de angelins, mas no curso os alunos estão trabalhando com o angelim-vermelho, que é parecido em termo de caracterização.

“Inserimos também o marupá, que não tem na comunidade, mas fizemos isso para eles terem conhecimento de que para a adesão de duas espécies altamente resistentes, precisa-se de uma espécie de menor resistência e menor porosidade para ter uma colagem adequada”, explica Catanhede, que é engenheira florestal com doutorado em botânica.

 

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Obtidos durante o processamento mecânico do desdobro, do processamento de classificação da madeira, os resíduos da madeira costumam ser transformados em carvão, energia ou são desperdiçados. Por exemplo, para se vender uma tábua de primeira qualidade, ela deve estar isenta de defeito. “Como trabalhamos com pequenos produtos, podemos tirar amostras desse resíduo e transformar em produtos de alto valor agregado”, explicou Catanhede.

Marchetaria

Marchetaria, um dos principais módulos ministrados, é a técnica de fazer ornamentações (como mosaicos e ilustrações) através da colagem de diferentes tipos de madeiras. Segundo o instrutor do curso, o luthier e empresário Gean dos Santos Dantas, são usados vários tipos de recorte de variadas espécies de madeira, que depois são colados com uma cola própria, que precisa secar por 24 horas. Depois desse processo, com o “taco” (a peça bruta) pronto, é possível recortá-lo para fazer brincos, anéis, caixas, porta-lápis.

Laboratório

Serra de fita, serra circular, plainadeira, furadeira horizontal, desengrosso, lixadeira de rolo, lixadeira de disco e tupia são as máquinas com as quais os alunos estão aprendendo a lidar. Para a jovem Esther Feitosa, a serra circular, que serve para cortar a madeira em três tamanhos, foi à máquina mais difícil de trabalhar, por exigir maior atenção devido ao constante risco de acidente. “É preciso ter equilíbrio com a madeira, porque a máquina pode jogar o objeto em cima de você e de quem estiver perto. Todas podem fazer isso, na verdade, mas essa é a que pode causar acidentes mais graves”, contou.

 

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De acordo com o técnico do Leam Roberto Daniel, o essencial é ter atenção e respeito pelos equipamentos, estar atento quando for ligá-los e não usá-los para cortar coisas inadequadas, como uma ripinha muito fina numa máquina muito grande. Entre os acessórios de segurança necessários estão o protetor auricular para proteger os ouvidos dos ruídos das máquinas, os óculos de proteção para evitar fagulhas nos olhos, e a máscara para evitar a poeira no nariz e na boca.

“Para trabalhar na marcenaria, também é recomendável o uso de calça comprida e sapatos que permitam boa locomoção e evite o risco de escorregões, uma vez que pode ter resíduos no chão”, destacou Daniel.

As edições anteriores do curso já foram realizadas em municípios como Tefé, Baixo Juruá, Médio Juruá e Barcelos, e é promovido pelo Inpa e pelo Leam, no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) – Madeiras da Amazônia, que possui financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapem).

Idosos do grupo Renascer fazem apresentação teatral na Semana Nacional de C&T do Inpa

A SNCT do Inpa ofereceu atividades para todas as idades (exposições, palestras, visitas, oficinas), inclusive apresentação teatral e aulão de ritmos específicas para idosos. No domingo pela manhã, evento terá um minicurso gratuito para montagem de kit portátil de energia solar. Veja a programação 

Por Ingrydd Ramos (Texto e fotos) - Inpa

 

Com dança, música e teatro, o Grupo Mosaico Renascer da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (Funati) trouxe uma apresentação especial para a Semana Nacional de Ciências e Tecnologia (SNCT) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). A Companhia existe há 16 anos e visa inclusão social de idosos no meio artístico.

O grupo nasceu no Parque Municipal do Idoso, no ano de 2002, migrando para a Funati em 2009. Muitos dos idosos já estão há muito tempo na Companhia. A coordenadora e assistente social Lilian Machado informou que a ideia inicial era oferecer qualidade de vida, mas atualmente há uma grande mudança positiva relacionada à saúde física, memória e expressão corporal dos integrantes do grupo.

 

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“Gostamos também de juntar as gerações, para que haja um maior respeito e preparação do envelhecer por parte dos jovens para que eles possam disseminar essa causa”, disse Machado.

Vinte e seis idosos entre 50 e 92 anos participam do grupo. Maria de Nazaré Rocha, conhecida como Rochinha, é uma das pioneiras e ajudou a nomear o grupo de teatro com o nome Renascer. Com 85 anos, Rochinha afirma que o teatro teve impacto significativo para sua saúde. “Eu me sentia muito mais doente sem o teatro. Hoje posso dizer que é o que eu mais gosto de fazer. Aconselho para todas as idosas”, orienta.

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A apresentação aconteceu na quarta-feira (17) durante a SNCT, que este ano tem o tema a redução das desigualdades na Amazônia. O evento é realizado nos três campi do Inpa, mostrando trabalhos realizados pelo Instituto, além de popularizar a ciência e capacitar pessoas em áreas diversas. A programação segue até domingo e conta com oficinas, palestras e atividades lúdicas.

Os interessados em fazer parte do Grupo Mosaico Renascer podem visitar a sede da Funati, localizada na Avenida Brasil, dentro do Complexo do Magdalena Arce Daou, no bairro Compensa, durante segundas e quartas-feiras, de 08h30 às 11h30. “Os homens também são muito bem-vindos ao nosso grupo”, convidou a coordenadora.

 

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Programação

Até domingo o Bosque da Ciência está com entrada gratuita. Várias atividades de população da ciência, educação ambiental e de incentivo à aprendizagem são oferecidas a todas as idades no espaço, que fica na rua bem-te-vi, s/nº, Petrópolis, zona Sul de Manaus. Veja a programação completa em http://portal.inpa.gov.br/portal/

Para esta sexta-feira, haverá a visita Conhecendo a Flora do Bosque da Ciência (9h às 10h30), Exposição Mudanças Climáticas no Paiol da Cultura (9h às 11h30/ 14h às 16h30), Planetário (9h às 11h30), Charadas no Bosque (13h às 14h), Cine Ciência (13h às 14h), Ecoethos (14h às 16h30) e Planetário (14h às 16h30).

Sábado o visitante poderá encontrar as seguintes atividades Importância do uso de anestésicos no manejo dos peixes (9h às 10h/ Auditório LEEM), Exposição Mudanças Climáticas/Paiol (9 às 11h30 e 14h às 16h30), Planetário (9h às 11h30 e 14h às 16h30), Charadas no Bosque da Ciência (9 às 11h30), Pintando nas trilhas (14 às 16h30) 14 às 16:30 Planetário

 

MarceloCasoniFotoLucietePedrosaASCOM

 

No último dia da SNCT (domingo), continuam durante todo o dia a Exposição Mudanças Climáticas/Paiol e Charadas no Bosque. As novidades são Os Jogos Intergeracionais voltados para todas as idades (9h às 11h30) e o Minicurso Montagem do kit solar portátil e apresentação do Ecolágua, das 14h às 16h30, na sala anexa à Casa da Ciência. Promovido pelo Instituto Amor, o minicurso é gratuito e não é necessário inscrição.

No minicurso os participantes irão aprender a construir o kit de iluminação solar, sistema que atende a necessidade de vários locais remotos e isolados do país sem acesso à energia. O kit é composto por placa solar, duas lâmpadas, uma bateria e um carregador de USB com capacidade para carregar celular e notebook, por exemplo. O kit é simples, de baixo custo e de fácil aplicabilidade, inclusive em embarcações.

Semana Nacional de C&T do Inpa estimula práticas alternativas na agricultura familiar

Os temas agrícolas são trabalhados na 1ª Semana ATUalizando do Programa de Pós-Graduação em Agricultura no Tópico Úmido (PPG-ATU)

 

Por Letícia Misna (texto e fotos) – Inpa

 

Para capacitar, atualizar e promover maior integração entre os estudantes de agrárias, profissionais e produtores rurais, o Programa de Pós-Graduação em Agricultura no Trópico Úmido (ATU) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) realiza a 1ª Semana ATUalizando. O evento integra a 15ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que neste ano tem como tema Ciência para a redução das desigualdades na Amazônia.

 

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A abertura da SNCT ocorreu nesta terça-feira (16) e segue até o domingo (21) com dezenas de atividades de incentivo à aprendizagem e a popularização da ciência para todas as idades, nos três campi do Inpa em Manaus e em instituições parcerias no interior, como Maués e Presidente Figueiredo. A proposta é aproximar a ciência da sociedade e promover a pesquisa como instrumento para o desenvolvimento sustentável.

Observar, experimentar, questionar e trocar idéias serão formas de aprendizagem presentes no ATUalizando, que também teve início na terça e encerra nesta quinta-feira (16 a 18), com palestras no Auditório da Ciência (campus I) e oficinas em laboratórios do Campus III (V8, Morada do Sol). Na oportunidade, a organização fez uma homenagem ao pesquisador aposentado Hiroshi Noda, por relevantes contribuições à agricultura amazônica. A palestra de abertura ficou a cargo do pesquisador do Inpa Luiz Augusto de Souza sobre o Uso econômico da biodiversidade: produtos e serviços das fabaceae para os agrossistemas amazônicos.

 

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Com oficinas, palestras e mesa-redonda, a organização leva aos participantes estudos que estão no foco do PPG- ATU, que é a agricultura sustentável e familiar, entre eles o manejo e o controle alternativo de pragas, sem usar defensivos agrícolas (químicos).

“Quando você desenvolve uma agricultura que utiliza agrotóxico, os fitopatógenos (agentes causadores das doenças) acabam criando resistência, e cada vez mais o agricultor vai tendo que procurar um produto mais potente para controlar as doenças. Além de agredir o meio ambiente, o agrotóxico acomete tanto o aplicador e como o consumidor, podendo causar doenças crônicas”, afirma o pesquisador do Inpa e coordenador do ATUalizando, Dr. Rogério Hanada.

Para a estudante de Agroecologia do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Amanda Cruz, o evento traz justamente o que vem acontecendo de mais atual nas pesquisas, além de tratar de conhecimentos tradicionais. “E isso tudo de forma muito prática, dando um retorno bem eficiente para a sociedade. Acho que o dever da ciência é esse: transpor essas portas e difundir o mais rápido possível”, disse Cruz.

Nos outros dois dias as atividades ocorrem em período integral: as palestras no Campus I (na sede do Inpa) e as oficinas no Campus III do Inpa, localizado na Rua da Lua, Morada do Sol ao lado da portaria da Associação dos Servidores do Inpa (Assinpa).

 

Diagnóstico de doenças e pragas de plantas

 

Foto Rogerio Hanada3 Acervo ATU 

 

Além de coordenar o evento, Rogério Hanada também fica a frente da oficina Diagnóstico de doenças e pragas de plantas, na qual os participantes irão analisar e identificar as principais doenças e pragas de plantas, no Laboratório de Fitopatologia, a partir do material coletado no campo.  

Entre as doenças abordadas estarão as infectam o tomateiro e dificulta o cultivo da hortaliça na região amazônica, como a mancha alvo, que causa manchas circulares nas folhas, além de manchas amarronzadas nos ramos e nos pecíolos, além de lesões circulares escuros nos frutos, e a murcha bacteriana, que murcha a planta de cima para baixo levando à planta a morte. Ambas as doenças são muito comuns na nossa região, pois as condições climáticas favorecem o desenvolvimento dos patógenos.

A oficina também vai trabalhar a sigatoka negra, a sigatoka amarela e o moko, que causam grande prejuízo às bananeiras; a antracnose em cebolinha e os pés de pimenta de cheiro e pimentão; e a vassoura-de-bruxa em cupuaçuzeiro. “A sintomatologia das doenças serão descritas e vistas a olho nu e com auxilio de microscópios para identificar os patógenos”, conta Hanada. A parte de pragas de plantas também será abordada na oficina pelos colaboradores.

A oficina terá como instrutores, além de Hanada, o mestre Luiz Alberto Guimarães Assis (Inpa), Dra. Rosalee Coelho Neto (Inpa), Dr. Ananias Alves Cruz (UEA), Samara da Silva Oliveira (mestranda do PPG-ATU).

Para mais informações, acesse a programação completa. O ATUalizando é coordenador por Hanado junto com uma equipe de estudantes.

 

Equipe ATUAlizando Foto leticia Misna INPA




Aplicativo Giulia permitirá visita autoguiada de deficientes auditivos no Bosque da Ciência

A nova funcionalidade da tecnologia assistiva foi apresentada na abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do Inpa. O aplicativo está na fase de ajustes e deve ser lançado no primeiro semestre de 2019. Veja aqui a programação da SNCT

 

 

Por Cimone Barros – Inpa

Fotos- Ingrydd Ramos (Inpa) e Paulo Sérgio Farias (Map Innovation)

 

Participar de palestras, visitar espaços culturais ou ir a uma consulta médica são atividades simples para a maioria das pessoas, mas para quem não consegue ouvir é um importante problema. Para superar essa barreira de acessibilidade, o Bosque da Ciência vai contar com um aplicativo de comunicação para surdos, permitindo à pessoa com deficiência conhecer os atrativos do espaço de visitação pública do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), sem a necessidade de um intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais).

A nova funcionalidade da plataforma Giulia Mãos que Falam voltada para o turismo inclusivo foi apresentada nesta terça-feira (16) na Conferência de Abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT/Inpa), que tem como tema Ciência para a redução das desigualdades na Amazônia. O evento segue até domingo (21). Após testes da função com alunos da Escola Estadual Augusto Carneiro dos Santos, o aplicativo de inclusão de pessoas com deficiência auditiva está na fase de ajustes e será lançado em março de 2019.

Referência mundial nos estudos de biologia tropical, o Inpa atua em várias áreas para combater problemas sociais. Entre elas estão o desenvolvimento do purificador solar de água (Água box), moradias sustentáveis e tecnologias de alimento voltadas para agrobiodiversidade da Amazônia. “Uma dessas frentes é inserir o deficiente auditivo no nosso circuito de visitação no bosque, fazendo com que a visitação seja relevante, compreensível e integrada à vida deles”, disse a coordenadora de SNCT e de Tecnologia Social do Inpa Denise Gutierrez.

 

GIULIABOSQUEFOTOPAULOSERGIOMAP

 

Outra frente de atuação é a inclusão dos idosos, que representam uma parcela representativa da sociedade. “A população está envelhecendo e precisamos pensar neles, oportunizando atividades em que podem aproveitar ao máximo o conhecimento que temos para compartilhar”, destacou Gutierrez.

Aplicativo

O aplicativo Giulia foi idealizado pela Map Innovation do professor Manuel Cardoso, que trabalha com tecnologias assistivas há 30 anos, e adaptado com a função para ponto turístico a partir de um projeto da professora do curso de Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Selma Batista. “O aplicativo permitirá ao surdo a visitação autoguiada passando pelos atrativos do bosque. Isso dará empoderamento ao visitante, sem que ele precise do condutor, porque nem sempre se tem disponível o condutor com habilidade em libras”, disse Batista, destacando que a ferramenta não substitui o intérprete.

A proposta é que no bosque estejam disponíveis para os visitantes alguns aparelhos de celular smartphones com o Giulia (instalado off line) para atender o visitante que tem celular ou que não tenha sinal de internet para baixar o aplicativo no próprio celular. “Os surdos têm uma limitação de comunicação, mas são tão normais quanto qualquer outra pessoa”, ressaltou Cardoso.

Conforme o Censo de 2010 realizado pelo IBGE, 9,7 milhões de pessoas têm deficiência auditiva. Hoje, estima-se que sejam 12,5 milhões, dos quais 5,5 milhões apresentam deficiência auditiva severa, situação em que há uma perda entre 70 e 90 decibéis (dB). “O Giulia vem romper paradigmas e trazer o pcd a para a inclusão social, econômica e cultural, permitindo acesso a lugares como o bosque. E espero que sirva de exemplo para a nova geração de que a superação se faz pela vontade de transcender limites”, disse Cardoso, que é professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e inventor do mouse ocular.

Atividades

 

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A mesa de abertura da SNCT contou com a participação do coordenador de Pesquisas do Inpa, Paulo Maurício Alecanstro; da coordenadora de Extensão do Inpa, Rita Mesquita; Reitor da Universidade Aberta da Terceira Idade da UEA, Euler Ribeiro; o presidente do Conselho Estadual do Idoso, Jorge Wagner Lopes; e do representante da Arquidiocese de Manaus, Joaquin Hudson Ribeiro. Grupos de idosos, estudantes e comunitários participaram da cerimônia. Até domingo (21) dezenas de exposições, oficinas, palestras e visitas serão realizadas no Inpa. A entrada no bosque da ciência será gratuita nesta semana.

“Eu estava ansiosa para conhecer o Inpa. Nós entramos pelo peixe-boi, e de cara fiquei encantada. Estou muito orgulhosa de estar aqui”, disse a aposentada Alzenir Bardeis, 65, que faz parte do l da Melhor Idade do Centro Estadual de Convivência do Idoso da Aparecida.

Quem também ficou animada com as atividades foi Mirela Vitória da Silva, 7, aluna do 1º ano da Escola de Estadual de Tempo Integral Nossa Senhora das Graças. “Achei legal a visita e gostei muito de aprender mais sobre a abelha que dá mel”, contou, referindo à oficina Conhecendo os Insetos do Bosque da Ciência, conduzida pelo bolsista de pós-doutorado do Inpa, o entomólogo Alexandre Somavilla.

Na oficina, Somavilla busca desmistificar os insetos. Em geral os estudantes, pensam logo no lado negativo desses animais, como a abelha ferroa, a barata é nojenta e o bicho-pau é venenoso. Os participantes aprendem sobre a importância dos insetos e sobre os diversos ambientes naturais onde são encontrados.

“Aqui a gente mostra a importância dos insetos e do motivo de eles existirem. A intenção é desmitificar a imagem negativa que as pessoas têm dos insetos e aprendam sobre os benefícios. As abelhas, por exemplo, a maior parte daqui da região não possui ferrão e elas são importantes na polinização e fabricação do mel”, contou Somavilla.

Ampa promove sensibilização ambiental no Bosque da Ciência em alusão ao Dia das Crianças

As atividades serão realizadas nesta quarta-feira pelo Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, que é patrocinado pela Petrobras

 

Por Fernanda Farias (texto e fotos)– Ascom Ampa

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Com intuito de expor a importância da preservação dos mamíferos aquáticos da Amazônia e os ecossistemas aquáticos, a Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) em parceira com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) realiza nesta quinta-feira (11) atividades lúdicas de educação ambiental em alusão ao Dia das Crianças (12 de outubro). 

 

EducacaoAmbiental Foto Fernanda Farias AMPA 2

 

As atividades acontecerão no Bosque da Ciência como parte da programação preparada pela coordenação do espaço de visitação pública do Inpa para os pequenos, das 9h às 11h e das 14h às 16h. Estão programadas pela parte da manhã Oficina de Mudas, Arte com Ciência e Arte Coletiva Amigos do Peixe-Boi, as duas últimas desenvolvidas pela Ampa que também seguem à tarde. A única alteração à tarde é que sai a Oficina de Mudas e entra Charadas no Bosque. Na sexta-feira (12), o bosque não funcionará.

A educadora ambiental do Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, Jamylle de Souza, explica que o principal objetivo é despertar nas crianças a valorização da preservação do meio ambiente. “Nossas atividades do projeto, que recebe o patrocínio da Petrobras, visam fomentar nas crianças a importância de preservar os ecossistemas aquáticos com práticas simples, como reutilizar materiais no seu aprendizado de maneira interativa”.

Conforme Souza, o projeto optou pela arte por ser uma técnica que as crianças gostam muito. “Vamos preparar um mural onde várias crianças poderão desenhar e mandar mensagens de conservação”, conta a educadora.

 

EducacaoAmbiental Foto Fernanda Farias AMPA 1

 

As atividades da Ampa contarão com a participação de artistas locais que trabalham com materiais de baixo impacto para o meio ambiente, além de ter a natureza como sua principal inspiração, como a artista visual Adriane França, do ateliê , e o músico Agostinho Guerreiro, do estúdio Tupira.

 

Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia

 

O Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia recebe o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, renovado neste ano. O projeto é executado pela Ampa e tem como principais objetivos resgatar, reabilitar e reintroduzir peixes-bois (Trichechus inunguis) aos rios da Amazônia, além de auxiliar o projeto Boto do Inpa.

O peixe-boi, espécie endêmica da Amazônia, ainda é extremamente caçado na região, como explica o biólogo Diogo Souza. “A carne do peixe-boi é muito apreciada por muitas pessoas, mas a caça e comércio desses animais é ilegal”, diz, acrescentando que por este motivo o Inpa recebe uma média de doze filhotes por ano. “Os caçadores matam a fêmea e o filhote fica órfão e perdido sem saber como se alimentar, já que eles mamam até os dois anos de idade, e aqui no Inpa eles são reabilitados para serem devolvidos para a natureza”.

Com o intuito de reabilitar os filhotes de peixe-boi para serem, futuramente, soltos nos rios da Amazônia, o Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia criou o Programa de Reintrodução. “Após reabilitação adequada os peixes-bois são encaminhados para o semicativeiro para se adaptarem gradual/lentamente à natureza e assim consigam sobreviver quando forem soltos nos rios”, conclui o pesquisador.

 

Núcleo do Inpa em Rondônia e ICMBio iniciam nova fase de atividades em Unidades de Conservação

A integração das duas instituições já possui resultados relevantes, como a criação da associação de moradores do rio Umari, no entorno do Parque Nacional Manguari, em Lábrea (AM)

 

Da Redação – Inpa*

Foto: Acervo Raimundo Cajueiro

 

Com foco na implantação de ações sustentáveis, que garantam a melhoria da qualidade de vida e a harmonia na gestão das Unidades de Conservação (UC), moradores de comunidades da região do Vale do Guaporé participaram de oficinas com o Núcleo de Apoio à Pesquisa do Inpa em Rondônia (Napro) e com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A ação é realizada por meio do Núcleo de Gestão Integrada (NGI) das Reservas Extrativista (Resex) do Rio Cautário e Reservas Biológicas (Rebio) do Guaporé.

 

Entre os dias 25 e 28 de setembro, as entidades realizaram duas oficinas com moradores da Resex Federal do Rio Cautário e com moradores da Resex Estadual do Rio Cautário. Já na Rebio Guaporé, o público alvo foi a comunidade quilombola Santo Antônio do Guaporé que existe desde o século XVIII.

 

No encontro com as duas reservas extrativistas ficou acertada a realização de capacitações voltadas para exploração sustentável dos recursos naturais, incluindo curso de boas práticas na produção de farinha de mandioca, e a implantação de sistemas agroflorestais com espécies frutíferas regionais e essências florestais. Essa tendência está fundamentada no extrativismo e no cultivo de mandioca para a produção de farinha, a base da economia local.

 

Na comunidade quilombola, que também tem como principal fonte de renda a farinha de mandioca, foram agendadas capacitações de boas práticas na produção do alimento e o curso de agroecologia, que deverá enfatizar o manejo e a conservação do solo, com a finalidade de otimizar o uso das áreas de plantio, evitando a pressão para abertura de novas áreas.

 

Ações anteriores

 

A integração Inpa/Napro e ICMBio já possui resultados relevantes, como a implantação de Unidades Demonstrativas de Sistemas Agroflorestais, a capacitação de produtores em ações sustentáveis com destaque para a exploração de produtos florestais não madeireiros, além da implantação de um viveiro comunitário e da criação da associação de moradores do rio Umari, no entorno do Parque Nacional Manguari, em Lábrea (AM).

 

As ações dessa parceria estão sendo coordenadas pela analista ambiental Lidiane França da Silva, representante do NGI/ICMBio Rio Cautário e Rebio Guaporé, e pelo técnico e doutor em Botânica Raimundo Cajueiro Leandro, chefe do Napro, além da participação do também analista Rafael dos Santos Rocha, coordenador do NGI Cautário/Guaporé.

*Com informações do Napro

Inpa realiza Semana Nacional de C&T com foco na redução das desigualdades na Amazônia

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De 16 a 21 de outubro, o Instituto desenvolverá atividades gratuitas em Manaus e no interior. São exposições, oficinas, palestras, visitas a laboratórios e jogos para todas as idades

 

Por Cimone Barros - Comunicação Inpa

Fotos: Karen Canto e Shirley Cavalcante

 

No Brasil, a cada quatro pessoas uma vive na linha de pobreza e tem renda familiar equivalente a R$ 387,07 ou US$ 5,5 dólares por dia, valor adotado pelo Banco Mundial para definir se uma pessoa é pobre. Para ajudar a reduzir essas desigualdades sociais ainda profundas e gritantes em vários níveis no Brasil, a ciência na Amazônia busca conhecer a megabiodiversidade da região para transformar as potencialidades em melhoria de qualidade de vida para as populações.

 

É com esse sentimento de transformação social e de respeito ao meio ambiente que o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) prepara a 15ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). Realizado em todas as unidades da federação, o evento é uma oportunidade em que o Instituto abre as portas à população para mostrar o que faz, além de popularizar a ciência e capacitar pessoas em áreas diversas.

 

De 16 a 21 deste mês, acontecerão dezenas de atividades gratuitas para todas as idades, como a exposição de Mudanças Climáticas, a oficina de Inovações em Meliponicultura (Maués), a palestra A cultura da bananeira: desafios e oportunidades, as visitas ao Laboratório de Mamíferos Aquáticos e ao Centro de Estudos de Quelônios da Amazônia, nos três campi do Inpa em Manaus e em instituições parceiras no interior. Veja a programação completa.

 

VisitaaolagoamazonicoAcervoMaua

 

A abertura será na terça-feira (16), às 9h, no Auditório da Ciência do Bosque da Ciência, localizado na rua Bem-te-vi, s/nº, Petrópolis. Há ainda atividades planejadas para seis municípios do interior: Maués, Presidente Figueiredo, Careiro da Várzea, Manacapuru, Novo Airão e Rio Preto da Eva.

 

Para a coordenadora de Tecnologia Social do Inpa, Densie Gutierrez, o tema “Ciência para redução das desigualdades na Amazônia” está alinhado aos serviços e tecnologias desenvolvidos pelo Inpa. Com 64 anos de atuação, o Instituto é reconhecido por pesquisas sobre mudanças climáticas, conservação de espécies (peixe-boi, boto), inventários florestais, ecologia, agricultura, piscicultura, tecnologia de alimentos e doenças como malária, dengue, leishmaniose e tuberculose. “Na área de produção e transformação de alimentos, por exemplo, atuamos não só na agricultura e agroecologia, mas também na agregação de valor”.

 

As atividades estão voltadas para todos os públicos. Além dos estudantes das escolas e universidades, este ano o Instituto tem interesse em ter no evento idosos, crianças das periferias, indígenas e negros. “Esse é um público que temos mais dificuldade em atingir, ao mesmo tempo em que tem maior ligação com essa necessidade da redução de desigualdades e de inclusão social”, destacou Gutierrez.

 

SBPC Alimentos Foto Shirley Cavalcante INPA

 

Escolas e grupos organizados em participar da SNCT do Inpa podem agendar a visita pelo site http://abc-bosque.inpa.gov.br/ ou entrar em contato pelos telefones (92) 3643-3105/3192.

 

ATUalizando

 

Um novidade deste ano da SNCT do Inpa é a 1ª Semana ATUalizando do Programa de Pós-Graduação de Agricultura no Trópico Úmido (PPG-ATU), que será realizada de 16 a 18 (terça a quinta). Na oportunidade serão oferecidas palestras e oficinas, de pesquisadores do Inpa e de outras instituições, para estudantes, produtores rurais e profissionais.

 

Entre as atividades estão a palestra Potencialidades das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC’s) no Trópico Úmido, com o professor do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) Valdely Kinup; a mesa-redonda A produção orgânica na Agricultura Familiar do Amazonas (AgroUfam, Aproam e Inpa) e a oficina Diagnóstico de doenças e pragas de plantas, com o pesquisador do Inpa Rogério Hanada e equipe. Os interessados em participar do ATUalizando podem inscrever-se clicando aqui.

 

Saiba mais

 

Há quase 40 anos o Inpa estuda camu-camu (Myrciaria dubia), fruto mais rico em vitamina C, sob os aspectos agronômico, biológico e tecnológico. Nesses anos domesticou o fruto, fez melhoramento genético da semente e trouxe para a terra firme a produção típica das várzeas e dos rios amazônicos. Na tecnologia, pesquisadores desenvolveram o camu-camu desidratado (liofilizado), alimento funcional que ajuda a reduzir gordura e açúcar na corrente sanguínea. Nessa área há ainda cereal matinal de açaí e pupunha, vinagre de cubiu e biofilme da fécula de cará, produto biodegradável e que pode ser consumido junto com o alimento.

 

Oficina Pescado Foto Karen Canto INPA 10

 

O Inpa desenvolveu também o purificador de água (água box), a tecnologia de criação de peixes em canal de igarapé, criação de abelhas sem ferrão para a produção de mel, produtos à base de peixes (hambúrguer, ceviche e picles de tambaqui). Outra importante frente de atuação é no fornecimento de informações técnico-científicas para recolonização de áreas perturbadas e de manejo mais adequado e compatível com a vocação de ambientes como a várzea, de onde se extrai mais de 60% da madeira que abastece o mercado de Manaus.

Coordenação de Capacitação do Inpa seleciona 17 bolsistas para pós-doutorado

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São 15 vagas para atuar nos quatros focos de pesquisas do Inpa e duas bolsas para o programa LBA. Mais informações podem ser obtidas no no site do Inpa http://portal.inpa.gov.br/portal/

 

Da Redação - Inpa

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O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), por meio da Coordenação de Capacitação (Cocap), está com inscrições abertas em dois editais para a seleção de 17 candidatos para bolsas de Pós-Doutorado. As inscrições podem ser feitas de 05 de outubro a 05 de novembro.

 

No Edital Inpa Cocap Nº 22/2018 serão selecionados 15 bolsistas para atuar nos quatro focos de pesquisas da Instituição, organizados nas coordenações de Biodiversidade (Cobio), Dinâmica Ambiental (Cedam), Sociedade, Ambiente e Saúde (Cosas) e Tecnologia e Inovação (Cotei).

 

 

O Edital Inpa Cocap Nº23/2018 oferece duas bolsas para atuar no Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera da Amazônia (LBA), com trabalhos dentro da temática de Desenvolvimento de Pesquisa sobre o Clima e os Ciclos Biogeoquímicos dos Ecossistemas Amazônicos. As pesquisas serão voltadas para as áreas de Hidrologia de Superfície e Química da Água e de Gestão de Dados em Micrometeorologia.

 

Nos dois editais as bolsas terão início a partir de dezembro de 2018 com vigência de até 36 meses. O valor da bolsa é de R$ 4.100,00 e será paga pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). 

 

As inscrições serão realizadas por meio do envio de documentos para a Cocap, no endereço eletrônico cocp@inpa.gov.br. Os resultados serão divulgados no site do Inpa, no endereço http://portal.inpa.gov.br/ a partir do dia 29 de novembro deste ano. 

Bosque da Ciência não abrirá neste domingo de Eleição

O espaço voltará a receber os visitantes na terça-feira

Da Redação – Inpa
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O Bosque da Ciência, área de visitação pública do Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (Inpa/MCTIC) ficará fechado ao público neste domingo (07), por conta das Eleições 2018. O funcionamento voltará ao normal a partir da terça-feira (09).

Além de ter contato com uma variedade de espécies vegetais, os visitantes também podem observar peixes-bois, jacarés, macacos, ariranhas, o Lago Amazônico, a Casa da Ciência, uma diversidade de atrativos. Localizado na rua Bem-te-vi, s/nº, no bairro Petrópolis em Manaus-AM, o Bosque é aberto à visitação de terça a sexta, entre 9h–12h e 14–16h30, e aos sábados, domingos e feriados, entre 9h–16h. Às segundas o local fica fechado para manutenção.

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